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\ZINE - julho de 2018\

Valv lança single novo depois de 14 anos

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Quando surgiu em janeiro de 2000, o Valv era uma banda rodada.

Luciano, Alessandro, Daniel e Alexandre tinham história em outras bandas de Belo Horizonte e o Valv já subia aos palcos como uma veterana. Em 2001, o quarteto lançou seu primeiro EP, “Ammonite“,  cuja capa original trazia uma foto das Torres Gêmeas do World Trade Center. Em 11 de setembro daquele ano, as torres ruíram.

O Valv continuou.

Em poucos anos, o Valv tocaria em festivais importantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia,  abriria shows do Mogwai no Brasil e excursionaria pelos EUA, passando inclusive pelo South by Southwest em 2001, quando pouquíssimas bandas tinham feito tal peregrinação. O documentário “Barulho na Rua 6” conta essa saga.

Em 2004 gravaram seu 1º (e até hoje único) álbum, “The Sense of Movement“. Com 14 faixas, participação especial de Fernanda Takai na faixa título, a banda trazia na bagagem elogios entusiasmados, principalmente sobre a força de suas apresentações ao vivo. Só que a maré mudou: seus integrantes assumiram responsabilidades da vida adulta, alguns mudaram de cidade.

A banda se distanciou.

Entre 2007 e 2013, Alessandro e Alexandre montaram o Yukon. O Valv ensaiava esporadicamente e o baixista Daniel deixou a banda. A dificuldade de integrar as agendas e os interesses fez com que o Valv mudasse de formações algumas vezes durante este período, sem oficialmente decretar seu fim mas também sem produzir novidades.

No final de 2014, eles voltaram “pra valer” com Felipe Ghiroto (da banda Heffer) no baixo. Fizeram alguns shows, principalmente em Belo Horizonte. Em 2016, ainda na marcha lenta, foram entrevistados para o documentário “Guitar Days” e na sequência receberam o convite para incluir uma música inédita na coletânea desse mesmo filme. Gravaram duas músicas. Só que o documentário e a coletânea atrasaram.

Dispostos a divulgar as duas músicas novas, resolveram gravar mais três e montar um EP. “Nautilidae” será apenas o 3º lançamento oficial de estúdio do Valv em quase 18 anos de carreira. Mas o que interessa é que eles estão de volta, com dois integrantes originais, os guitarristas Alessandro Travassos e Luciano Cota, além dos novos integrantes, Bruno Martinho (também baixista do Churrus) e Filipe Monteiro (baterista, ex integrante do Quase Coadjuvante e ex-vocalista da banda Rallye). “Os novos integrantes são amigos de longa data, continuamos sendo uma banda com boa experiência de palco, relata Cota, “e o bom é que eles trazem novas influências e referências, ajudam a fazer com que a banda evolua naturalmente“.

O EP  foi gravado e mixado em diferentes estúdios ao longo de 2016, 2017 e 2018. A mixagem ficou por conta de André Cabelo (Estúdio Engenho) e a produção é toda do Valv com Leonardo Marques e André Cabelo.

O 1º single do novo EP se chama “Driving in a Moonless Sky“, gravado em 2016. O 2º EP, “New Ground”, sai dia 20 de julho. O EP com as 5 músicas será lançado somente em formato digital no dia 07 de agosto.

Os singles e o EP são um lançamento conjunto do Valv, midsummer madness e o selo canadense Cuchabata

(foto de divulgação por Pablo Bernardo)

Postado 05/07/2018 às 9:38

VU e Swirlies segundo o Early Morning Sky

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O quarteto paulistano Early Morning Sky está relançando hoje via midsummer madness duas versões que gravou para tributos e coletâneas.

“Bell” é uma música do Swirlies, que saiu no tributo “Protect Yourselves From Aliens – Swirlies Revisited” organizado pelo The Blog That Celebrates Itself. Eles são uma das bandas brasileiras no tributo, que ainda inclui the Cult of Lip, Fuzzy Feeling, Away Forward, The Sorry Shop, Lost Echoes, Uniforms, Sweam, You´re Jovian, Bugjar, ZEIT!, videodays, Kittinger, Adult Colour.

“Femme Fatale” é do Velvet Underground e foi regravada pelo EMA para a coletânea “O Verão do Amor” do blog Cansei do Mainstream. 

Além disso, a banda tem alguns shows marcados:

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Breve mais detalhes.

As duas versões estão disponíveis na página da banda, aqui no mmrecords (streaming), para download / streaming / compra no bandcamp e também nos serviços de streaming.

Spotify
Deezer
Apple

Postado 08/06/2018 às 7:05

Seis bandas em mini-tributo ao The Fall

Quando Mark Smith, fundador e vocalista da banda de Manchester The Fall morreu em 25 de janeiro de 2018, todos no midsummer madness ficaram bem tristes. A banda lançou dezenas de álbuns, todos muito inquietos. Sempre foram avessos ao establishment e fizeram músicas falando sobre isso. The Fall foi a banda que melhor entendeu e executou as ideias do punk. Não ter Mark Smith anarquizando o sempre muito bonitinho mercado da música é um golpe.

A quantidade de artistas importantes que morreram no último ano é significativa mas nós achamos que o The Fall merecia uma homenagem a mais. Por isso algumas bandas e parceiros do midsummer madness se juntaram e regravaram algumas músicas do Fall.

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Pedro Bonifrate, ex Supercordas e solo com seu sobrenome, foi o que buscou a música mais antiga, do 1º álbum de estúdio da banda “Dragnet”. Ele escolheu a faixa de abertura, que fala sobre um salão de dança para videntes.

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A banda gaúcha Loomer escolheu uma música menos famosa do álbum mais conhecido do Fall no Brasil, “Bend Sinister”. “Shoulder Pads #2″ deveria vir após “Shoulder Pads #1″, que seria gravada por Fábio Bianchini, d’Os Gambitos. Mas Bianchini furou. Então ficamos só com a versão da 2ª parte. Boa o suficiente.

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A banda argentina Estación Experimental adaptou a letra de “And Therein” para o espanhol e assim ficou a versão deles para uma canção do 12º álbum do Fall, lançado em 1990.

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Outro ex-Supercordas, Sandro Rodrigues, que assina suas composições musicais solo como Digital Ameríndio, escolheu um clássico do EP “Slates” de 1981. “Leave the Capitol” ficou famosa por ser uma música onde a banda de Manchester fala sobre seu horror à Londres e à tudo que é mainstream.

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Outro que adaptou as canções do Fall foi Cassiano Fagundes, o Cassim, junto com seus parceiros do projeto DON. Eles pegaram “Wrong Place, Right Time” e misturaram com “Frenz Experiment” para criar a música “Wrong Frenz”.

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E para fechar o pequeno tributo, Marcos Araújo, que também já havia participado do tributo ao Second Come com a sua outra banda, Soft & Mirabels, agora entrou com os amigos do OverEnd homenageando a homenagem que o Fall havia feito ao Kinks, ao regravar “Victoria”. Essa versão do The Fall foi o cartão de visitas para muitos que conheceram a banda no Brasil em 1990, quando a gravadora Stiletto lançou “Bend Sinister” por aqui.

capa_tributo-fall-webA capa é uma colagem de Augusto Malbouisson.
O título é um trocadilho barato com “Perverted by Language”, um álbum do Fall.

“Perverted by Homage – a Tribute to The Fall” sai apenas no formato digital.
Escute no mmrecords
Escute e baixe no bandcamp

Postado 25/05/2018 às 7:14

Selo brasiliense disponibiliza show do Fellini em 1998

Em 1998, o Fellini andou fazendo uns shows no Brasil. Um deles foi inclusive dentro do festival ALGUMAS PESSOAS TENTAM TE FUDER… de novo, organizado no Rio de Janeiro pelo midsummer madness. Passaram também por São Paulo e por Brasília. A apresentação na capital federal, realizada no Teatro da Caixa Cultural, foi registrada em vídeo por Wilton Rossi, responsável pela produção do show candango. O vídeo deste show foi agora digitalizado e disponibilizado na internet, vinte anos após sua realização.

Imagem de Amostra do You Tube

Na ocasião, o Fellini se apresentou com Cadão Volpato, Thomas Pappon, Tancred Pappon, Jair Marcos e Reka Ortega.  O show ficou guardado em fitas VHS e Super VHS todos esses anos e só no início de 2018 foi que o material teve sua edição e digitalização realizadas, sob os cuidados de Rossi.

A publicação deste material é uma iniciativa do selo Quadrado Mágico, de Brasília (DF), criado pelos produtores Miguel Galvão e Gustavo Halfeld.  Eles também organizam um dos eventos mais bacanas da capital, o PicniK Festival.

O show em vídeo do Fellini será projetado em diferentes lugares do Distrito Federal nos próximos dias.
Agenda de Exibições – O Último Adeus de Fellini

28 de Maio
Tapera Pub – Segundas de Primeira – Ceilândia – QNN 02 Conjunto “A” Lote 20, 70220-021- Brasília – horário: 21h

3 de Junho
Taguatinga tem Concerto – Centro Cultural do Taguaparque, aniversário de Taguatinga – horário: 21h

 

Postado 23/05/2018 às 11:32

O disco de estreia do Dead Suns, por Fabio Bridges

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The Dead Suns e a estrada roqueira de “New Days for a Better Man”, seu disco de estreia.
Por Fabio Bridges

A história do Dead Suns tem, entre idas e vindas, uma década. Mas se colocarmos no papel e somarmos a bagagem musical de seus quatro integrantes, esse enredo seria diferente. E um tanto mais longo.

Vou usar um exemplo com conhecimento de causa: em 2008, quando a banda ainda engatinhava com o nome Oort Clouds, quem estava entre seus fundadores? Francisco Kraus, o cara que saiu do (obscuro) grupo Eterno Grito e ainda no final dos anos 80 fundou o Second Come – que só não foi às estrelas porque o mercado musical tupiniquim é, pra não usar palavrões, a imagem do retrocesso.

Não sabe quem é Second Come? Pergunte ao Google ou ao Dado Villa-Lobos, guitarrista daquela famosa banda de Brasília…

Enfim, só aí temos então uma trajetória com uns 30 anos, e em 2011 quando Maurício Mauk se juntou a Kraus, Renato Fernandes e Yuri Pinta para a formação definitiva The Dead Suns, a soma se tornou complicada demais pra mim (Mauk começou o Bigtrep – ou A Grande Trepada, como prefiro – na metade dos 80’s, ao lado de um certo sujeito chamado Skunk, que um tempo depois formou a esquadrilha da fumaça, vulgo Planet Hemp).

É história pra mais de metro ou pra algumas noites num boteco, então qualquer dia você me paga um chope e continuamos. Porque agora chega de contar histórias passadas. Estamos em 2018, é hora de escrever a história do presente e “New Days for a Better Man”, finalmente, está entre nós.

O primeiro disco dos Suns poderia ter cheiro de mofo ou ser um apanhado de colagens das tantas experiências que seus autores carregam nos cases, mas a ideia aqui não é essa. Olhar para o passado sim, buscar referências também, mas recauchutar os próprios pneus e usá-los como se fossem novos, não. Definitivamente o caminho é em frente.

Do punch acelerado de “Living Among The Stars” faixa que abre o pacote até o final, iluminado com a psicodélica “Get in The Way” e sua bela mensagem (“The sun shines high in the blue sky. Run, sing and laugh for your life”, ou em bom português, “não arregue!”), “New Days for a Better Man” é algo como um road album, uma viagem pelas diferentes paisagens da estrada esburacada – por onde nós todos corremos – chamada rock and roll.

Abra uma cerveja.

Ouça alto!

“New Days for a Better Man” foi gravado, produzido e lançado pela banda em parceria com midsummer madness & The Blog That Celebrates Itself

Ouça na página do mmrecords
Ouça e compre o álbum digital no bandcamp do mmrecords (pague quanto quiser)
Ouça no Spotify
Ouça no Deezer
Ouça na Apple Music

Postado 27/04/2018 às 5:48

1967, o ano que não acabou

O blog Cansei do Mainstream lançou ano passado, 2017, em parceria com outros blogs bacanérrimos, Pacóvios e o Macrocefalia Musical, uma coletânea-tributo ao ano de 1967. Sim, porque as melhores coletâneas tem estes temas esquisitos.

A primeira versão dessa coletânea traz 46 bandas brasileiras e pode ser ouvida nos links abaixo:

Agora, uma versão compacta do tributo foi parar no Spotify:

O tributo compacto traz duas bandas parceiras do midsummer madness: Pin Ups tocando “Sunday Morning” e Early Morning Sky tocando “Femme Fatale”, as duas faixas só podem ser ouvidas nesta coletânea.

Postado 21/04/2018 às 9:34

Shoegazer tru, esse é o nosso lance, babe

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Sexta feira 13. E dai?

Estamos lançando hoje o EP “If I See You Again” da banda paulistana Early Morning Sky. Formada a menos de 8 meses atrás, eles chegaram até o midsummer madness por ótimos canais: Sonic Disruptor, banda paulistana dos anos 90, foi quem os indicou. Em pouco tempo, G. Alves, Gilbert, Xixo e Mauro já emplacaram músicas nos melhores canais brasileiros dedicados aos bons sons, como Cansei do Mainstream e The Blog That Celebrates Itself.

Entrar nessa parceria é uma honra. Basta ouvir as 4 músicas que estão no EP que vocês vão entender. As influências estão escancaradas: Slowdive,  my bloody Valentine pré-Isn’t Anything, Moose.

O EP sai nos formatos digital e CD e para comemorar, sábado dia 14/abril, a banda tocará na Casa do Mancha em São Paulo dentro do evento organizado pelo Cansei do Mainstream, com participação dos não menos queridos Justine Never Knew the Rules.

Good times are back in town!

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mais info sobre evento – clique aqui

Postado 13/04/2018 às 9:10

Triângulo Mineiro ferve: Santa Pipe

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foto: Moana Marques

Santa Pipe é o novo projeto de Arthur Carvalho (bateria), Ciro (voz), Joe Porto (guitarra e backing vocal), Renato “Jah Bless” (baixo) e Romero Filho (guitarra e backing vocal). Joe também toca no Lava Divers, Romero toca no Metaphorus e Artur toca no Alberi. “Todos minhocas da Terra“, como explicou Joe Porto.

E ser minhoca em Uberlândia é coisa boa porque o povo lá agita mesmo. “Pra uma cidade de 600 mil habitantes, Uberlândia está incrivelmente bem em termos de artistas. Tem muito lugar pra tocar, o custo de vida é incrivelmente baixo. Quase toda banda daqui produz os próprios shows. Tem também muitos produtores de eventos/selos locais, como o Cena Cerrado ou o Triluna, que ajudam bastante as bandas. Somos frequentadores assíduos, tocando ou assistindo shows, de quase tudo que aparece por aqui, desse underground caipirão“.

Formada a menos de 6 meses e com apenas 4 shows no currículo até o dia de hoje,  o Santa gravou algumas músicas e duas delas foram escolhidas para este single de estreia: “High and Low” e “Free Hands”.

As músicas foram compostas em conjunto por todos no Santa Pipe,  gravadas por TiagoBits do estúdio O Laboratório em Uberlândia, enquanto que  as guitarras foram captadas em Araguari, com Eddie Shumway (Lava Divers) que também as mixou e masterizou. A arte da capa é de Priscyla Alves e as fotos de Moana Marques.

Santa Pipe, o EP, está sendo lançado no formato digital pelo midsummer madness e Cena Cerrado.
Ouça em
página oficial
Bandcamp
Spotify
Deezer
Google Play

Essa foi a boa notícia. Agora tem a ruim:

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Se você mora em Uberlândia ou arredores, fique de olho.

Postado 02/03/2018 às 7:44

The Dead Suns lança primeiro single

Se você somar a “bagagem” de todos integrantes, são anos de serviços prestados, como diria Massari. Francisco Kraus elenca Eterno Grito, Second Come e Jess Saes; Maurício Garcia é mais conhecido pelos anos à frente das guitarras d’ A Grande Trepada, mas a lista de bandas que ele já tocou deixaria seu scroll down infinito. Junto aos dois decanos, Yuri Pinta (do Beally) e Renato Fernandes.

Esse é o The Dead Suns, que começou em 2011 como Oort Clouds e, depois de uma parada forçada, gravou em 2017 seu álbum de estreia. “New Days for a Better Man” será lançado em breve, traz 14 músicas.

Para começar a apresentar sua cara, o Dead Suns liberou hoje, somente no formato digital o single e o videoclipe da música “Living Among the Stars”:

Imagem de Amostra do You Tube

Ouça e baixe no bandcamp

Conheça um pouco mais da história da banda aqui

Este é um lançamento conjunto do midsummer madness com The Dead Suns e The Blog That Celebrates Itself

 

Postado 26/02/2018 às 8:00

Cia Fantasma exorciza morte em novas músicas

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Depois de quase três anos e um disco novo do Motormama no meio do caminho, Régis Martins retorna com seu projeto solo com duas músicas novas. Régis Martins & Cia Fantasma reúne 3/5 do Motormama, banda original do guitarrista e vocalista. Na foto acima, Alessandro Perê (tecladista), Régis (guitarrista e vocalista) e Gizele Z. (vocalista).

O clima de gravação caseira se encaixa na proposta garageira e urgente do Cia Fantasma. “É até uma resposta aos excessos psicodélicos do Motormama. Queria que fosse algo quase que ao vivo, como Neil Young fazia no galpão de sua fazenda, a Broken Arrow. Existem alguns erros ali que decidimos deixar, sem editar, refazer ou maquiar“, confessa Régis.

Escrevi essas músicas no segundo semestre de 2017. ‘Bem-Vindo, Irmão Caveira’ veio antes, com alguns versos martelando a minha cabeça. Nos últimos anos morreu muita gente que eu conhecia ou admirava. Era o Irmão Caveira cumprindo sua função. Essa canção é uma resposta a esse sujeito que não larga o nosso pé. Acho que Marc Bolan foi uma influência ao escrevê-la“.

A outra música é “Sacramento!”, uma tentativa de blues com bateria eletrônica.”Tem um lance meio tecno pop escondido ali que me amarro muito“, confunde Régis. As novas músicas foram gravadas no Antro Home Studio que fica no quarto da casa do amigo e produtor Flavio ‘Porka’ Politi, em Ribeirão Preto (SP).

Para comemorar o exorcismo, Régis Martins & Cia Fantasma tocam neste sábado,17/fev, em SP, na Sensorial. Mais informações aqui.

Escute “Bem Vindo Irmão Caveira” aqui no mmrecords
Compre e ouça também no Bandcamp

Postado 16/02/2018 às 17:00