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The Baudelaires lança single novo com show em Belém

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The Baudelaires lança hoje seu primeiro single do ano, a caminho do próximo álbum. A ideia é que esse próximo disco seja uma coleção dos novos singles. Para dividir o palco, eles chamaram a banda Noturna, que lançou alguns singles em 2018 e o  e prepara um novo EP com 4 canções que deve ser lançado em breve.

A festa será a partir das 20h, no Núcleo de Conexões Ná Figueredo, e conta também com a discotecagem em vinil de Andro e Damasound (ambos do Baudelaires).

Powerpop Night
The Baudelaires e Noturna
local: Ná Figueredo – Avenida gentil bittencourt, 449, Belém
a partir de 20h
ingressos: R$10

Postado 19/04/2019 às 11:35

Depois de 15 anos, Superbug lança single novo

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Superbug
surgiu em 1993, em Florianópolis, derivando das ideias adolescentes principalmente de Fábio Bianchini (na época, um promissor colaborador do inesquecível Fútio Indispensável) e Diógenes Fischer. Com algumas mudanças de formação, duas fitas lançadas (“Take Yer Horse Off The Rain” e “Baby Baby”) o quarteto completado por Vanessa e Alex estava sumido desde 2004, quando lançou o EP “Hot Milk”.

“Fingers” é um single solitário mas nos deixa cheios de esperança por mais novidades do Superinseto. Marcelo Colares, do Cigarettes, escreveu a respeito:

Conheci o Superbug em 1994 e lá se vai uma vida. Sou fã desde aquela época, quando ouvi a gravação de estreia, “Take Yer Horse Off The Rain” (Fútio Indispensável Records), naquele mesmo ano.

Nesse novo single, que nos chega após o silêncio de uma década, o quarteto ressurge ainda mais bem resolvido, seja na produção desinibida, hábil em dar nitidez a todos os instrumentos, seja no destaque às guitarras bem timbradas, em riffs e solos dignos dos melhores momentos de Neil Young. Até um vibrafone maroto eles conseguiram emplacar.

A letra fala de sensações indefiníveis e espaços de acolhimento: “It looks just like brown sugar/ but it’s hard to take its taste/ The place is packed, the music’s loud/ Yet it feels so intimate/ And I go along”. E curiosamente me lembra também do “Inferno” de Strindberg. No livro, o artista sueco relata suas experiências com a química e as tentativas de alquimia em meio a uma espiral de problemas práticos e confusão mental. Às vezes, é preciso se deixar levar…

A música do Superbug traz mais conforto do que o referido “Inferno”. O exercício de transmutação é o que me faz associar os dois. Fábio, Diógenes, Vanessa e Alex retornam em uma boa hora nesse péssimo momento em que todos vivemos. Com “Fingers” reafirmam a possibilidade de criação mesmo nas condições mais adversas. Um exemplo a ser exaltado.

Teria muito mais a falar sobre o Superbug e sua música, mas opto por ser sintético para não provocar o cansaço alheio e por entender que talvez não seja esse o melhor espaço para elocubrações. Além do mais, sou suspeito para falar qualquer coisa. Somos contemporâneos e participamos juntos de várias histórias, volto a elas em ocasião mais oportuna, se houver.

Agora é a hora de escutar o single novo e também as coisas antigas. É sempre tempo de conhecer e redescobrir essa obra tão peculiar e pouco explorada. Afinal, a emancipação do espírito, por discreta que tenha sido, terá sido grande. Que nenhuma esperança se perca nesse mundo cada vez mais triste e sombrio. Não é hora de desistir das utopias e alquimias, sempre é tempo e devemos prosseguir seja como for, tudo continua sendo possível: o Superbug voltou!

Marcelo Colares 09/03/2019

Postado 15/04/2019 às 7:16

Com mais guitarras, Fish Magic lança 3º álbum

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Depois de dois discos em dois anos, “Songs From the Night Shift” (2015) e “Sky High” (2016), Mario Quinderé achou que precisava dar um descanso à sua banda de homem só, Fish Magic.

“Só que o problema é que eu continuei compondo, sem compromisso, empilhando canções“. Em 2017, o Fish Magic lançou o single “Neon Love”, todo eletrônico; um jeito mais fácil de escoar a produção sem depender dos outros.

Mas não funcionou. Apesar de ser um projeto individual, o processo de materialização das músicas depende dos amigos. Neste terceiro disco, “Just a Light Away”, Mario contou novamente com Régis Damasceno (ex-Velouria, Mr Spaceman, OPorto, baixista do Cidadão Instigado e músico acompanhante de uma pá de gente legal) na seleção das 10 músicas e na gravação.  O disco teve ainda com a participação do baterista Clayton Martin (Cidadão Instigado, Bárbara Eugênia) na mixagem de duas músicas (“Don’t Come Knocking” e “Low Tide”) , de Ivan Bicudo do Sexy Fi tocando teclado em “Anywhere High” e da mixagem final de Bernardo Pacheco, como nos dois discos anteriores.

Depois de anos represando músicas, “Just a Light Away” é o álbum do Fish Magic com mais guitarras, se comparado aos discos anteriores. As influências do rock inglês dos anos 80, de Lloyd Cole, New Order e Smtihs vêm acompanhadas de melodias surf, capaz de agradar fãs de INXS, Bolshoi e Pelvs.

Ouça na página do Fish Magic
Ouça e baixe no Bandcamp
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(foto por Paula Barrene)

Postado 12/04/2019 às 5:42

Devilish Dear lança EP com músicas do 2º álbum e clipe

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Já se passaram quase 3 anos e meio desde que “These Sunny Days” foi lançado pela própria banda em sua página no Bandcamp. Mas foi em Janeiro de 2017, quando o despretensioso e genial álbum de estreia do trio carioca foi relançado via midsummer madness, que algo inusitado aconteceu: os jornalistas do Editorial do Bandcamp se apaixonaram pelo álbum, que já estava na plataforma deles há quase um ano.

Porque o álbum foi notado via midsummer madness e não antes, ninguém sabe dizer.

A citação do Devilish Dear pelo Editorial do Bandcamp provocou uma bola de neve de interesse na banda que resultou em algumas dezenas de downloads pagos e gratuitos no Bandcamp do midsummer madness. Depois disso, “These Sunny Days” ganhou diversos elogios de blogs gringos e chegou a aparecer em algumas listas de melhores de 2017.

Porque nenhum destes blogs havia notado o álbum antes, ninguém sabe explicar.

O inesperado interesse trouxe novas responsabilidades para Bráulio, Shelly e Rômulo. “These Sunny Days” era o resultado de quase 10 anos de procastinação e criação (leia mais aqui). Gravar novas músicas parecia um desafio. Durante 2017 e 2018, vários esboços do que seria o 2º álbum foram feitos. “O processo é bastante caótico, explica Bráulio, “Faço recortes de tudo que ouço e guardo numa pasta, depois junto dois ou três e vejo se eles combinam. Daí,  tento fazer um ‘protótipo’ de baixa qualidade e vou ouvindo essa macarronada no metrô todo dia. Depois de alguns meses, se não me desinteressei pela música, tomo vergonha e decido se aquilo vira alguma faixa ou não“.

Além de um processo lento de criação, a rotina do Devilish Dear não é a de uma banda normal. Bráulio não se incomoda de dizer que a banda é um hobby: “Hoje em dia nós fazemos as músicas do Devilish só pelo som mesmo, pela estética. Nós não fazemos shows e isso é um impeditivo. Então saber que as pessoas continuam ouvindo é realmente gratificante.”

O EP “Appalish” tomou vida logo após o Ano Novo de 2018. “Glass React” já estava (quase) pronta há bastante tempo, faltava apenas incluir os vocais (?!?!) de Shelly. Quando “Appalish” ficou pronta, eles decidiram que era melhor entregar alguma coisa nova logo, antes que o esquecimento chegasse. Das três músicas do EP, “Glass React” e “Appalish” vão estar no 2º álbum do Devilish Dear, quase pronto mas ainda sem título e sem data de lançamento.

“Glass React” também ganhou um vídeo com uma versão da música um pouco diferente da que está no EP:

Ouça “Appalish” na página da banda no mmrecords, aqui
Ouça, compre ou baixe o EP em alta resolução no Bandcamp, aqui
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Postado 05/04/2019 às 9:23

Fish Magic lança single antecipando 3º álbum

“Gravity” é uma das faixas que vai estar no 3º álbum do Fish Magic, “Just a Light Away”, com lançamento marcado para dia 12 de abril, via midsummer madness.

“Just a Light Away” tem 10 músicas novas, foi produzido pelo próprio Mário Quinderé (Fish Magic e ex-Dead Poets) e também por Régis Damasceno (Velouria, Mr Spaceman, OPorto, além de Cidadão Instigado, Karina Buhr), mixado por Bernardo Pacheco; masterizado por Felipe Tichauer no Red Traxx Mastering (Miami).

O single “Gravity” conta com um violão 12 cordas que o blog Floga-se definiu como “uma peça pop radiofônica deliciosa a la Bolshoi (do clássico irresistível “Sunday Morning”)

“Just a Light Away” sai quase três anos depois de “Sky High”(2016) – veja toda discografia do Fish Magic aqui.

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Deezer

Postado 29/03/2019 às 13:06

Thomas Pappon faz série de shows em SP e lança mais um vídeo da Sunray Garage

Mais uma música do Thomas Pappon (Fellini, The Gilbertos, Smack) em voz e violão, gravada na Sunray Garage. Dessa vez, “Novo Rei da Canção”, um dos hits ignorados do 4º e mais recente álbum do Gilbertos, “Um Novo Ritmo Vai Nascer”. Veja:

Compre o CD digipack (tiragem limitada) ou a fita cassette – clique aqui.

Há anos vivendo em Londres, volta e meia o paulistano Pappon retorna à sua cidade. E ele já confessou que uma das maiores felicidades é poder encontrar os amigos e tocar. Dessa vez não vai ser diferente: três shows com Voluntários da Pátria, The Gilbertos e Smack.

Todos shows em situações muito especiais: Voluntários vai se reunir com sua formação original, que inclue Nasi e Gaspa (Ira!); The Gilbertos terá uma formação poderosíssima com Salvagni (Fellini) e Lauro Lellis (Jazzco, tocou com Tom Zé, Elba Ramalho, Djalma Dias, Zé Miguel Wisnick, Bocato); e o Smack, de Scandurra (Ira!), Sandra Coutinho (Mercenárias), vão tocar o clássico “Ao Vivo No Mosh” na íntegra.

Anota ai:
07 de Abril – Voluntários da Pátria na Vitrine Musical, no CCSP
domingo, a partir de 18h
compre ingressos aqui
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – São Paulo – SP
Sala Adoniran Barbosa – Capacidade: 622 Lugares
Voluntários da Pátria terá a mesma formação da época do lançamento do 1º disco (1984): Nasi, Miguel Barella, Giuseppe “Frippi” Lenti, Ricardo Gaspa e Thomas Pappon.

09 de Abril – The Gilbertos no Centro Terra
link facebook
terça-feira, a partir de 20h
Centro da Terra – Rua Piracuama, 19 – Centro – SP
ingresso consciente – pague o quanto você acha que o show vale e o quanto você pode
The Gilbertos será Thomas Pappon (guitarra, voz), Ricardo Salvagni (baixo) e Lauro Lellis (bateria).

11 de Abril – Smack toca o disco “Ao Vivo no Mosh” na íntegra no CCSP
quinta feira, a partir de 21h
compre ingressos aqui
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso – São Paulo – SP
Sala Adoniran Barbosa – Capacidade: 622 Lugares
Smack será Edgard Scandurra, Sandra Coutinho, Thomas Pappon e o convidado Fábio Golfetti (Violeta de Outono)

Postado 29/03/2019 às 10:54

Anhanguera Folk Club: 20 anos do Motormama

No longínquo ano de 1991, três estudantes de comunicação de Ribeirão Preto tinham uma banda chamada Os Egoístas. Cansados de tocar músicas dos outros, Joca (23), Jefferson (20) e Régis (20) montaram o Motorcycle Mama. Lançaram três demos e colocaram a música “Nazitrekkers” na coletânea “Brasil Compacto” (lançada pelo selo Rock It!/EMI em 1996). “Mas em 1999 eu já estava meio decepcionado com esse negócio de música,” lembra Régis. “Montamos o Motormama como uma espécie de renascimento. Queria algo desafiador, porém de forma mais relaxada. Parei de ouvir os conselhos dos outros“.

Motormama em 2003

Motormama em 2003

Com quatro álbuns, vários EPs, um compacto em vinil e passagens pelos festivais Pop Montreal e Primavera Sound, o Motormama chega a duas décadas de estrada. “Anhanguera Folk Club” é uma coletânea best of, com 5 músicas de cada um dos discos da banda.

Carne de Pescoço” saiu em 2003 pelo selo da própria banda, a Kaskavel Music, e foi distribuído pelo midsummer madness. A estreia foi gravada num esquema lo-fi, num estúdio/bar que a banda tinha no centro de Ribeirão Preto.

Três anos depois saiu “A Legitima Cia Fantasma“, lançado em parceria pelo midsummer madness, Kaskavel Music e Pisces Music. Este segundo disco inaugurou também a parceria do Motormama com o Understudio, de Rômulo Felício, da banda local Undertrash. Rômulo também passou a assinar a produção de todos os discos, dai em diante. “A Legítima Cia Fantasma” pegou a fase final das boas vendagens em CD, foi o disco do Motormama que mais vendeu.

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Motormama em 2007

Quatro anos depois, em 2010, “Aloha Esquimó” nasceu na era da música digital e não foi tão bem assim. Mais uma vez gravado no Understudio, levou dois anos pra ficar pronto. “Aloha é meu disco preferido“, revela Régis, “tem tudo que eu gosto, produção excelente, com masterização do Thiago Monteiro que é um cara do jazz e da MPB. Ficou lindo, mas teve repercussão zero. Me senti desprezado. Era o melhor que podíamos oferecer e pouca gente ligou“.

Motormama

Motormama em 2011

Em 2011 o Motormama foi selecionado para tocar no festival Pop Montreal, no Canadá. A boa recepção deixou a banda animada e eles voltaram do hemisfério Norte fixados com a ideia de prensar um vinil. Como as economias não permitiam vôos maiores, lançaram um compacto com duas músicas: “Flores Sujas do Quintal/ Rio Grande” saiu pela Kaskavel Music, hoje item raro e esgotado.

A empolgação reverberou e em 2014 a banda foi convidada para tocar no prestigiado Primavera Sound, em Barcelona (Espanha).”Foi um ano mágico, muitos já tinham se esquecido da gente. De repente, boom, estamos em um dos maiores festivais do mundo. Foi lindo!

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Motormama 2016, foto de Leandro Paiz

Em 2017, o quarto álbum “Fogos de Artifício” saiu de forma discreta, prensado com tiragem limitada em CD pelo midsummer madness e Kaskavel Music. Com apenas 8 músicas, “Fogos…” mostra um Motormama coeso, aprimorando suas características: a viola caipira misturada ao feedback dos Pixies, o clima Ziggy Stardust de Bowie ambientado nas highways do interior paulista, com disco-voadores do Mutantes planando sob as cabeças. Régis comentou cada um dos álbuns do Motormama em 2017 – leia.

Vinte anos divididos por quatro dá cinco músicas. Com essa linha de corte, a banda separou as 5 melhores músicas de cada “época” para celebrar os 20 anos com essa coletânea, a “Anhnaguera Folk Club“:

Álbum: Carne de Pescoço (2003) - midsummermadness.bandcamp.com/album/carne-de-pesco-o
- Adeus Maluco
- Sujeito Honesto
- Rota Caipira (Anhanguera Folk Song) – Cosmorama
- Babydoll

Álbum: A Legítima Cia Fantasma (2006) – midsummermadness.bandcamp.com/album/a-legitima-cia-fantasma
- Coração Hardcore
- Faixa Preta
- Hey Vaqueiro
- Blues do Sapo Caolho
- Rancho Fantasma

Álbum: Aloha Esquimó (2010) – midsummermadness.bandcamp.com/album/aloha-esquim
- Preciso Me Vingar Oh babe
- Aloha Esquimó
- Baladinha da Destruição
- Feriado em Saturno
- Esperando o Furacão

Vinil 7’: Flores Sujas do Quintal (2013)
- Flores Sujas do Quintal

Álbum: Fogos de Artifício (2017) – midsummermadness.bandcamp.com/album/fogos-de-artif-cio
- Não Sou Mais o mesmo Sujeito
- Te Vejo na Cosmopista
- Fogos de Artifício
- Vôo Número Zero

São discos que traduzem cada momento que a banda passou. De alguma forma estão interligados mas são independentes entre si. Uns caóticos, outros mais coesos“, tenta costurar Régis.

Motormama 2019, por Matheus Urenha

Motormama 2019, por Matheus Urenha

O trio que permanece desde 1999, Joca, Régis e Gisele, vêem uma mudança constante na formação do Motormama; só na bateria já passaram 25 pessoas! Desde “Aloha…” eles são acompanhados pelo tecladista Perê. Outro Motormama ilustre é Gustavo Acrani, co-autor de várias músicas dos primeiros dois discos. “Ele é uma das peças chaves para o Motormama, conta Régis.”Quando ouvi o teclado a lá Lafayette/Arnaldo Baptista, percebi que tinhamos algo diferente em mãos“.

Hoje quarentões, os integrantes ainda querer riscar alguns objetivos da lista de sonhos, como tocar em outros países da América do Sul. “Quando montei o Motormama, meus sonhos de rock star já tinha ido ladeira abaixo. Mas mudar a vida das pessoas, ser um guru espiritual, explica Régis. “Não sei se consegui, mas não me arrependo de nada. Mais do que um passatempo, eu chamo de o Motormama de musicoterapia“.

Veja todos os clipes do Motormama:

Ouça a coletânea “Anhanguera Folk Club”:
página oficial
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Postado 22/03/2019 às 9:17

Novo projeto de integrantes do Alles Club, Macintushie eleva o lo-fi shoegaze a níveis despretensiosamente altos

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foto por Rodrigo Baumgratz

O EP “Stillwitchu” é o primeiro registro do trio formado por Ruan Lustosa (esq. na foto), Isabel Oliveira e Pedro Baapz (de óculos), todos eles integrantes/colaboradores do Alles Club e com vários outros projetos pessoais: BAAPZ, Flopsy Franny, Basement Tracks, Belle. Macintushie é mais um projeto destes amigos de Juiz de Fora.

O Macintushie nasceu de encontros entre Pedro e Bel, ela com planos de sair do país e uma vontade enorme de criar. Ele, com várias músicas salvas em HDs esperando para serem mexidas. As seis faixas nasceram no quarto de Pedro, pomposamente chamado de Baapz Studio com Bel responsável pelas letras e vocais inspirados em Beach House, XX e Slowdive.

Ruan chegou alguns dias depois e trouxe as guitarrinhas grudentas. Tudo isso gravado no turbilhão de emoções do segundo semestre de 2018 no Brasil. “Gravamos em duas semanas. Eu mixava as músicas logo depois que a Bel e o Ruan iam embora. Já era meio de Outubro, e mandei pro Bráulio Almeida, da Devilish Dear“. As seis faixas passeiam entre climas chill-out e roupagem vapour-wave, de pretensões dream-pop com batidas próximas ao trip-hop da Bristol dos anos 90. “Me interesso bastante pelas desconstruções/reconstruções sonoras que vem aparecendo”, divaga Pedro, “Hoje em dia a música precisa interagir. Conservadorismo na arte é o que não podemos ter em um período tão obscuro como o que estamos vivendo“.

Na verdade, acho que hoje em dia as pessoas estão largando os grandes estúdios e gravando mais em casa e talvez o bedroom pop seja apenas um nome chique para gravações Lo-fi“, diz Pedro. E o que era para ser um bando de músicas largadas em soundclouds, virou um registro aconchegante e caprichado.

Conheça mais aqui

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foto por Rodrigo Baumgratz

Postado 15/03/2019 às 10:06

Caia na folia com o minimalismo do Lombroso

Quem é Lombroso? Não faz a menor diferença. O midsummer madness lança hoje, sexta feira de carnaval de 2019, o novo single oficial da dupla de SP que um dia, 20 anos atrás, se intitulava Os Jerssons.

São três instrumentais para você ficar sentado de longe, com seu discman rodando um CD ou MD, de fones, olhando o bloco passar. Vinte anos atrás nós estávamos preocupados com o bug do milênio. Hoje, a civilização deu bug. E não tem reboot que preste.

Gravadas em modulares e com toneladas de efeitos analógicos, Lombroso remete a Flying Saucer Attack, Durutti Column e La Monte Young. Eles não disseram nada disso, eu é que estou facilitando sua vida. O EP “Glass” está sendo lançado somente no digital e em um vídeo.

página oficial
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Postado 01/03/2019 às 9:26

Sai “Johnny”, o disco de estreia da Strawberry Licor

foto por Matheus Arruda

foto por Matheus Arruda

Depois de anos moldando sua sonoridade sob a influência de inúmeras fitas cassete com Pavement, Second Come e Sonic Youth, Luciano, Raoni, Gabriel e Yuri chegam a um sincero álbum de estreia com o Strawberry Licor.

Formada por ex-integrantes de bandas locais como Pencil Sharpners, Headache, Tempo de Morte, Mar de Lobos, Fones e Justine Never Knew the Rules, a Strawberry Licor  gravou e produziu “Johnny” no estudio Napô Place em Itapetininga/SP, mesmo local onde a banda surgiu em 2014. O disco traz 11 músicas novas, diferentes das já lançadas no Ep de estreia “Pupsy” (2016) e nos singles subsequentes.

No disco, a Strawberry Licor apresenta um trabalho ainda mais intimista, cheio de flertes com noise dos anos 90, moldados a pequenas doses de math-rock, vocais sobrepostos, completamente inflado em sentimentos de nostalgia e perdas inevitáveis. Só que “Johnny” não é emo, muito menos deprê; é um panorama de uma infância cheia de desejos e expectativas ante a entediante e desesperançosa, porém libertadora, chegada vida adulta.

Com dois novos clipes lançados, “Johnny” está sendo lançado hoje nos formatos digital e CD digipack (com tiragem limitada a 100 cópias).

Ouça “Johnny””
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Pré venda do CD-digipack com desconto: R$15 com frete grátis (Após 25/Fev., R$20)

Postado 15/02/2019 às 7:00