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Cassim & Barbária tem DVD sobre turnê norte-americana de 2009 relançado online

Lançado em DVD em 2010, “Cassim & Barbária – Na Estrada, no Estúdio” é um diário de bordo da turnê que a banda fez em 2009 por terras norte-americanas, incluindo trechos da viagem, de shows e com um recheio para lá de bem produzido deles executando várias músicas ao vivo, em estúdio, já de volta ao Brasil. Esse DVD, com quase 45 minutos, está sendo relançado hoje no YouTube via midsummer madness.

Como Cassim relembra no texto abaixo, escrito especialmente para o relançamento, além do aprendizado DIY, a estrada que hoje tanto nos faz falta, é essencial para o amadurecimento sonoro das bandas.

 

Crônicas de um amadurecimento sônico
por Cassiano Fagundes (Cassim)

Há não muito tempo, havia um tipo de quilometragem que só a estrada podia dar a uma banda. Essa realidade parece ter sido radicalmente alterada, e hoje, desde a perspectiva da pandemia, o que aconteceu comigo doze anos atrás parece um sonho improvável.

Em março e abril de 2009, poucos meses depois de formar o Cassim & Barbária em Florianópolis, eu me vi dentro de uma van, atravessando a América do Norte durante 40 dias com os meus parceiros musicais e amigos Guilherme Zimmer, Eduardo Vicari, Leonardo Kothe, Heron Stradiotto, Alexei Leão e Gabriel Orlandi.

No começo da viagem, eu não sabia direito o que era o nosso som, e muito menos o que seria uma “turnê”, conceito que hoje parece estranho, anacrônico e, principalmente, inviável. Mas, na época, depois de 12 mil quilômetros rodados, percorridos por 19 estados nos Estados Unidos e duas províncias canadenses, com shows e festivais como o SXSW, em Austin (Texas, EUA) e Canadian Indie Week (Toronto, Canadá), e em casas de todos os tipos e tamanhos, achei que tinha me encontrado.

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Era o que eu queria fazer todo ano, em todos os continentes, pelo resto da minha vida. Tínhamos forjado um som na marra, na base de muita bunda quadrada, muita noite mal dormida, muita passagem de som na correria, muito show vazio. Fora as apresentações de muita gente boa, e as horas de audição de CDs na rota, grande parte deles de bandas do mundo todo com quem estávamos tocando, e que também viajavam o continente por conta dos festivais da estação.

Na mochila, levávamos nosso primeiro EP, gravado especialmente para a viagem. Tinha sido lançado antes de embarcarmos pelo midsummer madness, e foi distribuído nos Estados Unidos pelo selo nova-iorquino BNS Sessions. Mas o registro logo ficou obsoleto: nossa música foi ganhando vida própria, tornando-se estranha (no bom sentido) e fazendo com que a autodescrição inventada nas pressas, “rock subtropical”, se tornasse uma realidade sonora.

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Foi o resultado de tantos shows, em palcos de cidades como Philadelphia, Asbury Park, Boston, Montreal, Athens. E igualmente, um efeito colateral de termos marcado pessoalmente por telefone e email, ainda no Brasil, cada uma das datas, negociando cachês, estadias, falando com produtores, com bandas desconhecidas, e algumas mais famosas. Os sensos de independência, de autogestão e de produção de turnê valeram mil ensaios. Novas influências musicais eram absorvidas diariamente, no som tocando na rádio do café do posto, no show da banda escocesa predileta em um lugar para poucas pessoas, nos truques de afinações que você aprendia com a banda japonesa, nas conversas com o público.

Quando voltamos, eu realmente achei que aquela seria a primeira de muitas tours pelo mundo, impressão que você pode ter me vendo falar no DVD Na Estrada, No Estúdio.

Na verdade, aquela experiência nos proporcionou voltar logo na sequência para o Canadá, e tocar na Argentina e no Brasil inteiro, graças aos contatos feitos na primeira viagem. Contudo, empreitadas como aquela são caras para independentes, e descobrimos que viajar pelo Brasil era igualmente uma grande aventura, só que bem mais barata e viável. Nunca mais fomos tão longe. Depois daquela “estreia” internacional, lançamos mais dois álbuns e tocamos muito por aí. Mas as demandas da vida fizeram com que inativássemos a banda em 2018.

O negócio é que, quando voltamos ao Brasil em Abril de 2009, estávamos tão inspirados pela experiência que quisemos mostrar que artistas independentes brasileiros podiam viajar o mundo, mesmo com poucos recursos. Juntamos nossos vídeos, diários e impressões de turnê com esse intuito. O grupo também entrou no estúdio para documentar em som e imagem o seu amadurecimento musical, forjado nas míticas estradas norte-americanas.

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A estrada parece distante da realidade de artistas de diferentes partes nesse momento, mas espero muito que ela se abra novamente. A viagem na América do Norte, e as outras depois, mais perto, não nos fizeram famosos, nem ricos, e nem mesmo notórios. Contudo, elas mudaram a minha vida, e também minha percepção de o que realmente é tocar em uma banda de rock independente. Gostaria que todos que fazem parte desse universo pudessem ter a chance de vivenciar essa experiência.

“Cassim & Barbária – Na Estrada, no Estúdio” foi dirigido e produzido em parceria com Alexei Leão, que viajou com a banda como técnico de som. O DVD foi lançado em 2010 com apoio do Funcultural da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina. Onze anos depois, consciente do legado de seu selo na cena independente, a midsummer madness relança o documentário nas plataformas digitais. É mais um documento da força da independência artística brasileira.

Postado 29/04/2021 às 11:09

Assista a Echo Upstairs ao vivo, incluindo versões para Dinosaur Jr e Stereolab

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A Casa de Cultura do Butantã em São Paulo convidou a Echo Upstairs para produzir uma live que foi exibida no domingo, dia 18 de Abril, na página do Facebook do espaço cultural.

No vídeo com quase 45 minutos de duração, o quarteto executa nove músicas, algumas ainda sem gravação oficial como “Beloved”, “IN/OUT” e “All the Stars”. Os dois singles, “Green Quartz”  e “Clouds” aparecem na live em formato de videoclipe, enquanto que versões para “Not the Same” do Dinosaur Jr. e “Changer” do Stereolab são executadas ao vivo em estúdio.

Assista:

O convite partiu da CCB e a Echo Upstairs produziu todo o resto. Mauro gravou as baterias eletrônicas de todas as músicas e mandou em midi para a banda trabalhar.

Depois todos foram para o apartamento do guitarrista Gilbert no litoral de SP e ficaram alguns dias isolados de quarentena. Com todos seguros, cada um gravou sua parte aproveitando para fazer imagens. Ana Zumpano, guitarrista e vocalista, juntou algumas imagens de shows antigos, gravou outras novas e depois mixou e editou tudo sozinha. “Uma aventura para uma produtora de primeira viagem“, ela confessa.

A íntegra do vídeo está disponível no YouTube do midsummer madness. “A ideia agora é terminar o próximo single que vai ser em português e usar as imagens que fizemos na praia para um clipe“, diz Ana.

Postado 23/04/2021 às 11:23

EPs da Fanfarra Paradiso ganham relançamento no digital

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A Fanfarra Paradiso era quase um time de futebol: 9 integrantes! Essa galera se conheceu no colégio CEAT (RJ) e formaram a Fanfarra Paradiso com metade da formação de uma banda de ska chamada Super Saia Jeans. Isso em 2004. Três anos e muitos shows depois, eles gravaram o EP “Fanfarra Paradiso” com 5 músicas, que foi lançado em 2008 em SMD pelo midsummer madness.

Essas 5 músicas e outras 6 de um EP gravado em 2015 foram relançadas no formato digital, para distribuição via streaming. O segundo EP se chama “Vórtex” e foi disponibilizado em 2017 apenas no YouTube da banda. Agora, as seis faixas ganham lançamento oficial aqui na página do mmrecords, no Bandcamp e no streaming.

Aparentemente um corpo estranho dentro do cast do midsummer madness, as músicas instrumentais da Fanfarra passam pelo ska, jazz, psicodelia e o som das Big Bands. Uma de suas marcas registradas eram os shows em lugares inusitados, como dentro da caçamba de uma caminhão, numa galeria de lojas, no terraço de uma casa em Botafogo no meio de um jogo do Brasil numa Copa do Mundo passada, e por ai vai.

Em estado de dormência desde a gravação de 2015, a Fanfarra Paradiso espera o momento certo para voltar a tocar. “Temos material para um terceiro album que virá quando Coco-Loco assim quiser“.

Por enquanto, ouça os dois EPs da banda na
página da Fanfarra Paradiso no mmrecords
Bandcamp aqui e aqui
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Postado 10/04/2021 às 9:51

Minds Away? Tá certo isso?

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No comecinho de novembro de 2018, Minds Away tocou em Florianópolis, junto com The Dolls, Gambitos e Cuba Drinker and the Hi-Fi’s. Foi o primeiro show da banda na cidade desde 2004 (antes disso o anterior tinha sido em 1999) e coloquei o cartaz no meu instagram. O primeiro comentário que apareceu foi do Rodrigo Lariú, imperador do midsummer madness: “Eu li Minds Away? Tá certo isso?

Tanto o entusiasmo quanto a admiração do patrão fazem sentido. Porque Minds Away, que provavelmente vão odiar essa expressão, são uma instituição do rock independente de Blumenau, de Santa Catarina e do Brasil que andou meio sumida e depois meio escondida. E o novo EP, “Talking Closer”, que sai nessa sexta-feira, dia 2 de abril, exatamente pela midsummer madness, é a primeira novidade fonográfica da banda desde que a música “Gjorn” entrou na coletânea “Controle”, em 2001. É de se ficar surpreso e querer confirmar mesmo.

Quem já conhece Minds Away e já viu show, não importa em qual século tenha sido, vai encontrar um velho amigo: a formação traz Alexandre Lima (guitarra e voz), Junior Sofiati (guitarra e voz), Giba Moura (baixo) e Xando Passold (bateria), aqueles mesmos. “Don’t Let Me (Shock Me Shock Me)”, “Sleeping on the Bus” e “Shiny Pretty Shake” fazem parte do repertório da banda quase que desde sempre. E aqui estão elas, daquele jeitinho que a gente gosta, com invenção, mas sem inventar muito, as melodias e refrões que quando vai ver estamos cantando junto, as guitarras na cara e aquela empolgação meio malandra.

Nesse sentido, a novidade do EP é “Send In the Clouds”, cover clássico dos Silver Jews. A ideia de fazer um tributo à banda surgiu entre o grupo dos amigos catarinas no whatsapp pouco após a morte de David Berman, em agosto de 2019, mas quem conhece esse grupo particular de catarinas não ficou surpreso do
plano não ir adiante. Minds Away, que estava no processo de gravação do que viria a ser esse EP, no entanto, gravou sua parte. “Parece que era um dever. Prazeroso, porém de alguma forma necessário. As novas gravações geraram algumas tensões internas e essa cover ajudou a gente a superar e continuar a trabalhar”, lembra Lima.O esforço compensou: a versão revisita a sonoridade lo-fi que faz parte das origens tanto de Minds Away quanto dos Silver Jews e ganhou a bênção da gravadora Drag City, lar da banda estadunidense.

Tá, mas e quem não conhece? Aí o negócio é o seguinte: Minds Away surgiu em Blumenau ali pela metade da década de 1990, como continuação da cena punk rock da cidade de poucos antes, agora muito mais próximos do rock alternativo pós-Hüsker Dü e da mentalidade International Pop Undergroud. Canções melodiosas com guitarras altas, achando bonito ser Beatles e nunca esquecendo do que aprenderam com os Ramones. Nessa brincadeira, foram fundamentais primeiro para estabelecer uma cena alternativa na cidade e operar conexões primeiro com Santa Catarina e depois com todo o Brasil. Para gravar e distribuir suas duas cassetes (“Cotton for Your Ears”, de 1996, e “Painting Dreams”, de 1997), brilharam nas possibilidades da estética lo-fi e dos selos de fita, que, de novo, foram fundamentais para a cena independente brasileira.

Depois disso, se esconderam um pouco, pararam um pouco, mas “Talking Closer” é um começo tão perfeito quanto qualquer outro para conhecer e se embrenhar na banda e um reencontro emocionante para quem esperou esse tempo todo.

Tá certo isso.

(por Fábio Bianchini – Os Gambitos / Superbug)

“Talking Closer” é um lançamento da Low Tech Recs em parceria com o midsummer madness.
Ouça na página da banda
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Postado 02/04/2021 às 10:43

Valv lança single novo em fase produtiva

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Nos anos 2000, um lançamento do Valv era coisa rara. Lançaram seu 1º EP em 2001 e só 3 anos depois o álbum. Fora um single obscuro em 2007, nada mais aconteceu. Mas desde que a banda voltou a ativa em 2014, já são dois EPs, um relançamento e agora mais um single, totalizando 9 canções novas e 8 remasterizações. A nona do Valv foi lançada dia 05 de Março passado.

“Brand New Love”, ao contrário dos singles anteriores, não é uma prévia de um futuro novo EP ou álbum, segundo Luciano Cota, guitarrista, “faz parte de um novo contexto onde ideias e composições que já vínhamos trabalhando foram organizadas e também em parte devido às restrições da pandemia“.

“Brand New Love” e uma outra música ainda inédita foram produzidas e gravadas na casa do baixista Bruno Retes e depois mixadas e masterizadas no Estúdio Frango no Bafo. “Foi nossa primeira experiência com gravação caseira, com elementos eletrônicos, beats e sintetizadores“. A letra da música foi escrita por Alessandro e não possui nenhuma relação com a música do Sebadoh. “Foi pura coincidência e nem lembramos dessa música. A nossa ‘Brand new love is a battle between humanity and depression, it depicts a certain amount of optimism that we can count on each other to win that combat‘”.

O otimismo e a produtividade do Valv hoje reúne músicas suficientes para um álbum de 10 ou 12 músicas. Mas segundo Cota, “a pandemia é que vai dar o tom. Se ela se estender, devemos repetir o formato deste single escolhendo algumas músicas para gravação e produção caseiras. Temos, no momento, mais um single pronto, finalizado junto com BNL e outras duas músicas que gravamos em dois dias no estúdio Ilha do Corvo do Léo Marques que precisam ser finalizadas. Queremos manter um ritmo de lançamentos durante esse período de pandemia, enquanto não voltamos aos estúdios para mais um EP ou álbum completo“.

O single novo conta com a participação da cantora Stephanie (@tehmitiele), amiga do baterista Filipe Monteiro. Ela tem um canal no YouTube onde faz versões de músicas conhecidas.

valv_brand-new-love_webOuça “Brand New Love” do Valv na página da banda.
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Postado 13/03/2021 às 17:27

Registro único da Superoutro é relançado

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“Autópsia de um Sonho” foi lançado em 2004 pelo quinteto de Recife, PE, Superoutro. Com 10 faixas, produção de Zé Guilherme Lima (Supersoniques e Bonsucesso Samba Clube) e Berna Vieira (Eddie e Bonsucesso Samba Clube), o álbum sai em CDr numa época em que lançamentos digitais estavam restritos a MySpace e Tramavirtual. Depois de 17 anos, o único registro da Superoutro está sendo relançado em formato digital, para streaming, numa parceria entre a banda, Hominis Canidae e midsummer madness.

De Clube da Esquina, Chico Buarque e Caetano Veloso a Beach Boys, Radiohead, Sonic Youth e Wilco, “Autópsia de um Sonho” impressiona em todos os seus 45 minutos. Do início rascante d’ “O Lago”, com guitarras que misturam Sonic Youth e Gang of Four, letras em Português cantadas com o sofrimento dramático do Los Hermanos Venturiano em “A Última Vez”, a contemplações à la Radiohead como em “O Castelo” e “Como Gritar”, essa, uma reencarnação da psicodelia nordestina mesclada a vocais Syd-Barretnianos.

“Autópsia de um Sonho” reforçava as declarações da banda na época do lançamento,  enfatizando que não havia nada de Mangue Beat na Superouto. “Fora de Pernambuco todos esperassem que, naquela época, tudo que saísse do Estado tivesse alguma relação com a música regional Pernambucana, e avisávamos logo que não era a nossa praia”, diz o baixista Rafael Guerra. “Os jornais gostavam de ressaltar isso, fazer essa diferenciação. Talvez fosse uma necessidade de criar factoides para ter espaço na mídia.” E complementa: “Se fosse hoje, preferiria dizer que somos filhos do Mangue Bit. Acho que nós todos quisemos ter banda por conta de Chico Science, Fred 04 e toda a movimentação cultural do Recife na década de 90″.

O CD foi lançado em Maio de 2004 numa tiragem de 1000 CDs. “Na verdade CDR, relembra Guerra, “Recife nunca teve uma fábrica de CDs. Teve uma das maiores fábricas de vinil do Brasil, a Rozemblit, mas de CD, nunca. O nosso orçamento não dava para prensar o disco em outro Estado. Então ‘pirateamos’ nosso próprio disco.

A banda fez shows entre 2002 e 2006 mas depois diminuiram a intensidade para focar na gravação de um inacabado 2º disco. Agora com o único registro relançado, Bernardo Braga, guitarrsita, comenta “Acho que seria no mínimo incoerente não disponibilizar os registros de uma época tão importante para as nossas vidas. E talvez usar o relançamento como pretexto para marcar uns ensaios e gravar as músicas que ficaram sem registro”.

A gente espera ansiosamente. Enquanto isso, veja o incrível clipe para “O Lago” e  ouça “Autópsia de um Sonho” na íntegra na:
página da banda
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Postado 28/02/2021 às 18:02

Echo Upstairs ao vivo no Wasabi Cultura

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Em tempos de pandemia, sem poder subir no palco, o Echo Upstairs gravou uma apresentação ao vivo no Wasabi Cultura, estúdio de ensaios e gravações em São José dos Campos (SP)

A session tem 7 músicas, incluindo os singles “Cloud” e “Green Quartz”, além de outras faixas que ainda não foram gravadas como “All the Stars”, “Correspondência” e “I Love Being the Person that you Hate”. Ana Zumpano (guitarra e voz) e Bigu Medine (baixo e voz) foram acompanhados por Rafa Buletto (guitarra e teclados); Gilbert Spaceh e Mauro Terra não participaram porque questões de segurança durante a pandemia.

Como a gente ainda não sabe quando vai ser possível ver o Echo Upstairs ao vivo, tai uma excelente oportunidade para conferir a banda “ao vivo”. Uma das faixas é a primeira composição em Português do Echo Upstairs, “Correspondência:

https://youtu.be/y6BZ8VE0Fhk?t=1063

Assista a session na íntegra aqui.

Postado 20/02/2021 às 17:10

Os Gambitos lançam mais um single; lado B traz The Cure

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Meiembipe
é um dos nomes mais antigos de Florianópolis. Da Ilha de Santa Catarina, pra ser mais exato. Era chamada assim pelos índios Carijó; significa “lugar acima do rio”. É também uma música bem antiga; segundo Fábio Bianchinia melodia dos versos e do refrão existe desde os anos 90, já tinha pensado em várias letras e vários formatos diferentes; nunca tinha me acertado muito com nenhum” .

Mas a “Meiembipe” finalmente nasceu com Os Gambitos. Bianchini chamou o Chico (não o Buarque, o da banda Mandale Mecha) para tocar baixo e ele também gravou um sintetizador na faixa. A Emilia, parceira do Chico na banda Os Desterros, que já havia participado do single anterior “A Praça” e a Anna, que canta em “Cada Dia Mar Grosso e Agressivo”, também ajudaram a gravar.

Na verdade, mesmo depois de gravada, precisou de uma maturada, de uma descansada na cabeça pra acertar a montagem e a mixagem. Falando assim, sei que parece uma música super complexa, mas nem é o caso, é só que teve lá seu processo“, explica Bianchini.

No lado B (existe lado em single digital?) sai a versão d’ Os Gambitos para “Closedown”,  originalmente lançado em 2019 no tributo ao “Disintegration”, do Cure, organizado pelo The Blog That Celebrates Itself. Mas por que só agora? “Não sei bem o motivo, mas me pareceu que cabia no mesmo single de ‘Meiembipe’ apesar de em vários sentidos ser oposta“.

A versão foi gravada pela formação mais frequente dos Gambitos (Fabio, Cabeza, Cudo e Xando) mas com alguns convidados especiais: o Dão (Obtuso), a Jessica (Ghost Bitch e Cigar Kills) e a Mari (La Leuca). “É claro que cover facilita ver as coisas com mais objetividade e a versão nem é tão diferente assim da original. Então foi bem simples, com bastante ‘ah, entra ali, toca alguma coisa e a gente vê como fica’ ”.

O clipe completa uma trilogia do isolamento, junto com os de “Uma Palavra em 7a1emão” e “Cada Dia Mar Grosso e Agressivo”.

Ouça e baixe na página da banda
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Postado 18/01/2021 às 11:50

Discografia completa da Luisa Mandou um Beijo no streaming

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Hoje, 21/12/2020, a discografia completa da banda carioca Luisa Mandou um Beijo está sendo relançada nos serviços de streaming. Antes, apenas o 1º álbum, lançado originalmente em 2004, estava disponível. Com o relançamento, os álbuns de 2009 e 2011, todos intitulados “Luisa Mandou um Beijo”, assim com o primeiro EP, lançado em CDr pelo midsummer madness em 2001, estão disponíveis.

Para relembrar um pouco da banda, fizemos uma entrevista por email com Fernando Paiva, guitarrista e um dos fundadores do Luisa Mandou um Beijo.

Como começou? Era você e a Flávia sozinhos? De onde vocês se conhecem?
Luisa começou como um projeto solo meu. Eu tinha uma série de composições e decidi gravá-las em casa, numa mesa de 4 canais em fita K7, entre 1998 e 1999. Gravei as guitarras, baixos e uns barulhinhos. Como não gostava da minha voz, acabei convidando a Flávia Muniz para cantar. E chamei um amigo das antigas, o Fabiano, para gravar bateria. Essa fita demo teve boa repercussão na mídia alternativa e começaram a aparecer convites para shows. Foi aí que decidi montar a banda e convidei os outros integrantes para ensaiarmos. Nosso primeiro show foi em 2000.

Quando entraram os outros integrantes? (PP, PC, Shockbrou…quem era o baterista?) De onde vocês se conheciam? Alguém tocava em bandas anteriores?
Conheci a Flávia de uma outra banda que tivemos juntos, a Candongas Não Fazem Festa, um projeto de MPB que nunca chegou a gravar nada, mas fez alguns shows no circuito universitário. O trompetista da Luisa é o Daniel Paiva, meu irmão. O Pedro Paulo, que é o outro guitarrista, eu conheci no colégio: estudamos juntos no CAp-UFRJ. O PC, baixista, era namorado de uma colega minha de trabalho no Jornal do Commercio. E o Luciano, baterista, foi uma indicação do Rodrigo Brandão, guitarrista do Leela, que tinha me ajudado a mixar a fita demo ao transferi-la para mídia digital.

Antes da Luisa, o meu irmão, Daniel Paiva (Shockbrou), tocou no Super Saia Jeans. O Pedro Paulo (PP) tocou no Coreflakes e Essential Tension (aliás, banda maravilhosa, da qual guardo muita saudade). A Flávia cantou no Candongas Não Fazem Festa e no 1999 (outra banda de MPB do milênio anterior). O PC acho que não tinha tido banda, ou pelo menos eu não lembro. E o Luciano tocava no Leela.

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No começo, a banda aparecia assim nas fotos

O nome da banda vem da vontade de soar dadaísta… era por ai mesmo?
Sempre me interessei por arte e teoria da arte, e dadaísmo é um dos movimentos que mais me encanta. Acho que tem um toque dadaísta, sim, mas não completamente. Diria que é um flerte com o dadaísmo, porque no fundo, não é desprovido de sentido. Luisa Mandou um Beijo para mim conota uma série de sentidos que me são caros e que eu queria transmitir de alguma maneira com a banda. Me remete a carinho, saudade, feminilidade. Mas não existe nenhuma Luisa.

E o lance de cantar em português? Todas as bandas que vcs gostam cantavam em inglês, não?
Na adolescência tive uma banda pseudo-punk que cantava em inglês (e eu era quem cantava!). Minhas bandas favoritas todas cantavam em inglês, tanto as estrangeiras (Pavement, Broken Social Scene) quanto as nacionais da época (Pelvs, Essential Tension). Mas, ao mesmo tempo, eu começava a ser influenciado por MPB, escutando Caetano antigo, Cartola, Mutantes, e também pela minha experiência com o Candongas.

Além disso, sempre gostei de escrever (sou jornalista e escritor), e acho que no fundo sempre fiz arte para poder escrever. Literatura sempre fez parte da minha vida, sempre me vi como escritor, desde pequenininho. Acho que aprendi a tocar violão e a fazer músicas para poder botar letra. Até quando arrisquei pintar gostava de escrever nos quadros. E, bem, eu falo português, é a língua com a qual me expresso melhor, que domino melhor. Naturalmente, preferi compor em português. Sempre acreditei que seria possível fazer músicas indie com letras bacanas em português. Só não nutria muita esperança de entrar para a midsummer, pois (quase) todas as bandas do selo cantavam em inglês, Minha esperança residia em Fellini e Casino! :)

Começo dos anos 2000, Los Hermanos estava bombando né? Quais a influência disso no LMUB? Como vocês se enxergavam na “cena” carioca?
A gente já tinha as nossas músicas, já ensaiava, já estava gravando coisas quando os Los Hermanos apareceram. Vi alguns dos primeiros shows deles. Não posso dizer que tenham sido uma influência mas gosto muito do trabalho deles. Considero uma banda muito, muito boa, tanto musicalmente quanto liricamente. Tenho todos os discos.

Como o midsummer madness chegou em vocês? Ou vocês que chegaram em mim? rsrs Eu sinceramente não lembro… tenho vagas lembranças de uma indicação do Letier talvez, e de um show em Botafogo, talvez no Lugar Comum… procede?
Eu acho que deixei a fita demo com você na MTV em 1999 ou 2000, num escritório ali em Botafogo (é possível?) ([n.d.r.: sim, em 1999 eu trabalhava como produtor da MTV no Rio de Janeiro e o prédio ficava em Botafogo) Mas você não deu bola! rs Um tempo depois o Letier escutou algum show e botou pilha em você. Foi aí que gravamos aquele EP com a capa do telefone para lançar pela midsummer. Eu já curtia Pelvs e 4Track Valsa!

Pro 1º disco, como a Volume I entrou na estória? [n.d.r. a Volume I foi um selo de São Paulo, capitaneado por Francisco Mitkus, que lançou além do LMUB, Starfish e The Concept]
A Volume I veio nos procurar, mas não lembro como, interessados em nos lançar, mas a gente já estava com a midsummer. Eles tinham grana pra bancar a prensagem, então propusemos a parceria entre os dois selos.

[matéria sobre o Luisa Mandou um Beijo no blog alemão Coast is Clear em 2005]

E o lance de não ter foto no começo? E de titular todos álbuns como Luisa Mandou Um Beijo? Da onde vem isso? Era só de sarro? :D
Esse é o meu lado de artes plásticas, eu acho. Foto de banda é tudo igual, muito sem graça. Por que não aproveitar para fazer algo diferente? Ali sim rolou um dadaísmo forte. A primeira foto da banda era uma imagem em preto e branco de cinco objetos sem sentido nenhum (uma batata, uma colher, sei lá mais o que, um do lado do outro). E tinha uma legenda com os nossos nomes. Depois, produzi uma foto de 6 playmobils em cima de um mapa do Rio de Janeiro (aí já tinha algum sentido, bem menos dadaísta, mas ainda alternativo).

Mas talvez a jogada mais diferente foi ter apresentado como imagem da banda uma tirinha em quadrinhos feita pelo meu irmão, Daniel Paiva, no lançamento do primeiro disco, inspirada no nome Luisa mandou um beijo.

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Sobre os titulos do disco, eu achava o seguinte: o nome da banda já é grande demais para ainda darmos nome para os discos. Mas, claro que, no fundo, tinha também uma vontade de ser diferente, neste caso, deixando as pessoas nomearem cada disco como preferissem, geralmente pela capa. Aquele EP da midsummer a gente chama entre nós de “o EP do telefone”. Mas acabou que os discos seguintes acabamos chamando pela ordem com que foram lançados (primeiro, segundo e terceiro). Ou seja, bem sem graça rs. Mas ainda acho até hoje estiloso ter um disco “s/ título”. Acho que faz alusão a muitas obras de arte que não têm título e são apresentadas assim nos museus.

O primeiro disco tinha músicas só suas né? Eram as músicas do começo do projeto, como todo 1º disco?
Sim, eram só minhas. Eram do começo do projeto.

[Em 2006, “Amarelinha” entrou na coletânea “Peach Little Secrets” do selo Fruit Records de Singapura e “Com um Pote de Geleia de Morango nas Mãos” na coletânea “Let it Bee” do selo italiano My Honey]

Qual chave mudou para que no 2º álbum todos compusessem? E como era essa democracia dentro da banda?
Não acredito em organizações hierárquicas. Ou melhor, nào gosto de participar delas. Elas podem funcionar para determinados propósitos, em determinadas situações. Mas eu gosto mesmo é de organizações horizontais e democráticas, com o poder compartilhado igualmente entre todos os participantes. Não gostava da ideia de ser visto como o “líder” da banda. Queria que a Luisa fosse um projeto coletivo. Quando convidei os outros participantes, deixei claro que podiam mudar à vontade os arranjos existentes.

Se você ouvir “Amarelinha”, “Bahaus Today” e outras músicas da fita demo que eu gravei praticamente sozinho e comparar com a gravação final do primeiro cd vai perceber como as músicas mudaram. O PP criou novas guitarras, o PC, novos baixos. Cada um tinha total autonomia sobre seu instrumento. A gente evitava dar pitaco no arranjo do outro.

A ideia era cada um ter liberdade com seu instrumento. E naturalmente surgiram composições de outros integrantes que foram sendo incorporadas aos poucos no nosso repertório. O terceiro disco é o mais plural de todos nesse sentido. Isso tb foi transformando a cara da banda.

Folha-de-SP---22abril09

Aonde vocês ensaiavam? Ensaio era uma coisa prazerosa?
A gente passou por dezenas de estúdios. Foram 12 anos tocando juntos, né? Ficávamos uma temporada em cada um. Ensaiamos muito em Botafogo, no Hanói e no Fórum. Teve uma época que era na Praça da Bandeira, no estúdio do Fabiano, e a gente voltava tarde pra casa. No fim da banda era na Glória, no estúdio Jamaica, onde gravamos o terceiro disco. Sim, era sempre um prazer ensaiar. Eu gostava muito. A gente não encarava a Luisa como um trabalho, mas como um hobby, um lazer, ou como arte.

E shows? Quais foram os memoráveis? Eu me lembro do Humaitá pra peixe, da Cat Power… qual mais?
Acho que Cat Power no Rio e a Virada Cultural em São Paulo foram os mais importantes. A Virada Cultural foi nosso maior público, tinha mais de 1 mil pessoas assistindo.

luisa na virada cultural_26[1].04.08

LMUB na Virada Cultural de São Paulo, em 2008, com a beleza da resolução das máquinas fotográficas digitais da época

Tenho muito carinho também pelo nosso primeiro show em São Paulo, no CCSP, organizado pelo Marcio Yonamine:

Lembro também de um show em Santa teresa que só tinha quatro pessoas, mas uma delas era o Ronaldo Lemos (antes da Globonews). Lembro também de outro show em São Paulo em uma boate que o Ronaldo Lemos foi assistir e depois comprou cerveja pra banda inteira, de tão feliz que ele tava de nos ver.

Mas o show mais encantador foi o lançamento do primeiro disco em São Paulo, na Funhouse, Tinha saído uma matéria na Folha no mesmo dia sobre o disco, então tava fazendo fila fora da casa pra entrar. Estava mega lotado e tinha gente cantando alto as músicas principais, que a gente havia disponibilizado previamente na Internet (“Amarelinha” e “Bauhaus Today”). Foi uma das poucas vezes em que a gente pôde ouvir a galera cantando mais alto que a voz da Flávia. Foi uma sensação arrepiante, uma felicidade incrível. Uma das noites mais felizes da minha vida.

Por onde a banda tocou no Brasil?
Somente eixo Rio-São Paulo. No máximo algumas cidades próximas, como Niterói e Sorocaba. Rolaram convites para festivais em outros estados, mas nunca cobriam os custos. Então a gente recusava. Uma das nossas regras era que não topávamos pagar para tocar.

Quem corria atrás dos contatos gringos: a banda? Ou vcs eram procurados?
A maioria dos contatos gringos procuraram a gente. Mas o contato inglês que lançou o disco lá fui eu que catei, só não lembro como agora, rs. Com certeza foi buscando na Internet na época.

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Luisa Mandou um Beijo no Algumas Pessoas Tentam te Fuder de 2004, no Teatro Odisséia (RJ)

O terceiro álbum para mim parece mostrar uma ruptura. Você se lembra do que estava rolando na época, porque as músicas soam mais brasileiras e menos LMUB?
Tem a ver com o aumento da pluralidade dentro da banda. Mais músicas da Flávia, do Pedro. Acho que talvez eu também estivesse mais maduro musicalmente, escutando outras coisas. A gente foi caminhando numa direção de mais experimentação. Mas acho que continua sendo rock.

Da onde veio a Multifoco? [n.d.r. a Multifoco era uma livraria, editora e gravadora do Rio de Janeiro que lançava livros em pequenas tiragens, e começou a lançar também discos. O 3º álbum da LMUB foi lançado pelo midsummer madness em parceria com a Multifoco]
Rapaz, não lembro! rs Acho que era um contato da Flávia, que lançou uns livros com eles.

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Foto de Diego Gonzalez

O que aconteceu de promoção, ação de vcs com o 3º disco? Pergunto pq já estava morando em SP e não lembro de muita coisa…
A gente já estava cansando um pouco. Acho que fizemos algum barulho antes do disco em si, com um crowdfunding pra bancar a gravação. Mas depois fizemos apenas um show, o de lançamento do álbum, no Centro da Cultura Carioca, na Tijuca. Tinha também a questão de que eu ia ser pai. A mixagem foi durante a gravidez do meu primeiro filho. O Bernardo nasceu em maio e o show de lançamento foi em junho. Depois disso pedi pra banda pra gente dar um tempo, porque eu precisava ficar mais em casa com o bebê e minha companheira. E foi aí que paramos de ensaiar e de fazer shows.

Quando e porquê a banda parou?
Além do nascimento do meu primeiro filho, todos os outros integrantes estavam com outros projetos aos quais precisavam dar mais atenção. O Daniel estava com a Orquestra Voadora bombando. A Flávia estava gravando os discos solo dela. O Pedro pouco depois virou pai também… Isso tudo contribuiu. Mas nunca conversamos sobre “fim da banda”. Foi na verdade um tempo que demos e que nunca terminou. Quem sabe a gente não volta algum dia?

Quais são os projetos pessoais de cada um hoje?
Eu me dediquei mais à literatura desde então. Hoje tenho cinco livros publicados (dois romances, dois de contos e um infantil). E aproveitei também para gravar algumas músicas com o Dimitri BR e o Hofty em um projeto chamado A Última Peça. A Flávia seguiu carreira solo e dá aula de música para crianças. O Daniel tem a Orquestra Voadora. O PP aprendeu trombone e hoje dá aula na oficina da Orquestra Voadora.

Qual a importância de ter a discografia no streaming?
Streaming é o canal onde as pessoas escutam música hoje em dia. Não estar no streaming é quase como se a banda não existisse. Acho quase que obrigatório. Claro que há vários outros caminhos possíveis, mas o streaming é bacana por ser um canal universal e ser, provavelmente, o mais popular atualmente.

Ouça todos os discos do Luisa Mandou um Beijo na página oficial da banda
Ouça, compre e baixe todos os discos da Luisa Mandou um Beijo no Bandcamp
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Deezer
Apple Music

Todos os videoclipes da Luisa Mandou um Beijo:
https://youtube.com/playlist?list=PLQD0_MESmyor7WRnK1vY8VApOaTz-r_jR

Postado 21/12/2020 às 7:47

Echo Upstairs inundado de elogios de blogs estrangeiros

foto de Jô Belíssimo

foto de Jô Belíssimo

O segundo single do Echo Upstairs saiu dia 20/11 e entrou no radar de vários blogs especializados em shoegaze e dream pop. As opiniões são para deixar todo mundo extasiado:

Clouds evokes the same feeling you had when you listened to My Bloody Valentine for the first time. It’s the same out of body experience, as you gently saunter through the dreamy soundscape, returning down to earth once your time with them is up. Clouds is an astonishingly composed track that sticks with you like no other.
Xune Mag

The Brazilian outfit takes elements of shoegaze, dreampop, and psychedelia and blends them into just under four minutes of escapist rock beauty. Some classic bands can be heard in the mix – Cocteau Twins, My Bloody Valentine, and Curve in the way they weave reverb-laden guitars with metronomic percussion.
Analogue Trash

Overcast tones and soft vocals, overall, Clouds perfectly captures the quintessential sound of shoegaze and it’s the kind you can never go wrong about.
Start Track

You will quite literally feel like you are floating on top of a cloud as you listen. If you are a fan of 90’s shoegaze and modern ambient dream pop acts like Men I Trust and, dare I say it, my own artist Graywave then you are going to love this song.
Indie Midlands

Echo Upstairs stand out with their poetic songwriting, mystic melodies and dynamic instrumentation. Pioneers of the sound A.R. Kane would love this band, and a show with them together would be brilliant.
American Pancake

…and it comes with a visually hazy video which coincides with the music’s ethereal dreampop fragility.
Destroy//Exist

Aqui no Brasil, o Floga-se dedicou um grande texto para contar a estória da banda e ainda acrescentou: “Lenta, ‘Clouds’ é cheia de redemoinhos de guitarra, mergulhada em delays e reverb. Entrega as referências estéticas da banda que apontam pro passado, safra Lush, Ride, My Bloody Valentine, Solwdive, sem se esquecer da turma mais nova — Crystal Canyon, Fever Dream, Trementina, Pinkyshinnyultrablast, Revrevrev — que abusa dos efeitos, e do volume e do loud-quiet-loud como ensinaram os heróis do passado”.
Floga-se

Postado 29/11/2020 às 11:43