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Relançamos o relançamento de 2000: Grape Storms

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Em 2000, a primeira fita da série “Clássicos” foi lançada: a mm48, “Grape Storms” do quarteto goiano Grape Storms saiu em fita cassete com 7 músicas, incluindo uma versão para “A Letter to Elise” do The Cure; e pela primeira vez na versão CDr com outras 3 faixas bônus.

Quando saiu em 2000, o Grape Storms já havia acabado há dois anos. A banda de Goiânia surgiu em 1988 como Shed com Alexandre Inox, João Paulo e Júlio Garcia e mudou de nome em 1990 com a entrada de Murilo Barbalho. As sete faixas da fita foram gravadas entre 1994 e 1997, em dois estúdios de Goiânia, numa época quando a cidade ainda não era a “Seattle Brasileira”.

A foto que ilustra esta matéria por exemplo, foi tirada no terreno onde mais tarde seria construído o Centro Cultural Oscar Niemeyer, palco de várias edições de um dos maiores festivais de Goiânia, o Bananada. “Infelizmente não estávamos lá para aproveitar. O Fabrício nos convidou inúmeras vezes para participar dos festivais da Monstro“, revela Inox.

Eram 3 músicas gravadas quando entrei“, lembra Murilo, “I Need Your Laugh, Those Years e Crime. Letters And Tears, No Man’s Land e For Myself eu gravei guitarras; tudo inicialmente no estúdio do Denio de Paula. Guilherme Bicalho produziu Parallel, House of Love e About Business, todas gravadas no estúdio dele que já estava pronto. Isso tudo foi entre 1994 a 1997“.

Em 1997 eles tocaram no festival Screamadelica em São Paulo, junto com The Cigarettes, brincando de deus e Comespace. “Nós fizemos umas poucas cópias da k7, enviamos para alguns zines e a resposta foi incrivelmente positiva“, relembra Inox. Um pouco depois o Grape Storms acabou.

Celebrando os 30 anos do midsummer madness, nós resolvemos relançar “Grape Storms” nas plataformas de streaming. Até hoje é impressionante como esta fita gravada nos anos 90, no Centro-Oeste brasileiro, é uma das melhores coisas lançadas nos anos 90.

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Postado 10/05/2019 às 21:40

The Gilbertos lança 5 canções que estavam perdidas

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Thomas Pappon encontrou mais duas músicas que estavam perdidas em alguma memória de computador - “Verona, Bonn e Belém” e “Dog Samba” - e resolveu juntá-las a outras três que haviam sido gravadas após o lançamento de “Um Novo Ritmo Vai Nascer” em 2014. Estas cinco canções estão sendo lançadas somente no formato digital dentro do EP “5 Canções Perdidas”.

Logo após lançar seu 4º álbum em 2014, Thomas gravou como The Gilbertos algumas músicas soltas que chegaram a ser lançadas como single pelo midsummer madness: “Cadê Alice” e “Haroldo” sairam em 2015. “Baita de Um Verão” foi lançada logo depois somente no Soundcloud e no Bandcamp do The Gilbertos.

Com as duas novas canções, resolvemos agrupar tudo num único EP.

Enquanto isso, continuamos lançando os vídeos de Thomas Pappon tocando Fellini e The Gilbertos na Sunray Garage. A playlist completa está aqui.

Ouça as 5 canções na página do The Gilbertos
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Postado 03/05/2019 às 8:46

Lentas ondas imaginárias de Belém: o shoegaze climático da Slowaves

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“Like Ghosts” é o single de estreia da dupla paraense Slowaves. Matheus Silva e Carlos Duarte se conhecem desde 2015, quando tocavam na Youth Veins, de Belém. Com mais de 30 músicas próprias, decidiram montar a Slowaves para dar vazão a estas composições.

Gravada em seus quarto em 2018, a letra fala sobre um período que Carlos morava em Maryland (EUA)e passava horas num parque imaginando histórias das pessoas que passavam por ali.

Para completar o single, uma versão de “Oh My Love”, música do álbum “Imagine”(1971) de John Lennon. “Lennon é um dos meus compositores favoritos, acho que qualquer coisa que eu faço, tento me inspirar nele, seja na forma de cantar ou escrever. A melodia de ‘Like Ghosts’ surgiu enquanto eu ouvia Oh My Love, então eu sempre imaginei essas duas músicas juntas“, explica Matheus

Pensando em fazer alguns shows, o Slowaves chamou Marcelo Damaso (The Baudelaires) e Gustavo Rodrigues para compor a banda. Com a nova formação e outras músicas sendo finalizadas,  um primeiro álbum ou primeiro EP deve sair em breve.

O single está sendo lançado apenas no formato digital.
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Conheça mais sobre a banda
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Postado 29/04/2019 às 8:31

Dois projetos bedroom-gaze de Brasília em apenas 1 EP: aliendawg. & Moon Pics

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Deve ser alguma coisa no ar da capital federal.

Ou talvez o céu.

Certamente não são as entranhas do sistema político. A safra de boas novas bandas de Brasília saem de quartos e computadores. Dois projetos individuais, aliendawg. e Moon Pics, resolveram misturar os instrumentos e lançar um EP conjunto.

“Give In / Paper Heart” é o primeiro lançamento conjunto de Adriano Caiado (Moon Pics) e Luiz Spíndola (aliendawg.). As duas músicas foram realmente gravadas a quatro mãos e agora estão sendo lançadas somente no formato digital pelo midsummer madness.

Altamente influenciados pelo shoegaze noventista mas com timbres derivados do modus-operandi DIY de quarto, Adriano e Luiz vão se apresentar juntos mais uma vez, para comemorar o lançamento do EP, nesta sexta 26/04, em Brasília. O nome no cartaz é do Moon Pics, mas Luiz (aliendawg.) tocará guitarra com Adriano.

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Mais informações e ingressos – clique aqui

Mais sobre o EP – clique aqui

Postado 22/04/2019 às 10:09

The Baudelaires lança single novo com show em Belém

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The Baudelaires lança hoje seu primeiro single do ano, a caminho do próximo álbum. A ideia é que esse próximo disco seja uma coleção dos novos singles. Para dividir o palco, eles chamaram a banda Noturna, que lançou alguns singles em 2018 e o  e prepara um novo EP com 4 canções que deve ser lançado em breve.

A festa será a partir das 20h, no Núcleo de Conexões Ná Figueredo, e conta também com a discotecagem em vinil de Andro e Damasound (ambos do Baudelaires).

Powerpop Night
The Baudelaires e Noturna
local: Ná Figueredo – Avenida gentil bittencourt, 449, Belém
a partir de 20h
ingressos: R$10

Postado 19/04/2019 às 11:35

Depois de 15 anos, Superbug lança single novo

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Superbug
surgiu em 1993, em Florianópolis, derivando das ideias adolescentes principalmente de Fábio Bianchini (na época, um promissor colaborador do inesquecível Fútio Indispensável) e Diógenes Fischer. Com algumas mudanças de formação, duas fitas lançadas (“Take Yer Horse Off The Rain” e “Baby Baby”) o quarteto completado por Vanessa e Alex estava sumido desde 2004, quando lançou o EP “Hot Milk”.

“Fingers” é um single solitário mas nos deixa cheios de esperança por mais novidades do Superinseto. Marcelo Colares, do Cigarettes, escreveu a respeito:

Conheci o Superbug em 1994 e lá se vai uma vida. Sou fã desde aquela época, quando ouvi a gravação de estreia, “Take Yer Horse Off The Rain” (Fútio Indispensável Records), naquele mesmo ano.

Nesse novo single, que nos chega após o silêncio de uma década, o quarteto ressurge ainda mais bem resolvido, seja na produção desinibida, hábil em dar nitidez a todos os instrumentos, seja no destaque às guitarras bem timbradas, em riffs e solos dignos dos melhores momentos de Neil Young. Até um vibrafone maroto eles conseguiram emplacar.

A letra fala de sensações indefiníveis e espaços de acolhimento: “It looks just like brown sugar/ but it’s hard to take its taste/ The place is packed, the music’s loud/ Yet it feels so intimate/ And I go along”. E curiosamente me lembra também do “Inferno” de Strindberg. No livro, o artista sueco relata suas experiências com a química e as tentativas de alquimia em meio a uma espiral de problemas práticos e confusão mental. Às vezes, é preciso se deixar levar…

A música do Superbug traz mais conforto do que o referido “Inferno”. O exercício de transmutação é o que me faz associar os dois. Fábio, Diógenes, Vanessa e Alex retornam em uma boa hora nesse péssimo momento em que todos vivemos. Com “Fingers” reafirmam a possibilidade de criação mesmo nas condições mais adversas. Um exemplo a ser exaltado.

Teria muito mais a falar sobre o Superbug e sua música, mas opto por ser sintético para não provocar o cansaço alheio e por entender que talvez não seja esse o melhor espaço para elocubrações. Além do mais, sou suspeito para falar qualquer coisa. Somos contemporâneos e participamos juntos de várias histórias, volto a elas em ocasião mais oportuna, se houver.

Agora é a hora de escutar o single novo e também as coisas antigas. É sempre tempo de conhecer e redescobrir essa obra tão peculiar e pouco explorada. Afinal, a emancipação do espírito, por discreta que tenha sido, terá sido grande. Que nenhuma esperança se perca nesse mundo cada vez mais triste e sombrio. Não é hora de desistir das utopias e alquimias, sempre é tempo e devemos prosseguir seja como for, tudo continua sendo possível: o Superbug voltou!

Marcelo Colares 09/03/2019

Postado 15/04/2019 às 7:16

Com mais guitarras, Fish Magic lança 3º álbum

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Depois de dois discos em dois anos, “Songs From the Night Shift” (2015) e “Sky High” (2016), Mario Quinderé achou que precisava dar um descanso à sua banda de homem só, Fish Magic.

“Só que o problema é que eu continuei compondo, sem compromisso, empilhando canções“. Em 2017, o Fish Magic lançou o single “Neon Love”, todo eletrônico; um jeito mais fácil de escoar a produção sem depender dos outros.

Mas não funcionou. Apesar de ser um projeto individual, o processo de materialização das músicas depende dos amigos. Neste terceiro disco, “Just a Light Away”, Mario contou novamente com Régis Damasceno (ex-Velouria, Mr Spaceman, OPorto, baixista do Cidadão Instigado e músico acompanhante de uma pá de gente legal) na seleção das 10 músicas e na gravação.  O disco teve ainda com a participação do baterista Clayton Martin (Cidadão Instigado, Bárbara Eugênia) na mixagem de duas músicas (“Don’t Come Knocking” e “Low Tide”) , de Ivan Bicudo do Sexy Fi tocando teclado em “Anywhere High” e da mixagem final de Bernardo Pacheco, como nos dois discos anteriores.

Depois de anos represando músicas, “Just a Light Away” é o álbum do Fish Magic com mais guitarras, se comparado aos discos anteriores. As influências do rock inglês dos anos 80, de Lloyd Cole, New Order e Smtihs vêm acompanhadas de melodias surf, capaz de agradar fãs de INXS, Bolshoi e Pelvs.

Ouça na página do Fish Magic
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(foto por Paula Barrene)

Postado 12/04/2019 às 5:42

Devilish Dear lança EP com músicas do 2º álbum e clipe

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Já se passaram quase 3 anos e meio desde que “These Sunny Days” foi lançado pela própria banda em sua página no Bandcamp. Mas foi em Janeiro de 2017, quando o despretensioso e genial álbum de estreia do trio carioca foi relançado via midsummer madness, que algo inusitado aconteceu: os jornalistas do Editorial do Bandcamp se apaixonaram pelo álbum, que já estava na plataforma deles há quase um ano.

Porque o álbum foi notado via midsummer madness e não antes, ninguém sabe dizer.

A citação do Devilish Dear pelo Editorial do Bandcamp provocou uma bola de neve de interesse na banda que resultou em algumas dezenas de downloads pagos e gratuitos no Bandcamp do midsummer madness. Depois disso, “These Sunny Days” ganhou diversos elogios de blogs gringos e chegou a aparecer em algumas listas de melhores de 2017.

Porque nenhum destes blogs havia notado o álbum antes, ninguém sabe explicar.

O inesperado interesse trouxe novas responsabilidades para Bráulio, Shelly e Rômulo. “These Sunny Days” era o resultado de quase 10 anos de procastinação e criação (leia mais aqui). Gravar novas músicas parecia um desafio. Durante 2017 e 2018, vários esboços do que seria o 2º álbum foram feitos. “O processo é bastante caótico, explica Bráulio, “Faço recortes de tudo que ouço e guardo numa pasta, depois junto dois ou três e vejo se eles combinam. Daí,  tento fazer um ‘protótipo’ de baixa qualidade e vou ouvindo essa macarronada no metrô todo dia. Depois de alguns meses, se não me desinteressei pela música, tomo vergonha e decido se aquilo vira alguma faixa ou não“.

Além de um processo lento de criação, a rotina do Devilish Dear não é a de uma banda normal. Bráulio não se incomoda de dizer que a banda é um hobby: “Hoje em dia nós fazemos as músicas do Devilish só pelo som mesmo, pela estética. Nós não fazemos shows e isso é um impeditivo. Então saber que as pessoas continuam ouvindo é realmente gratificante.”

O EP “Appalish” tomou vida logo após o Ano Novo de 2018. “Glass React” já estava (quase) pronta há bastante tempo, faltava apenas incluir os vocais (?!?!) de Shelly. Quando “Appalish” ficou pronta, eles decidiram que era melhor entregar alguma coisa nova logo, antes que o esquecimento chegasse. Das três músicas do EP, “Glass React” e “Appalish” vão estar no 2º álbum do Devilish Dear, quase pronto mas ainda sem título e sem data de lançamento.

“Glass React” também ganhou um vídeo com uma versão da música um pouco diferente da que está no EP:

Ouça “Appalish” na página da banda no mmrecords, aqui
Ouça, compre ou baixe o EP em alta resolução no Bandcamp, aqui
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Postado 05/04/2019 às 9:23

Fish Magic lança single antecipando 3º álbum

“Gravity” é uma das faixas que vai estar no 3º álbum do Fish Magic, “Just a Light Away”, com lançamento marcado para dia 12 de abril, via midsummer madness.

“Just a Light Away” tem 10 músicas novas, foi produzido pelo próprio Mário Quinderé (Fish Magic e ex-Dead Poets) e também por Régis Damasceno (Velouria, Mr Spaceman, OPorto, além de Cidadão Instigado, Karina Buhr), mixado por Bernardo Pacheco; masterizado por Felipe Tichauer no Red Traxx Mastering (Miami).

O single “Gravity” conta com um violão 12 cordas que o blog Floga-se definiu como “uma peça pop radiofônica deliciosa a la Bolshoi (do clássico irresistível “Sunday Morning”)

“Just a Light Away” sai quase três anos depois de “Sky High”(2016) – veja toda discografia do Fish Magic aqui.

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Postado 29/03/2019 às 13:06

Thomas Pappon faz série de shows em SP e lança mais um vídeo da Sunray Garage

Mais uma música do Thomas Pappon (Fellini, The Gilbertos, Smack) em voz e violão, gravada na Sunray Garage. Dessa vez, “Novo Rei da Canção”, um dos hits ignorados do 4º e mais recente álbum do Gilbertos, “Um Novo Ritmo Vai Nascer”. Veja:

Compre o CD digipack (tiragem limitada) ou a fita cassette – clique aqui.

Há anos vivendo em Londres, volta e meia o paulistano Pappon retorna à sua cidade. E ele já confessou que uma das maiores felicidades é poder encontrar os amigos e tocar. Dessa vez não vai ser diferente: três shows com Voluntários da Pátria, The Gilbertos e Smack.

Todos shows em situações muito especiais: Voluntários vai se reunir com sua formação original, que inclue Nasi e Gaspa (Ira!); The Gilbertos terá uma formação poderosíssima com Salvagni (Fellini) e Lauro Lellis (Jazzco, tocou com Tom Zé, Elba Ramalho, Djalma Dias, Zé Miguel Wisnick, Bocato); e o Smack, de Scandurra (Ira!), Sandra Coutinho (Mercenárias), vão tocar o clássico “Ao Vivo No Mosh” na íntegra.

Anota ai:
07 de Abril – Voluntários da Pátria na Vitrine Musical, no CCSP
domingo, a partir de 18h
compre ingressos aqui
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – São Paulo – SP
Sala Adoniran Barbosa – Capacidade: 622 Lugares
Voluntários da Pátria terá a mesma formação da época do lançamento do 1º disco (1984): Nasi, Miguel Barella, Giuseppe “Frippi” Lenti, Ricardo Gaspa e Thomas Pappon.

09 de Abril – The Gilbertos no Centro Terra
link facebook
terça-feira, a partir de 20h
Centro da Terra – Rua Piracuama, 19 – Centro – SP
ingresso consciente – pague o quanto você acha que o show vale e o quanto você pode
The Gilbertos será Thomas Pappon (guitarra, voz), Ricardo Salvagni (baixo) e Lauro Lellis (bateria).

11 de Abril – Smack toca o disco “Ao Vivo no Mosh” na íntegra no CCSP
quinta feira, a partir de 21h
compre ingressos aqui
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – São Paulo – SP
Sala Adoniran Barbosa – Capacidade: 622 Lugares
Smack será Edgard Scandurra, Sandra Coutinho, Thomas Pappon e o convidado Fábio Golfetti (Violeta de Outono)

Postado 29/03/2019 às 10:54