
[do bonifrate.com] “Nascido Pedro Campos Franke no Rio de Janeiro em 1981 e radicado em Paraty (RJ) desde 1985, aprendi a curtir música entre discos, filmes e fitas num walkman. Em meados dos anos 90 comecei a experimentar gravações e criar álbuns, meio reais, meio imaginários, sem referências práticas e sem professores”.
Pedro chegou ao midsummer madness no início do milênio com o Supercordas. Junto com Diogo Santander, tinha lançado um disco (que na época a gente ainda chamava de “demo”) intitulado “A Pior das Alergias” que o selo começou a distribuir no formato CDr. Dá para ouvir na página da banda.
Depois deste primeiro EP, o Supercordas alçou vôo sozinho, lançando o hoje desejado clássico “Seres Verdes Ao Redor” (Trombador Records, 2006). Voltaram brevemente ao midsummer madness em 2012 para o 2º álbum, “A Mágica Deriva do Elefantes”.
No meio disso, Pedro, aka Bonifrate, continuou com suas gravações caseiras. Em 2005 ele lançou o que considera seu primeiro álbum: “Os Anões da Villa do Magma”.
“Comecei a registrar essas canções no gravador multipista de fita cassete com que já havia feito ‘Sapos Alquímicos na Era Espacial (EP?)’, os dois primeiros EPs dos Supercordas e outros projetos anteriores“, relembra Pedro Franke, aka Bonifrate.
Mas o velho gravador Yamaha MT-120 começou a apresentar defeitos incontornáveis, o que o levou a gravar num computador pela primeira vez. “Tornou-se o primeiro disco que gravei digitalmente, mixado com o amigo Diogo Santander, que estava terminando seu primeiro curso de áudio e trazia ideias bem mais polidas sobre som do que costumávamos ter antes“.
“Anões” foi lançado como se fazia de forma independente em 2005: no Trama Virtual, que o listou como um dos melhores do ano, no MySpace e como download direto do site. Circulou por esses meios até que em 2007 foi reeditado em CD pelo selo paulistano underground Open Field/Peligro, quando ganhou a capa definitiva da Ana Helena Tokutake. “Montei uma banda para tocar minhas canções solo pela primeira vez e viramos Bonifrate & Os Anões”.
Se dividindo entre suas gravações solo; em 2011, lançou os álbuns “Um Futuro Inteiro”, em 2014, “Museu de Arte Moderna”, e o último registro como Supercordas, “Terceira Terra” (Balaclava, 2015).
Morando em Paraty desde 2012 onde trabalha “como técnico em um museu histórico, cuida da família e da casa e segue lançando álbuns“: “Corisco” saiu em 2021, “Dragão Volante” em 2024, Pedro ainda participa de projetos com artistas como Boogarins, Betina, Marcelo Callado e Wry, e lançou o primeiro álbum do duo Guaxe, em parceria com Dinho Almeida (Boogarins).
Em 2025, e também pela primeira vez, o álbum “Os Anões da Villa Magma” está sendo lançado nas plataformas digitais em versão deluxe, remixado e remasterizado a partir das gravações originais e aumentado com seis faixas bônus. As 13 faixas originais foram revisitadas puxando uma nova sonoridade, sem rupturas, mas resgatando uma naturalidade dos sons que sempre esteve ali e agora aflora mais inteira.
As novas faixas, que aumentam o disco dos originais 33 minutos para 55, incluem três versões resgatadas das fitas cassete daquela primeira tentativa, uma versão reversa da parte 2 da faixa-título (a parte -2), uma canção totalmente inédita que foi abandonada no caminho e um remix de “Estudo Rural em Ré Maior”, escolhido como primeiro single do relançamento e inspirado em versões ao vivo para guitarras e Casiotone que Bonifrate costumava tocar em duo com o amigo Giraknob.

Leia mais nos amiguinhos:
Os 20 anos de carreira solo do Bonifrate pelo Trabalho Sujo: https://trabalhosujo.com.br/20-anos-da-carreira-solo-de-bonifrate/
Monkeybuzz sobre “Dragão Volante” – https://monkeybuzz.com.br/materias/a-sofisticacao-rustica-de-bonifrate/
O Globo sobre EP “Toca do Cosmos” – https://blogs.oglobo.globo.com/amplificador/post/bonifrate-lanca-ep-com-cancoes-do-indie-rock-psicodelico-526136.html
Guaxe no Bandcamp – https://daily.bandcamp.com/features/guaxe-brazil-interview
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