random songs

\ZINE\

A revolução não será televisionada

Notícia legal, editada por mim com o que interessa, excluindo o excesso de adjetivos da jornalista.

Trama Virtual vira programa de tevê
O Estado de S. Paulo – 31/5/2006- Por Adriana Del Ré

(…) A parceria foi firmada com o canal por assinatura Multishow e a primeira série do programa Trama Virtual, com 13 episódios, começa ir ao ar a partir do dia 2 de julho.

(…) O formato já chegou pronto para a direção do canal. Com uma linguagem dinâmica e meia hora de duração, a versão para a TV é feita de cinco quadros fixos: o Ao Vivo, que mostra a performance ao vivo dos artistas, além de uma entrevista; o Banho de Estúdio, emque uma banda de garagem tem oportunidade de entrar num estúdio profissional pela primeira vez; o Arquivo, que resgatará trechos de antigas entrevistas e apresentações (muita coisa pinçada do programa Ensaio, da TV Cultura); o Reportagem, cujo forte são matérias diversas sobre o cenário independente; e o Visitando a Cena, que abriráespaço para a cobertura de eventos, shows e festivais. Haverá ainda curtinhas com a equipe de conteúdo do site Trama Virtual dando dicas sobre o que ocorre de interessante na cena independente.

(…) No Multishow, será exibido todos os domingos,a partir das 18 horas, com reapresentações ao longo da semana.

Postado 31/05/2006 às 21:22

Luisa Mandou um Beijo e Nervoso estreiam clipe na MTV

Mesmo que você já tenha visto o clipe no YouTube, vale prestigiar. Veja o que avisa o Fernando, da banda Luisa Mandou Um Beijo:

Pessoal,
temos duas boas novas sobre a Luisa mandou um beijo:
1) Estréia do clipe de “Guardanapos” na MTV – Oficialmente tá marcado para passar na quinta-feira, 1, no programa LAB, que é exibido à 1h, 7h e 20h30. Porém, me disseram que o clipe passou também ontem (segunda) no programa “Banda Antes”, que é reprisado hoje(terça) às 16h. Deve passar em breve também no Ya Dog, sem previsão de data.

2)Ensaio aberto da Luisa na sexta – Venha conhecer o repertório do disco novo da “Luisa mandou um beijo”, que está em fase de pré-produção. Vamos fazer um ensaio aberto com entrada franca nesta sexta-feira, 2, entre 22h e 24h em um estúdio em Botafogo. Vamos tocar só músicas novas! Se você quiser ir, responda a este email e lhe enviaremos o endereço onde será o ensaio! Como o estúdio é relativamente pequeno, estamos limitando o número de convidados.
Abs! Fernando
– guitarrista da “Luisa mandou um beijo”

nervoso-e-os-calmantes-2.jpgA MTV avisa que o LAB inédito é o de 1h da matina de quinta 01/06, os LAB de 7h e 20h30 do mesmo dia são reprises. O importante é que vc veja e peça mais! Dia 05 de junho, segunda, estréia o clipe de “O Percurso” do NERVOSO E OS CALMANTES, no mesmo esquema: programas BANDA ANTES, LAB e YA! DOG.

Postado 30/05/2006 às 20:52

Banquete aos olhos e aos ouvidos

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Quem me apresentou à música de Leslie Feist foi a amiga Marina, nas férias passadas, quando todos os amigos alugaram uma casa paradisíaca em Teresópolis. Era a trilha sonora perfeita para manhãs de Sol e vagabundagem à beira da piscina e noites estreladas, regadas à álcool, amigos e outros aditivos.

A esta altura você já deve ter ouvido falar de Feist: se você pronuncia “faist”, significa banquete, mas se você pronuncia “fêist”, também está certo porque é o sobrenome da moça. Leslie é canadense, começou a tocar numa banda chamada Placebo (não, não é aquela), tocou em outra banda canadense chamada By Divine Right quando, paralelamente, lançou seu primeiro disco, “Monarch” em 1999.

Em 2000, Leslie mudou-se para Toronto e dividiu apartamento com Peaches, sim, aquela louca que veio ao Tim Festival em 2003. Em 2001, como se já não tivesse variado bastante, Leslie juntou-se aos conterrâneos do Broken Social Scene com quem gravou o clássico de 2001 “You Forgot it in People”.

Entre este lançamento e 2004, quando Feist lançou seu melhor disco, “Let it Die”, a moça ainda colaborou com Renaud Letang (que toca com Manu Chao), Kings of Convenience, Apostle of Hustle (que é outra banda do pessoal do Broken Social Scene) e até Jane Birkin !!!

Ufa! É pena que eu só fiquei conhecendo ‘Let it Die’ em 2006 porque ele seria fácil candidato a um dos melhores discos de 2004. Com 11 músicas, o disco começa com a voz doce de Leslie em “Gatekeeper”, em seguida emenda na simples “Mushaboom” que revela toda criatividade da banda que toca com ela. Com belas letras românticas em todo disco, “Mushaboom” é uma serena ode ao amor caseiro, aquele de dedicação de quem o pretende eterno. Leslie segue impressionando: “One evening” foi a primeira música que ouvi da moça que toca com o pessoal do Broken Social Scene, como ela me foi apresentada.

Mesmo com toda imparcialidade de alguém que adora BSC, Feist me tomou o coração. Misturando vocais à la P.J. Harvey com deusas como Nico, Marianne Faithfull, Jane Birkin e Françoise Hardy, a música de Feist esbarra no R&B e nas girl-groups dos anos 60. Com jogo ganho, a outra metade do disco continua inebriante, com músicas em francês e uma versão para “Inside Out” dos Bee-Gees.

Em “Monarch”, o som de Leslie ainda não estava lapidado. Dele se destacam a faixa que abre o disco, “It’s Cool to Love Your Family” e “Flight #303″.

Agora em 2006, a gravadora de Feist lançou uma coletânea de faixas extras e remixes chamada “Open Season”. As bacanas desta coletânea são os remixes de “Mushaboom”, “One Evening” e “Gatekeeper”, alguns bem tecno e a faixa de Feist com Jane Birkin “The Simple Story”. Não é o melhor cartão visitas, tente começar por “Let it Die”.

Feist agradaria em cheio ao público do Tim Festival. E aqui no Brasil ela tocaria sem problemas em rádios “adulto contemporrâneo” como Antena 1, Paradiso FM, Globo FM, encaixando bem ao lado de Sade e afins.

“Let it Die” pode ser comprado por R$30 apenas na http://www.peligro.com

Saiba mais em http://www.listentofeist.com

Algumas felizes semelhanças:

feist-clones.jpg

E um quiz: temos acima a esquerda a bela Leslie Feist.

Quem são as outras 4 à direita?
- ao lado de Leslie, uma cantora francesa que fez dueto com Damon do Blur numa música do disco “Parklife”de 1994

- a do meio também é francesa, fez dueto com Leslie e foi namorada de um famoso cineasta.

- a 3ª é americana, acaba de lançar um disco, já veio ao Brasil.

- a da direita é mito do rock e ex-namorada de Tom Verlaine do Television. quem acertar o nome deste time de beldades, ganha um cópia em CDR do “let it die” respostas nos comments please.

Postado 19/05/2006 às 20:34

Teatro Odisséia, 16 de maio de 2006

Noite de terça-feira, chuvosa e fria pros padrões cariocas. Se o público local já é temperamental nos dias mais quentes, aquela noite prometia enfiá-los debaixo das cobertas para no dia seguinte acordar cheios de disposição, sentar no computador e reclamar em blogs e listas que a cidade maravilhosa é um túmulo do rock, que nada acontece, blá-blá-blá

Os poucos mais de 100 presentes entretanto, banquetearam-se com shows de Supercordas, Verbase, Jess Saes e Luisa Mandou Um Beijo. Vale ressaltar que o único representante “oficial” da imprensa era Pedro Omar do site SenhorF. O resto da galera estava no Prêmio Multishow…pfffff ! Não é por acaso que ezines batem os grandes jornais e revistas (Globo, JB, Bizz) há alguns anos no quesito informação relevante.

odisseia-16maio06-supercordas.jpgO show começou com um atraso não previsto de 1h. Tudo por conta do tal assalto com reféns que aconteceu na Lapa na mesma noite. Trânsito parado, pessoas atrasadas. Supercordas (na foto) subiu ao palco com set reduzido, antes exibiram o clipe. Tocaram músicas que eu conheço, da época de “Pior das Alergias” e “Da Órbita de um Sugador”, e algumas novas. Arrancaram elogios de todos.

Verbase veio em seguida. É impressionante o quanto Anderson e cia. são safos. Nunca passam som, sempre chegam na hora combinada, sobem no palco e tocam com extrema competência! O clipe de “Quando ela chegar” foi exibido antes do show e em breve estará naodisseia-16maio06-verbase.jpg MTV. No meio do set, uma surpresa “She bangs the drums” do Stone Roses. Ao contrário de uma dezena de bandas indies que acham que tocar um hit de uma banda super conhecida não é cool o suficiente, o Verbase acertou na mão e, mesmo sendo um trio, executou com perfeição o clássico. Pra terminar, um pedacinho de Slayer, só pra lembrar o Algumas Pessoas de 2005.

Uma das atrações da noite era o show do Jess Saes, que estava finalmente fazendo seu show de lançamento do cd de estréia. Luzes baixas, um telão no fundo e projeções de clássicos como “Mad Max”, “2001 – A Space Odissey”, “O Processo”, “Barbarella”, “Blow Out” eodisseia-16maio06-jess-saes.jpg “Dr. Mabuse”. Tocaram o disco quase na íntegra, trocando “Nebulosas” por “Palavras Azuis”. A potência costumeira, a experiência de palcos nem sempre adequados e, apesar da gripe do baixista Francisco e da impossibilidade de testar o som antes do show, Jess Saes apresentou mais uma vez um show hipnótico do começo ao fim. Sempre que me perguntam como é o som e eu digo progressivo, torcem o nariz. Tudo bem, posso estar falando besteira porque nem conheço rock progressivo direito e nunca vi um show destas bandas, mas é o que me lembra e eu acho bom. Pros indies xiitas, pense em Quickspace, ou num Spacemen 3 bem mais pesado. E o show é isso, quem embarca, viaja.

odisseia-16maio06_luisa-2.jpgJá eram quase 2h da manhã de quarta feira quando o Luisa Mandou Um Beijo subiu ao palco. Metade da platéia inicial ainda estava no Odisséia. Foi ai que eu não resisti e subi ao microfone para contar a historinha do 1º show do Sex Pistols em Manchester. Quem conhece New Order, Factory, sabe do que eu estou falando. E foi um elogio. Antes do show do Luisa, exibiram os clipes de “Amarelinha” e “Guardanapos”. Quem ainda não viu, basta descer algumas postagens pra baixo e ver. Com a baterista Fernanda substituindo o titular Luciano, o show contou um set com músicas do 1º disco e poucas novidades, entre elas a não tão nova “Lidia Traída” que é uma versão em português de “I don’t want” da Pelvs. 3h da manhã e mesmo terminando o show com “Anselmo”, o público pediu bis.

Postado 18/05/2006 às 20:04

Dinamite neles !

bandeirao-curitiba.jpg

venha quem vier!
2 mantos sagrados no Couto Pereira.
só falta o maraca!

Postado 17/05/2006 às 20:02

Boca de urna

Tá no ar o 3º ou 4º Prêmio Dynamite de Música Independente. Não tenho certeza desde quando ele acontece mas precisa ser dito que temos a impressão que mais uma vez o midsummer madness lançou moda neste quesito “prêmio indie”.

urna3.gifEm 2001 a gente inventou o Indie Destaque. Não era para ser sério, afinal com Mario Marques concorrendo a Indie do Ano e vencendo com 49% dos votos… Naquele mesmo ano a revista Dynamite divulgava a premiação deles. Hermano Vianna veio por pilha de que eu deveria fomentar o prêmio e torná-lo representativo.

Não pode ser um país sério né?

Mas enfim, o fato é que depois do Indie Destaque surgiram Prêmio Dynamite, Prêmio London Burning, Prêmio Recife Rock. Surreal mesmo foi em 2005 quando o Prêmio Dynamite teve patrocínio da Claro.

A gente fez Indie Destaque 1 (2001), 2 (2002) e o último aconteceu com os melhores de 2003. Resolvemos dar um tempo porque as votações viraram motivo de spams. Algumas categorias tinham 5000 votos, ou seja, mentira. Quando o site novo entrar no ar, pode ser que o Indie Destaque 4 (com os melhores de 2006) volte.

Enquanto isso, nossas indicações e considerações para voto no Prêmio Dynamite:

Álbum Rock: votem no Sapatos Bicolores. Se bem que votos nos Walverdes, Forgotten Boys e Dead Rocks serão perdoados. Só não pode votar no Cachorro Grande.

Álbum Indie Rock: antes de mais nada, esta categoria é uma aberração. Mas aqui o voto é mais fácil pois só pode ser um: Jess Saes. Todos os outros discos são uma bosta! :)))

Álbum Pop: vale votar no Cadão Volpato, no Cidadão Instigado e no Ronei Jorge. Não serão aceitos votos em Seychelles, Plato Dvorak, Ludov e Cansei de Ser Sexy (que deveria estar em Eletrônico). Também não entendi o Catedral nesta premiação. Será que eles vão começar a tocar no hangar 110?

Álbum de Heavy Metal: meu voto vai para qualquer do Black Sabbath. Ah, não tá concorrendo? então vote em qualquer um destes com nomes engraçados: Tuatha De Danann (que é de Varginha, MG e não da Estônia, nem de outro planeta), Rygel, Lothlöryen (que é uma parada meio RPG). Melhor ainda é outro chamado Espada Negra! Noooouussa! Só não pode votar no Massacration, porque isso eu descobri com meus amigos metaleiros: Massacration desrespeita a cena metauuuu.

Álbum de Punk / Hardcore: competindo arduamente por nomes de bandas ridículos, eu votaria em Merda, Dr. Bacalhau ou Frenetic Trio, que se fosse banda disco, eu acreditaria.

Álbum de MPB: porra, Alceu Valença? Gal Costa? Maria Bethania? Seu Jorge? será que eles vão lá receber o prêmio? Se forem, eu voto neles.Como eles não vão, votem na Céu. MPB é chato, votem na mais chata.

Álbum de hip hop: Quinto Andar com “piratão”. Não tem dúvida. É bom, é de Niterói. Ponto Final.

Álbum de Música Eletrônica: Chambaril, lançado pelo pessoal da Coquetel Molotov. Bom peceber que a Dynamite tá considerando CDR e álbuns de MP3 como discos, acho perfeito! Quem votar no Que Fim Levou Robin é boiola.

Álbum de Reggae: boiei. votem em quem vocês quiserem Revelação: outro voto fácil: Vanguart.

Álbum Internacional: aconteceu de novo… a Trama, a Sum, a Deck, a Biscoito Fino concorrendo de igual pra desigual com gravadoras indies… Mas enfim, só de sacanagem, meu voto vai pra Slag com Arcade Fire.

Selo ou gravadora: quem votar em outra gravadora que não o midsummer madness será amaldiçoado para todo sempre!

Veículo Online: todos muito legais, mas meu voto vai pro brother Bruno Natal, do URBe, que é chato como eu.

Veículo Impresso: ainda existe isso? Ah claro que existe! outro voto certeiro! Coquetel Molotov! Não vamos perdoar voto em outro folhetim.

Programa de TV: categoria injusta, tem vários programas que eu não conheço. Mas se tem um que merece é o Alto Falante, do Terence. Os caras estão em todos eventos que realmente importam !

Programa de Rádio: não sei, mas votos pro vascaíno Ronca Ronca tão valendo.Só não pode votar em nada da 89FM.

Casa de Shows Alternativos: casa de shows alternativos? meu pai diria que é puteiro de travesti mas enfim, como sabemos que é uma coisa mais sofisticada que isso, outro voto sem dúvidas, Teatro Odisséia.

Evento: outra categoria injusta: Tim Festival junto com Festival Calango? Nokia Trends? Skol Beats?? Claro Que É Rock ????? desde quando estes festivais de marcas são independentes?????

Personalidade: hahahahahahahahahah só está errado onde diz que eu tenho programa na rádio Viva Rio. A rádio acabou.

Ano que vem, depois deste post, vai estar assim: Rodrigo Lariú é um dos grandes péla-sacos do da cena independente no Brasil…Mas aê, ajuda eu ganhar que vou lá falar umas verdades. http://www.dynamite.com.br

Postado 16/05/2006 às 19:43

Quero ver todo mundo lá

flyer-odisseia-verso-jess-s.jpgflyer-odisseia-frente-jess.jpg

quem quiser pagar mais barato (R$7 – lista amiga), favor deixar nome e sobrenome nos comments (sem sobrenome nem adianta…). Lista vai até terça feira, dia 16 de maio, meio dia. Quem for entrar pela lista amiga tem que chegar até 22h e levar identidade. Então, se você já colocou seu nome na lista amiga do Orkut, não precisa repetir aqui. Thanks!

Postado 13/05/2006 às 19:41

Passeando enquanto seu lobo não vem

Por ai no mundo internérdico.

embromation rules ! – http://www.cognatas.dromma.org/ dos lixos que chegam pelo Orkut, este até que é engraçado. Sabe aquelas músicas em inglês que a pronúncia se parece com algo em português? Aqui neste site tem uma lista disso, com trechos dos áudios para você comprovar.

casa da matriz – http://matrizonline.com.br a produtora das festas Loud, do Teatro Odisséia, do Casarão Cultural, da Drinkeria Maldita, da Casa da Matriz montou um site para centralizar tudo. Pelo formato do site, provavelmente vai ter até um mini Orkut no Clube Matriz.

Postado 11/05/2006 às 19:35

O dever do direito de resposta

sobre o assunto de 07 de maio, do texto da Maria Luiza Kfouri, um adendo dela por email:

Rodrigo:
Respeito teu ponto de vista quanto ao dízimo, principalmente no que tange ao aspecto de que quem não quiser que não assine o contrato. Mas acho que você reduziu meu artigo só a este ponto enquanto grande parte dele se bate contra a preguiça, a monocultura, o desprezo por nossa riqueza musical. O dízimo é mais um entre os muitos ângulos desta história.

Um abraço Maria Luiza

Postado 10/05/2006 às 17:10

Grant McLennan 1958 – 2006

grant-mclennan.jpgFaleceu sábado dia 06 de maio de 2006 o guitarrista e vocalista australiano Grant McLennan, da banda Go Betweens.

Como assim!? É injusto alguém tão talentoso e com apenas 48 anos morrer sem estar com a cara estampada em camisas e revistas como Kurt Cobain. Me choca muito mais a morte de McLennan do que a de Cobain, me fará muito mais falta alguém que compôs “Cattle & Cane”, “That Way”, “Was There Anything I Could Do”, “Caroline and I”.

Minha estória com Go-Betweens é recente mas é de um daqueles arrebatamentos devastadores. A primeira música que eu ouvi do Go Betweens foi justamente “Cattle & Cane” só que cantada pelo Wedding Present. Isso foi em meados dos anos 90. Só em 2001, quando eu ouvi a versão original do GB, é que a banda de McLennan e Robert Forster me chamou atenção. Por coincidência , 2 anos antes a banda havia voltado de um sumiço de 11 anos com o excelente “The Friends of Rachel Worth”. A coletânea “Bellavista Terrace” havia sido lançada no Brasil via Beggars Banquet / Sum Records. Vasculhar a carreira deles foi moleza, não há 1 disco ruim em sua extensa discografia:
gb1.jpggb20.jpggb4.jpggb5.jpggb6.jpggb7.jpggb8.jpggb9.jpg

Send Me a Lullaby (1981)
Before Hollywood (1983) – traz “cattle & cane” e “that way”
Spring Hill Fair (1984)
Liberty Belle & the Black Diamond Express (1986)
Tallulah (1987)
16 Lovers Lane (1988) – com “Streets of Your Town”
The Friends of Rachel Worth (2000)
Bright Yellow Bright Orange (2003) – com “Caroline and I ”
Ocean’s Apart (2005)

That Striped Sunlight Sound (2006) – uma coletânea em DVD gravada ao vivo em Brisbane, 2005, permanece agora como último registro de McLennan para o GB

Minha adoração por Go Betweens foi tamanha que numa viagem a Londres em 2003 eu marquei uma reunião na gravadora Circus Records (hoje Lo-Max Records), representante do GB para Europa e resto do mundo. O objetivo era lançar “Bright Yellow Bright Orange” no Brasil via midsummer madness. Seria a 2ª banda gringa depois do Telescopes. Neste disco está a música “Something for Myself” que tem a frase:

want to go to Brazil and see how the people move, in that town.

Eu tenho certeza que a cidade a que ele se refere é o Rio de Janeiro… e eu sonhava com um disco do Go Betweens sendo lançado por uma gravadora surf, carioca como nós do midsummer madness!!! Como um australiano poderia se referir à outra cidade no Brasil? A única competição possível neste caso seria com Florianópolis… mas ai seria fácil conseguir um show lá via Bianchini. Eu queria lançar o disco e trazer Forster e McLennan para o Brasil, levá-los à praia, pegar onda, quem sabe. A gravadora estava pouco interessada, me enrolaram por 2 anos até “Oceans’ Apart” ser lançado ano passado. A Lo-Max ofereceu o lançamento deste CD no Brasil ao midsummer madness, à Slag e até à Trama… eu continuo achando que havia uma mensagem cifrada do GB pedindo para ser lançado aqui no Brasil… veja o título do disco: oceans apart, que pode ser traduzido em separado por oceanos.. ma$ agora a gente não podia mai$ lançar. No último email enviado a mim pela Lo-Max dizia-se que a Deck (!) estava interessada. Tomara que lançem, o disco é outro clássico.

McLennan também tem discos em carreira solo, mas estes eu ainda não ouvi. Ele morreu dormindo, de causas ainda não divulgadas. A partir de sábado o mundo é mais sem graça, menos surf, menos delicado. Como epitáfio, eu deixaria “That Way”, de 1983, do disco clássico “Before Hollywood”

THAT WAY
In search of a new voice
you burnt all your lyrics
And flew to a new town.
“One of the Has Beens”
That was your phrase
But what about Show-Biz?
That way That way That way
In my apartment
Six white horses
Wood turns electric
Inspired by shadows
Driven by tears
You won’t rest,
till you’re back on the boards.
That way That way That way
Or nothing at all
I hear it’s cold now
The worst one on record
Hope that you keep warm
I guess I’ll be leaving
Now is the best time
On the Atlantic we’ll all climb
That way That way That way
Or nothing at all

Postado 09/05/2006 às 14:47