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\ZINE\

Como foi a turnê do Valv no Bananada e novidades a caminho

Depois de voltar da “hibernação” e lançar apenas o 2º EP de sua carreira em 2018 (“Nautilidae”), o Valv foi convidado a voltar ao festival Bananada, em Goiânia, depois 17 anos. A primeira participação foi em 2002, quando eles haviam acabado de lançar seu 1º e único álbum, “The Sense of Movement” e tinham apenas mais um EP no currículo, “Ammonite”.

Com o lançamento de “Nautilidae”, a banda voltou lentamente a fazer shows. A formação do Valv desde 2017 também é diferente da formação que havia tocado em Goiânia em 2002. Da formação original restaram os guitarristas Luciano Cota e Alessandro Travassos. Os principais shows desse retorno acontecerem em sua cidade natal, Belo Horizonte, primeiro no Festival Quente e depois no Festival Garage Sounds, além de várias “batidas de ponto” no clássico A Obra.

Para a mini turnê do Bananada, que começou dia 09 de Agosto na Saleta em BH, passou pelo Vinil Cultura Bar em Uberlândia, e terminou dia 17 de agosto no Bananada em Goiânia, o Valv pela primeira vez virou um quinteto: Vítor Ávila (foto acima) entrou com uma 3ª guitarra, deixando o som dos mineiros ainda mais potente.

Confira este vídeo gravado por Bernardo Sardinha na Saleta, em BH:

Sobre o Bananada, a banda declarou em suas redes sociais: “O que dizer do Bananada? Simplesmente um dos melhores festivais do Brasil! Desde a 1ª vez que tocamos (em 2002) temos uma relação com Goiânia que a cada show se mostra cada vez mais especial! E nesse Bananada não foi diferente! Muito obrigado @fabricio_nobre e a todos da organização, ao pessoal da técnica do palco Tropical Transforma (@manchaaaaaaaaa @arthuramaral_ @brubuzollo @anasmile @andersonlemes__ @braztn ) por todo apoio e ajuda no nosso show, ao @gentil.nascimento também por toda a ajuda em todo o final de semana e a todos que estiveram não só no nosso show mas em todos os dias do festival. Foi lindo demais e esperamos voltar a Goiânia em breve! Valeu demais!”

De volta pra casa, a banda vai continuar a gravar novas músicas que podem virar um novo EP, apenas o 3º em seus quase 20 anos de estrada. Seguem também alguns registros do show no Bananada:

Postado 02/09/2019 às 13:17

Iorigun e Slowaves lançam novos singles

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O Slowaves está partindo para o seu 2º single, da música “Here She Comes”. A música foi gravada em maio de 2019 no Home Studio da banda, em Belém (PA) com produção, mixagem e masterização por Dennis Guedes, da banda carioca The Outs. “Conhecemos o Dennis via internet, conversamos sobre produzir uma música juntos e eu mostrei a demo de ‘Here She Comes’, ele topou. Dennis foi produtor, engenheiro de áudio e ainda gravou baixo, tracks de guitarra, a bateria do verso e fez um backing vocal“, explica Matheus.

“Here She Comes” também é a 1ª música de um EP com 4 músicas, ainda sem título, que deve ficar pronto até Outubro deste ano. Matheus e Carlos voltaram ao formato de duo.

Ouça “Here She Comes”
página do Slowaves`
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Iorigun está lançando “Wasting My Time”, primeiro single de um EP que pretende ser político, “uma compilação de crônicas sobre relações, informação/desinformação e as diferentes cavernas digitais que vivemos hoje” segundo a banda. Todas as músicas terão como título “Wasting my…” e vão lidar com os tópicos mencionados acima. A banda de Feira de Santana (BA) ainda não decidiu quantas músicas mas outras 3 ou 4 canções vão ser gravadas e lançadas nos próximos meses. O Ep vai se chamar “Waste”.

“Wasting My Time” foi mixada e masterizada por Moysés, baixista do Iorigun. “Estamos experimentando outras formas de composição e enveredando por outros estilos, talvez essa tenha ficado um pouco mais pop“.

Ouça “Wasting My Time”
página do Iorigun
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Postado 02/08/2019 às 8:56

O fim de uma era: Electric LoFi Seresta lança 3º álbum

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Calma, o projeto solo do Guilherme Almeida, Electric Lofi Seresta, não está acabando.

Pelo contrário: hoje sai o 3º álbum solo do guitarrista da banda John Candy, intitulado “End of Decade”. As 12 músicas trazem um olhar pessimista sobre o fim da 1ª década do século XXI em músicas como “Western World”, “Hate Your Post” e “Fake News”. “São coisas que a gente pesca no ar. O comportamento de manada, mesmo quando bem intencionado, e a estereotipação das posições que são viralizados nas redes sociais. Na verdade, trata-se da mais formidável ferramenta de controle das subjetividades já criada, pois é afetiva – ‘fake news are a way to your hearts’, está lá em um dos versos da faixa ‘Fake News’ do novo álbum“.

Gravado em menos de 1 mês em casa, “End of Decade” obedece a regra da economia de recursos na gravação. Guilherme acha que se uma canção não mantem sua força a despeito dos pedais de efeito, ela não vale para o espírito do Electric Lo-Fi Seresta. “Improviso em casa todos os dias por prazer e por necessidade fisiológica. Chega um momento em que você quer se livrar daquelas músicas que estão na sua cabeça. Gravar é a melhor maneira de fazer isso. Por isso o processo de gravação é tão rápido“.

Em 2015, o ELFS lançou o 1º álbum “Noites Brancas” (Dufflecoat Records) e depois “Interstellar Motel Radio” (2017) pela paranaense NapNap Records. “End of Decade” sairá  em versões digital e também numa tiragem limitada em picture CD.

Dai é óbvio que todos fazem a mesma pergunta: CD? “Os suportes físicos para música nunca desapareceram e nem irão desaparecer, por um motivo, se me perdoe o palavrão, fenomenológico: eles dão um senso de permanência e de identidade ao ouvinte. Mas não vejo por que ser contra o streaming, eu não sou contra – quanto mais opções para escutar música, melhor“, conclue Guilherme.

Então, para ouvir “End of Decade” online:
no Bandcamp do midsummer madness
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Spotify

Guilherme é professor de Filosofia no Instituto de Educação. A foto da capa foi feita durante a ocupação de estudantes na crise do Estado do Rio de Janeiro em 2016. “Alguns alunos me chamaram para fazer um show na ocupação para arrecadar alimentos para os funcionários que estavam 6 meses sem receber salários. Essa foto tirada nesse dia, na saída da ocupação, foi um dia especial, na minha década pelo menos“.

Junto saiu hoje um clipe para a faixa-título. Guilherme comenta: “O clipe tem também esse mesmo tom retrospectivo. Pelos menos umas 50 pessoas, até onde pude contar, que frequentavam as festas indies cariocas nos últimos 10 anos podem ser identificadas no clipe. Tanto a capa como o clipe são obras da Tati” (Tatiana Guimarães, esposa de Guilherme e produtora de shows).

Um dos pontos mais interessantes de conversar com o Guilherme e ouvir as músicas do Electric LoFi Seresta são as divagações sobre temas que muitos julgam banais, como o streaming: “Com ele vieram uma série de hábitos ruins, como a péssima administração e qualidade dos arquivos em alguns serviços, os algoritmos que deseducam a curiosidade de explorar por conta própria. No passado não era melhor. Mas também não era necessariamente pior, como querem alguns que confundem atitude progressista com conformismo às novidades. Esse apelo ao conformismo às novidades, isto sim é reacionário demais, como toda conformidade. ‘Conforme-se, adapte-se ao novo, agora é assim e acabou!’– isto é horrivelmente conformista, como se a atualidade fosse sempre resultado de uma lei evolutiva que deve se impor, quando sabemos que se não há uma metafísica do progresso (nem de decadência) na História, que dirá na cultura pop, da qual o indie faz parte”.

O contato “real” com o público, desejo intrínseco ao suporte físico, poderá se materializar em shows? “Serão poucos shows, como sempre foi com o Electric Lo-Fi Seresta. No Rio, em Maringá, em Juiz de Fora e São Paulo há convites. Para os shows, a bateria é responsabilidade do garoto nota 10, Joab Regis, que também toca comigo no The John Candy há muitos anos. E vou experimentar alguns shows com baixo, que ficará com meu velho amigo virtuose Rafael Valverde, o maior fã de Lilys do planeta Terra, fato incontestável“.

Auto-proclamada a única banda a executar versões de East River Pipe e Go-Betweens, Guilherme também conhece as esquinas das pistas de dança e a tampa neural da maioria dos ouvidos para uma série de sons. Estas experiências foram detalhadas na incrível “To Empty the Dancefloor” que lista uma sequência de músicas capaz de esvaziar qualquer festa.

Eu estava com dificuldade de colocar letra nessa música mas não queria dispensá-la porque gostei do instrumental dançante meio Furacão 2000 das antigas cruzado com o climão Cocteau Twins circa 1984. Aí me lembrei de algumas festas nas quais discotequei nos últimos anos, onde eu invariavelmente esvaziava a pista com algumas das bandas citadas nesta música. Action Painting, Bart & Friends, Bilinda Butchers, Cleaners From Venus, Half String… onde eu estava com a cabeça para dar esse prejuízo aos que me convidavam para discotecar? São uns santos, agradeço a todos“.

Postado 25/07/2019 às 9:09

Um caso de amor com o Pin Ups! Saiu “Long Time No See”

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Primeiro encontro com o Pin Ups

Quando conhecemos o Pin Ups lá em 1989 (ou 1990 não lembramos) eles já eram nossos ídolos. Uma banda que já tinha um álbum, “Time Will Burn”, e que escutava os mesmos discos obscuros que a gente: Telescopes, Loop, Spacemen 3…

Olhávamos para a contracapa do 1º álbum sonhando um dia estar ali, ajudando a lançar um disco deles.

Pois esse dia chegou.

Hoje, 14 de Junho de 2019, quase 30 anos depois, sai “Long Time No See”, o 7º álbum de estúdio da Alê Briganti, do Zé Antônio, do Flávio Cavichiolli e agora do recém-chegado mas não menos veterano Adriano Cintra.

Nossa paquera com a banda durou muito tempo. As primeiras rosas foram em 2015 quando descobrimos cópias perdidas do compacto “Guts” lançado pela Fishy Records. Refizemos a capa e o disquinho vendeu rápido, principalmente no Sesc Pompeia em 2015, quando a banda, numa crise de auto-estima, decidiu fazer um show de despedida.

A frase que não saía da nossa cabeça era a Alê, quando, já perto do final show com lotação esgotada e pessoas em êxtase, perguntou: “Aonde vocês estavam esse tempo todo?“. Como um Pêpe Le Gambá apaixonado, a gente estava na plateia.

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Pin Ups ao vivo na Obra, em BH, 2018

Foi essa “condição” que a paquera deu pra gente chegar junto. No ano seguinte, “em relacionamento sério”, relançamos todo catálogo da banda para o streaming e, junto com a Assustado Discos, fizemos uma edição caprichadona do “Lee Marvin” em vinil.

Depois de tantas trocas de carinhos, não apenas nossa mas de vários amigos e selos (sim, temos um relacionamento aberto com eles), o Pin Ups ficou quase 1 ano no Estúdio Aurora em São Paulo gravando “Long Time No See”.

O disco ficou pronto e a gente estava, mais uma vez, longe. Em 1990 a distância era um busão noturno para Sampa; agora a distância é um vôo de 12h de Londres. Mas mesmo assim, fomos lembrados e com a maior honra do Mundo, fechamos parceria com a Fleeting Media para lançar esse novo disco do Pin Ups.

Quando escutamos pela 1ª vez, deu para dizer “esse é o melhor álbum do Pin Ups”. Ouçam e tirem suas conclusões:
página do Pin Ups
Bandcamp
Spotify
Deezer
Apple Music

“Long Time No See” existe em 3 formatos: digital, CD e vinil. A versão digital está nestes links ai em cima mas somente no Bandcamp e no mmrecords traz uma faixa exclusiva: “First Time”.

A versão em CD já está a venda, com o design do talentosíssimo Laurindo Feliciano, vem com encarte e capa especial no formato digifile. São apenas 500 cópias e uma faixa exclusiva que não estará no digital, nem no vinil: “Awaken Dream”. Você já pode comprar o CD clicando aqui. Se você estiver em SP, a Locomotiva Discos já tem o CD a venda, aqui.

O vinil ainda está sendo fabricado e uma pré-venda vai ser anunciada em breve. Serão apenas 300 cópias. Inscreva-se na newsletter do midsummer madness para se manter informado.

O show de lançamento de “Long Time No See” será sábado, 15 de Junho, no mesmo Sesc Pompeia em São Paulo. Mais detalhes aqui. Estaremos presentes no show com a banquinha vendendo o CD “Long Time…”, as últimas cópias do vinil “Lee Marvin”, camisas e outros itens.

Sempre idolatrando o Pin Ups, desde 1989!

Postado 14/06/2019 às 8:08

Pin Ups lança single com participação de guitarrista do Superchunk e anuncia shows

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“Mexican Tale” é o segundo single do 7º álbum do Pin Ups, “Long Time No See” que vai ser lançado dia 14 de Junho. A faixa conta com a participação do guitarrista do Superchunk e do Portastatic, Jim Wilbur, e também de Amanda Butler do Sky Down no backing vocals.

A capa do single foi feita por Laurindo Feliciano, responsável pela ilustração que aparece na versão brasileira do livro “The Handmaid’s Tale”, base para a série de televisão.

Dia 15 de Junho, o Pin Ups fará um show de lançamento do novo álbum no SESC Pompeia em São Paulo. Ingressos estão a venda neste link. No dia do show, a versão em CD de “Long Time No See” estará a venda por R$20. O vinil ainda está sendo fabricado e deve ser lançado em breve.

No dia 22 de Junho, o Pin Ups tocará após a exibição do documentário “Guitar Days – An Unlikely Story of Brazilian Music” (trailer abaixo)

16h | Guitar Days – An Unlikely Story of Brazilian Music • In-Edit Brasil | Sala Lima Barreto
18h30 | Show Guitar Days com Pin Ups, Wry, Twinpine(s) e Sky Down
Centro Cultural São Paulo | Rua Vergueiro, 1000, São Paulo / SP

Enquanto isso, o single anterior, “Spinning”, entrou nessa playlist muito bacana do blog norte americano White Light / White Heat. Vale a pena dar uma escutada em todas as sugestões de bandas novas.

“Long Time No See” é um lançamento conjunto do Pin Ups com os selos midsummer madness e Fleeting Media.

O single saiu com exclusividade no Tenho Mais Discos que Amigos, que também conversou com a banda, leia aqui.

Ouça “Mexican Tale”:
página do Pin Ups
Bandcamp

Postado 07/06/2019 às 11:33

Lautmusik lança 1º single do novo disco: “Little Halo”

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Quase três anos depois de “Juniper”, o Lautmusik está em estúdio preparando o lançamento de seu 3º álbum, ainda sem título. O quarteto está enfurnado na produtora Shout, em Porto Alegre, com Rafael Heck, baterista da Tequila Baby, que está produzindo o disco junto com a banda. “Temos de Jesus and Mary Chain a Ramones, de Siouxsie a Blondie como bandas favoritas em comum com Heck”, explica Alessandra Lehmen, vocalista do Lautmusik, “Ele entende muito bem nossas referências, em especial o fato de que não somos uma banda revival.”

O Lautmusik passou por algumas mudanças na formação, e talvez por isso o espaço de quase três anos entre os álbuns. Um dos guitarristas, o Cassio, se mudou pro interior do RS e o baterista, Prati, se mudou pros EUA. No lugar deste entrou Pedro Rheinheimer e a banda segue com um guitarrista a menos.

Por enquanto o Lautmusik tem três faixas finalizadas. Em março passado “Sobriety” saiu na coletânea “Out of The Darkness” (The Blog That Celebrates Itself). O compilação foi uma iniciativa de Christopher Casey, do Static Daydream, que perdeu o irmão Jamie para o suicídio. Toda renda arrecadada pelo disco está sendo revertida para a American Foundation for Suicide Prevention.

“Little Halo” está sendo lançada hoje como primeiro single mas já vem sendo executada ao vivo desde o ano passado. O lado B deste single digital é uma versão para “Over and Over”, também lançado pelo The Blog That Celebrates Itself, num tributo ao Skywave. A faixa foi gravada no estúdio caseiro do ex baterista Prati em 2015.

Para a capa do single de “Little Halo”, o Lautmusik pediu ajuda aos amigos da banda e várias colaborações surgiram. “Escolhemos esse desenho do artista gaúcho Tuta Santos (também conhecido como tuta.dos), baseado em uma fotografia, feita por uma amiga dele, de um campo de batalha na Síria“, explica Alê.

Ouça “Little Halo” na página do Lautmusik
Ouça e compre no Bandcamp
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Postado 31/05/2019 às 9:08

Lava Divers lança single novo e se despede da baterista Ana

foto de Rafa Bulleto

foto de Rafa Bulleto

Depois que se mudou para São Paulo, a baterista do Lava Divers, Ana Zumpano, teve que se ausentar das atividades da banda, com 3/4 de seus integrantes no Triângulo Mineiro. A decisão dos quatro, de comum acordo, era que a banda precisava de outra baterista para continuar ativa.

Antes de sair, Ana gravou com João Porto, Glauco Ribeiro e Eddie Shumway uma faixa nova, composta em apenas 6 horas para o projeto Jaggermeister Grounds. “Another Day” foi registrada e mixada por Lucas Mortimer em seu estúdio em Belo Horizonte (MG).

Canção e letra criadas por Ana e gravadas pela banda, Ana comentou sobre o que andava pela sua cabeça quando fez a faixa: “Eu estava ouvindo Yo La Tengo mais do que nunca, Wilco também, Alvvays, Soccer Mommy e Boogarins?! Foi a música menos barulhenta que a gente fez. A letra soou na minha cabeça como um mantra de libertação.

Lançada em parceria com o selo Milo Recs, “Another Day” fica como um belo registro de uma parceria frutífera. Enquanto isso, Joe, Glauco e Eddie andam experimentando com novos integrantes para colocar o Lava Divers novamente na estrada. O disco de estreia da banda, “Plush”, lançado em 2017, ainda tem cópias disponíveis em CD, compre aqui.

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Postado 29/05/2019 às 7:19

Mini-doc sobre um show do Fellini em Brasília em 1998

Foi publicado essa semana no Facbeook, um mini-doc (47 min) sobre um show do Fellini em Brasília em 1998.

Editado a partir de fitas VHS, o resultado é emocionante. Dirigido por Zefel Coff, o doc foi republicado na página do Fellini com a seguinte introdução:

No dia 19 de dezembro de 1998, o Fellini fez sua única apresentação em Brasília. Um grupo de fãs filmou o show e os bastidores. As fitas foram perdidas e reecontradas décadas depois. A gravação do show virou o filme ‘O Último Adeus de Fellini’ (2018/ Zefel Coff). Os bastidores resultaram nesse documentário, ‘O Dia do Adeus de Fellini’. O grupo viajou sem seu baixista original, Ricardo Salvagni. Cadão Volpato, Jair Marcos e Thomas Pappon (com cara de bunda por causa de uma megarressaca) foram acompanhados por Rainer Tankred Pappon e Reka Ortega“.

Assista:

Postado 26/05/2019 às 7:49

Pin Ups anuncia 7º álbum depois de 20 anos e lança 1º single

foto por Fe Gamarano

Se você gosta das bandas do midsummer madness e nunca ouviu falar do Pin Ups, pára tudo! Quando o midsummer madness era apenas um fanzine xerocado em 1989, o Pin Ups já estava lançando seu primeiro álbum, “Time Will Burn”. Ou seja, há 30 anos atrás, Zé Antônio (guitarra) e Alê Briganti (baixista e vocalista, os integrantes remanescentes) já eram ídolos.

Seis discos de estúdio foram lançados entre 1990 e 1999 mas em 2001, depois de algumas mudanças na formação, Zé, Alê, Elaine Testone (guitarra) e Flávio Cavichiolli (bateria) deram um tempo.

O midsummer madness relançou todos os álbuns da banda no digital, dá para ouvir aqui, ou aqui, ou aqui.

Em 2015, a banda decidiu fazer um show de “despedida”. Só que foi tão legal rever todo mundo, conhecer pessoas novas que estavam curiosas com a tal “banda que moldou o underground brasileiro” que eles resolveram voltar.

Durante quase todo ano de 2018, Zé Antônio, Alê Briganti, Flávio Cavichiolli, acompanhados de Adriano Cintra (Cansei de Ser Sexy, Madri, Thee Butcher’s Orchestra) se enfurnaram no Estúdio Aurora em São Paulo para gravar “Long Time No See”.

Saem do estúdio com 11 músicas que serão lançadas em CD (com faixa exclusiva “Awaken Dream”), vinil (a ser lançado em breve) e no digital (também com faixa exclusiva “First Time”). O disco será lançado numa parceria entre midsummer madness e Fleeting Media, mesmo selo que lançou recentemente o novo disco do Churrus.

O primeiro single, da música “Spinning” está sendo lançado hoje junto com um clipe produzido por Ronaldo Miranda, amigo de longa data da banda e um dos principais fotógrafos da carreira do Pin Ups.

“Long Time No See” será lançado no digital dia 14 de Junho. No dia 15 de Junho, o Pin Ups fará um show de lançamento no Sesc Pompeia. Inicialmente, a versão em CD será vendida exclusivamente no show.

Ouça “Spinning” na página do Pin Ups
Ouça, baixe ou compre no Bandcamp
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Postado 24/05/2019 às 5:58

Entrevista com Pin Ups para o zine Midsummer Madness em 1991

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Pin Ups (1997) – foto por Ronaldo Miranda

Para voltar à história do Pin Ups, na edição nº 4 do fanzine midsummer madness, provavelmente lançado em 1991, nós conseguimos nossa primeira entrevista com a banda. Rodrigo e Guilherme Lariú foram a SP para assistí-los ao vivo no Espaço Retrô e, graças a ajuda da Erica Atarashi, conseguiram entrevistar a banda nos intervalos da gravação do programa Clip Independente, na Brasil 200o FM.

Abaixo, segue a íntegra da entrevista, como foi publicada na edição nº 4 do midsummer madness. Cheia de filosofias juvenis, idiossincrasias da época e muita ingenuidade.

Por favor, levem a imaturidade (de ambos) em consideração.

O Pin Ups lançará seu 6º álbum de estúdio no próximo dia 14 de Junho. Single da música “Spinning” já está disponível no Bandcamp.

Vozes no limite, pedais, barulho, alucinação.
A vida parece correr mais que o corpo em São Paulo, mas infelizmente ela parece se arrastar para os quatro integrantes do PIN UPS. “Sair daqui o mais rápido possível, deixar o país. Essa é a meta principal”, respira fundo Zé Antônio (guitarra e vocal).

Ao escrever esta matéria invariavelmente me lembro da frase “São a banda certa no lugar errado”. Pin Ups, banda paulistana surgida em agosto de 88, toca quase sempre no Espaço Retrô (o Marquee paulistano, uma little England em termos musicais), já lançou um disco pela Stiletto chamado “TIME WILL BURN” mas permanece desconhecida na imprensa nacional (antes anônima e única do que parte dessa geleia de sucessos). É incrível como poder existir no país público ávido por mais lançamentos da Creation ou de discos da regressiva class of 86 (movimento musical inglês que reúne bandas que exploram os anos 60, como Chapterhouse, Primal Scream e Jesus ) mas é incapaz de olhar de relance para dentro de seu próprio país e enxergar bandas que seguem o mesmo caminho. É certo que são poucas, mas o Pin Ups se destaca pois quem já ouviu, garante, como a Stiletto (gravadora independente que tem em seu catálogo My Bloody Valentine, Wedding Present) e várias casas noturnas. Sua aura em São Paulo atinge um raio incrível de distância e foi justamente para apresentar a vibração de suas infernais guitarras com bases deliciosamente distorcidas e bateria incansável que o Pin Ups foi à RÁDIO BRASIL 2000 FM (107,3) participar do Clip Independente (programa de todas meia-noites de sexta-feira onde as bandas fazem jam sessions) para depois darem uma entrevista a seguir. Nela vocês poderão conhecer o Pin Ups segundo suas próprias palavras para tirarem a conclusão de que é imprescindível ouví-los. Ai está:

MM – Qual a formação atual?

Zé – Luis Gustavo no vocal e pandeiros,…

Luis – Pandeiros não porra, vocals and tambourines.

Zé – Tá certo… Zé Antônio, que toco guitarra, Marquinhos na bateria (ex Virgens Lagarto, vocal em “Loose”, 4ª lado A) e Alexandra, no baixo (desde agostode 89)

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Pin Ups (1990) – foto publicada na Bizz, autor desconhecido

MM – Por que a Alê não aparece nos créditos do disco?

Zé – Ela não está no disco porque na época em que o disco foi gravado ela ainda não estava conosco, quando ela entrou o disco já estava prensado. Quem fez o baixo foi o Luis.

MM – Quando, onde e como surgiu o Pin Ups?

Zé – Se eu não me engano, faz dois anos e meio. Eu tinha outra banda e estava descontente, tocava jazz, essas coisas. Cansei de técnica e formei uma outra banda mas continuava descontente. Achei num anúncio duas garotas que eram terríveis. Não tinha formado uma banda ainda, mas como o Luis estava comigo nessa, decidimos continuar. Acabamos arrumando alguns shows, levamos em frente, fomos trabalhando sério e daí…

MM – Como definiriam o som de vocês? Qual adjetivo que preferem?

Luis – É uma ótima música, eu acho perfeita e é o tipo de música que se eu ouvisse num disco, compraria.

(Se permitem a intrusão, podemos tentar definis usando o cliché do liquidificador: pode chacoalhar psicodelia sixtie, virilidade de MC5 e Stooges, baixo na marcação, guitarra furiosa, voz arranhada, um pouco de álcool e pó. Deixo o resto por conta das palavras deles porque existe aí um ingrediente bem Pin Ups que só os ouvidos iniciados percebem)

MM – Porque o nome Pin Ups?

Zé – Só porque é sonoro e também porque era curioso: Alê ainda não estava na banda, era até uma piada: garotinha, ninguém aqui parece com garotinha. Eu sou gordo, feio; Luis é míope…

MM – Quais são as influências de cada um?

Marquinhos – Puta…?! Nhoque com coca cola, eu adoro…

Zé – Eu nunca tentei tocar um nhoque então… pelo menos algumas bandas noise dos anos 60, psicodelia e Velvet Underground. Coisas desse tipo, mais sixties…

Alê – Vou mais pela linha do Zé… eu acho que desde o punk rock (principalmente punk rock), pós punk, sixties, assim, muita coisa…

MM – Influências literárias…?

Alê – Eu tenho!  Muitas, muitas.

MM – Uma…

Alê – Ah… uma?

Luis – Aquela revista Rudolf, é a minha maior influência literária.

Alê – Artaud, Baudelaire (fazendo jus à suas veias francesas) e Byron.

Zé – Eu gosto muito do Existencialismo. Sartre é meu escritor predileto, “A Idade da Razão” foi o único livro que para mim mudou alguma coisa. (A letra de “Loose” é um exemplo)

MM – Como saiu o disco? Era ideia antiga e tiveram que batalhar ou saiu fácil?

Zé – Não foi fácil. Nós sempre tivemos como objetivo gravar um disco, assim como qualquer músico, mas o curioso é o descaso das gravadoras, incluindo as independentes. Por exemplo… aquela gravadora que nem ouviu a gente…?!

Luis – Aquela gravadora de skins (skinheads), Devil Discos!

Zé – A gente até hoje só de sacanagem passa pela gravadora e pergunta: “E aí?”, os caras respondem: “Pô cara, não tive tempo de ouvir ainda”. Um pessoal ouviu e passou nossa demo para a Vinil Records que decidiu lançar o disco. Só que a Stiletto ficou sabendo, pulou na frente e fez uma proposta melhor, que inclui distribuição pela CBS e nós ficamos com a proposta mais interessante.

MM – Porque o disco é gravado em oito canais?

Thomas Pappon à BR2000 FM – … lançamos os Pin Ups e tal… é uma fita que não tem… engraçado, é muito curioso porque as gravadoras em geral não trabalham com os padrões que nós trabalhamos. Se a fita demo tem um som que representa a identidade da banda, vamos lançar! E apesar dos problemas técnicos com a fita dos Pin Ups a gente botou na praça… (Pappon trabalhava na Stiletto)

Zé – Foram as condições que tivemos. Questão de tempo e dinheiro, com a grana que tínhamos nós gravamos uma demo no Estúdio Pappon (d0 irmão do Thomas) em oito canais, remixamos em DAT e pronto…

MM – O disco, como resultado final, agradou a vocês?

Zé – Todo o Pin Ups gostou, mas se fosse hoje faríamos de outro jeito, mas ainda não seria definitivo.

MM – É por isso que o nome do disco é “Time Will Burn” ( O Tempo Queimará)?

Zé – Exatamente.

MM – Tenho notícias de que no Sul o Pin Ups toca na Ipanema FM. Vocês querem aparecer mais em FMs?

Zé – Não temos nenhum tipo de preconceito em relação às FMs… O que acontece é que as FMs têm preconceito… Sempre acham que o som é sujo, é barulhento e por isso não tem mercado. Nós queremos aparecer na mídia, quanto mais melhor.

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Pin Ups em entrevista ao fanzine, na Brasil 2000 FM. Da esquerda para direita, Luis Gustavo, Rodrigo Lariú, Alê Briganti, Guilherme Lariú, Marquinhos ao fundo, Zé Antônio de costas. Foto por Chiquinho

MM – As letras são todas em inglês, isso atrapalha?

Zé – A gente canta em inglês por causa da sonoridade. O tipo de som da gente é pra ser cantado em inglês. É para gente tentar mostrar lá fora.

MM – Já tem planos para sair do país?

Zé – Ah, sim!

MM – A Stiletto já mandou o disco para o exterior?

Thomas Pappon à BR2000Fm – A Stiletto já mandou discos do Pin Ups para uma série de gravadoras: Creation, 4AD, SST (EUA), Beggars Banquet, puta, muita gente…

MM – Luis Gustavo fez a parte gráfica do disco, Márcio Jumpei as fotos (a da contracapa se assemelha a de um disco do Primal Scream…) Em que você se inspirou?

Luis – Como já disse, sem Ultraseven e Ultramen na minha infância não teria sido possível fazer essa capa…

MM – Os mesmos componentes do Pin Ups têm um projeto mais acústico chamado Gash. Zé, um resumo sobre o Gash…

Zé – Nós temos músicas e até covers que gostaríamos de tocar mas como são mais leves, sem distorção, nós separamos do som e dos shows do Pin Ups, que são extremamente barulhentos. Ficaria estranho alguém ir ao show do Pin Ups e se deparar com composições leves e covers de Loop, Spacemen 3, etc…

MM – Qual o melhor show que já deram?

Zé – O melhor show… Eu particularmente gostei de um show de lançamento do disco no Retrô… O pessoal estava muito agitado, sentimos uma empatia muito grande.

MM – Qual seria a cover que tocariam quando show precisasse de um clímax?

Zé – “I Wanna Be Your Dog” (Stooges)

Luis – Ou “Ramblin’ Rose”(MC5)

Marcos – Já pensou? Tocar “Ramblin’ Rose” no Marquee…

MM – Luis Gustavo já desenhou para a Animal, Chiclete com Banana e Folha de São Paulo (ilustrações). Queria que você desse a sua visão sobre os quadrinhistas e fanzineiros nacionais…

Luis – Eu acho que 99% dos quadrinhistas brasileiros são sofríveis, que se salva sou eu, o Osvaldo, Fábio Zimbres, o Líbero. Acho que o Brasil carece não só de publicações de HQ como de cultura em geral.

MM – E sobre zines?

Luis – Acho que eles tem que ter em mente que devem parar com o amadorismo, tem que partir para algo mais bem feito, mesmo sendo fanzines…

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Pin Ups no Circo Voador, 1992

Além disso eles trocaram farpas com fãs da Legião Urbana (porra, bicha de bigode, isso existe?… como observou Marquinhos), rejeitaram as críticas de que são parecidos com Jesus And Mary Chain (“Não acho que sejamos parecidos com Jesus mas é até legal para o público ter uma referência, diz Zé) e exaltaram seus instrumentos (entre eles um cry-baby, pedais Marshall, Fender Jazz Bass, e uma bateria que ainda não possuem e outro pedal Arium – “que dá uma distorção vagabunda, mas maravilhosa”, segundo Zé)

MM – As bebidas e as drogas são integrante da banda?

Alê – Claro…

Marcos – Sem elas quem estaria vivo?…

MM – Então uma pergunta difícil: sexo, drogas ou rock’n’roll?

Pin Ups – OU???

Alê (depois de certo tempo) – Sexo

Zé – Sexo, com certeza.

MM – O que vocês acham do MM?

Alê – Eu já vi, é legal.

Luis (respondendo a intrigante pergunta) – Sexo é a minha droga favorita ouvindo rock’n’roll.

[Fim da entrevista]

Postado 22/05/2019 às 8:08