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Faixa-a-faixa da caixa da Pelvs

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Pelvs em 2006, fotos de divulgação para o “Anotherspot”, por Cadu Pilotto

Quando começou em 1991, a Pelvs lançava demos o tempo todo e sempre com muitas músicas. A discografia é incerta tal o número de gravações, mas pelas recordações de Gustavo Seabra (vocalista, guitarrista) é mais ou menos isso:

Coo (VHS vídeo / 1991) *
Peter Greenaway’s Surf (fita / 1991)
Peter Greenaway’s Surf – Summer Version (fita / 1992)
Peter Greenaway’s Surf – Winter Version (fita / 1992) *
Peter Greenaway’s Surf (álbum / Rock It! / 1993)
Bric a Brac Between Aspirins (fita / midsummer madness / 1996)
Members to Sunna (álbum / midsummer madness / 1997)
Even If the Sun Goes Down (single / midsummer madness / 2000)
Peninsula (álbum / midsummer madness / 2001)
Anotherspot (álbum / midsummer madness / 2006)
1991-2012 Caixa – 4 Volumes (digital / 2012)
Air Guitar (single / digital / 2021)
Soul Celebration (single / digital / 2021)

*nunca lançados oficialmente

A sequência de primeiras fitas intituladas “Peter Greenaway’s Surf” tinham mais de 10 ou 12 músicas, quase preenchendo os dois lados de uma fita cassete de 60 min. cada. A 3ª edição, subtitulada “Winter Version” nem chegou a ser lançada porque enquanto a gravavam, o selo Rock It! (do Plebe Rude André Muller e do legionário Dado Villa-Lobos) assinou a banda para lançamento de seu 1º álbum, que por razões óbvias, ganhou o mesmo título das demos anteriores.

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capa da 1º demo, de 1991

A alta produtividade do quarteto então formado por Gustavo Seabra (voz, guitarra), Dodô (bateria), Rafael Genu (baixo) e Marcos Rayol (guitarra) tinha a ver com a facilidade de gravar de forma caseira, usando um porta estúdio Tascam de 4 pistas e contatos feitos principalmente por Marcos com um estúdio vizinho a sua casa, o Horizonte, na Barra da Tijuca, onde gravaram a 1ª fita. Gustavo não se lembra muito bem mas “estúdio era do lado do prédio dele (Marcos). Acho que ele conhecia o Aurélio Kaufman, técnico de som do estúdio. Fazia mestrado ou doutorado com ele“.

Em 2011, já com uma formação diferente, contando ainda com Gustavo e Genu da formação original, e os novos integrantes Rodrigo Gordinho (guitarra), Ricardo Mito (bateria), André Saddy (teclados), a Pelvs começou a preparar as comemorações dos 20 anos de banda. As celebrações incluiram shows em São Paulo e no Rio de Janeiro tocando o 1º álbum na íntegra, o lançamento de um site próprio (pelvs.net) e uma “Caixa” com 4 CDs reunindo músicas de demos, gravações caseiras e ao vivo, faixas que haviam saído em coletâneas… enfim, um “baú” de raridades da Pelvs.

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Pelvs em 1999, já sem Marcos

Pensando na limitação de 74 minutos do CD, a selecão das músicas para a “Caixa 1991-2012″ (que nós invertemos para o relançamento) parou em 17 faixas por disco, um total de 68 na Caixa. Ou seja, a Caixa não traz todas as músicas de todas as demos, é uma seleção possível feita pela banda em 2011. Só que no começo da década de 2010, o formato CD estava em baixa e os custos altos. Então a banda e o midsummer madness acharam que era inviável e a ideia foi abortada. As 68 músicas foram parar no então recém lançado site da Pelvs.

Corta para 2021: com o site da Pelvs fora do ar, a Caixa continuava disponível apenas no Bandcamp da Pelvs. Em Agosto de 2021, o midsummer madness junto com a banda estão relançando a Caixa nos serviços de streaming. Com várias músicas que não haviam sido oficialmente lançadas, gravadas no Estúdio Freezer (que Gustavo e Dodô montaram em 1996), ou gravadas no home studio do Gustavo, resolvemos fazer um faixa-a-faixa da Caixa para te ajudar a navegar pelas músicas.

As observações em itálico são do Gustavo, as outras são considerações e lembranças (nem sempre perfeitas) nossas.

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VOLUME 1
Abrasive song (intro)
isso foi uma sessão de barulho no Estúdio Horizonte provavelmente em 1991 ou 92. Saiu na primeira demo.
Soul celebration
foi gravada em 2010 no apartamento Gustavo. A versão 2021, lançada como single, foi totalmente regravada. Ou seja, essa versão da Caixa é diferente da do single.
Uterine Ana Luiza
essa versão saiu na coletânea “No Major Babes”, da Caffeine Records, do Marcel Plasse. Gravamos num estúdio fodão em SP que eu não lembro o nome, só eu e o Dodô. Dai, na sequência, aproveitamos a viagem e demos uma entrevista pro Lado B do Fábio Massari na MTV.

Hardcore Voyage
essa saiu na segunda fita, a Summer Version.
Fuckin’ Fun
foi gravada no que a gente chama de Massacre Sessions. Não sei como surgiu esse nome, mas foi uma fita que gravei sozinho (Gustavo), no meu quarto, num esquema parecido com o que acabamos usando para gravar o álbum da Rock It! A intenção era fazer uma espécie de coletânea para enviarmos para o exterior. Foi tão fácil e tranquilo que nos fez decidir gravar o disco em casa.
Tonight is What it Means to be Young
gravei num porta-estúdio Tascam 4 por volta de 2006. É uma música da trilha sonora do filme “Ruas de Fogo” (Streets of Fire), de uma banda chamada The Fire Inc.. Sempre fui fã do filme e da música. Nessa época o estúdio Freezer ainda existia mas mesmo assim eu gostava de fazer gravações em casa.
Beans Can’t Clap (demo)
gravei essa também noTascam 4 em 2006.
É diferente da versão que entrou no “Anotherspot”.
Bossanova
essa é da 3ª fita, a “Peter Greenaway’s Winter Version”, que não chegou a ser lançada. Estávamos gravando quando pintou o contrato com a Rock It!. Essas gravações não entraram pro disco mas algumas músicas sim. O disco foi todo regravado, com músicas de todas as demos. As versões de “Black Cocconut Sweet”, disco e demo por exemplo, são arranjos completamente diferentes. A “Baby of Macon” estava nela e só veio a ser gravada pro “Anotherspot”.
Naive Record Attack (Acoustic)
essa é uma versão acústica gravada no Estúdio Freezer em 2000 mais ou menos.
A banda chamava a música de “In a Beach Too Far”. A versão elétrica que está no Volume 3 ganhou um vídeo produzido pela Isolda Libório.

Black Trunk
da primeira fita, gravada no Estúdio Horizonte em 91.
A.L. Fucked
antes de lançar o “Members to Sunna”, Gustavo e Dodô abriram um estúdio para ensaios e gravações em Botafogo (RJ) chamado Freezer. Foi a existência desse estúdio que viabilizou o lançamento dos primeiros CDs do midsummer madness, além de várias outras fitas. Antes de gravar o 2º álbum, a banda gravou uma fita chamada “Bric a Brac Between Aspirins”, lançada em 1996 pelo midsummer madness. As gravações serviram para a banda testar os equipamentos novos e o estúdio.
Sounds from the Deck
gravada no Freezer por volta de 2000, a banda a chamava de My Bloody.
Acid A. L.
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Summer Version”
Weeping Wine (Lloyd Cole)
versão gravada em one-take para música do Lloyd Cole que saiu no disco “Don’t Get Weird on Me Babe” de 1991. Essa versão foi gravada no Freezer em 1999.
Death becomes her
da Massacre  Sessions.
Putercent Overdrive
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Summer Version”. Por volta de 1992, 93, existiu em São Paulo uma banda com o nome inspirado nessa música da Pelvs. O quarteto convidou Dodô para viajar até SP e produzir a demo deles.
Peter Greenaway’s Surf (White Bathroom)
da primeira fita, gravada no Estúdio Horizonte em 91.

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VOLUME 2
Walt Whitman
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Summer Version”
Members of Tomorrow’s Piupiu
da primeira fita, gravada no Estúdio Horizonte em 91.
Air Guitar
gravada no Freezer em 2005, diferente da versão do single lançada em 2021.
Russian Roulette
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Summer Version”
Bric a Brac Between Aspirins (live)
gravada ao vivo em Belo Horizonte em 2001 quando a Pelvs abriu alguns shows da tour da banda norte-americana Luna no Brasil.

Pelvs ao vivo em BH com Pedrão na formação (trumpete, guitarra, voz). Foto de Eugênio Vieira

Pelvs ao vivo em BH com Pedrão na formação (trumpete, guitarra, voz). Foto de Eugênio Vieira

Low Surf (Surferena)
da primeira fita, gravada no Estúdio Horizonte em 91.
After Shave
gravada no porta-estúdio em 2005
Busk
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Summer Version”
The Ballad of Tom Cody and Ellen Aim (demo)
gravado no porta-estúdio Tascam em casa, 2005
The Black Coconut Sweet (demo)
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Winter Version”, nunca lançada.
High Strung tuning with Capo and 3rd Feet
da fita “Bric a Brac Between Aspirins” gravada no Freezer em 96
The Great Broken Tree
gravada para o Tributo ao Second Come, lançado em 2012 pelo midsummer madness. Essa música foi gravada em 2010, no Home studio do Gustavo. O curioso é que o Second Come nunca lançou oficialmente essa música. “The Great Broken Tree” foi gravada pelo Second Come numa sessão acústica no Estúdio Horizonte, para o programa College Radio, que Dodô e Marcos Rayol (da Pelvs), Rogério Maradona e Rodrigo Lariú produziam para a Fluminense FM. A música não foi veiculada no programa mas o Marcos tinha a gravação num mini-Disc e repassou para algumas pessoas.
Loveles (Poledo)
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Summer Version”
Baby of Macon
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Winter Version”, nunca lançada.
With Sand and Rough Salt
da fita “Bric a Brac Between Aspirins” gravada no Freezer em 96
No More Excuses
gravada no Freezer em 1999.
Sundried and Mellowed
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Summer Version”

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VOLUME 3
Gore Ana Luiza (edited)
da primeira fita, gravada no Estúdio Horizonte em 91.
Brazilian Food (edited)
da primeira fita, gravada no Estúdio Horizonte em 91.
Move on Fast
gravada no Home Studio do Gustavo em 2010, para a coletânea “Mrs Lennon”, um tributo a Yoko Ono, lançado em 2010 pelo selo Discobertas.
Black Trunk (Australia live)
gravada ao vivo em Belo Horizonte em 2001 quando a Pelvs abriu alguns shows da tour da banda norte-americana Luna no Brasil.
Get her
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Winter Version”, nunca lançada.
Still PG (Reggae Version)
gravada no Freezer em 2002, a banda chamava essa música de Hole, uma menção a banda da Courtney Love.
This is the Day (The The)
versão para música do The The, gravada em um único take no Freezer em 2002
Gogo Coringa surf
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Winter Version”, nunca lançada.
Hi-Surf
da primeira fita, gravada no Estúdio Horizonte em 91.
Menstruation and Masturbation (demo)
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Summer Version”
Chica
da fita “Bric a Brac Between Aspirins” gravada no Freezer em 96
Speed Surfing
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Winter Version”, nunca lançada. Uma outra versão dessa música saiu no disco “Spinal Chords” da banda Beach Lizards.
The Commotion of a Grand prix
da fita “Bric a Brac Between Aspirins” gravada no Freezer em 96
Minute song
gravada no Freezer em 1996, essa música entrou na coletânea “Apocalypse 2000″ lançada pelo selo Tamborete Discos.
Naive record attack
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Winter Version”, nunca lançada. Essa é a versão do vídeo.
Uterine Ana Luiza (demo)
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Summer Version”
Barbecue (vignette)
gravada no Freezer 2001 ou 2002

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VOLUME 4
Intro
da fita “Peter Greenaway’s Surf – Summer Version”
Backdoor (acoustic)
gravada no Freezer em 2002 ou 2003
A.L. Niquêe
gravada em Paris por Rafael Genu e Rafael Moras em 2012. Genu estava morando na capital francesa e teve uma banda com Rafael.
Noise
da Massacre Sessions, 1991.
Loveles
da fita “Bric a Brac Between Aspirins” gravada no Freezer em 96
I’m With the Star (Ben Lee)
gravada no Freezer em 1999. A original do Ben Lee é do disco “Grandpaw Would” de 1995.
Ferryboat, Ferryboat (extended)
da Massacre Sessions, 1991.
Australia (Black Trunk)
da primeira fita, gravada no Estúdio Horizonte em 91.
Margarine and Sugar Together Until Light and Fluffy
da primeira fita, gravada no Estúdio Horizonte em 91.
Understand me well
gravada no Freezer por volta de 2000
We go Down Slowly Rising (Primal Scream)
gravada no Freezer por volta de 2000, a original está no álbum “Sonic Flower Groove” do Primal Scream, de 1987.
Surferena
da primeira fita, gravada no Estúdio Horizonte em 91.
White A. L.
da fita “Bric a Brac Between Aspirins” gravada no Freezer em 96
I Don’t Want… so She Tried
gravada no Freezer por volta de 1996 ou 98
Abrasive Song (Sol mix)
gravada no Freezer em 2000 e mixada por Sol Moras, integrante do Stellar, Kinetkit Ravecamp e técnico de estúdio do Freezer na época.
Grapevine Massacre
da primeira fita, gravada no Estúdio Horizonte em 91.
Hey Mean Way
da fita “Bric a Brac Between Aspirins” gravada no Freezer em 96.

Para as anotações acima, Gustavo frisou: “não consigo lembrar de nada só olhando mas parece tudo ok“.

“1991-2012 Caixa” está disponível na página da banda aqui.
Você pode ouvir, comprar, baixar no Bandcamp.
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Postado 27/08/2021 às 10:35

Pelvs anuncia relançamento da Caixa

foto por Márcio K

foto por Márcio K

Em 2012, para comemorar os 20 anos de lançamento do seu 1º álbum, “Peter Greenaway’s Surf”, a Pelvs preparou várias atividades. Além de shows no Rio e em São Paulo tocando o 1º disco na íntegra, a banda colocou no ar um site próprio com material de arquivo, incluindo o lançamento de um “caixa de CDs” com as raridades, demos e faixas ao vivo que faziam parte da história da banda até então.

Só que essa caixa nunca saiu. Quer dizer, não no formato tradicional de uma caixa física de CDs. Em 2012, o CD já andava em baixa e o custo para produzir a tal boxset com 4 CDs era impeditivo. Conclusão: “1991-2012 Caixa” foi lançado apenas no site da Pelvs, hoje fora do ar.

Para repor estas 68 músicas de volta no circuito, a Pelvs está relançando “1991-2012 Caixa” para todos serviços de streaming. Dividida em 4 volumes, cada um com 17 músicas, a Caixa traz versões que não sairam nos discos, EPs e singles oficiais, além de músicas que foram lançadas apenas em coletâneas e algumas gravações caseiras que até 2012 permaneciam inéditas.

O relançamento da Caixa será dia 27 de Agosto em todos os principais serviços de streaming (veja os links para a Pelvs abaixo) e também no Bandcamp do midsummer madness.

Para anunciar o relançamento, hoje sai uma versão nova de “Air Guitar”, diferente da versão que está no Volume 2 da Caixa. A versão atual foi totalmente regravada no começo de 2021 por Gustavo Seabra, vocalista e guitarrista da Pelvs. Gustavo avisa que “tentou manter parecida com a original, mas sentia falta de um arranjo melhor“.

Então esse single de “Air Guitar (2021)” é praticamente uma música inédita.

Ouça “Air Guitar (2021)” na página da banda no mmrecords.
Ouça, compre e baixe no Bandcamp.
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Postado 20/08/2021 às 10:16

Novo single do Macintushie mistura Inglês, Francês, trap, shoegaze e Cardigans

MACINTUSHIE-2021---VICKYweb

Macintushie não é uma palavra em Inglês, nem em Português. É um nome que Pedro Baapz (synths, keys), Ruan Lustosa (baixo) e Isabel Oliveira (letras, voz), resolveram dar pro seu projeto, um nome que não remetesse a nada. “Entre a gente, Tushie signifca bunda. Achamos que seria libertador ter um nome de projeto assim”.

Em April 2019 eles lançaram “Stillwitchu”, um EP com 6 músicas que foi gravado em tempo recorde. Ocupados com suas outras bandas – Pedro tem seu projeto solo BAAPZ, todos participam de alguma forma no Alles Club e também no Flopsy Franny. da Isabel – o Macintushie acaba sendo um descompromissado espaço de experimentação.

Por isso, só dois anos depois do EP é que temos um novo single: Pedro achou uma faixa instrumental, enviou para Isabel que fez a letra e gravou os vocais com seu celular, dentro do armário de casa. Pedro mixou usando Logic Pro X para simular efeitos de DJs. “Essa música tem defeitos e glitches intencionais” explica Pedro,”e as guitarras do Ruan não tem distorção alguma, somente reverb. Queríamos uma coisa fofa, tipo Cardigans“.

“Vicky Avait Raison” sai no digital dia 13 de Agosto via midsummer madness em parceria com a Mixirica Records que é o selo e studio do Pedro. Pode ser que nem todo mundo ouça Cardigans no novo single, talvez encontrem mais Beach House, Mazzy Star e Portishead. “É difícil explicar que música estamos fazendo, as influências são muitas e eu não acho que a gente se pareça com algo. Nesse single eu me dei a liberdade de inserir uns beats de trap que eram usados pelo Black Eyed Peas e pela Ke$ha. E também acho que tem um pouco de synth-rock que eu associo com Julian Casablancas e até com Frabin“, explica Baapz.

Ouça e baixe no on Bandcamp
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A capa é uma arte de Ana Gouveia e a foto acima é uma montagem feita pelo próprio Pedro, usando as massinhas da Ana sobre uma foto antiga do trio.

Postado 13/08/2021 às 7:30

Mr Spaceman lança 2º disco “pandêmico” com partipação de Fernando Catatau e Clayton Martin.

Mr_Spaceman_2021-(foto-por-Mariana-Porto)web

Ainda vivendo o isolamento provocado pela pandemia de Covid-19, Régis Damasceno, ex-Velouria, lança o 5º disco de seu projeto Mr-Spaceman. “Park” é o “segundo álbum pandêmico”, como Régis descreveu, traz 10 músicas compostas por ele próprio e algumas com parceiros e parceiras tradicionais.

Daniel Pessoa ajudou a compor “Golden Sky”, Júlia Debasse co-escreveu “Naive” e Mário Quinderé (Dead Poets, Fish Magic) é parceiro em “Black Rain” e “It Comes at Night”.

Produzido, mixado e masterizado pelo próprio Régis, “Park” conta ainda com participações de Clayton Martin (Cidadão Instigado, Detetives, Os Ostras) tocando bateria e inserindo samplers em algumas faixas, André Lima tocando piano em “It Comes at Night” e Fernando Catatau (Cidadão Instigado) tocando guitarra em “Kronos”.

A capa do disco, uma belíssima aquarela com um “mr spaceman” foi feita por Elliot Martinez, afilhado de Régis e filho do músico João Erbetta.

“Park” foi lançado apenas no formato digital.
Ouça toda a discografia da banda na página do Mr-Spaceman
Ouça, baixe e compre “Park” no Bandcamp
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Postado 16/07/2021 às 5:54

Thomas Pappon ao vivo no BarKino

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Thomas Pappon participou da gravação do programa BarKino, produzido por Pedro Montenegro para a Soho Radio em Londres. Além de tocar algumas músicas em voz e violão, Thomas conversou com Pedro sobre o seu 5º e mais recente álbum, “Ano”, lançado em 2020, e também respondeu a perguntas de Cadão Volpato, Miguel Barella, Bruno Garcez e uma nossa também.

Thomas tocou algumas faixas do The Gilbertos como “Everywhere”, “Les Troix Maries (do 1º álbum “Eurosambas 1992-98″), “Bem Tarde” (do “Um Novo Ritmo Vai Nascer”) e “Não Estava com Você” (do mais recente “Ano”). Para fechar o programa, Thomas tocou “Rock Europeu” do Fellini.

Ouça o programa aqui (em inglês)

Ouça “Ano” aqui e aqui.
Compre os CDs do The Gilbertos aqui.
Assista Thomas tocando algumas de suas músicas em versão voz e violão aqui.
Ouça a versão que o The Gilbertos gravou para “Pablo” do Milton Nascimento no 5º volume da coletânea de covers do BarKino aqui.

Postado 23/06/2021 às 12:45

Novo álbum da Electric Lo Fi Seresta é uma obra-prima!

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“Moondial FM” é o 5º álbum de estúdio da Electric Lo Fi Seresta, banda de uma só pessoa, Guilherme Almeida, talvez mais conhecido pelo seus discos como guitarrista da The John Candy, do Rio de Janeiro.

Em suas 11 faixas do novo disco, duas delas instrumentais, Guilherme experimentou pela primeira vez alguns novos equipamentos de gravação, numa busca por mais pressão, brilho e volume. Novos instrumentos também foram adicionados ao som do Electric Lo Fi Seresta, como bateria, baixo e teclados, substituindo as opções sintetizadas. Mas não esperem um som polido e grandioso, o espírito lo-fi é o mesmo. Guilherme escreveu a respeito:

Este é um álbum marcado por muitas memórias radiofônicas à pilha, e é dedicado a meus saudosos e imprescindíveis padrinho e bisavó — seu Tião e dona Erozita — que teriam completado 100 anos de vida por agora.

Era no quintal dos dois, com quem morei até os 11 anos de idade, que ficavam seus inseparáveis rádios sintonizados aos pés das goiabeiras, sempre ligados e distorcidos no último volume, de manhãzinha ao anoitecer, apresentando-me, fortuitamente, pela primeira vez, sonoridades aparentemente tão díspares: The Cure e Dilermando Reis, New Order e Inezita Barroso, The Smiths e violas seresteiras de décadas já esquecidas; no mesmo dial, na mesma frequência AM 1470 KhZ, na mesma estação, apenas em horários diferentes: na minha Campos dos Goytacazes, no meu Parque Aurora de meados da década de 80.

Porém, não é um álbum saudosista, nem autorreferente. Parodiando Althusser, que deu a sua autobiografia o título de “O Futuro Dura Muito Tempo”, eu diria que este quinto álbum do Electric Lo-Fi Seresta, “Moondial FM” — composto durante esta pandemia, o isolamento social e um caos psicossocial crescente com o pior governo da história deste país no comando — tem um quê de com-plicação temporal onde passado, presente e futuro duram muito tempo…

Contemplando o céu e a lua durante as madrugadas, e sensível aos dramas e relatos de amigos e amigas durante este período pandêmico difícil para todos, e para cada um à sua maneira, nasceram as 11 faixas de “Moondial FM”. Lançado em 26 de maio, dia de super lua e eclipse lunar no calendário astronômico de 2021.

Acho que seu Tião e Dona Erozita gostariam dele tanto quanto vocês, fãs de Cure, New Order e Smiths podem gostar. Mas não exatamente da mesma forma.

Para marcar o lançamento, Guilherme preparou um videoclipe caseiro cheio de OVNIs: “Utilizei algumas cenas de relatos de avistamentos que circulam nesses canais de ufologia. Menos por motivos ufologicos e mais como um componente lírico e estético à “light that never changes” (ler e reler a letra :D). Luzes no céu, pandemia, isolamento social, as paisagens sendo vistas pelas janelas de madrugada… compus essa música no ano passado num daqueles momentos mais dramáticos e difíceis da pandemia por aqui, sensível aos relatos de outros amigos também neste contexto.”

“Moondial FM” sai no formato digital e também em CD digipack, com tiragem limitadíssima. Compre aqui.

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Postado 06/06/2021 às 10:10

Porque “Nina”, single novo do Valv, me causa arrepios

Foto e arte por Cleber Aleixo (@cleber.aleixo)

Foto e arte por Cleber Aleixo (@cleber.aleixo)

Antes de qualquer coisa, devo pedir licença ao Valv para uma interpretação mais subjetiva do novo single, “Nina”. Ao contrário do meu normal, deixo de lado qualquer frieza jornalística para falar desse novo single, o 2º da banda em 2021.

Numa primeira audição, fui pego de surpresa pelo climão da música, quase sem guitarras e com synths/beats pesados. Parecia The Cure da era “Disintegration”. Fiquei me perguntando quem era “Nina” e a primeira resposta que veio a cabeça era de uma musa, um amor não correspondido, um relacionamento frustrado, essas coisas que anos e anos de música indie nos acostumou a pensar.

Fui ler a letra: sim, pode ser uma canção indie-romântica.

Mas perai, “Little feet, step by step”? Dai Alessandro, vocalista do Valv, escreve no Instagram que “Nina reflete a época em que nos tornamos adultos, pequenos seres que agora dependem de nós, a alegria e pânico que o momento trouxe“. Ops, ele está falando de paternidade/maternidade!

Confesso que escorreu uma lágrima, coração ficou apertado e eu olhei pro lado, vi meu pequeno “Nina” fazendo “babá”, ou bagunça no dialeto de 15 meses de idade dele.

A nova música do Valv ficou ainda mais linda, tocando fundo na alma. Curioso é que em outros tempos, as músicas do Valv causavam o mesmo sentimento, mas por outros motivos. Agora que viramos papais/mamães, os arrepios são parecidos, talvez maiores.

Comentei com Alessandro que é impressionante como estes pequenos seres mudam totalmente nossa visão do Mundo, como se tornam a razão de viver e lutar pelo que se acredita. A letra de “Nina” diz isso:

The reasons for my breath
The light that lights my steps
You’re bringing life to me
You’re bringing life

E o que mais me emociona é que um dia nós já fomos estes pequenos, e nossos pais passaram pelos mesmos medos, mesmas alegrias e cuidaram de nós da melhor forma que podiam. E aqui estamos. Eu espero sinceramente que vocês ouçam “Nina” com as mesmas lágrimas nos olhos, o mesmo coração cheio de amor e esperança, e que muitos(as) Ninas se reflitam nesta nova pérola do Valv por muitos e muitos anos.

Ouça “Nina” na página do Valv aqui no mmrecords
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Postado 14/05/2021 às 12:34

Cassim & Barbária tem DVD sobre turnê norte-americana de 2009 relançado online

Lançado em DVD em 2010, “Cassim & Barbária – Na Estrada, no Estúdio” é um diário de bordo da turnê que a banda fez em 2009 por terras norte-americanas, incluindo trechos da viagem, de shows e com um recheio para lá de bem produzido deles executando várias músicas ao vivo, em estúdio, já de volta ao Brasil. Esse DVD, com quase 45 minutos, está sendo relançado hoje no YouTube via midsummer madness.

Como Cassim relembra no texto abaixo, escrito especialmente para o relançamento, além do aprendizado DIY, a estrada que hoje tanto nos faz falta, é essencial para o amadurecimento sonoro das bandas.

 

Crônicas de um amadurecimento sônico
por Cassiano Fagundes (Cassim)

Há não muito tempo, havia um tipo de quilometragem que só a estrada podia dar a uma banda. Essa realidade parece ter sido radicalmente alterada, e hoje, desde a perspectiva da pandemia, o que aconteceu comigo doze anos atrás parece um sonho improvável.

Em março e abril de 2009, poucos meses depois de formar o Cassim & Barbária em Florianópolis, eu me vi dentro de uma van, atravessando a América do Norte durante 40 dias com os meus parceiros musicais e amigos Guilherme Zimmer, Eduardo Vicari, Leonardo Kothe, Heron Stradiotto, Alexei Leão e Gabriel Orlandi.

No começo da viagem, eu não sabia direito o que era o nosso som, e muito menos o que seria uma “turnê”, conceito que hoje parece estranho, anacrônico e, principalmente, inviável. Mas, na época, depois de 12 mil quilômetros rodados, percorridos por 19 estados nos Estados Unidos e duas províncias canadenses, com shows e festivais como o SXSW, em Austin (Texas, EUA) e Canadian Indie Week (Toronto, Canadá), e em casas de todos os tipos e tamanhos, achei que tinha me encontrado.

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Era o que eu queria fazer todo ano, em todos os continentes, pelo resto da minha vida. Tínhamos forjado um som na marra, na base de muita bunda quadrada, muita noite mal dormida, muita passagem de som na correria, muito show vazio. Fora as apresentações de muita gente boa, e as horas de audição de CDs na rota, grande parte deles de bandas do mundo todo com quem estávamos tocando, e que também viajavam o continente por conta dos festivais da estação.

Na mochila, levávamos nosso primeiro EP, gravado especialmente para a viagem. Tinha sido lançado antes de embarcarmos pelo midsummer madness, e foi distribuído nos Estados Unidos pelo selo nova-iorquino BNS Sessions. Mas o registro logo ficou obsoleto: nossa música foi ganhando vida própria, tornando-se estranha (no bom sentido) e fazendo com que a autodescrição inventada nas pressas, “rock subtropical”, se tornasse uma realidade sonora.

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Foi o resultado de tantos shows, em palcos de cidades como Philadelphia, Asbury Park, Boston, Montreal, Athens. E igualmente, um efeito colateral de termos marcado pessoalmente por telefone e email, ainda no Brasil, cada uma das datas, negociando cachês, estadias, falando com produtores, com bandas desconhecidas, e algumas mais famosas. Os sensos de independência, de autogestão e de produção de turnê valeram mil ensaios. Novas influências musicais eram absorvidas diariamente, no som tocando na rádio do café do posto, no show da banda escocesa predileta em um lugar para poucas pessoas, nos truques de afinações que você aprendia com a banda japonesa, nas conversas com o público.

Quando voltamos, eu realmente achei que aquela seria a primeira de muitas tours pelo mundo, impressão que você pode ter me vendo falar no DVD Na Estrada, No Estúdio.

Na verdade, aquela experiência nos proporcionou voltar logo na sequência para o Canadá, e tocar na Argentina e no Brasil inteiro, graças aos contatos feitos na primeira viagem. Contudo, empreitadas como aquela são caras para independentes, e descobrimos que viajar pelo Brasil era igualmente uma grande aventura, só que bem mais barata e viável. Nunca mais fomos tão longe. Depois daquela “estreia” internacional, lançamos mais dois álbuns e tocamos muito por aí. Mas as demandas da vida fizeram com que inativássemos a banda em 2018.

O negócio é que, quando voltamos ao Brasil em Abril de 2009, estávamos tão inspirados pela experiência que quisemos mostrar que artistas independentes brasileiros podiam viajar o mundo, mesmo com poucos recursos. Juntamos nossos vídeos, diários e impressões de turnê com esse intuito. O grupo também entrou no estúdio para documentar em som e imagem o seu amadurecimento musical, forjado nas míticas estradas norte-americanas.

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A estrada parece distante da realidade de artistas de diferentes partes nesse momento, mas espero muito que ela se abra novamente. A viagem na América do Norte, e as outras depois, mais perto, não nos fizeram famosos, nem ricos, e nem mesmo notórios. Contudo, elas mudaram a minha vida, e também minha percepção de o que realmente é tocar em uma banda de rock independente. Gostaria que todos que fazem parte desse universo pudessem ter a chance de vivenciar essa experiência.

“Cassim & Barbária – Na Estrada, no Estúdio” foi dirigido e produzido em parceria com Alexei Leão, que viajou com a banda como técnico de som. O DVD foi lançado em 2010 com apoio do Funcultural da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina. Onze anos depois, consciente do legado de seu selo na cena independente, a midsummer madness relança o documentário nas plataformas digitais. É mais um documento da força da independência artística brasileira.

Postado 29/04/2021 às 11:09

Assista a Echo Upstairs ao vivo, incluindo versões para Dinosaur Jr e Stereolab

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A Casa de Cultura do Butantã em São Paulo convidou a Echo Upstairs para produzir uma live que foi exibida no domingo, dia 18 de Abril, na página do Facebook do espaço cultural.

No vídeo com quase 45 minutos de duração, o quarteto executa nove músicas, algumas ainda sem gravação oficial como “Beloved”, “IN/OUT” e “All the Stars”. Os dois singles, “Green Quartz”  e “Clouds” aparecem na live em formato de videoclipe, enquanto que versões para “Not the Same” do Dinosaur Jr. e “Changer” do Stereolab são executadas ao vivo em estúdio.

Assista:

O convite partiu da CCB e a Echo Upstairs produziu todo o resto. Mauro gravou as baterias eletrônicas de todas as músicas e mandou em midi para a banda trabalhar.

Depois todos foram para o apartamento do guitarrista Gilbert no litoral de SP e ficaram alguns dias isolados de quarentena. Com todos seguros, cada um gravou sua parte aproveitando para fazer imagens. Ana Zumpano, guitarrista e vocalista, juntou algumas imagens de shows antigos, gravou outras novas e depois mixou e editou tudo sozinha. “Uma aventura para uma produtora de primeira viagem“, ela confessa.

A íntegra do vídeo está disponível no YouTube do midsummer madness. “A ideia agora é terminar o próximo single que vai ser em português e usar as imagens que fizemos na praia para um clipe“, diz Ana.

Postado 23/04/2021 às 11:23

EPs da Fanfarra Paradiso ganham relançamento no digital

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A Fanfarra Paradiso era quase um time de futebol: 9 integrantes! Essa galera se conheceu no colégio CEAT (RJ) e formaram a Fanfarra Paradiso com metade da formação de uma banda de ska chamada Super Saia Jeans. Isso em 2004. Três anos e muitos shows depois, eles gravaram o EP “Fanfarra Paradiso” com 5 músicas, que foi lançado em 2008 em SMD pelo midsummer madness.

Essas 5 músicas e outras 6 de um EP gravado em 2015 foram relançadas no formato digital, para distribuição via streaming. O segundo EP se chama “Vórtex” e foi disponibilizado em 2017 apenas no YouTube da banda. Agora, as seis faixas ganham lançamento oficial aqui na página do mmrecords, no Bandcamp e no streaming.

Aparentemente um corpo estranho dentro do cast do midsummer madness, as músicas instrumentais da Fanfarra passam pelo ska, jazz, psicodelia e o som das Big Bands. Uma de suas marcas registradas eram os shows em lugares inusitados, como dentro da caçamba de uma caminhão, numa galeria de lojas, no terraço de uma casa em Botafogo no meio de um jogo do Brasil numa Copa do Mundo passada, e por ai vai.

Em estado de dormência desde a gravação de 2015, a Fanfarra Paradiso espera o momento certo para voltar a tocar. “Temos material para um terceiro album que virá quando Coco-Loco assim quiser“.

Por enquanto, ouça os dois EPs da banda na
página da Fanfarra Paradiso no mmrecords
Bandcamp aqui e aqui
Spotify
Apple Music
Deezer

Postado 10/04/2021 às 9:51