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\ZINE - dezembro de 2019\

Gambitos alerta: é proibido ser feliz em SC

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Fábio Bianchini tem seu projeto “solo” para músicas urgentes chamado Os Gambitos. De 2009 até 2019, Os Gambitos já lançaram 2 EPs e 5 singles, o mais recente saiu hoje, 06/12: “É Proibido Ser Feliz em Santa Catarina”. Com mais uma letra em português, Bianchini se juntou a Jessica Gonçalves (guitarra), Marcio Bicaco (vibrafone) e Xando Passold (bateria) para gravar um protesto quase twee sobre a impossibilidade de ser feliz no lugar onde eles moram.

Foi assim, explica Bianchini, “uma amiga minha ficou puta e tuitou ‘alguém devia fazer uma música chamada É Proibido Ser Feliz em Santa Catarina’. Isso porque tem uma área no centro de Florianópolis que tava abandonadaça há uns 10 anos. Aì começaram, devagarzinho, a abrir uns bares. Em fevereiro (antes do carnaval de 2019) teve um evento aberto com show do Francisco El Hombre. Deu gente PRA CARALHO e quando escureceu a PM chegou tocando o terror pra dispersar, cassaram o alvará de funcionamento de um dos bares, o Taliesyn. Algumas semanas depois, começou a encher cada vez mais e polícia estabeleceu toque de recolher meia noite. Na primeira vez que mandaram fechar tudo, essa minha amiga tuitou e eu me comprometi a fazer a música”.

A coincidência trágica disso tudo é que a rua começou a ficar ainda mais movimentada porque fecharam um baile funk dias antes e daí a galera começou a ir pra região da Rua Victor Meirelles. Como a maior concentração é na frente de um bar chamado o Madalena e rendeu até música:

Como relata Bianchini, era “o clássico galera na rua com isopor, caixa JBL tocando funk, aí já junta vendedor ambulante, etc, etc“. E dai é óbvio que toda a operação policial traz consigo um componente racista e higienista, similar ao que acabou de acontecer em Paraisópolis.

A música, gravada por Jean Gengnagel, Joel Rosa da Luz e Cicero Bordignon no Estúdio Urbano em Florianópolis, teve o auxílio luxuoso do Coral dos Duendes da Victor (em referência à rua) formado por Fernando, Jessica (das bandas Ghost Bitch e Cigar Kills), mais o João, o Antõnio e o Duds (do Exclusive os Cabides, banda mais legal do momento em Floripa).  “É Proibido Ser Feliz em Santa Catarina” é também o primeiro single do álbum “Ilha de Pathos”, estreia d’Os Gambitos que deve ficar pronto ainda no 1º semestre de 2020.

Bianchini escreveu sobre o álbum:
Pois então, tamos gravando. Nove faixas novas mais uma cover do The Cure. Percebi que tinha uma afinidade temática ligada à minha relação com Florianópolis. Quase escolhi ‘Meiembipe’ pro título porque era como os índios chamavam a ilha. O problema é que aqui todo mundo vai lembrar do motel que tinha esse nome. Dai me lembrei que outro dos nomes antigos daqui era Ilha dos Patos. E, do nada, as letras novas são todas em português.

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Postado 06/12/2019 às 8:50

Novo single e vídeo da Moon Pics

O Moon Pics de Adriano Caiado, natural de Brasília, foi muito elogiado quando lançou o split single com aliendwag em Abril deste ano: o Shoegaze blog chamou de “joia da semana” dizendo que “são músicas muito bonitas, dotadas de um charme discreto e melancólico”.  Nos meses seguintes, Adriano fez alguns shows em Brasília, incluindo a edição 2019 do Festival Picnik.

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foto por Ana Calaça

Entre o quarto e o palco, Adriano está lançando duas novas músicas: “Fall” e “Like Rain”, ambas gravadas em sua casa, com masterização à cargo do amigo de sempre Luiz, do aliendawg..

“Fall / Like Rain” está saindo apenas em formato digital. “Gosto da facilidade e rapidez do digital em comparação ao meio físico. Apesar disso, sempre tive vontade de lançar algo no formato físico, principalmente para vender nos shows. Eu não compro produtos físicos de bandas internacionais pois não sinto necessidade. Mas dos músicos daqui de brasília ou de bandas brasileiras eu compro”.

Nos dois lançamentos recentes, Adriano preparou vídeos para os singles. Em ambos, imagens antigas de filmes gastos, feitos em celulóide. “Eles me lembram a asperidade da produção lo-fi nas músicas da Moon Pics. Também procuro filmes onde o autor tenta fazer com que o espectador se perca, da mesma forma que tento fazer com as minhas músicas”.

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Postado 27/11/2019 às 13:03

Toda discografia do Grenade relançada no digital

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Criada em 1998, em Londrina, o Grenade era conhecido no começo como o “projeto solo” do ex-guitarrista e vocalista do Killing Chainsaw, Rodrigo Guedes. Com o passar do tempo e o lançamento de oito álbuns entre 1998 e 2011, o Grenade se tornou uma das bandas mais importantes do cenário alternativo nacional.

Entre os registros, o auto-intitulado “Grenade” em 2004 foi o único lançado com status de álbum. Com esse lançamento, o Grenade tocou no Tim Festival e no Curitiba Pop Festival daquele ano. Definitivamente o mais bem produzido, o disco masterizado por Steve Fallon, produtor norte-americano conhecido por seu trabalho em “Room On Fire” (Strokes), além de produções para Beulah, Sonic Youth e Luna.

Seus lançamentos em CDR e no digital foram lançados por diversos selos e agora o midsummer madness está relançando todo catálogo no digital.

A Child’s Introduction to Square Dancing (Ordinary Recordings / midsummer madness – 1998)
… is an Out of the Body Experience (Duckweed Records / Low Tech Recs / Ordinary Recordings – 1999)
Shortwave Younglove Kingdom (Ordinary Recordings / Duckweed Records – 1999)
Heartless EP (2000)
Splinters 2000-2002 (Bay King Music / 2002)
Grenade (Slag – 2004)
Life as a Sinner (2008)
Rainbow’s Funeral Book (2011)

Postado 14/11/2019 às 5:23

Solo do guitarrista da Luisa Mandou um Beijo relançado

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No início dos anos 2000, o carioca Pedro Paulo tocava guitarra nas bandas Luisa Mandou um Beijo, Pancake e Essential Tension, além de bateria no Ack. Só que em 2003 ele quebrou o pé. O exílio forçado gerou 4 músicas do único EP de seu projeto solo, Pedro P78.

Uma das músicas, “Coco Gelado”, é nossa favorita entre vários lançamentos do midsummer madness. A letra fala de tentativa de reconciliação com amigos, muito necessária nos dias de hoje, apesar do EP ter sido lançado em 2004:

às vezes é o tempo que resolve as coisas
às vezes elas mesmo se resolvem
eu te trouxe um coco gelado por camaradagem
por favor tempo junte os pedaços dessa historia que passou

Gravando tudo sozinho, Pedro também compôs as quatro músicas. Somente nas duas primeiras é que o amigo Rapudo (Raphael Argolo) fez os vocais: “Vocal até hoje não é meu forte“, assume PP.

O EP foi lançado em 2004 nos formatos CDR e digital. Em 2004, digital era apenas mp3 na versão anterior do site do mmrecords. Talvez TramaVirtual, talvez MySpace. Mas como todos estes sites acabaram, estamos relançando o EP “Pedro P78″ no digital.

Com o relançamento, Pedro se animou a voltar a gravar. Quinze anos depois, ele é professor de trombone no Bloco da Orquestra Voadora: “Trabalhar com cultura no brasil está cada vez mais difícil. Uma lição valiosa que tiro do carnaval de rua do rio é que devemos trabalhar ali, presencialmente. Esse contato de rua sensibiliza o público de forma muito intensa e ampla, tal como aconteceria numa casa de shows, mas sem a infraestrutura e o custo. Isso garante uma mobilidade e possibilidades maiores. Pretendo formatar as novas músicas para apresentacoes assim, basicamente um amplificador, uma gaita e fazendo live pa com trombone“.

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Postado 08/11/2019 às 10:21

Psicodelia caipira ensolarada: novo EP de Régis Martins & Cia Fantasma

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Regis Martins & Cia. Fantasma é um projeto do guitarrista e vocalista do Motormama, Régis Martins (na foto acima, ao centro) junto com Gisele Z. (vocais) e Alessandro Perê (teclados). Ou seja, 3/5 do Motormama . Deppois do EP “Ondas Curtas”  (2015) e do single “Bem Vindo Irmão Caveira” (2018), Régis lança seu 2º EP, “Atlântico Blues”.

Com quatro canções de timbres lo-fi e teclados vintage,  duas são 100% inéditas: “Eu, Você, o Cosmos e Nada Mais” e “Bruxaria”; e as outras duas são versões remasterizadas de singles anteriores: “Sacramento” e “Bem Vindo Irmão Caveira”. Conversamos com Régis para entender melhor as diferenças entre Cia Fantasma e Motormama.

- Como você divide entre o que é seu e o que é para o Motormama?
Régis: Para manter uma distância segura do trabalho do Motormama, a Cia Fantasma investe em timbragens que tem mais a ver com estilos como tecnopop e até mesmo o hip hop dos anos 80. Tudo isso gravado de forma minimalista e quase ao vivo.

Quais as principais diferenças nas regravações de músicas que foram lançadas pelo Motormama?
Nos últimos anos, ouvi muita coisa ligada ao dream pop e achei a dinâmica interessante. Claro que quando vamos para o estúdio, as coisas costumam ir para outros caminhos. Mas no final das contas, nos divertimos muito.

Por que “Atlântico Blues”? Influências oceânicas nas músicas?
O título do EP foi “tirado da cartola” no último momento, graças aos versos mezzo-ensolarados-mezzo-filosóficos da canção que abre o EP ‘Eu, Você, o Cosmos e Nada Mais’.

Onde foi tirada a foto da capa?
Tem muito mais a ver com uma questão geográfica, de estarmos aqui no Atlântico Sul, do que propriamente uma referência praiana. O disco não tem nada de praiano. O termo ‘Blues’ me veio a cabeça depois de ver o titulo de um livro do Jack Kerouac que achei excelente: “Mexico City Blues”. Claro que o titulo também tem a ver com a foto da capa, que eu tirei durante umas férias passadas na Praia Grande, Baixada Santista.

Passei minha infância e juventude ali no litoral Sul de São Paulo. Faz parte das minhas memórias e de minha formação. Além do mais, achei bonito fazer uma espécie de homenagem a capa de um dos discos que mais gosto do Neil Young, “On the Beach”.

Ouça “Atlântico Blues”
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Links para streaming de Régis Martins & Cia Fantasma
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Postado 04/10/2019 às 6:24

Hatchets entra de sola com “Summer Jam”

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Vocês não esperavam por isso, mas o Hatchets lançou um single via mmrecords. A declaração oficial deles foi essa:

Os paulistanos do Hatchets retornam com seu novo single via midsummer madness depois de aclamados remixes de artistas como Prins Thomas, Sinkane e outros bastiões do eletrônico mundial. “Summer Jam” é um sopro, com instrumentos acústicos lado a lado com a mais analógica eletrônica e o toque único de um sussurrado vocal feminino.

Hatchets migra do sintético baleárico para o orgânico screamapsicodélico com “Summer Jam”:

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Postado 27/09/2019 às 13:02

Early Morning Sky lança seu primeiro clipe

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“If I See You Again” é a faixa-título do EP de estreia lançado em abril de 2018 pelo quarteto noise paulistano Early Morning Sky. E foi justamente essa música a escolhida para virar o primeio clipe oficial da banda, com participação de Joyce Guillarducci (Cansei do Mainstream) que também ilustra a capa do EP.

O clipe, gravado nas ruas de São Paulo, foi dirigido por Elisa Oieno (também integrante da banda Antiprisma), teve direção de atuação por Ana Zumpano (ex-Lava Divers, atual Echo Upstairs) e foi montado e editado por Elisa Oieno e Victor José.

Early Morning Sky toca em Porto Alegre dia 19 de Outubro com Loomer e Sapo Boi na Casa Obscura. Mais detalhes aqui.

Postado 26/09/2019 às 4:47

Coletânea do Guitar Days sai em CD e digital

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“Guitar Days – An Unlikely Story of Brazilian Music” é um documentário dirigido por Caio Augusto Braga sobre uma cena musical que nasceu no Brasil no final dos anos 80, se desenvolveu nos 90 e até hoje reverbera em amplificadores país afora.

Carinhosamente chamada de “guitar”, “alternativa” e até de “underground”, essa cena foi construída quase que inconscientemente por bandas que não miravam o mainstream, adoravam guitarras barulhentas e cantavam em inglês. Sobrevivendo num ambiente pré-internet, pré-streaming, onde até prensar CDs era uma luta, estas bandas foram solenemente ignoradas por boa parte de imprensa e do público brasileiro. Mas o que pouca gente percebe é que se não fossem elas, tudo que se entende por cena independente hoje em dia, talvez não existisse.

Os primeiros festivais, a invenção de locais de shows, o talento para tirar som de equipamentos e instrumentos precários, a criação de um mercado alternativo para fitas cassete, discos e mais tarde CDs, tudo foi pensado e executado pelas pessoas que aparecem no Guitar Days.

Inspiradas por bandas norte-americanas e inglesas, era um pessoal que “nunca tinha ouvido Chico Buarque na vida“, como confessa no documentário Gustavo Seabra, vocalista e guitarrista da Pelvs. O filme do Caio levou quase 5 anos sendo produzido e a demora está refletida na quantidade de entrevistas realizadas. Quase todo mundo que fez algo por esta cena aparece no documentário. São entrevistas com Pin Ups, Second Come, Killing Chainsaw, brincando de deus, Pelvs, Low Dream, Wry, Hateen, Garage Fuzz, Maria Angélica, Stellar, The Cigarettes, Mickey Junkies, além dos gringos Thurston Moore (ex-Sonic Youth), Mark Gardener (Ride), Stephen Lawrie (The Telescopes) e várias outras bandas. Os jornalistas Fábio Massari, Kid Vinil, Alex Antunes, Alexandre Matias e o inglês Everett True são alguns dos que também participam do documentário.

O filme foi lançado em 2018 e está percorrendo o circuito de festivais de cinema Mundo afora, com excelente repercussão.


A coletânea traz 27 bandas escolhidas pela produção do documentário, com algumas músicas inéditas e exclusivas de bandas que criaram essa cena e já acabaram, ou que continuam na ativa, ou até que deram um tempo e voltaram agora. Algumas bandas não aparecem dando entrevista no documentário mas fazem parte ativamente da cena que hoje passou a ser carinhosamente chamada de “indie”.

Idealizada em 2016, a coletânea deveria trazer apenas músicas inéditas (não lançadas anteriormente). Mas por motivos de falta de grana, a coletânea atrasou e várias bandas preferiram lançar suas músicas. Ainda assim, boa parte das faixas são exclusivas da coletânea:
Adriano Cintra – The Big Deserter
– faixa exclusiva
Twinpines – Waning
– faixa exclusiva
Câmera – Soirée Chez Moi – faixa exclusiva, gravada na sessão do EP “Invisible Houses” (independente, 2010)
John Candy – Scrappy Christmas – faixa exclusiva
PELVs – Take Mine – faixa exclusiva
Mudhill – Sand of Sorrow – faixa exclusiva
Lava Divers – Hash & Weed (Guitar Days version) – versão exclusiva
Second Come – Infatuated Love
Hateen – Ocean of Rain – faixa exclusiva
MQN – I Can’t Get Higher – faixa exclusiva
Maria Angélica Não Mora Mais Aqui – Alemanha – faixa exclusiva

Faixas digitais exclusivas:
Old Magic Pallas – Enchanted – faixa exclusiva
Shed – Luxury  –
faixa exclusiva
Loyal Gun – Better Than Before –
faixa exclusiva
Garage Fuzz – Daylight – lançada em demo tape (independente, 1992)
Winter Waves – Red Birds – faixa exclusiva

A versão em CD digipack está a venda na loja do mmrecords com a opção de aluguel digital do documentário por uma semana. Clique aqui.

Ouça a Guitar Days na página do mmrecords
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Postado 20/09/2019 às 6:58

Ambientalista é lembrado em novo single do Lombroso

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Bruno Manser foi um ambientalista suíço que lutou contra a devastação das florestas tropicais em todo Mundo, em especial na Malásia. Manser desapareceu na floresta em 2000. Foi declarado oficialmente morto em 2005, apesar de seu corpo ou vestígios de sua sobrevivência nunca terem sido encontrados. Uma fundação criada por ele em 1990 continua a lutar pela preservação das florestas e do espaço dos povos originais.

Esse documentário sobre a vida de Bruno foi lançado em 2017:

Com quase 24 minutos, “Bruno Manser”, a música, é uma saga ambient-tropicalista produzida pela dupla Lombroso. No lado B, o contraponto “Guava Jisas” é sobre a nossa atual Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, vendo Jesus numa goiabeira. Vale lembrar que nós respeitamos a religião de todos mas achamos inconcebível que funcionários públicos de alto escalão tomem decisões baseados em suas crenças, principalmente quando Estado deveria ser laico.

Enquanto isso, a Amazônia queima, os pólos derretem e imbecis assumem Governos.

Ouça Bruno Manser na página do Lombroso
Ouça Bruno Manser no Bandcamp
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Postado 13/09/2019 às 6:42

Segundo single do Lautmusik: “Singalong”

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Lautmusik lança hoje o 2º single do próximo álbum, ainda sem título e com previsão de conclusão para final de 2019. “Singalong” sai junto com “Flight of The Flamingo”, composta e gravada ao vivo pra Coletânea Vol. 11, do estúdio Dub, lançada em 2016.

“Singalong”  traz guitarras intencionalmente mais abrasivas, como eram algumas faixas do início do Lautmusik (“Lost in The Tropics”, “Gorky Park” e “Pandora” por exemplo). A vocalista Alessandra Lehmen complementa que as músicas são sempre criações coletivas, arranjadas em ensaio e que ela geralmente escreve as letras antes, mas que no caso de “Singalong” foi improvisada em estúdio. “A letra fala sobre ‘engrossar um coro’, isto é, sobre ser atraído a repetir um discurso massificado e a dificuldade em ser uma voz dissonante”.

Lautmusik lançou seu álbum de estreia, “Lost in the Tropics”  em 2011 e depois “Juniper” em 2015, então o intervalo está mais ou menos constante, 4 anos. Para o próximo álbum, a banda já tem 3 faixas prontas e deve preparar outras 7 ou 8 músicas.

Ouça “Singalong”  na página da banda
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(foto por Luiza Padilha)

Postado 06/09/2019 às 7:44