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Selo brasiliense disponibiliza show do Fellini em 1998

Em 1998, o Fellini andou fazendo uns shows no Brasil. Um deles foi inclusive dentro do festival ALGUMAS PESSOAS TENTAM TE FUDER… de novo, organizado no Rio de Janeiro pelo midsummer madness. Passaram também por São Paulo e por Brasília. A apresentação na capital federal, realizada no Teatro da Caixa Cultural, foi registrada em vídeo por Wilton Rossi, responsável pela produção do show candango. O vídeo deste show foi agora digitalizado e disponibilizado na internet, vinte anos após sua realização.

Na ocasião, o Fellini se apresentou com Cadão Volpato, Thomas Pappon, Tancred Pappon, Jair Marcos e Reka Ortega.  O show ficou guardado em fitas VHS e Super VHS todos esses anos e só no início de 2018 foi que o material teve sua edição e digitalização realizadas, sob os cuidados de Rossi.

A publicação deste material é uma iniciativa do selo Quadrado Mágico, de Brasília (DF), criado pelos produtores Miguel Galvão e Gustavo Halfeld.  Eles também organizam um dos eventos mais bacanas da capital, o PicniK Festival.

O show em vídeo do Fellini será projetado em diferentes lugares do Distrito Federal nos próximos dias.
Agenda de Exibições – O Último Adeus de Fellini

28 de Maio
Tapera Pub – Segundas de Primeira – Ceilândia – QNN 02 Conjunto “A” Lote 20, 70220-021- Brasília – horário: 21h

3 de Junho
Taguatinga tem Concerto – Centro Cultural do Taguaparque, aniversário de Taguatinga – horário: 21h

 

Postado 23/05/2018 às 11:32

O disco de estreia do Dead Suns, por Fabio Bridges

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The Dead Suns e a estrada roqueira de “New Days for a Better Man”, seu disco de estreia.
Por Fabio Bridges

A história do Dead Suns tem, entre idas e vindas, uma década. Mas se colocarmos no papel e somarmos a bagagem musical de seus quatro integrantes, esse enredo seria diferente. E um tanto mais longo.

Vou usar um exemplo com conhecimento de causa: em 2008, quando a banda ainda engatinhava com o nome Oort Clouds, quem estava entre seus fundadores? Francisco Kraus, o cara que saiu do (obscuro) grupo Eterno Grito e ainda no final dos anos 80 fundou o Second Come – que só não foi às estrelas porque o mercado musical tupiniquim é, pra não usar palavrões, a imagem do retrocesso.

Não sabe quem é Second Come? Pergunte ao Google ou ao Dado Villa-Lobos, guitarrista daquela famosa banda de Brasília…

Enfim, só aí temos então uma trajetória com uns 30 anos, e em 2011 quando Maurício Mauk se juntou a Kraus, Renato Fernandes e Yuri Pinta para a formação definitiva The Dead Suns, a soma se tornou complicada demais pra mim (Mauk começou o Bigtrep – ou A Grande Trepada, como prefiro – na metade dos 80’s, ao lado de um certo sujeito chamado Skunk, que um tempo depois formou a esquadrilha da fumaça, vulgo Planet Hemp).

É história pra mais de metro ou pra algumas noites num boteco, então qualquer dia você me paga um chope e continuamos. Porque agora chega de contar histórias passadas. Estamos em 2018, é hora de escrever a história do presente e “New Days for a Better Man”, finalmente, está entre nós.

O primeiro disco dos Suns poderia ter cheiro de mofo ou ser um apanhado de colagens das tantas experiências que seus autores carregam nos cases, mas a ideia aqui não é essa. Olhar para o passado sim, buscar referências também, mas recauchutar os próprios pneus e usá-los como se fossem novos, não. Definitivamente o caminho é em frente.

Do punch acelerado de “Living Among The Stars” faixa que abre o pacote até o final, iluminado com a psicodélica “Get in The Way” e sua bela mensagem (“The sun shines high in the blue sky. Run, sing and laugh for your life”, ou em bom português, “não arregue!”), “New Days for a Better Man” é algo como um road album, uma viagem pelas diferentes paisagens da estrada esburacada – por onde nós todos corremos – chamada rock and roll.

Abra uma cerveja.

Ouça alto!

“New Days for a Better Man” foi gravado, produzido e lançado pela banda em parceria com midsummer madness & The Blog That Celebrates Itself

Ouça na página do mmrecords
Ouça e compre o álbum digital no bandcamp do mmrecords (pague quanto quiser)
Ouça no Spotify
Ouça no Deezer
Ouça na Apple Music

Postado 27/04/2018 às 5:48

1967, o ano que não acabou

O blog Cansei do Mainstream lançou ano passado, 2017, em parceria com outros blogs bacanérrimos, Pacóvios e o Macrocefalia Musical, uma coletânea-tributo ao ano de 1967. Sim, porque as melhores coletâneas tem estes temas esquisitos.

A primeira versão dessa coletânea traz 46 bandas brasileiras e pode ser ouvida nos links abaixo:

Agora, uma versão compacta do tributo foi parar no Spotify:

O tributo compacto traz duas bandas parceiras do midsummer madness: Pin Ups tocando “Sunday Morning” e Early Morning Sky tocando “Femme Fatale”, as duas faixas só podem ser ouvidas nesta coletânea.

Postado 21/04/2018 às 9:34

Shoegazer tru, esse é o nosso lance, babe

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Sexta feira 13. E dai?

Estamos lançando hoje o EP “If I See You Again” da banda paulistana Early Morning Sky. Formada a menos de 8 meses atrás, eles chegaram até o midsummer madness por ótimos canais: Sonic Disruptor, banda paulistana dos anos 90, foi quem os indicou. Em pouco tempo, G. Alves, Gilbert, Xixo e Mauro já emplacaram músicas nos melhores canais brasileiros dedicados aos bons sons, como Cansei do Mainstream e The Blog That Celebrates Itself.

Entrar nessa parceria é uma honra. Basta ouvir as 4 músicas que estão no EP que vocês vão entender. As influências estão escancaradas: Slowdive,  my bloody Valentine pré-Isn’t Anything, Moose.

O EP sai nos formatos digital e CD e para comemorar, sábado dia 14/abril, a banda tocará na Casa do Mancha em São Paulo dentro do evento organizado pelo Cansei do Mainstream, com participação dos não menos queridos Justine Never Knew the Rules.

Good times are back in town!

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mais info sobre evento – clique aqui

Postado 13/04/2018 às 9:10

Triângulo Mineiro ferve: Santa Pipe

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foto: Moana Marques

Santa Pipe é o novo projeto de Arthur Carvalho (bateria), Ciro (voz), Joe Porto (guitarra e backing vocal), Renato “Jah Bless” (baixo) e Romero Filho (guitarra e backing vocal). Joe também toca no Lava Divers, Romero toca no Metaphorus e Artur toca no Alberi. “Todos minhocas da Terra“, como explicou Joe Porto.

E ser minhoca em Uberlândia é coisa boa porque o povo lá agita mesmo. “Pra uma cidade de 600 mil habitantes, Uberlândia está incrivelmente bem em termos de artistas. Tem muito lugar pra tocar, o custo de vida é incrivelmente baixo. Quase toda banda daqui produz os próprios shows. Tem também muitos produtores de eventos/selos locais, como o Cena Cerrado ou o Triluna, que ajudam bastante as bandas. Somos frequentadores assíduos, tocando ou assistindo shows, de quase tudo que aparece por aqui, desse underground caipirão“.

Formada a menos de 6 meses e com apenas 4 shows no currículo até o dia de hoje,  o Santa gravou algumas músicas e duas delas foram escolhidas para este single de estreia: “High and Low” e “Free Hands”.

As músicas foram compostas em conjunto por todos no Santa Pipe,  gravadas por TiagoBits do estúdio O Laboratório em Uberlândia, enquanto que  as guitarras foram captadas em Araguari, com Eddie Shumway (Lava Divers) que também as mixou e masterizou. A arte da capa é de Priscyla Alves e as fotos de Moana Marques.

Santa Pipe, o EP, está sendo lançado no formato digital pelo midsummer madness e Cena Cerrado.
Ouça em
página oficial
Bandcamp
Spotify
Deezer
Google Play

Essa foi a boa notícia. Agora tem a ruim:

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Se você mora em Uberlândia ou arredores, fique de olho.

Postado 02/03/2018 às 7:44

The Dead Suns lança primeiro single

Se você somar a “bagagem” de todos integrantes, são anos de serviços prestados, como diria Massari. Francisco Kraus elenca Eterno Grito, Second Come e Jess Saes; Maurício Garcia é mais conhecido pelos anos à frente das guitarras d’ A Grande Trepada, mas a lista de bandas que ele já tocou deixaria seu scroll down infinito. Junto aos dois decanos, Yuri Pinta (do Beally) e Renato Fernandes.

Esse é o The Dead Suns, que começou em 2011 como Oort Clouds e, depois de uma parada forçada, gravou em 2017 seu álbum de estreia. “New Days for a Better Man” será lançado em breve, traz 14 músicas.

Para começar a apresentar sua cara, o Dead Suns liberou hoje, somente no formato digital o single e o videoclipe da música “Living Among the Stars”:

Ouça e baixe no bandcamp

Conheça um pouco mais da história da banda aqui

Este é um lançamento conjunto do midsummer madness com The Dead Suns e The Blog That Celebrates Itself

 

Postado 26/02/2018 às 8:00

Cia Fantasma exorciza morte em novas músicas

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Depois de quase três anos e um disco novo do Motormama no meio do caminho, Régis Martins retorna com seu projeto solo com duas músicas novas. Régis Martins & Cia Fantasma reúne 3/5 do Motormama, banda original do guitarrista e vocalista. Na foto acima, Alessandro Perê (tecladista), Régis (guitarrista e vocalista) e Gizele Z. (vocalista).

O clima de gravação caseira se encaixa na proposta garageira e urgente do Cia Fantasma. “É até uma resposta aos excessos psicodélicos do Motormama. Queria que fosse algo quase que ao vivo, como Neil Young fazia no galpão de sua fazenda, a Broken Arrow. Existem alguns erros ali que decidimos deixar, sem editar, refazer ou maquiar“, confessa Régis.

Escrevi essas músicas no segundo semestre de 2017. ‘Bem-Vindo, Irmão Caveira’ veio antes, com alguns versos martelando a minha cabeça. Nos últimos anos morreu muita gente que eu conhecia ou admirava. Era o Irmão Caveira cumprindo sua função. Essa canção é uma resposta a esse sujeito que não larga o nosso pé. Acho que Marc Bolan foi uma influência ao escrevê-la“.

A outra música é “Sacramento!”, uma tentativa de blues com bateria eletrônica.”Tem um lance meio tecno pop escondido ali que me amarro muito“, confunde Régis. As novas músicas foram gravadas no Antro Home Studio que fica no quarto da casa do amigo e produtor Flavio ‘Porka’ Politi, em Ribeirão Preto (SP).

Para comemorar o exorcismo, Régis Martins & Cia Fantasma tocam neste sábado,17/fev, em SP, na Sensorial. Mais informações aqui.

Escute “Bem Vindo Irmão Caveira” aqui no mmrecords
Compre e ouça também no Bandcamp

Postado 16/02/2018 às 17:00

Deu match no pop: Gambitos de volta

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Fabio Bianchini
é um daqueles caras que a gente colocaria no quadro de funcionário do mês. O único porém é que ele não é muito constante: a última vez que figurou no quadro foi em 2009, quando lançou de uma vez só dois EPs: “Salami” e “Easy Living Candy Store“.

O Bianchini é indie pioneiro, bandeirante, daquela geração que em 1990poucos frequentava a Indie Brasil, gostava de BMX Bandits e Yo La Tengo, lia fanzine. O “emprego” dele aqui no midsummer madness começou em 1996, com o lançamento da fitinha “Baby, Baby”, do Superbug. O outro lançamento via midsummer madness só foi acontecer em 2003, com o CDR “Hot Milk”.

Então, quando o Bianchini mandou email em 2008 (ou 2009) avisando que tinha músicas novas, a gente logo achou que era coisa do Superbug. Não era. Foi ai que ficamos conhecendo Os Gambitos.

O Superbug tem uma dinâmica bem particular: têm que ter consenso, sem forçar o ritmo de ninguém. É algo que gosto muito na banda e que traz várias das recompensas que ela me dá. Por outro lado, à medida que o pessoal envelhece e tem mais e mais compromisso, a disponibilidade fica mais difícil e o processo invariavelmente demorado. Aí, Gambitos tem duas possibilidades: a) as músicas que não entraram no repertório do Superbug por um ou outro motivo; b) estou na fissura de lançar alguma coisa, tirar alguma coisa do meu sistema ou ter aquela sensação de finalizar algo logo. Nesse caso, foi o siricotico da opção b”. 

O siricotico da vez são 2 músicas novas, que serão lançadas separadamente, mas que podem vir a configurar um EP: “Ghosts”, que vai ser lançada na quarta feira de cinzas, e “Pop Songs Your Tinder Match Is Too Stupid to Know About”, que está saindo hoje via mmrecords, bandcamp, soundcloud e YouTube. Para pessoas com mania de organização, porque ele não lançou tudo junto, igual aos EPs anteriores? “É que eu tinha duas fotos de capa legais pra usar e me dava a impressão de que nenhuma delas combinava com as duas músicas“, explica.

“Pop Songs Your Tinder Match Is Too Stupid to Know About” traduz para “Músicas Pop que seu Match do Tinder é Muito Estúpido para Conhecer”. Se você lê a letra (aqui e aqui) vai se divertindo com as inúmeras citações de bandas e trechos de clássicos do chamado indie rock. Tem Wilco, Jesus & Mary Chain, Alvvays, Teenage Fanclub, Pastels… mas o mais legal (e truzêra) são as lembranças das bandas nacionais: Deep Noise, Wry, Cigarettes, The Concept, Minds Away, Magic Glow, Weed (pré-Astromato), Frabin, Pelvs, Low Dream, Sleepwalkers e Grenade.

A letra fala de um match do tinder que não dividia a mesma empolgação com as bandas acima. Após tentar dar uma chance ao match, nosso(a) ilustre indie-tru desiste depois de perceber que o(a) match nunca ouviu falar do Pastels. Apesar do tinder mostrar o perfil musical do pretendente a match, quem sonharia encontrar um match tão perfeito? Bianchini revela: “Conheci uma mulher que me disse ‘tá, chega desse papo furado de onde mora, onde trabalha e vamos falar desse Neutral Milk Hotel maravilhoso’. Então tudo pode acontecer. Mas vou ficar bem surpreso se rolar”. 

“Pop Songs…” foi composta por Bianchini, com ajuda de André Seben (guitarra), Cicero Bordignon (bateria) e Jean Gengagnel (pedal); produzida por Bianchini e os dois últimos, gravada, mixada e masterizada no Estúdio Urbano, em Florianópolis.

Escute na página do Gambitos aqui no mmrecords, ou no bandcamp do midsummer madness. A música estará nos serviços de streaming depois do carnaval de 2018.

Postado 23/01/2018 às 7:13

Cassim lança novo projeto: DON

Cassiano Fagundes, aka Cassim, participou da criação de várias bandas desde os anos 90 em Curitiba com Magog e Bad Folks, depois em Florianópolis com Cassim & Barbária (que incluia integrantes do Pipodélica e Ambervisions) e Cacique Revenge.

Agora, junto com o argentino Jeronimo Gonzalez e o brasileiro Manolo Keller, também ex-integrante do Barbária, Cassiano lança 3 novas músicas num projeto chamado DON. O primeiro EP traz 2 músicas novas e uma versão para 13th Floor Elevators.

“Gene”, o EP, está sendo lançado somente no formato digital aqui no mmrecords, no bandcamp e nos serviços de streaming. Uma das faixas, “The Empty Heart of TAO”  tem um webclipe produzido:

 

 

Postado 15/01/2018 às 5:43

Matéria lembra os 20 anos dos primeiros CDs do midsummer madness

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O 2º disco da PELVs  (Members to Sunna) e o 1º do Cigarettes (Bingo) completaram 20 anos em 2017. A foto acima é a imagem de divulgação da Pelvs na época do lançamento, já sem Marcos Rayol (que era 2º guitarrista e passou a masterizar os discos) tirada na praia de Botafogo, bem em frente ao recém inaugurado Estúdio Freezer, de propriedade da banda, e onde os dois discos foram gravados.

Isso faz 20 anos. Ninguém, fora a gente, se lembrou.

Quer dizer, o João Paulo Vicente lembrou e fez um texto belíssimo, contando estórias incríveis daquele tempo, como a faixa multimídia da Pelvs que nunca existiu, as investidas noturnas escondidas do Colares para remixar o disco e a ida do Cigarettes para Europa que quase aconteceu. Leia a íntegra aqui.

Os dois álbuns estão no Spotify.

E nós vamos celebrar ano que vem, quando eles completarem 21 anos. #diferentao

Postado 18/12/2017 às 19:36