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\ZINE - março de 2019\

Anhanguera Folk Club: 20 anos do Motormama

No longínquo ano de 1991, três estudantes de comunicação de Ribeirão Preto tinham uma banda chamada Os Egoístas. Cansados de tocar músicas dos outros, Joca (23), Jefferson (20) e Régis (20) montaram o Motorcycle Mama. Lançaram três demos e colocaram a música “Nazitrekkers” na coletânea “Brasil Compacto” (lançada pelo selo Rock It!/EMI em 1996). “Mas em 1999 eu já estava meio decepcionado com esse negócio de música,” lembra Régis. “Montamos o Motormama como uma espécie de renascimento. Queria algo desafiador, porém de forma mais relaxada. Parei de ouvir os conselhos dos outros“.

Motormama em 2003

Motormama em 2003

Com quatro álbuns, vários EPs, um compacto em vinil e passagens pelos festivais Pop Montreal e Primavera Sound, o Motormama chega a duas décadas de estrada. “Anhanguera Folk Club” é uma coletânea best of, com 5 músicas de cada um dos discos da banda.

Carne de Pescoço” saiu em 2003 pelo selo da própria banda, a Kaskavel Music, e foi distribuído pelo midsummer madness. A estreia foi gravada num esquema lo-fi, num estúdio/bar que a banda tinha no centro de Ribeirão Preto.

Três anos depois saiu “A Legitima Cia Fantasma“, lançado em parceria pelo midsummer madness, Kaskavel Music e Pisces Music. Este segundo disco inaugurou também a parceria do Motormama com o Understudio, de Rômulo Felício, da banda local Undertrash. Rômulo também passou a assinar a produção de todos os discos, dai em diante. “A Legítima Cia Fantasma” pegou a fase final das boas vendagens em CD, foi o disco do Motormama que mais vendeu.

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Motormama em 2007

Quatro anos depois, em 2010, “Aloha Esquimó” nasceu na era da música digital e não foi tão bem assim. Mais uma vez gravado no Understudio, levou dois anos pra ficar pronto. “Aloha é meu disco preferido“, revela Régis, “tem tudo que eu gosto, produção excelente, com masterização do Thiago Monteiro que é um cara do jazz e da MPB. Ficou lindo, mas teve repercussão zero. Me senti desprezado. Era o melhor que podíamos oferecer e pouca gente ligou“.

Motormama

Motormama em 2011

Em 2011 o Motormama foi selecionado para tocar no festival Pop Montreal, no Canadá. A boa recepção deixou a banda animada e eles voltaram do hemisfério Norte fixados com a ideia de prensar um vinil. Como as economias não permitiam vôos maiores, lançaram um compacto com duas músicas: “Flores Sujas do Quintal/ Rio Grande” saiu pela Kaskavel Music, hoje item raro e esgotado.

A empolgação reverberou e em 2014 a banda foi convidada para tocar no prestigiado Primavera Sound, em Barcelona (Espanha).”Foi um ano mágico, muitos já tinham se esquecido da gente. De repente, boom, estamos em um dos maiores festivais do mundo. Foi lindo!

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Motormama 2016, foto de Leandro Paiz

Em 2017, o quarto álbum “Fogos de Artifício” saiu de forma discreta, prensado com tiragem limitada em CD pelo midsummer madness e Kaskavel Music. Com apenas 8 músicas, “Fogos…” mostra um Motormama coeso, aprimorando suas características: a viola caipira misturada ao feedback dos Pixies, o clima Ziggy Stardust de Bowie ambientado nas highways do interior paulista, com disco-voadores do Mutantes planando sob as cabeças. Régis comentou cada um dos álbuns do Motormama em 2017 – leia.

Vinte anos divididos por quatro dá cinco músicas. Com essa linha de corte, a banda separou as 5 melhores músicas de cada “época” para celebrar os 20 anos com essa coletânea, a “Anhnaguera Folk Club“:

Álbum: Carne de Pescoço (2003) - midsummermadness.bandcamp.com/album/carne-de-pesco-o
- Adeus Maluco
- Sujeito Honesto
- Rota Caipira (Anhanguera Folk Song) – Cosmorama
- Babydoll

Álbum: A Legítima Cia Fantasma (2006) – midsummermadness.bandcamp.com/album/a-legitima-cia-fantasma
- Coração Hardcore
- Faixa Preta
- Hey Vaqueiro
- Blues do Sapo Caolho
- Rancho Fantasma

Álbum: Aloha Esquimó (2010) – midsummermadness.bandcamp.com/album/aloha-esquim
- Preciso Me Vingar Oh babe
- Aloha Esquimó
- Baladinha da Destruição
- Feriado em Saturno
- Esperando o Furacão

Vinil 7’: Flores Sujas do Quintal (2013)
- Flores Sujas do Quintal

Álbum: Fogos de Artifício (2017) – midsummermadness.bandcamp.com/album/fogos-de-artif-cio
- Não Sou Mais o mesmo Sujeito
- Te Vejo na Cosmopista
- Fogos de Artifício
- Vôo Número Zero

São discos que traduzem cada momento que a banda passou. De alguma forma estão interligados mas são independentes entre si. Uns caóticos, outros mais coesos“, tenta costurar Régis.

Motormama 2019, por Matheus Urenha

Motormama 2019, por Matheus Urenha

O trio que permanece desde 1999, Joca, Régis e Gisele, vêem uma mudança constante na formação do Motormama; só na bateria já passaram 25 pessoas! Desde “Aloha…” eles são acompanhados pelo tecladista Perê. Outro Motormama ilustre é Gustavo Acrani, co-autor de várias músicas dos primeiros dois discos. “Ele é uma das peças chaves para o Motormama, conta Régis.”Quando ouvi o teclado a lá Lafayette/Arnaldo Baptista, percebi que tinhamos algo diferente em mãos“.

Hoje quarentões, os integrantes ainda querer riscar alguns objetivos da lista de sonhos, como tocar em outros países da América do Sul. “Quando montei o Motormama, meus sonhos de rock star já tinha ido ladeira abaixo. Mas mudar a vida das pessoas, ser um guru espiritual, explica Régis. “Não sei se consegui, mas não me arrependo de nada. Mais do que um passatempo, eu chamo de o Motormama de musicoterapia“.

Veja todos os clipes do Motormama:

Ouça a coletânea “Anhanguera Folk Club”:
página oficial
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Postado 22/03/2019 às 9:17

Novo projeto de integrantes do Alles Club, Macintushie eleva o lo-fi shoegaze a níveis despretensiosamente altos

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foto por Rodrigo Baumgratz

O EP “Stillwitchu” é o primeiro registro do trio formado por Ruan Lustosa (esq. na foto), Isabel Oliveira e Pedro Baapz (de óculos), todos eles integrantes/colaboradores do Alles Club e com vários outros projetos pessoais: BAAPZ, Flopsy Franny, Basement Tracks, Belle. Macintushie é mais um projeto destes amigos de Juiz de Fora.

O Macintushie nasceu de encontros entre Pedro e Bel, ela com planos de sair do país e uma vontade enorme de criar. Ele, com várias músicas salvas em HDs esperando para serem mexidas. As seis faixas nasceram no quarto de Pedro, pomposamente chamado de Baapz Studio com Bel responsável pelas letras e vocais inspirados em Beach House, XX e Slowdive.

Ruan chegou alguns dias depois e trouxe as guitarrinhas grudentas. Tudo isso gravado no turbilhão de emoções do segundo semestre de 2018 no Brasil. “Gravamos em duas semanas. Eu mixava as músicas logo depois que a Bel e o Ruan iam embora. Já era meio de Outubro, e mandei pro Bráulio Almeida, da Devilish Dear“. As seis faixas passeiam entre climas chill-out e roupagem vapour-wave, de pretensões dream-pop com batidas próximas ao trip-hop da Bristol dos anos 90. “Me interesso bastante pelas desconstruções/reconstruções sonoras que vem aparecendo”, divaga Pedro, “Hoje em dia a música precisa interagir. Conservadorismo na arte é o que não podemos ter em um período tão obscuro como o que estamos vivendo“.

Na verdade, acho que hoje em dia as pessoas estão largando os grandes estúdios e gravando mais em casa e talvez o bedroom pop seja apenas um nome chique para gravações Lo-fi“, diz Pedro. E o que era para ser um bando de músicas largadas em soundclouds, virou um registro aconchegante e caprichado.

Conheça mais aqui

Ouça, compre e baixe no Bandcamp
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foto por Rodrigo Baumgratz

Postado 15/03/2019 às 10:06

Caia na folia com o minimalismo do Lombroso

Quem é Lombroso? Não faz a menor diferença. O midsummer madness lança hoje, sexta feira de carnaval de 2019, o novo single oficial da dupla de SP que um dia, 20 anos atrás, se intitulava Os Jerssons.

São três instrumentais para você ficar sentado de longe, com seu discman rodando um CD ou MD, de fones, olhando o bloco passar. Vinte anos atrás nós estávamos preocupados com o bug do milênio. Hoje, a civilização deu bug. E não tem reboot que preste.

Gravadas em modulares e com toneladas de efeitos analógicos, Lombroso remete a Flying Saucer Attack, Durutti Column e La Monte Young. Eles não disseram nada disso, eu é que estou facilitando sua vida. O EP “Glass” está sendo lançado somente no digital e em um vídeo.

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Postado 01/03/2019 às 9:26

Sai “Johnny”, o disco de estreia da Strawberry Licor

foto por Matheus Arruda

foto por Matheus Arruda

Depois de anos moldando sua sonoridade sob a influência de inúmeras fitas cassete com Pavement, Second Come e Sonic Youth, Luciano, Raoni, Gabriel e Yuri chegam a um sincero álbum de estreia com o Strawberry Licor.

Formada por ex-integrantes de bandas locais como Pencil Sharpners, Headache, Tempo de Morte, Mar de Lobos, Fones e Justine Never Knew the Rules, a Strawberry Licor  gravou e produziu “Johnny” no estudio Napô Place em Itapetininga/SP, mesmo local onde a banda surgiu em 2014. O disco traz 11 músicas novas, diferentes das já lançadas no Ep de estreia “Pupsy” (2016) e nos singles subsequentes.

No disco, a Strawberry Licor apresenta um trabalho ainda mais intimista, cheio de flertes com noise dos anos 90, moldados a pequenas doses de math-rock, vocais sobrepostos, completamente inflado em sentimentos de nostalgia e perdas inevitáveis. Só que “Johnny” não é emo, muito menos deprê; é um panorama de uma infância cheia de desejos e expectativas ante a entediante e desesperançosa, porém libertadora, chegada vida adulta.

Com dois novos clipes lançados, “Johnny” está sendo lançado hoje nos formatos digital e CD digipack (com tiragem limitada a 100 cópias).

Ouça “Johnny””
- mmrecords
- bandcamp
- spotify
- apple music

Pré venda do CD-digipack com desconto: R$15 com frete grátis (Após 25/Fev., R$20)

Postado 15/02/2019 às 7:00

Santa Pipe libera segundo casalzinho de músicas

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O Santa Pipe, de Uberlândia, está perto de completar seu primeiro ano e resolveu liberar as outras músicas que havia gravado quando a banda se formou, no começo de 2018. O single “Claws”, com duas músicas está sendo lançado hoje.

Quando Arthur Carvalho (bateria), Ciro (vocal), Joe Porto (guitarra e backing vocal), Renato (baixo) e Romero (guitarra e backing vocal) se juntaram, foi um período muito produtivo. “Todo dia saía música nova”, lembra Joe. “Mas sacamos que talvez elas não fossem feitas pra sair juntas. Daí decidimos lançá-las em casaizinhos que funcionassem bem juntos

O primeiro single “Free Hands” saiu em março de 2018. Assim como no 1º single, esse novo “casalzinho de músicas” foi gravado no estúdio Laboratório (Uberlândia-MG) com Tiago Beats de técnico e Eddie Shumway (Lava Divers) como produtor e responsável pela mixagem e masterização. A capa é do fotógrafo Roan Nascimento, de João Pessoa.

Felizes com a repercussão do 1º single, Joe confirma bons prognósticos para o Santa Pipe em 2019: “Eu, Ciro, e Romero vamos dividir o mesmo teto e a ideia é dormir abraçado com a guitarra e adiantar outro disco pra ontem. Essa fórmula de lançar as músicas em grupos pequenos é bacana, é como limpar cada cômodo da casa por vez em vez de ficar procrastinando quando é a casa inteira. Com mais lançamentos, queremos capitalizar o máximo possível, correr atrás de um lançamento físico em breve, fazer uns merchanzinhos bacanas pra vender e dar pros amigos famosos… mentira, tamo quebrado, todo mundo tem que pagar“, completa Joe.

“Claws” sai em parceria com a sensacional Cena Cerrado.

Ouça:

1º single

Spotify da banda

Postado 11/02/2019 às 8:59

Strawberry Licor libera mais um clipe uma semana antes do álbum

O Strawberry Licor lança no dia 15 de Fevereiro seu álbum de estreia “Johnny”. Com 11 músicas, a banda liberou uma semana antes um videoclipe de “Caballero”, uma prévia do álbum.

“Johnny” será lançado em CD-digipack e no digital.

 

Postado 09/02/2019 às 9:37

Dupla irlandesa Submotile lança novo single e clipe

Em 2018, o duo shoegazer Submotile, de Dublin (Irlanda) lançou seu EP de estreia “We’re Losing The Light” com cinco músicas. Cheios de camadas de guitarras, o EP foi gravado na casa do casal Michael Farren e Daniela Angione durante cinco ou seis meses. Desde então a dupla não havia lançado mais nenhuma música nova.

Em Janeiro de 2019 eles estão lançando o single “Eastern Sky Sundown” que talvez seja a primeira música de um futuro álbum, que Michael não sabe quando vai ser lançado. “O progresso do álbum está bem lento. Queremos que tenha 10 músicas mas precisamos trabalhar mais para que elas não soem repetitivas. Dá muito trabalho“.

“Eastern Sky Sundown” é o primeiro single que está sendo lançado via midsummer madness. Ao mesmo tempo, estamos disponibilizando nos canais de streaming do selo, o EP anterior, “We’re Losing the Light”, que está sendo relançado em parceria com a banda.

Mais sobre a banda
Bandcamp – single / EP
Spotify

Postado 24/01/2019 às 5:32

Quem liga para Sharon Van Etten: novo single d’Os Gambitos

Fabio Bianchini, a mente acoplada aos Gambitos, está lançando single novo hoje. Ele nos mandou um textinho sobre “Yesterday”.

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Lançar single em dia de álbum novo da Sharon Van Etten: bem a cara dos Gambitos
“Yesterday”, quarto single da série de lançamentos dos Gambitos iniciada há um ano, é também o primeiro arranjado em grupo pelo quarteto que se tornou a encarnação da banda pra tocar ao vivo: Fabio Bianchini, Gustavo Cabeza, Luiz Henrique Cudo e Xando Passold. A música foi tocada várias vezes em shows (quase todos em Florianópolis), vezes o suficiente para tomar o formato presente e para os integrantes enjoarem das piadinhas envolvendo a canção homônima mais famosa.

Essa familiaridade possibilitou que fosse gravada praticamente ao vivo, com overdubs aqui e ali, e lançar com calma e sem pressa, mas também com certa agilidade. Isso é inédito para nossos heróis. Só quando era tarde demais fomos nos ligar que o single sai no mesmo dia do novo álbum da Sharon Van Etten, o que não facilita em nada a disputa por atenção dos ouvidos do pessoal. No fim, provavelmente não vai fazer tanta diferença. Além disso, é sexta-feira e verão, tudo a ver com a música, mas aí tem que se ligar no contexto e metacontexto. Sempre tem um jeito.

E a gente pergunta: Sharon Van Who?
“Yesterday” sai como single digital.
Ouça na página d’Os Gambitos aqui no mmrecords
Ouça, compre e baixe no Bandcamp

Postado 18/01/2019 às 5:56

Thomas Pappon canta Fellini e The Gilbertos na Sunray Garage

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O paulistano Thomas Pappon se mudou para Londres em 1996, onde ainda mora hoje. Nesse tempão todo, mudou de endereço poucas vezes. Em algumas das casas passadas foram gravados 4 álbuns do The Gilbertos e um disco do Fellini. Desde 2005 Thomas vive em Herne Hill, no sul da capital britânica.

No finalzinho do Verão de 2018, Thomas resolveu abrir seu estúdio-garagem para o Mundo, gravando várias músicas do repertório do The Gilbertos e do Fellini no esquema voz e violão. Dentro da pequena garagem, alguns itens para matar a saudade nas estantes e pouca parafernalha hi-tech. Gravado em escassas 3 horas, o longo set incluiu “Nada”, “Novo Rei da Canção”, “Rock Europeu”, “Teu Inglês”, “Amor Louco”, “Baby Is Not at Home”, “Tudo Isso Deu Em Nada”, “Zum Zum Zum Zazoeira” e várias outras.

O registro íntimo e lo-fi foi feito pelo midsummer madness com três câmeras e teve o áudio gravado ao vivo pelo próprio Thomas, que além de executar as músicas, também mixou e masterizou o áudio final do registro. Entre as mais de 20 músicas gravadas, uma boa parte será lançada ao longo de 2019 em vídeos individuais no canal do YouTube do midsummer madness

O primeiro vídeo é da música “Socorro”, uma composição de Pappon com Cadão Volpato, lançada originalmente no álbum “Fellini Só Vive Duas Vezes” (Baratos Afins, 1986).

Letra:
Socorro (Pappon / Volpato)
Tempo dinheiro costumes camelo
neves eternas e
tempo dinheiro costumes camelo
neves eternas e vento

A camisa empapada de suor
trabalhando como um camelo
um mundo cada vez melhor
com uma pequena ajuda dos bombeiros

tempo dinheiro costumes camelo
neves eternas e
tempo dinheiro costumes camelo
neves eternas e vento

A camisa empapada de suor
trabalhando como um camelo
um tempo cada vez menor
com uma pequena ajuda dos correios

Postado 02/01/2019 às 17:54

Retrospectiva 2018

Ninguém aguenta mais, ainda bem que 2018 tá acabando.

Começou com a confirmação de que as nossas informações não estão seguras nas Redes Sociais e terminou com a consequência mais soturna, a eleição de Bolsonaro. A angústia está registrada em algumas músicas que ajudamos a lançar. Preparamos uma playlist com todos os lançamentos e relançamentos que saíram via midsummer madness em 2018:

mm150 – DON – Gene (digital / Janeiro 2018)
O ano começou com o novo projeto de Cassiano Fagundes, aka Cassim. DON é Jeronimo Gonzalez, Cassim (ex Magog, ex Bad Folks, Cassim & Barbária, Cacique Revenge) e Manolo Keller. Juntos, produziram um EP com três músicas, incluindo uma versão para 13th Floor Elevators. Ouça.

mmcd55 – Pelvs – Peter Greenaway’s Surf (digital / Março 2018)
Só em março de 2018 é que nos demos conta que o disco de estreia da Pelvs, lançado originalmente em 1993 pela Rock It!, ainda não estava nos serviços de streaming. Reparamos essa falta distribuindo esse clássico que completou 25 anos em 2018. Ouça no Spotify.

mm151 – Early Morning Sky – If I See You Again (digital & CD / Abril 2018)
Em abril lançamos o EP de estreia do quarteto paulistano Early Morning Sky. Produzido pela própria banda, as quatro músicas trazem de volta o ruído e a microfonia do shoegazer dos anos 90. A banda passou 2018 tocando exaustivamente em São Paulo e em algumas cidades da Região Sul. Em 2018 eles também gravaram e lançaram versões para Velvet Underground, Swirlies, Jesus & Mary Chain e até Lava Divers. Em 2019, o Early Morning Sky promete músicas novas. Ouça o EP de 2018.

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mmcd 56 – The Dead Suns – New Days For a Better Man (digital / Abril 2018)
Em abril saiu o catártico álbum de estreia do The Dead Suns (foto acima), banda formada por Francisco Kraus (ex-Second Come), Maurício Garcia (A Grande Trepada, Kongo, Second Come, Mauk e várias outras bandas), Yuri Pinta (Beally) e Renato Fernandes. “New Days For a Better Man” traz 15 músicas e vai agradar aqueles que vem escutando Black Sabbath, Echo & the Bunnymen, Smashing Pumpkins, War on Drugs e nunca desistiram de música boa. Veja o videoclipe de “Living Among the Stars”.

mm157 – Vários – Perverted by Homage: A Tribute to The Fall (digital / Maio 2018)
Em Janeiro de 2018, perdemos Mark E. Smith, fundador e vocalista da banda inglesa The Fall. Bonifrate, Loomer, Estación Experimental, DON, Digital Ameríndio e Overend regravaram suas favoritas: ouça. Infelizmente 2018 levou também Aretha Franklin, Charlez Aznavour, Miranda e Pete Shelley do Buzzcocks.

mmcd57 – Vários – Tropical Fuzz: Brazilian Guitars 1988 – 2018 (digital & CD / Junho 2018)
Em Junho, depois de 6 meses estabelecido em Londres, resolvemos preparar uma coletânea com várias músicas do nosso catálogo para apresentar aos britânicos. A versão digital traz 50 bandas e a limitadíssima versão em CD traz 22 músicas. É uma bela amostra dos 29 anos de existência do midsummer madness. Ouça no Spotify.

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mmcd08 – Fellini – Amanhã é Tarde (digital / Julho 2018)
O quinto e por enquanto último álbum do Felini saiu originalmente em 2001, em hoje esgotada tiragem em CD. Assim como o primeiro da Pelvs, só agora nos demos conta que esse clássico gravado por Thomas Pappon e Cadão Volpato em Londres não estava disponível no streaming. Se você não percebeu, corra para ouvir.

mm154 – Iorigun – Empty Houses // Filled Cities (digital / Julho 2018)
Lançado originalmente em 2017, o 1º EP do Iorigun foi relançado pelo midsummer madness em Julho, precedendo os trabalhos para o novo single e EP que viriam no final do ano. Veja a banda tocando “Downtown” ao vivo.

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mm153 – Valv – Nautilidae (digital / Agosto 2018)
Depois de quase 14 anos em estado de hibernação, o quarteto de Belo Horizonte (MG) voltou à cena com 5 músicas e um novo EP. “Nautilidae” traz a nova formação com os integrantes originais Alessandro Travassos (voz e guitarra), Luciano Cota (guitarra) e os recém integrados Bruno Martinho (baixista, também toca no Churrus) e Filipe Monteiro (baterista, que tocava no Quase Coadjuvante e cantava no Rallye). O EP “Nautilidae” saiu em parceria com o Valv e o selo canadense Cuchabata. Relembre a sucinta mas brilhante discografia do Valv.

The Tamborines – Camera & Tremor
The Tamborines – Sally O’Gannon
The Tamborines – Sea of Murmur
Formada em 2000 em Maringá (PR), The Tamborines lançou 2 álbuns quando a dupla Henrique Laurindo e Lulu Graves se realocou em Londres. Estes dois discos e apenas um dos inúmeros EPs passaram a estar disponíveis no Bandcamp do midsummer madness e no mmrecords. Tudo isso para poder distribuir as últimas cópias em vinil e CD dos discos. Se você ainda não tem, corre e compre aqui. Tamborines já não existe mais, Henrique montou o Bufallo Postcard que lançará suas primeiras músicas em 2019.

mmcd58 – Frabin – Tropical Blasè (digital & CD / Outubro 2018)
Três anos depois, o faz-tudo Victor Fabri, aka Frabin, lançou o 2º álbum, cheio de sintetizadores e guitarras, com músicas em inglês e português. E quando a gente diz faz-tudo, we mean it! Victor lançou dois belos videoclipes para acompanhar o novo disco: “Pastime Illusion” e “Reailusão“, este último convidando todos a pensar sobre o absurdo de uma teocracia armada. E pouca gente entendeu… 2018 foi um ano horrível.

mms46 – Os Gambitos – Notícias Tuas (digital / Outubro 2018)
Foi um ano horrível que obrigou Fábio Bianchini a gravar, em menos de 24h, o absurdo que o Brasil estava sendo jogado. “Notícias Tuas” deixa registrado para posteridade tudo que foi falado e levou ao posto de Presidente do Brasil o imbecil Bolsonaro. O mais assustador é que ele realmente representa o pensamento de quase 60% dos brasileiros. Leia a letra aqui.

mmcd59 – Digital Ameríndio – Intensos Animais Imperceptíveis (digital / Outubro 2018)
Mais um relançamento em 2018: o único álbum completo de Sandro Rodrigues, aka Digital Ameríndio, lançado originalmente em 2013 pela Cloud Chapel, foi disponibilizado em todos os portais de streaming e nos canais do midsummer madness. Um tesouro de 10 músicas saído das mentes de Sandro e os amigos Löis Lancaster (Zumbi do Mato), Robson Riva, Pedro Bonifrate (Supercordas) e Gabriel Ares. Ouça.

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mm155 – Iorigun – Skin (digital / Novembro 2018)
O primeiro lançamento do Iorigun via midsummer madness foi o 2º EP “Skin”, com 6 músicas novas, incluindo “Fight to Forget”. A banda deixou claro seu medo e angústia com os tempos sombrios que estão por vir. “Skin” fala disso, de descobrir o que existe por baixo da pele o que realmente se é, e ao mesmo tempo de buscar forças para lutar por aquilo se quer ser. Músicas urgentes para fãs de Joy Division, Interpol e A Place to Bury Strangers. Não deixe de ouvir também a faixa extra para o single de “Fight to Forget”, lançado em Outubro/2018

mms156 - Strawberry Licor – Pupsy (digital / Novembro 2018)
mms47 – Strawberry Licor – Aim (digital / Novembro 2018)
mms48 – Strawberry Licor – Ato, Atalho e Vento (digital / Novembro 2018)
Em Novembro, já navegando o maremoto, colocamos no mmrecords e no nosso Bandcamp toda a discografia do quarteto de Itapetininga (SP), Strawberry Licor. Completistas que somos, tudo isso era para preparar o lançamento do 1º single do novo disco da banda, a ser lançado em 2019. Veja o Bandcamp oficial do midsummer madness.

mms49 – Strawberry Licor – I Feel Like a Kid (digital / Novembro 2018)
Primeiro single do primeiro álbum da banda, “Johnny”, que será lançado em 2019. Pense Sonic Youth, Urusei Yatsura, Fugazi e as microfonias e distorções do my bloody Valentine pré “Isn’t Anything”. Vai ser o melhor disco de 2019, certeza! Veja o clipe:

mmcd53 – Lava Divers – Plush (digital e CD / Dezembro 2018)
Lançado em 2017, o disco de estreia do Lava Divers finalmente ganhou versão física: são tiragens limitadas em CD digipack e em CD envelope de “Plush”. A versão digipack traz uma música bônus. Compre aqui.

E não custa lembrar: em 2019, o midsummer madness completa 30 anos de vida! Que venham outros 30!

E 2019, como vai ser?
A gente prefere não planejar (porque os planos sempre dão errado) mas um passarinho me disse que teremos muitos discos bacanas. Afinal, em 2019 o midsummer madness completará 30 anos de existência.

Devilish Dear terá um 2º disco, Strawberry Licor lançará seu debut “Johnny”, Fish Magic lançará seu 3º álbum, o Pin Ups está terminando de gravar seu 6º álbum, com músicas novas depois de quase 11 anos sem inéditas. Teremos bandas novas no catálogo e prosseguiremos com a pesquisa de bandas e relançamentos.

Mas a cereja do bolo será uma coletânea de 30 anos a ser lançada em 4 formatos complementares: vinil, CD, fita cassete e digital. Ou seja, todos os quatro formatos que já trabalhamos. E para acompanhar a coletânea, um fanzine impresso contando a saga de  lançar bandas nestas três décadas. Tudo isso só vai ser possível graças ao apoio da Natura Musical (matéria sobre os selecionados 2019). Mais informações em breve.

Nos próximos anos, vamos continuar próximos e de mãos dadas com quem acreditamos. Então, fique mais próximo do midsummer madness:

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Postado 25/12/2018 às 9:42