random songs

\ZINE\

Podcast Misturinha especial midsummer madness

O podcast Misturinha, produzido por Jenner (do JMX) dedicou parte de uma programa às bandas do midsummer madness. O Misturinha # 86 , só com artistas brasileiros, abriu com quase meia hora de bandas do mm. Tocou Motormama novo, remix de Luisa Mandou Um Beijo; Casino, Valv; The Gilbertos; Pelvs novo; Nervoso e Fellini. O restante do programa ainda traz maravilhas como Cliff Campos; Second Come; Chance e outras bandas.

Para ouvir, http://www.efeitocoletivo.com/blog/

Postado 01/10/2006 às 23:46

33 músicas – 1/3 final

1994 foi o ano que eu começei a estagiar na MTV. Foi também o ano que o Raimundos me deu uma demo e eu achei que aquilo jamais daria certo… 1994 foi o ano que a Drivellers acabou, que o Second Come acabou e disso surgiu o Stellar. Mas o ano mesmo foi sexy, por causa de Dummy do Portishead. E deles, eu fico com Sour Times. stellar1.gif

1995 não teve nada que eu lembre agora mas os discos… Sebadoh – Harmacy, Stereolab – Emperor Tomato Ketchup, Tortoise – millions now living will never die. Mesmo assim, melhor música deste ano quem lançou foi o midsummer madness: Stellar Sometimes the Things Can’t Be Said. com a demo Thrumming Soothingly – eu fico com a música

1996 reelege o presidente Clinton. Neste mandato ele seria chupado. Teve olimpíadas em Atlanta, muito sem graça. Internet começou a acontecer entre meus amigos. Todo mundo tinha Netscape 3, acessava emails pelo Eudora, modem de 56 kbps era um luxo ! Belle & Sebastian foi uma das sensações indie a virar unanimidade nas listas. Do 2º disco deles, lançado neste ano, Get Me Away From Here (I’m Dying).

1997 o Vasco foi campeão brasileiro pela 3ª vez ! Precisa mais??? Precisa: foi o ano que lançamos nossos primeiros CDs, Pelvs Members to Sunna e The Cigarettes Bingo, ano também que colocamos o site www.mmrecords.com.br no ar. Ano que virei funcionário na MTV. Nada melhor que Radiohead (OK Computer), No surprises.

1998 foi um ano esquisito. O Brasil perdeu a Copa sem nem ter merecido chegar a final. Eu passei mais tempo viajando do que na minha casa e começaram a comercializar o Viagra (heim? e dai?). Este foi o primeiro ano do festival Algumas Pessoas tentam te Fuder. O bom foi que o Vasco foi campeão da Libertadores da América.O Ano foi tão esquisito que o Stone Roses lançou seu 2º disco: Second Coming, dele Begging You

1999 trouxe o frisson do começo do fim de século. Era um tal de bug do milênio pra lá e pra cá… um saco. Lançamos o The Gilbertos, para muitos, um elo perdido da boa música brasileira. Deste disco, Baby Is Not At Home.

2000 teve show do Stereolab com Stellar abrindo no festival Algumas Pessoas Tentam te Fuder. Neste mesmo ano também teve Sonic Youth no Free Jazz, quase me matam do coração tocando Death Valley 69 e Teenage Riot. Foi um ano bom de CDs com Mojave 3, Black Heart Procession, Avalanches, Calexico, Grandaddy, Clinic, Belle & Sebastian, Tosca, Badly Drawn Boy… mas eu fico com Primal Scream, e o excelente XTRMNTR – Swastika Eyes.

2001 foi a vez do Yo La Tengo e do Mudhoney tocarem no Rio de Janeiro. Ninguém fez contato como Kubrick prometera. Derrubaram as torres, eu vi ao vivo. A Pelvs lançou o Peninsula, e dele eu escolho backdoor.

2002 nós ganhamos a Copa, foi divertido acordar de madrugada para assistir aos jogos. O Luna veio fazer turnê por aqui e a Pelvs abriu vários shows deles. Quem também veio foi a Cat Power. Saiu neste ano um dos melhores discos da década… e eu só fui perceber em 2005 – Broken Social Scene, You Forgot It In People. Daqui, Anthems for a Seventeen Year Old Girl.

2003 o Fellini tocou na 1ª edição do Tim Festival, ex Free Jazz. Foi engraçado, tocaram no mesmo palco do White Stripes. MP3 já era realidade pra muita gente. Neste ano foram lançados discos incríveis como M83 – Dead Cities… ; Manitoba – up in flames; Clientele – violet hour. Eu fui a Londres, vi show do REM em Brixton Academy, do Libertines e do Stands. Conheci o povo gente fina do Fiel Garvie. M83 don’t save us from the flames.

15-anos-vrs-letier-lariu.jpg2004 MTV virou passado. Foi o ano que comemoramos 15 anos de midsummer madness lançando 4 CDs: Nervoso, The Book’s, Valv e The Gilbertos. A comemoração foi um Algumas Pessoas tentam te Fuder genial com 11 bandas no Teatro Odisséia. Teve Pixies em Curitiba e Walkmen em natal, gostei mais do Walkmen. Eu ainda não conhecia mas neste ano saiu Let it Die, obra-prima da Feist. Deste disco, One Evening.

2005 foi ano passado. Lançamos CD do Luisa Mandou Um Beijo. O site saiu do ar e ainda não voltou (shame on me!) Teve Mercury Rev em Curitiba, com certeza o melhor show que já vi na minha vida. E deste disco, Vermillion.

2006 ainda não acabou. Fiz 33 anos, tipo 33 rpm de vinil. Até agora nada me convenceu o suficiente. O site novo quando entrar no ar vai mesmerizar e alguns CDs estão a caminho, como pelvs, motormama e outros

Postado 09/06/2006 às 0:05

33 músicas – segundo 1/3

jesus_and_mary_chain.gif1985 não deixa dúvidas também: Jesus & Mary Chain lança Psychocandy. Eu acho este disco o mais revolucionário na história do rock da minha vida. Acho que fui escutá-lo em 1986 ou 1987, quem me emprestou o vinil foi a Bia (Stellar). Eu era surfista rock mas não estava acostumado àquele nível de distorção. Pra mim, o punk realmente começou ai. Só fui escutar Sex Pistols ou Ramones depois de já ter sido apresentado ao JAMC. Por isso ele é o disco mais revolucionário na minha história rock. Muito difícil escolher uma música apenas mas fico com Never Understand.

1986 também é um ano complicado de se escolher disco. A Creation já existia há 3 anos mas foi somente em 1986 que os primeiros Felt sairam pela gravadora de McGee. Mesmo não sendo os melhores discos da banda, Forever Breathes the Lonely Word e Let the Snakes Crinkle their Heads to Death são estupendos. Eu fico com a música All the people I like are those that are dead, do Forever Breathes…

mybloodyvalentine.jpgo bicho estava pegando na Inglaterra de 1987 depois que o jornal NME lançou a cassete C’86 com um monte de banda boa: Primal Scream, Bodines, Pastels… Mas ninguém bate a produção do my bloody Valentine neste ano. Conseguiram, em 87 apenas, gravar os EPs Strawbery Wine, Ecstasy (que depois, juntos, formariam o álbum Ecstasy & Wine) e Sunny Sundae Smile. Destes EPs, eu fico com Strawberry Wine.

mas não era apenas na Inglaterra. 1988 é quando o Dinosaur Jr. lança seu 2º disco, Bug. Neste ano o Galaxie 500 também lança Today. Eu estava entrando no 2º grau, dai a 3 anos estaria passando para a UFRJ. Minha discoteca já era bem próxima do que eu escuto hoje: Sonic Youth, Velvet Underground, Smiths, Jesus & Mary Chain. Embora eu ainda não conhecesse, 88 é bem mais legal com Freak Scene.

1989 é um ano especial ! Foi quando o fanzine midsummer madness começou a ser feito. Eu me lembro bem de uma tarde modorrenta, sentado no meu quarto olhando a belíssima paisagem (eu morava em Niterói, com vista para a Baia de Guanabara e todo Rio de Janeiro) e entediado com a rádio, com as revistas, com os discos… A Bia tinha me mostrado uns fanzines, dai resolvi fazer um. Já citada em cima mas ainda desconhecida por mim, Galaxie 500 viria a ser uma das maiores inspirações dos primeiros anos de mm. Só vim escutar o lindo On Fire em 1991 mas como ele saiu em 89, pra este ano fico com Strange.

1990 nós perdemos feio na Itália. Foi também o ano que eu passei minhas manhãs e tardes estudando: eram pelo menos 10h por dia!! Isso sim é CDF ! Neste ano eu já estava me correspondendo com vários fanzineiros e já conhecia 2 bandas incríveis de Niterói: Squonks (onde tocavam Leandro, futuro Stellar, e Simone, futura Autoramas) e Second Come. Como esta dispensa apresentações, eu escolho das demos deles deste ano Violent Kiss.

1991-year-punk-broke.jpg1991 eu me mudei para o Rio de Janeiro, entrei na Comunicação da UFRJ e o Collor já era presidente. A faculdade começou mal, com professores se aposentando com medo da privatização do Collor. Tive logo de cara 4 meses de greve. Tempo que eu passava na loja de CDs importados recém aberta em Ipanema, a Spider. Começava a ficar um pouco mais fácil ter acesso à música boa, apesar de caro. Meu esquema cruzava troca de cartas com pessoas de todo país, gravação de CDs, vinis e cassetes para amigos de quem recebia o mesmo em troca, xerox e recortes de jornais e revistas nacionais e importadas sobre as bandas prediletas. Hoje, em dias de internet, vocês podem não acreditar, mas eu ainda tenho 4 ou 5 gavetas grandes cheias de recortes, cartas e xerox de matérias desta época. Neste ano era lançado Nervermind do Nirvana, Loveless do my bloody Valentine e Bandwagonesque do Teenage Fanclub. E é dele que eu escolho Is This Music.

em 1992, depois de tanto pentelhar, eu comecei a trabalhar na Spider. Neste ano também conheci as próximas melhores bandas do midsummer madness pós-Drivellers, Second Come e Squonks. Conheci brincando de deus, Cigarettes e Pelvs. Foi neste ano também que o Pixies começou a acabar depois de lançar o punk Trompe Le Monde em 1991 e ir abrir turnê do U2 em 1993. Mas deste ano o melhor é Pavement, Slanted & Enchanted, a música Summer Babe

1993 teve o Juntatribo. Também foi o ano que o Second Come gravou seu 2º disco e a Pelvs lançou seu primeiro. Acho que foi neste ano que eu vi pela primeira vez o que era internet: num laboratório da CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear; um super computador, linguagem de programador, uma telinha verde-fósforo, um barulho de telefone com defeito… e pensei: Isso não vai funcionar nunca! E como sempre, quando eu penso isso, o que acontece? … Um que eu disse q ninguém ia gostar é a minha escolha de 93 – Tindersticks, do primeiro, a bela City Sickness.

to be continued

Postado 02/06/2006 às 23:26

33 músicas – primeiro 1/3

Era para eu ter postado isso dia 29 de maio, quando fiz 33 anos. Mas não deu tempo.
Vai agora.

iggy-pop-the-stooges.jpgNasci em 1973. É claro que naquele ano eu não escolhia as músicas que ouvia, ia na cola da minha mãe, que, pelo que sei, ouvia muito Chico Buarque, Beatles e Gilberto Gil. Mas neste mesmo ano sai Raw Power, do Stooges. Terceiro disco da banda, à beira de um colapso, com Bowie produzindo. E o disco começa logo com Search & Destroy… apesar de ter Let’s Get It On de Marvin Gaye e Angie dos Rolling Stones no mesmo ano ocupando as primeiras posições na Billboard Top 40, não posso deixar de escolher Iggy Pop, Ron Asheton, Dave Alexander e James Williamson. Eu estava fadado a optar pelo não-top-40 mesmo gostando de alguns hits.

Em 1974 eu já morava em Rondônia, àquela época, ainda um Território Federal. Alguém ai lembra o que era isso? Bem território federal era quase que um puxadinho, nem estado era. Não tinha governador, não tinha deputados, prefeitos ou vereadores. Enfim, a selva! Ano de Elton John e Bruce Lee mandando, eu fico com um registro do Velvet Underground de 1969 lançado em vinil duplo em 1974, 1969: Velvet Underground Live. Esta versão ao vivo de Ocean, no volume 2, com 10 minutos de duração é linda:
I am a lazy son
I never get things done
Mostly they ho-ho-holler
But here comes the waves
Down by the shore
Washing the eye of the land
That has been

1975 eu quase fui engolido vivo por uma sucuri de 10 metros que entrou na nossa casa em Porto Velho. Neste ano; minha primeira escolha saindo do Top 10:Mandy, de Barry Manilow ficou algumas semanas no #1 de parada em 1975 e é uma balada lindíssima, depois regravada por Drop Nineteens.

apple-computer.gif1976 é o ano que a Apple Computers foi fundada, que a nave não tripulada Viking 1 pousou em Marte e que o Concorde fez o primeiro vôo comercial de Londres até Bahrein. É o ano também que Lou Reed largou o wild side e voltou a fazer discos bonitinhos, como Coney Island Baby, de outubro de 1975, que tem uma capa incrível, a música She’s My Best Friend:

She’s my best friend,
certainly not your average girl
Yeah, she’s my best friend
She understands me when
I’m feeling Dow-dow-dow-dow-dow-down

1977 . Oras bolas, Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols, que eu fui comprar somente em 1987. Uma música? Difícil mas gosto muito de Problems

Terminando a trilogia Berlim, eu já era um rapaz de 5 anos de idade. Provavelmente estudava no Chapeuzinho Vermelho. Imagina as crianças sentadas em torno da vitrola ouvindo Heroes, de Bowie, gravado por Brian Eno com Robert Fripp na guitarra? Ficariam quietinhos? Heroes, do disco Heroes de David Bowie, lançado em outubro de 1977 é a minha escolha pra 1978.

ian-curtis.jpgem 1979, ou você era discoteca ou você era punk. Aqui no Brasil, tudo meio amalucado, os punks eram filhos de diplomatas em Brasília, mas, wha’da’hell, tinham bom gosto pelo menos. Neste ano saia o primeiro do Joy Division, com algumas músicas clássicas já antigas para a banda, mas como é o primeiro oficial, dele escolho I Remember Nothing.

Me in my own world
and you there beside
the gaps are enormous
we stare from each side
we were strangers from way too long

1980, década nova, se não estou enganado, Rondônia deixou de ser território federal e virou estado. Meu pai virou secretário de saúde da selva. Reagan foi eleito e Rambo virou realidade, compact disc foi lançado pela Phillips e John Lennon morreu. Lembro que minha mãe chorou muito, Imagine tocava o tempo inteiro na TV e no rádio…Mas eu fico com Damned, em seu 4º disco, Black Album e a faixa de abertura Wait for the Blackout

1981 eu ainda estava em Rondônia, com meus pais loucos para voltar para Niterói… Eu mal imaginava mas na Inglaterra o mau gosto começava a imperar. Segundo os leitores do Melody Maker, o top 10 era
1- Heaven 17 – Penthouse and Pavement
2 – Elvis Costello – Trust
3 – Elvis Costello – Almost Blue
4 – Squeeze – East Side Story
5 – The Police – Ghost in the Machine
6 – The Human League – Dare!
7 – New Order – Movement
8 – Soft Cell – Non-Stop Erotic Cabaret
9 – Spandau Ballet – Journeys to Glory
10 – Brian Eno & David Byrne – My Life in the Bush of Ghosts
Eu fico com Echo & the Bunnymen, em seu segundo disco, A Promise:
You said something will change
We were all dressed up
Somewhere to go
No sign of rain
But something will change
You promised

sele82.jpg1982 foi o ano da seleção canarinho, uma das melhores que já tivemos. Vi os jogos da primeira fase e oitavas de final em Porto Velho. Mas no dia do jogo com a Itália de Paolo Rossi eu e minha irmã estávamos num avião da Varig indo para Disneylândia! Eu não estava nem ai quando o piloto anunciou em pleno vôo que tínhamos sido desclassificados. Mais tarde eu entenderia isso. Entenderia também Planet Rock com Afrika Bambaata

em 1983 mudamos de volta para Niterói. Foi um ano engraçado, onde tudo era novo, a FM tinha milhões de estações, a Tv também, a luz não acabava às 10 de noite, entrei nas aulinhas de inglês e tropecei várias vezes nos gelos bahianos. Mas pra que diabos eles colocavam estes paralelepípedos em cima das calçadas? Difícil também é escolher uma música para este ano com o álbum Record do PIL, Synchronicity do Police, Whammy! do B52′s, Babe’s in Arms do MC5 e Murmur do REM… mas eu fico comThis is the Day do The The

1984 eu já escolhia o que queria ouvir. Tinha 11 anos, morava em Niterói, escutava a Fluminense FM e assistia ao programa de Tv Realce. Neste mesmo ano saiu The Smiths, o primeiro de Morrissey e Marr. Não é a música deles que eu mais gosto mas foi a primeira que eu ouvi:Still Ill. Smiths é marcante pois foi a primeira banda que eu escolhi como minha banda. Não era por causa do meu pai, da minha mãe ou dos meus tios. Smiths eu ouvi e gostei. Eu era surfista – rock.

to be continued…

Postado 01/06/2006 às 22:23

A revolução não será televisionada

Notícia legal, editada por mim com o que interessa, excluindo o excesso de adjetivos da jornalista.

Trama Virtual vira programa de tevê
O Estado de S. Paulo – 31/5/2006- Por Adriana Del Ré

(…) A parceria foi firmada com o canal por assinatura Multishow e a primeira série do programa Trama Virtual, com 13 episódios, começa ir ao ar a partir do dia 2 de julho.

(…) O formato já chegou pronto para a direção do canal. Com uma linguagem dinâmica e meia hora de duração, a versão para a TV é feita de cinco quadros fixos: o Ao Vivo, que mostra a performance ao vivo dos artistas, além de uma entrevista; o Banho de Estúdio, emque uma banda de garagem tem oportunidade de entrar num estúdio profissional pela primeira vez; o Arquivo, que resgatará trechos de antigas entrevistas e apresentações (muita coisa pinçada do programa Ensaio, da TV Cultura); o Reportagem, cujo forte são matérias diversas sobre o cenário independente; e o Visitando a Cena, que abriráespaço para a cobertura de eventos, shows e festivais. Haverá ainda curtinhas com a equipe de conteúdo do site Trama Virtual dando dicas sobre o que ocorre de interessante na cena independente.

(…) No Multishow, será exibido todos os domingos,a partir das 18 horas, com reapresentações ao longo da semana.

Postado 31/05/2006 às 21:22

Luisa Mandou um Beijo e Nervoso estreiam clipe na MTV

Mesmo que você já tenha visto o clipe no YouTube, vale prestigiar. Veja o que avisa o Fernando, da banda Luisa Mandou Um Beijo:

Pessoal,
temos duas boas novas sobre a Luisa mandou um beijo:
1) Estréia do clipe de “Guardanapos” na MTV – Oficialmente tá marcado para passar na quinta-feira, 1, no programa LAB, que é exibido à 1h, 7h e 20h30. Porém, me disseram que o clipe passou também ontem (segunda) no programa “Banda Antes”, que é reprisado hoje(terça) às 16h. Deve passar em breve também no Ya Dog, sem previsão de data.

2)Ensaio aberto da Luisa na sexta – Venha conhecer o repertório do disco novo da “Luisa mandou um beijo”, que está em fase de pré-produção. Vamos fazer um ensaio aberto com entrada franca nesta sexta-feira, 2, entre 22h e 24h em um estúdio em Botafogo. Vamos tocar só músicas novas! Se você quiser ir, responda a este email e lhe enviaremos o endereço onde será o ensaio! Como o estúdio é relativamente pequeno, estamos limitando o número de convidados.
Abs! Fernando
– guitarrista da “Luisa mandou um beijo”

nervoso-e-os-calmantes-2.jpgA MTV avisa que o LAB inédito é o de 1h da matina de quinta 01/06, os LAB de 7h e 20h30 do mesmo dia são reprises. O importante é que vc veja e peça mais! Dia 05 de junho, segunda, estréia o clipe de “O Percurso” do NERVOSO E OS CALMANTES, no mesmo esquema: programas BANDA ANTES, LAB e YA! DOG.

Postado 30/05/2006 às 20:52

Banquete aos olhos e aos ouvidos

feist-logo.jpg

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Quem me apresentou à música de Leslie Feist foi a amiga Marina, nas férias passadas, quando todos os amigos alugaram uma casa paradisíaca em Teresópolis. Era a trilha sonora perfeita para manhãs de Sol e vagabundagem à beira da piscina e noites estreladas, regadas à álcool, amigos e outros aditivos.

A esta altura você já deve ter ouvido falar de Feist: se você pronuncia “faist”, significa banquete, mas se você pronuncia “fêist”, também está certo porque é o sobrenome da moça. Leslie é canadense, começou a tocar numa banda chamada Placebo (não, não é aquela), tocou em outra banda canadense chamada By Divine Right quando, paralelamente, lançou seu primeiro disco, “Monarch” em 1999.

Em 2000, Leslie mudou-se para Toronto e dividiu apartamento com Peaches, sim, aquela louca que veio ao Tim Festival em 2003. Em 2001, como se já não tivesse variado bastante, Leslie juntou-se aos conterrâneos do Broken Social Scene com quem gravou o clássico de 2001 “You Forgot it in People”.

Entre este lançamento e 2004, quando Feist lançou seu melhor disco, “Let it Die”, a moça ainda colaborou com Renaud Letang (que toca com Manu Chao), Kings of Convenience, Apostle of Hustle (que é outra banda do pessoal do Broken Social Scene) e até Jane Birkin !!!

Ufa! É pena que eu só fiquei conhecendo ‘Let it Die’ em 2006 porque ele seria fácil candidato a um dos melhores discos de 2004. Com 11 músicas, o disco começa com a voz doce de Leslie em “Gatekeeper”, em seguida emenda na simples “Mushaboom” que revela toda criatividade da banda que toca com ela. Com belas letras românticas em todo disco, “Mushaboom” é uma serena ode ao amor caseiro, aquele de dedicação de quem o pretende eterno. Leslie segue impressionando: “One evening” foi a primeira música que ouvi da moça que toca com o pessoal do Broken Social Scene, como ela me foi apresentada.

Mesmo com toda imparcialidade de alguém que adora BSC, Feist me tomou o coração. Misturando vocais à la P.J. Harvey com deusas como Nico, Marianne Faithfull, Jane Birkin e Françoise Hardy, a música de Feist esbarra no R&B e nas girl-groups dos anos 60. Com jogo ganho, a outra metade do disco continua inebriante, com músicas em francês e uma versão para “Inside Out” dos Bee-Gees.

Em “Monarch”, o som de Leslie ainda não estava lapidado. Dele se destacam a faixa que abre o disco, “It’s Cool to Love Your Family” e “Flight #303″.

Agora em 2006, a gravadora de Feist lançou uma coletânea de faixas extras e remixes chamada “Open Season”. As bacanas desta coletânea são os remixes de “Mushaboom”, “One Evening” e “Gatekeeper”, alguns bem tecno e a faixa de Feist com Jane Birkin “The Simple Story”. Não é o melhor cartão visitas, tente começar por “Let it Die”.

Feist agradaria em cheio ao público do Tim Festival. E aqui no Brasil ela tocaria sem problemas em rádios “adulto contemporrâneo” como Antena 1, Paradiso FM, Globo FM, encaixando bem ao lado de Sade e afins.

“Let it Die” pode ser comprado por R$30 apenas na http://www.peligro.com

Saiba mais em http://www.listentofeist.com

Algumas felizes semelhanças:

feist-clones.jpg

E um quiz: temos acima a esquerda a bela Leslie Feist.

Quem são as outras 4 à direita?
- ao lado de Leslie, uma cantora francesa que fez dueto com Damon do Blur numa música do disco “Parklife”de 1994

- a do meio também é francesa, fez dueto com Leslie e foi namorada de um famoso cineasta.

- a 3ª é americana, acaba de lançar um disco, já veio ao Brasil.

- a da direita é mito do rock e ex-namorada de Tom Verlaine do Television. quem acertar o nome deste time de beldades, ganha um cópia em CDR do “let it die” respostas nos comments please.

Postado 19/05/2006 às 20:34

Teatro Odisséia, 16 de maio de 2006

Noite de terça-feira, chuvosa e fria pros padrões cariocas. Se o público local já é temperamental nos dias mais quentes, aquela noite prometia enfiá-los debaixo das cobertas para no dia seguinte acordar cheios de disposição, sentar no computador e reclamar em blogs e listas que a cidade maravilhosa é um túmulo do rock, que nada acontece, blá-blá-blá

Os poucos mais de 100 presentes entretanto, banquetearam-se com shows de Supercordas, Verbase, Jess Saes e Luisa Mandou Um Beijo. Vale ressaltar que o único representante “oficial” da imprensa era Pedro Omar do site SenhorF. O resto da galera estava no Prêmio Multishow…pfffff ! Não é por acaso que ezines batem os grandes jornais e revistas (Globo, JB, Bizz) há alguns anos no quesito informação relevante.

odisseia-16maio06-supercordas.jpgO show começou com um atraso não previsto de 1h. Tudo por conta do tal assalto com reféns que aconteceu na Lapa na mesma noite. Trânsito parado, pessoas atrasadas. Supercordas (na foto) subiu ao palco com set reduzido, antes exibiram o clipe. Tocaram músicas que eu conheço, da época de “Pior das Alergias” e “Da Órbita de um Sugador”, e algumas novas. Arrancaram elogios de todos.

Verbase veio em seguida. É impressionante o quanto Anderson e cia. são safos. Nunca passam som, sempre chegam na hora combinada, sobem no palco e tocam com extrema competência! O clipe de “Quando ela chegar” foi exibido antes do show e em breve estará naodisseia-16maio06-verbase.jpg MTV. No meio do set, uma surpresa “She bangs the drums” do Stone Roses. Ao contrário de uma dezena de bandas indies que acham que tocar um hit de uma banda super conhecida não é cool o suficiente, o Verbase acertou na mão e, mesmo sendo um trio, executou com perfeição o clássico. Pra terminar, um pedacinho de Slayer, só pra lembrar o Algumas Pessoas de 2005.

Uma das atrações da noite era o show do Jess Saes, que estava finalmente fazendo seu show de lançamento do cd de estréia. Luzes baixas, um telão no fundo e projeções de clássicos como “Mad Max”, “2001 – A Space Odissey”, “O Processo”, “Barbarella”, “Blow Out” eodisseia-16maio06-jess-saes.jpg “Dr. Mabuse”. Tocaram o disco quase na íntegra, trocando “Nebulosas” por “Palavras Azuis”. A potência costumeira, a experiência de palcos nem sempre adequados e, apesar da gripe do baixista Francisco e da impossibilidade de testar o som antes do show, Jess Saes apresentou mais uma vez um show hipnótico do começo ao fim. Sempre que me perguntam como é o som e eu digo progressivo, torcem o nariz. Tudo bem, posso estar falando besteira porque nem conheço rock progressivo direito e nunca vi um show destas bandas, mas é o que me lembra e eu acho bom. Pros indies xiitas, pense em Quickspace, ou num Spacemen 3 bem mais pesado. E o show é isso, quem embarca, viaja.

odisseia-16maio06_luisa-2.jpgJá eram quase 2h da manhã de quarta feira quando o Luisa Mandou Um Beijo subiu ao palco. Metade da platéia inicial ainda estava no Odisséia. Foi ai que eu não resisti e subi ao microfone para contar a historinha do 1º show do Sex Pistols em Manchester. Quem conhece New Order, Factory, sabe do que eu estou falando. E foi um elogio. Antes do show do Luisa, exibiram os clipes de “Amarelinha” e “Guardanapos”. Quem ainda não viu, basta descer algumas postagens pra baixo e ver. Com a baterista Fernanda substituindo o titular Luciano, o show contou um set com músicas do 1º disco e poucas novidades, entre elas a não tão nova “Lidia Traída” que é uma versão em português de “I don’t want” da Pelvs. 3h da manhã e mesmo terminando o show com “Anselmo”, o público pediu bis.

Postado 18/05/2006 às 20:04

Dinamite neles !

bandeirao-curitiba.jpg

venha quem vier!
2 mantos sagrados no Couto Pereira.
só falta o maraca!

Postado 17/05/2006 às 20:02

Boca de urna

Tá no ar o 3º ou 4º Prêmio Dynamite de Música Independente. Não tenho certeza desde quando ele acontece mas precisa ser dito que temos a impressão que mais uma vez o midsummer madness lançou moda neste quesito “prêmio indie”.

urna3.gifEm 2001 a gente inventou o Indie Destaque. Não era para ser sério, afinal com Mario Marques concorrendo a Indie do Ano e vencendo com 49% dos votos… Naquele mesmo ano a revista Dynamite divulgava a premiação deles. Hermano Vianna veio por pilha de que eu deveria fomentar o prêmio e torná-lo representativo.

Não pode ser um país sério né?

Mas enfim, o fato é que depois do Indie Destaque surgiram Prêmio Dynamite, Prêmio London Burning, Prêmio Recife Rock. Surreal mesmo foi em 2005 quando o Prêmio Dynamite teve patrocínio da Claro.

A gente fez Indie Destaque 1 (2001), 2 (2002) e o último aconteceu com os melhores de 2003. Resolvemos dar um tempo porque as votações viraram motivo de spams. Algumas categorias tinham 5000 votos, ou seja, mentira. Quando o site novo entrar no ar, pode ser que o Indie Destaque 4 (com os melhores de 2006) volte.

Enquanto isso, nossas indicações e considerações para voto no Prêmio Dynamite:

Álbum Rock: votem no Sapatos Bicolores. Se bem que votos nos Walverdes, Forgotten Boys e Dead Rocks serão perdoados. Só não pode votar no Cachorro Grande.

Álbum Indie Rock: antes de mais nada, esta categoria é uma aberração. Mas aqui o voto é mais fácil pois só pode ser um: Jess Saes. Todos os outros discos são uma bosta! :)))

Álbum Pop: vale votar no Cadão Volpato, no Cidadão Instigado e no Ronei Jorge. Não serão aceitos votos em Seychelles, Plato Dvorak, Ludov e Cansei de Ser Sexy (que deveria estar em Eletrônico). Também não entendi o Catedral nesta premiação. Será que eles vão começar a tocar no hangar 110?

Álbum de Heavy Metal: meu voto vai para qualquer do Black Sabbath. Ah, não tá concorrendo? então vote em qualquer um destes com nomes engraçados: Tuatha De Danann (que é de Varginha, MG e não da Estônia, nem de outro planeta), Rygel, Lothlöryen (que é uma parada meio RPG). Melhor ainda é outro chamado Espada Negra! Noooouussa! Só não pode votar no Massacration, porque isso eu descobri com meus amigos metaleiros: Massacration desrespeita a cena metauuuu.

Álbum de Punk / Hardcore: competindo arduamente por nomes de bandas ridículos, eu votaria em Merda, Dr. Bacalhau ou Frenetic Trio, que se fosse banda disco, eu acreditaria.

Álbum de MPB: porra, Alceu Valença? Gal Costa? Maria Bethania? Seu Jorge? será que eles vão lá receber o prêmio? Se forem, eu voto neles.Como eles não vão, votem na Céu. MPB é chato, votem na mais chata.

Álbum de hip hop: Quinto Andar com “piratão”. Não tem dúvida. É bom, é de Niterói. Ponto Final.

Álbum de Música Eletrônica: Chambaril, lançado pelo pessoal da Coquetel Molotov. Bom peceber que a Dynamite tá considerando CDR e álbuns de MP3 como discos, acho perfeito! Quem votar no Que Fim Levou Robin é boiola.

Álbum de Reggae: boiei. votem em quem vocês quiserem Revelação: outro voto fácil: Vanguart.

Álbum Internacional: aconteceu de novo… a Trama, a Sum, a Deck, a Biscoito Fino concorrendo de igual pra desigual com gravadoras indies… Mas enfim, só de sacanagem, meu voto vai pra Slag com Arcade Fire.

Selo ou gravadora: quem votar em outra gravadora que não o midsummer madness será amaldiçoado para todo sempre!

Veículo Online: todos muito legais, mas meu voto vai pro brother Bruno Natal, do URBe, que é chato como eu.

Veículo Impresso: ainda existe isso? Ah claro que existe! outro voto certeiro! Coquetel Molotov! Não vamos perdoar voto em outro folhetim.

Programa de TV: categoria injusta, tem vários programas que eu não conheço. Mas se tem um que merece é o Alto Falante, do Terence. Os caras estão em todos eventos que realmente importam !

Programa de Rádio: não sei, mas votos pro vascaíno Ronca Ronca tão valendo.Só não pode votar em nada da 89FM.

Casa de Shows Alternativos: casa de shows alternativos? meu pai diria que é puteiro de travesti mas enfim, como sabemos que é uma coisa mais sofisticada que isso, outro voto sem dúvidas, Teatro Odisséia.

Evento: outra categoria injusta: Tim Festival junto com Festival Calango? Nokia Trends? Skol Beats?? Claro Que É Rock ????? desde quando estes festivais de marcas são independentes?????

Personalidade: hahahahahahahahahah só está errado onde diz que eu tenho programa na rádio Viva Rio. A rádio acabou.

Ano que vem, depois deste post, vai estar assim: Rodrigo Lariú é um dos grandes péla-sacos do da cena independente no Brasil…Mas aê, ajuda eu ganhar que vou lá falar umas verdades. http://www.dynamite.com.br

Postado 16/05/2006 às 19:43