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\ZINE - novembro de 2018\

Álbum de 2013 do Digital Ameríndio é relançado

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Sandro Rodrigues, aka Digital Ameríndio, lançou em 2013 pela Cloud Chapel, seu 1º álbum depois de uma série de registros caseiros. “Intensos Animais Imperceptíveis” saiu em CDR caseiro e digital com 10 faixas e conta com a ajuda indispensável da banda Mouse Mouse Joe, composta por Löis Lancaster, Pedro Bonifrate, Robson Riva e Gabriel Ares.

“Intensos Animais Imperceptíveis” foi o amálgama de anos de trocas e parcerias entre diversos amigos das inúmeras bandas que Sandro vinha tocando como baterista desde 1991 (veja a lista aqui). O solitário processo de gravar músicas sozinho em casa resultou em três EPs lançados pelo selo do supercorda Bonifrate, a Shroom Records (links aqui). Mas quando chegou o momento de transpor estas composições para o palco, a solidão incomodou e Sandro iniciou um processo de aglomeração de chegados para configurar uma banda.

Por causa de um show em 2012, a formação acima se concretizou. Geral empolgado, ensaios produtivos e o álbum foi criado. Depois de lançado, Digital Ameríndio (& American Bigfoot) Mouse Mouse Joe fizeram alguns shows, lançaram alguns videoclipes (link aqui) até que Sandro se viu profissionalmente obrigado a se mudar para o Maranhão, dando um tempo em tudo.

Cinco anos depois, o psicodélico-mpbzistico-soul álbum é novamente disponibilizado via midsummer madness. “Retorno (do Maranhão) na virada pra 2018, um ano de difícil descrição em termos geopolíticos. Ainda estamos nos reorganizando pra retomada do trabalho. Bonifrate, por exemplo, deixou o grupo. Agora, qualquer plano profissional neste país vai precisar dialogar com uma realidade político-cultural pouco promissora que parece estar se instalando por aqui“, explicou Sandro via email.

Uma música gravada há três anos, para um Tributo em vinil ao Arnaud Rodrigues que nunca saiu, “Vô Batê Pá Tú”,  virou videoclipe caseiro (link)e acabou de ser lançada.

 

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Postado 05/11/2018 às 8:48

Os Gambitos e o Single de Emergência (ou O Brasil me obriga a escrever em Português)

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Notícias Tuas“, single novo dos Gambitos, chega aos 49 do segundo tempo de uma partida que a gente tá perdendo, que tá apanhando, mas a bola ainda não parou de rolar. Talvez seja atrasado. Na verdade, a vontade de escrever sobre o momento histórico já vinha de algum tempo; pelo menos desde o golpe de 2016 e seus desdobramentos. Mas sempre ficava algo entre uma explicação do que todos víamos e uma imagética ao mesmo tempo cafona e que não falava de verdade do que se queria falar.

O fortalecimento do bolsonarismo, principalmente para quem mora em Santa Catarina, criou um viés diferente, e bem mais pessoal, que, portanto, faz mais sentido explorar. É a frustração de ver pessoas amadas endossando ideias truculentas de combate às mais básicas noções de liberdade pessoal, dignidade, respeito mútuo, civilização e humanidade.

É inevitável sentir decepção, descaso, até desamor mesmo e, a partir daí, algum ressentimento ao perceber que são negligenciados os avisos de que isso coloca ameaças sérias à nossa liberdade, nossa integridade física e até nossa existência. E é disso que fala “Notícias Tuas”. Assim, logo de cara, está no Youtube, já já a gente sobe no Bandcamp do midsummer madness, no Spotify e no Deezer. Provavelmente junto com a outra mix, conhecida como Versão Guinada à Esquerda (essa é a Versão Carta aos Brasileiros).

Como dá para notar, Gambitos é um negócio intermitente, se materializa bem de vez em quando. A formação também: Fabio Bianchini e quem estiver junto no momento. Bianchini toca também no Superbug (SC), Coisa Horrorosa (SP/SC), foi de uma das formações do Winnie Cooper (SP) e fez um showzinho com o Headache (SP). Nessa gravação, os Gambitos são Fábio Bianchini, Luiz Henrique Cudo, Xando Passold e Ulysses Dutra. A letra é colaboração com Tefo Macarini (Amarelo Piscante/Coisa Horrorosa/Bootlegs Malditos). A capa é de Leco Rezende, mixagem e masterização por Carlos Costa.

Bandcamphttps://midsummermadness.bandcamp.com/album/not-cias-tuas

 You Tubehttps://www.youtube.com/watch?v=xZUe2mPN7tc


Notícias Tuas

(Fábio Bianchini – Luiz Henrique Cudo – Tefo Macarini)

Quero muito que estejam vivos, com saúde e lucidez pra lembrar
qual foi a atitude quando ele disse que o correto é me exterminar

Quando disseram que gay tem que tomar um couro
Que deviam ter matado mais
Quando rasgaram a placa da Marielle
Quando disseram pra acabar os ativismos

Quero que tu esteja lá
sabendo bem de que lado ficou
Mas se não eu vou lembrar o teu lugar nesse horror

Quando sabiam que espalhavam mentira, pouco ligando se é verdade ou não
Não se importando com as consequências
Pra poder pensar que até tem razão

Quando mediram quilombola em arroba
Diz que não estupra porque não merece
Quando negaram qualquer terra pros índios
Quando mataram Mestre Moa

Quero que tu esteja lá
sabendo bem de que lado ficou
Mas se não eu vou lembrar o teu lugar nesse horror
E muita gente vai sumir e morrer
Antes de ser a minha vez
Mas quando eu não estiver mais aqui
Quem vai lembrar vai ser vocês
O medo nos sufoca
O choro nos afoga
Não tenho mais o que perder

Meu pai nem pediu desculpas por me botar nessa catapulta
que nos lançou na escuridão

Eu tenho tanto pra dizer
Eu tenho medo de viver
Não tenho medo de morrer por nós

Postado 26/10/2018 às 5:28

Dois álbuns e EP do Tamborines disponibilizados no digital

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No ano de 2000, o midsummer madness ajudou a distribuir o 1º EP de uma banda de Maringá chamada The Tamborines. Lançado originalmente pela Candy Records, o EP com 4 músicas também foi distribuído em CDR pelo mmrecords.

Agora em 2018, o Tamborines já não existe mais como banda mas seus 2 álbuns de estúdio e um Ep voltam a ser distribuídos pelo midsummer madness.

Em 2007, Henrique Laurindo e Lulu Grave, a dupla seminal do Tamborines, se mudou para Londres. Na capital inglesa eles lançaram vários compactos, alguns EPs até chegar no 1º álbum, “Camera & Tremor” (2010), que traz inclusive a regravação de “Naissance de la Folie”, música do 1º Ep de 2000.

“Camera & Tremor” traz participação do Mark Gardener (do Ride) e de Frank Emerson (guitarrista do Brian Jonestown Massacre), além de algumas faixas produzidas por Brian O’Shaungnessy (que já trabalhou com My Bloody Valentine, Primal Scream, The Clientele) e Tim Holms (Death In Vegas). O disco rendeu elogios no NME, The Times, Drowned in Sound e PopMatters.

“Sea of Murmur” saiu em 2015, gravado totalmente em casa pelo casal, que chegou ao final do dias em vias de se separar. O 1º e o 2º álbuns, além do EP “Sally O’Gannon” estão sendo disponibilizados aqui no site do mmrecords e também no Bandcamp do selo.

“Camera & Tremor” – álbum no bandcamp
“Sally O’Gannon”- EP no bandcamp
“Sea of Murmur” – álbum no bandcamp
Quer saber mais sobre a história da banda? Leia aqui
Quer comprar alguns dos vinis e CDs da banda? Clique aqui (loja Brasil) ou aqui (loja UK)

Postado 11/10/2018 às 15:06

Naturalismo Romântico: Frabin lança seu 2º álbum “Tropical Blasé”

Gravado na segunda metade de 2017, em seu estúdio caseiro, “Tropical Blasé” está sendo lançado hoje. Com 9 músicas, o 2º álbum oficial do Frabin traz uma sonoridade cada vez mais próxima do synth-pop dos anos 80. Victor Fabri, o faz-tudo que personifica a banda cita Unknown Mortal Orchestra, Neon Indian e Michael Jackson como principais influências para esse novo disco.

O título “Tropical Blasé” surgiu numa viagem que ele fez no final de 2015 indo de Belém para Fortaleza de carro. “Estava no meio de vários paraísos tropicais entre o Norte e o Nordeste do Brasil, inclusive a foto da capa é numa praia no Piauí. Essas paisagens naturais com a mínima intereferência do homem são os meus locais favoritos. E eu moro numa ilha, também perto de lugares bem naturais, e faço esse dreampop de tom mais escuro e letras introspectivas. É um contraste entre o ambiente e as ideias“.

Para finalizar o álbum, pela primeira vez Victor decidiu tirar parte da masterização de Rob Grant.  “‘Tropical Blasee’ foi mixado por mim e o Rafael Pfleger no Estúdio Pimenta do Reino em Florianopolis. Mandei a master de novo pro Rob na Austrália, mas não gostei totalmente do resultado. Senti que ele não sacou muito bem o que eu tinha em mente. Ai no fim meu amigo Eduardo Possa masterizou. Ouvindo as 2 masters, eu juntei algumas faixas do Eduardo, algumas do Rob e no fim ficou uma divisão meio 40/60% de cada e o álbum ficou como eu queria“.

Agora Victor e o Frabin voltam a encarar a dureza de correr atrás de público no Brasil.  “É tão difícil reverter algum lucro da cena musical no Brasil hoje, então tenho lenha pra queimar por muitos anos sendo auto-suficiente. Como isso é o que me diverte, vou continuar fazendo tendo galera pra escutar minhas músicas e ver meus clipes ou não. O feedback é muito bom, eu tento ser o meu maior crítico a princípio, nao sei quão sincera as pessoas estão sendo mas desde 2014, o pessoal que tromba comigo sempre curte o som“.

Spotifyperfil Frabin

 

Postado 08/10/2018 às 9:43

Iorigun lança primeiro single do próximo EP

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“Fight to Forget” foi gravada e finalizada pela própria banda em sua cidade natal, Feira de Santana (BA). Esta é uma das cinco músicas que fará parte do 2º EP da Iorigun. O primeiro EP, “Empty Houses // Filled Cities” foi lançado pela própria banda em 2017.

Além da faixa título, o single digital traz uma música exclusiva: “Wild Dive”. A parceria com o midsummer madness começou em Agosto de 2018, com a redistribuição do primeiro EP e os preparativos para o novo lançamento. As duas faixas estarão disponíveis na página da banda no midsummer madness, no bandcamp do selo e também em todas as plataformas de streaming.

Para promover o lançamento, a banda vai liberou um lyric-video da música “Fight to Forget”:

Postado 20/09/2018 às 9:55

Frabin lança single e clipe para anunciar 2º álbum

Já se passaram quatro anos desde que o 1º EP do Frabin,  “Selfish”, foi lançado. Os flertes discretos com o synth-pop dos anos 80 agora estão mais visíveis no meio dos efeitos de guitarra e sintetizadores, que no começo nos fizeram rotular o trabalho de Victor Fabri como shoegaze.

As releitura da nova geração para o estilo musical do começo do anos 90, quando Victor ainda era um bebê, continuam lá. Os dois EPs e o álbum (“Real” lançado em 2015) foram masterizados no exterior, alguns deles por Rob Grant, que fez fama moldando o som do Tame Impala. Guitarras atoladas de efeitos e camadas se sobrepondo.

Mas “Pastime Illusion” – primeiro single do novo álbum – exagera os teclados e sintetizadores já presentes na música do Frabin. A primeira impressão é a de estar ouvindo um OMD, um Flock of Seagulls, ou até um Human League. Talvez fruto de composições solitárias, onde os computadores ocupam o lugar dos integrantes inexistentes. E a letra vai pelo mesmo caminho: solidão, confusão.

“Pastime Illusion” é o 1º single do segundo álbum de estúdio da Frabin, “Tropical Blasè”, quer será lançado por Frabin em parceria com midsummer madness no começo de outubro, nos formatos digital e CD (já em pré-venda).

Ouça e baixe o single aqui no mmrecords ou no bandcamp

Postado 17/09/2018 às 11:28

Compilação para gringo ver: Tropical Fuzz

MAC-PB
No inverno de 1989 eu estava sentado no meu quarto, em Boa Viagem (Niterói) olhando para o ângulo oposto desta paisagem. Dai decidi começar a fazer o midsummer madness porque a Beatriz Lamego tinha me mostrado uns fanzines e eu pirei com a ideia de poder ter meu próprio “jornalzinho”

Some à influência da Bia o fato da minha mãe, graduada em História, ter me incutido a vontade de aprender, de querer conhecer e de querer dar a minha versão dos fatos. Ela havia falecido 5 anos antes mas em Niterói me apresentou ao Moacy Cirne que me deu uma lista de livros de ficção científica para ler. Ela também sempre aparecia com umas revistas e jornais independentes em casa. Me lembro de um chamado Brasil Urgente (ou algo assim) que li umas 3 ou 4 vezes. Lula na capa, verdades até hoje ignoradas…

Essa vista da foto é do bairro do Ingá. Eu costumava andar de caiaque da Boa Viagem até o Ingá, remando. Ficava horas e mais horas dando voltas na ilhazinha que aparece no canto esquerdo da foto.

boa viagem 2

Gostava de surfar mas nunca tive o menor talento pra isso. Ouvia a Flu FM, Maldita. Ainda não existia o Museu de Arte Contemporânea… era apenas um Mirante onde muitos carros com namorados paravam quando ficava mais escuro (foto ao lado). O MAC foi construído depois.

Dai, voltando ao inverno de 89, num dia chuvoso, criei o midsummer madness

Ano que vem, 2019, a gente completa 30 anos. Só que como em Novembro passado eu me mudei para Londres, resolvi fazer uma coletânea com 50 bandas destes 29 anos de midsummer madness para apresentar aos gringos.

E saiu hoje. Tropical Fuzz: Brazilian Guitars 1988-2018. Eu nunca poderia imaginar, remando por estas águas, que o midsummer madness iria tão longe.

A capa da compilação é da Beatriz Lamego. Ela usou o cartão postal de Niterói como referência.

Postado 17/08/2018 às 9:06

Com 18 anos de estrada, Valv lança 3º gravação oficial

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Vocês já sabem a estória: o Valv surgiu em 2000 da união de amigos que tocavam em outras bandas da cena de BH. Em 2001 eles lançaram o 1º EP, “Ammonite“, depois o único álbum cheio, “The Sense of Movement” saiu em 2004 e, só agora, em 2018, a banda lança seu 3º EP, “Nautilidade”.

Apesar da raridade de registros oficiais, o Valv sempre deixa sua marca quando lança algo. É como eles disseram numa entrevista recente à Marcos Tadeu da Rádio Inconfidência: “somos como fósseis”. O título dos EPs trazem esta referência: na biologia, Ammonite é um fóssil do Nautilus, que é uma espécie marinha ainda viva no sudoeste do Oceano Pacífico. O Nautilus é o cefalópode que ilustra a capa do EP “Nautilidae”.

Precedido pelos singles de “Driving in a Moonless Sky” e “New Ground”, o EP traz outras três músicas, num total de cinco novas gravadas de 2016 até 2018. “New Ground” é uma adaptação da banda anterior de Alessandro, a Yukon. “‘Driving in a Moonless Sky’ já é uma composição do Valv pós retorno, explica Luciano Cota, “Foram gravadas não com essa última formação, mas ainda com o Felipe Ghiroto no baixo (Alessandro, Luciano, Felipe e Filipe). O Bruno Martinho entrou depois, para gravar as outras 3 do EP“.

As capas do EP e dos singles foram feitas por Bruno Morais Assis, amigo da banda e guitarrista do Ourselves, Automatic Hi Speed, bandas de punk rock de BH da década passada.

Nautilidae foi lançado somente no formato digital. Ouça:
bandcamp: https://midsummermadness.bandcamp.com/album/nautilidae
Spotify: https://open.spotify.com/album/1TwKAgkpqlfUiO3C7mdtBV
Apple Music: https://itunes.apple.com/gb/album/nautilidae-ep/1416299388
Deezer: https://www.deezer.com/br/album/69203222

O Valv toca neste sábado na Obra, em Belo Horizonte. Mais informações aqui.

 

Postado 07/08/2018 às 8:01

Primeiro EP do Iorigun relançado

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Não é novidade porque “Empty Houses // Filled Cities” foi lançado em 2017 pela própria banda. Mas a gente gostou tanto das 4 músicas que pedimos para o Iorigun deixar a gente promover o EP também.

Se você não conhece, o Iorigun é de Feira de Santana, formado por Iuri Moldes (v/g), Moysés Martins (baixo/v), Fred Lima (g) e Leonel Oliveira (bateria). Ano passado eles chamaram atenção de um monte de gente, foram escolhidos como “promessa para 2018″ pelo El Cabong, uma das melhores banda do ano pelo blog Urge e foram votados como a 8ª banda baiana mas interessante, numa votação aberta ao público.

É claro que a gente leva a opinião dos amiguinhos em consideração mas isso nunca foi parâmetro para o midsummer madness. Fechamos uma parceria com o Iorigun porque as músicas são boas e muito bem gravadas, tudo feito por eles mesmos. “Nós mesmos produzimos tanto na parte técnica de gravação e áudio, quanto na parte musical. As demos geralmente são feitas por mim com um equipamento mais simples e de forma mais livre. Em seguida, quando produzimos a versão final das músicas, quem comanda as gravações no Home Estúdio é o Moysés, que se encarrega da mixagem também. Isso nos dá liberdade de produzir bastante coisa”, explica Iuri.

E tem bastante coisa a caminho: o próximo EP, que está em produção, já vai ser um lançamento conjunto da banda com o midsummer madness. Só que para comemorar  um ano de lançamento do 1º single deles dia 29 de julho, resolvemos oficializar a parceria relançando o primeiro EP.

Se você gosta do Lautmusik, do Cure, do Killing Joke, vai gostar do Iorigun.
Escute na página deles aqui
ou no nosso bandcamp, aqui.

 

Postado 28/07/2018 às 6:40

Valv lança single novo depois de 14 anos

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Quando surgiu em janeiro de 2000, o Valv era uma banda rodada.

Luciano, Alessandro, Daniel e Alexandre tinham história em outras bandas de Belo Horizonte e o Valv já subia aos palcos como uma veterana. Em 2001, o quarteto lançou seu primeiro EP, “Ammonite“,  cuja capa original trazia uma foto das Torres Gêmeas do World Trade Center. Em 11 de setembro daquele ano, as torres ruíram.

O Valv continuou.

Em poucos anos, o Valv tocaria em festivais importantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia,  abriria shows do Mogwai no Brasil e excursionaria pelos EUA, passando inclusive pelo South by Southwest em 2001, quando pouquíssimas bandas tinham feito tal peregrinação. O documentário “Barulho na Rua 6” conta essa saga.

Em 2004 gravaram seu 1º (e até hoje único) álbum, “The Sense of Movement“. Com 14 faixas, participação especial de Fernanda Takai na faixa título, a banda trazia na bagagem elogios entusiasmados, principalmente sobre a força de suas apresentações ao vivo. Só que a maré mudou: seus integrantes assumiram responsabilidades da vida adulta, alguns mudaram de cidade.

A banda se distanciou.

Entre 2007 e 2013, Alessandro e Alexandre montaram o Yukon. O Valv ensaiava esporadicamente e o baixista Daniel deixou a banda. A dificuldade de integrar as agendas e os interesses fez com que o Valv mudasse de formações algumas vezes durante este período, sem oficialmente decretar seu fim mas também sem produzir novidades.

No final de 2014, eles voltaram “pra valer” com Felipe Ghiroto (da banda Heffer) no baixo. Fizeram alguns shows, principalmente em Belo Horizonte. Em 2016, ainda na marcha lenta, foram entrevistados para o documentário “Guitar Days” e na sequência receberam o convite para incluir uma música inédita na coletânea desse mesmo filme. Gravaram duas músicas. Só que o documentário e a coletânea atrasaram.

Dispostos a divulgar as duas músicas novas, resolveram gravar mais três e montar um EP. “Nautilidae” será apenas o 3º lançamento oficial de estúdio do Valv em quase 18 anos de carreira. Mas o que interessa é que eles estão de volta, com dois integrantes originais, os guitarristas Alessandro Travassos e Luciano Cota, além dos novos integrantes, Bruno Martinho (também baixista do Churrus) e Filipe Monteiro (baterista, ex integrante do Quase Coadjuvante e ex-vocalista da banda Rallye). “Os novos integrantes são amigos de longa data, continuamos sendo uma banda com boa experiência de palco, relata Cota, “e o bom é que eles trazem novas influências e referências, ajudam a fazer com que a banda evolua naturalmente“.

O EP  foi gravado e mixado em diferentes estúdios ao longo de 2016, 2017 e 2018. A mixagem ficou por conta de André Cabelo (Estúdio Engenho) e a produção é toda do Valv com Leonardo Marques e André Cabelo.

O 1º single do novo EP se chama “Driving in a Moonless Sky“, gravado em 2016. O 2º EP, “New Ground”, sai dia 20 de julho. O EP com as 5 músicas será lançado somente em formato digital no dia 07 de agosto.

Os singles e o EP são um lançamento conjunto do Valv, midsummer madness e o selo canadense Cuchabata

(foto de divulgação por Pablo Bernardo)

Postado 05/07/2018 às 9:38