random songs

\ZINE\

Lava Divers lança single novo e se despede da baterista Ana

foto de Rafa Bulleto

foto de Rafa Bulleto

Depois que se mudou para São Paulo, a baterista do Lava Divers, Ana Zumpano, teve que se ausentar das atividades da banda, com 3/4 de seus integrantes no Triângulo Mineiro. A decisão dos quatro, de comum acordo, era que a banda precisava de outra baterista para continuar ativa.

Antes de sair, Ana gravou com João Porto, Glauco Ribeiro e Eddie Shumway uma faixa nova, composta em apenas 6 horas para o projeto Jaggermeister Grounds. “Another Day” foi registrada e mixada por Lucas Mortimer em seu estúdio em Belo Horizonte (MG).

Canção e letra criadas por Ana e gravadas pela banda, Ana comentou sobre o que andava pela sua cabeça quando fez a faixa: “Eu estava ouvindo Yo La Tengo mais do que nunca, Wilco também, Alvvays, Soccer Mommy e Boogarins?! Foi a música menos barulhenta que a gente fez. A letra soou na minha cabeça como um mantra de libertação.

Lançada em parceria com o selo Milo Recs, “Another Day” fica como um belo registro de uma parceria frutífera. Enquanto isso, Joe, Glauco e Eddie andam experimentando com novos integrantes para colocar o Lava Divers novamente na estrada. O disco de estreia da banda, “Plush”, lançado em 2017, ainda tem cópias disponíveis em CD, compre aqui.

Spotify
Apple Music
Deezer

Postado 29/05/2019 às 7:19

Mini-doc sobre um show do Fellini em Brasília em 1998

Foi publicado essa semana no Facbeook, um mini-doc (47 min) sobre um show do Fellini em Brasília em 1998.

Editado a partir de fitas VHS, o resultado é emocionante. Dirigido por Zefel Coff, o doc foi republicado na página do Fellini com a seguinte introdução:

No dia 19 de dezembro de 1998, o Fellini fez sua única apresentação em Brasília. Um grupo de fãs filmou o show e os bastidores. As fitas foram perdidas e reecontradas décadas depois. A gravação do show virou o filme ‘O Último Adeus de Fellini’ (2018/ Zefel Coff). Os bastidores resultaram nesse documentário, ‘O Dia do Adeus de Fellini’. O grupo viajou sem seu baixista original, Ricardo Salvagni. Cadão Volpato, Jair Marcos e Thomas Pappon (com cara de bunda por causa de uma megarressaca) foram acompanhados por Rainer Tankred Pappon e Reka Ortega“.

Assista:

Postado 26/05/2019 às 7:49

Pin Ups anuncia 7º álbum depois de 20 anos e lança 1º single

foto por Fe Gamarano

Se você gosta das bandas do midsummer madness e nunca ouviu falar do Pin Ups, pára tudo! Quando o midsummer madness era apenas um fanzine xerocado em 1989, o Pin Ups já estava lançando seu primeiro álbum, “Time Will Burn”. Ou seja, há 30 anos atrás, Zé Antônio (guitarra) e Alê Briganti (baixista e vocalista, os integrantes remanescentes) já eram ídolos.

Seis discos de estúdio foram lançados entre 1990 e 1999 mas em 2001, depois de algumas mudanças na formação, Zé, Alê, Elaine Testone (guitarra) e Flávio Cavichiolli (bateria) deram um tempo.

O midsummer madness relançou todos os álbuns da banda no digital, dá para ouvir aqui, ou aqui, ou aqui.

Em 2015, a banda decidiu fazer um show de “despedida”. Só que foi tão legal rever todo mundo, conhecer pessoas novas que estavam curiosas com a tal “banda que moldou o underground brasileiro” que eles resolveram voltar.

Durante quase todo ano de 2018, Zé Antônio, Alê Briganti, Flávio Cavichiolli, acompanhados de Adriano Cintra (Cansei de Ser Sexy, Madri, Thee Butcher’s Orchestra) se enfurnaram no Estúdio Aurora em São Paulo para gravar “Long Time No See”.

Saem do estúdio com 11 músicas que serão lançadas em CD (com faixa exclusiva “Awaken Dream”), vinil (a ser lançado em breve) e no digital (também com faixa exclusiva “First Time”). O disco será lançado numa parceria entre midsummer madness e Fleeting Media, mesmo selo que lançou recentemente o novo disco do Churrus.

O primeiro single, da música “Spinning” está sendo lançado hoje junto com um clipe produzido por Ronaldo Miranda, amigo de longa data da banda e um dos principais fotógrafos da carreira do Pin Ups.

“Long Time No See” será lançado no digital dia 14 de Junho. No dia 15 de Junho, o Pin Ups fará um show de lançamento no Sesc Pompeia. Inicialmente, a versão em CD será vendida exclusivamente no show.

Ouça “Spinning” na página do Pin Ups
Ouça, baixe ou compre no Bandcamp
Spotify
Apple Music
Deezer

Postado 24/05/2019 às 5:58

Entrevista com Pin Ups para o zine Midsummer Madness em 1991

pin_ups_trio2(ronaldo_miranda)

Pin Ups (1997) – foto por Ronaldo Miranda

Para voltar à história do Pin Ups, na edição nº 4 do fanzine midsummer madness, provavelmente lançado em 1991, nós conseguimos nossa primeira entrevista com a banda. Rodrigo e Guilherme Lariú foram a SP para assistí-los ao vivo no Espaço Retrô e, graças a ajuda da Erica Atarashi, conseguiram entrevistar a banda nos intervalos da gravação do programa Clip Independente, na Brasil 200o FM.

Abaixo, segue a íntegra da entrevista, como foi publicada na edição nº 4 do midsummer madness. Cheia de filosofias juvenis, idiossincrasias da época e muita ingenuidade.

Por favor, levem a imaturidade (de ambos) em consideração.

O Pin Ups lançará seu 6º álbum de estúdio no próximo dia 14 de Junho. Single da música “Spinning” já está disponível no Bandcamp.

Vozes no limite, pedais, barulho, alucinação.
A vida parece correr mais que o corpo em São Paulo, mas infelizmente ela parece se arrastar para os quatro integrantes do PIN UPS. “Sair daqui o mais rápido possível, deixar o país. Essa é a meta principal”, respira fundo Zé Antônio (guitarra e vocal).

Ao escrever esta matéria invariavelmente me lembro da frase “São a banda certa no lugar errado”. Pin Ups, banda paulistana surgida em agosto de 88, toca quase sempre no Espaço Retrô (o Marquee paulistano, uma little England em termos musicais), já lançou um disco pela Stiletto chamado “TIME WILL BURN” mas permanece desconhecida na imprensa nacional (antes anônima e única do que parte dessa geleia de sucessos). É incrível como poder existir no país público ávido por mais lançamentos da Creation ou de discos da regressiva class of 86 (movimento musical inglês que reúne bandas que exploram os anos 60, como Chapterhouse, Primal Scream e Jesus ) mas é incapaz de olhar de relance para dentro de seu próprio país e enxergar bandas que seguem o mesmo caminho. É certo que são poucas, mas o Pin Ups se destaca pois quem já ouviu, garante, como a Stiletto (gravadora independente que tem em seu catálogo My Bloody Valentine, Wedding Present) e várias casas noturnas. Sua aura em São Paulo atinge um raio incrível de distância e foi justamente para apresentar a vibração de suas infernais guitarras com bases deliciosamente distorcidas e bateria incansável que o Pin Ups foi à RÁDIO BRASIL 2000 FM (107,3) participar do Clip Independente (programa de todas meia-noites de sexta-feira onde as bandas fazem jam sessions) para depois darem uma entrevista a seguir. Nela vocês poderão conhecer o Pin Ups segundo suas próprias palavras para tirarem a conclusão de que é imprescindível ouví-los. Ai está:

MM – Qual a formação atual?

Zé – Luis Gustavo no vocal e pandeiros,…

Luis – Pandeiros não porra, vocals and tambourines.

Zé – Tá certo… Zé Antônio, que toco guitarra, Marquinhos na bateria (ex Virgens Lagarto, vocal em “Loose”, 4ª lado A) e Alexandra, no baixo (desde agostode 89)

pin_ups_bizz_1990

Pin Ups (1990) – foto publicada na Bizz, autor desconhecido

MM – Por que a Alê não aparece nos créditos do disco?

Zé – Ela não está no disco porque na época em que o disco foi gravado ela ainda não estava conosco, quando ela entrou o disco já estava prensado. Quem fez o baixo foi o Luis.

MM – Quando, onde e como surgiu o Pin Ups?

Zé – Se eu não me engano, faz dois anos e meio. Eu tinha outra banda e estava descontente, tocava jazz, essas coisas. Cansei de técnica e formei uma outra banda mas continuava descontente. Achei num anúncio duas garotas que eram terríveis. Não tinha formado uma banda ainda, mas como o Luis estava comigo nessa, decidimos continuar. Acabamos arrumando alguns shows, levamos em frente, fomos trabalhando sério e daí…

MM – Como definiriam o som de vocês? Qual adjetivo que preferem?

Luis – É uma ótima música, eu acho perfeita e é o tipo de música que se eu ouvisse num disco, compraria.

(Se permitem a intrusão, podemos tentar definis usando o cliché do liquidificador: pode chacoalhar psicodelia sixtie, virilidade de MC5 e Stooges, baixo na marcação, guitarra furiosa, voz arranhada, um pouco de álcool e pó. Deixo o resto por conta das palavras deles porque existe aí um ingrediente bem Pin Ups que só os ouvidos iniciados percebem)

MM – Porque o nome Pin Ups?

Zé – Só porque é sonoro e também porque era curioso: Alê ainda não estava na banda, era até uma piada: garotinha, ninguém aqui parece com garotinha. Eu sou gordo, feio; Luis é míope…

MM – Quais são as influências de cada um?

Marquinhos – Puta…?! Nhoque com coca cola, eu adoro…

Zé – Eu nunca tentei tocar um nhoque então… pelo menos algumas bandas noise dos anos 60, psicodelia e Velvet Underground. Coisas desse tipo, mais sixties…

Alê – Vou mais pela linha do Zé… eu acho que desde o punk rock (principalmente punk rock), pós punk, sixties, assim, muita coisa…

MM – Influências literárias…?

Alê – Eu tenho!  Muitas, muitas.

MM – Uma…

Alê – Ah… uma?

Luis – Aquela revista Rudolf, é a minha maior influência literária.

Alê – Artaud, Baudelaire (fazendo jus à suas veias francesas) e Byron.

Zé – Eu gosto muito do Existencialismo. Sartre é meu escritor predileto, “A Idade da Razão” foi o único livro que para mim mudou alguma coisa. (A letra de “Loose” é um exemplo)

MM – Como saiu o disco? Era ideia antiga e tiveram que batalhar ou saiu fácil?

Zé – Não foi fácil. Nós sempre tivemos como objetivo gravar um disco, assim como qualquer músico, mas o curioso é o descaso das gravadoras, incluindo as independentes. Por exemplo… aquela gravadora que nem ouviu a gente…?!

Luis – Aquela gravadora de skins (skinheads), Devil Discos!

Zé – A gente até hoje só de sacanagem passa pela gravadora e pergunta: “E aí?”, os caras respondem: “Pô cara, não tive tempo de ouvir ainda”. Um pessoal ouviu e passou nossa demo para a Vinil Records que decidiu lançar o disco. Só que a Stiletto ficou sabendo, pulou na frente e fez uma proposta melhor, que inclui distribuição pela CBS e nós ficamos com a proposta mais interessante.

MM – Porque o disco é gravado em oito canais?

Thomas Pappon à BR2000 FM – … lançamos os Pin Ups e tal… é uma fita que não tem… engraçado, é muito curioso porque as gravadoras em geral não trabalham com os padrões que nós trabalhamos. Se a fita demo tem um som que representa a identidade da banda, vamos lançar! E apesar dos problemas técnicos com a fita dos Pin Ups a gente botou na praça… (Pappon trabalhava na Stiletto)

Zé – Foram as condições que tivemos. Questão de tempo e dinheiro, com a grana que tínhamos nós gravamos uma demo no Estúdio Pappon (d0 irmão do Thomas) em oito canais, remixamos em DAT e pronto…

MM – O disco, como resultado final, agradou a vocês?

Zé – Todo o Pin Ups gostou, mas se fosse hoje faríamos de outro jeito, mas ainda não seria definitivo.

MM – É por isso que o nome do disco é “Time Will Burn” ( O Tempo Queimará)?

Zé – Exatamente.

MM – Tenho notícias de que no Sul o Pin Ups toca na Ipanema FM. Vocês querem aparecer mais em FMs?

Zé – Não temos nenhum tipo de preconceito em relação às FMs… O que acontece é que as FMs têm preconceito… Sempre acham que o som é sujo, é barulhento e por isso não tem mercado. Nós queremos aparecer na mídia, quanto mais melhor.

pin_ups_entrevista_midsummer_madness_1991

Pin Ups em entrevista ao fanzine, na Brasil 2000 FM. Da esquerda para direita, Luis Gustavo, Rodrigo Lariú, Alê Briganti, Guilherme Lariú, Marquinhos ao fundo, Zé Antônio de costas. Foto por Chiquinho

MM – As letras são todas em inglês, isso atrapalha?

Zé – A gente canta em inglês por causa da sonoridade. O tipo de som da gente é pra ser cantado em inglês. É para gente tentar mostrar lá fora.

MM – Já tem planos para sair do país?

Zé – Ah, sim!

MM – A Stiletto já mandou o disco para o exterior?

Thomas Pappon à BR2000Fm – A Stiletto já mandou discos do Pin Ups para uma série de gravadoras: Creation, 4AD, SST (EUA), Beggars Banquet, puta, muita gente…

MM – Luis Gustavo fez a parte gráfica do disco, Márcio Jumpei as fotos (a da contracapa se assemelha a de um disco do Primal Scream…) Em que você se inspirou?

Luis – Como já disse, sem Ultraseven e Ultramen na minha infância não teria sido possível fazer essa capa…

MM – Os mesmos componentes do Pin Ups têm um projeto mais acústico chamado Gash. Zé, um resumo sobre o Gash…

Zé – Nós temos músicas e até covers que gostaríamos de tocar mas como são mais leves, sem distorção, nós separamos do som e dos shows do Pin Ups, que são extremamente barulhentos. Ficaria estranho alguém ir ao show do Pin Ups e se deparar com composições leves e covers de Loop, Spacemen 3, etc…

MM – Qual o melhor show que já deram?

Zé – O melhor show… Eu particularmente gostei de um show de lançamento do disco no Retrô… O pessoal estava muito agitado, sentimos uma empatia muito grande.

MM – Qual seria a cover que tocariam quando show precisasse de um clímax?

Zé – “I Wanna Be Your Dog” (Stooges)

Luis – Ou “Ramblin’ Rose”(MC5)

Marcos – Já pensou? Tocar “Ramblin’ Rose” no Marquee…

MM – Luis Gustavo já desenhou para a Animal, Chiclete com Banana e Folha de São Paulo (ilustrações). Queria que você desse a sua visão sobre os quadrinhistas e fanzineiros nacionais…

Luis – Eu acho que 99% dos quadrinhistas brasileiros são sofríveis, que se salva sou eu, o Osvaldo, Fábio Zimbres, o Líbero. Acho que o Brasil carece não só de publicações de HQ como de cultura em geral.

MM – E sobre zines?

Luis – Acho que eles tem que ter em mente que devem parar com o amadorismo, tem que partir para algo mais bem feito, mesmo sendo fanzines…

pin_ups_circo_voador_RJ

Pin Ups no Circo Voador, 1992

Além disso eles trocaram farpas com fãs da Legião Urbana (porra, bicha de bigode, isso existe?… como observou Marquinhos), rejeitaram as críticas de que são parecidos com Jesus And Mary Chain (“Não acho que sejamos parecidos com Jesus mas é até legal para o público ter uma referência, diz Zé) e exaltaram seus instrumentos (entre eles um cry-baby, pedais Marshall, Fender Jazz Bass, e uma bateria que ainda não possuem e outro pedal Arium – “que dá uma distorção vagabunda, mas maravilhosa”, segundo Zé)

MM – As bebidas e as drogas são integrante da banda?

Alê – Claro…

Marcos – Sem elas quem estaria vivo?…

MM – Então uma pergunta difícil: sexo, drogas ou rock’n’roll?

Pin Ups – OU???

Alê (depois de certo tempo) – Sexo

Zé – Sexo, com certeza.

MM – O que vocês acham do MM?

Alê – Eu já vi, é legal.

Luis (respondendo a intrigante pergunta) – Sexo é a minha droga favorita ouvindo rock’n’roll.

[Fim da entrevista]

Postado 22/05/2019 às 8:08

Relançamos o relançamento de 2000: Grape Storms

grape_storms_fotos09_branca

Em 2000, a primeira fita da série “Clássicos” foi lançada: a mm48, “Grape Storms” do quarteto goiano Grape Storms saiu em fita cassete com 7 músicas, incluindo uma versão para “A Letter to Elise” do The Cure; e pela primeira vez na versão CDr com outras 3 faixas bônus.

Quando saiu em 2000, o Grape Storms já havia acabado há dois anos. A banda de Goiânia surgiu em 1988 como Shed com Alexandre Inox, João Paulo e Júlio Garcia e mudou de nome em 1990 com a entrada de Murilo Barbalho. As sete faixas da fita foram gravadas entre 1994 e 1997, em dois estúdios de Goiânia, numa época quando a cidade ainda não era a “Seattle Brasileira”.

A foto que ilustra esta matéria por exemplo, foi tirada no terreno onde mais tarde seria construído o Centro Cultural Oscar Niemeyer, palco de várias edições de um dos maiores festivais de Goiânia, o Bananada. “Infelizmente não estávamos lá para aproveitar. O Fabrício nos convidou inúmeras vezes para participar dos festivais da Monstro“, revela Inox.

Eram 3 músicas gravadas quando entrei“, lembra Murilo, “I Need Your Laugh, Those Years e Crime. Letters And Tears, No Man’s Land e For Myself eu gravei guitarras; tudo inicialmente no estúdio do Denio de Paula. Guilherme Bicalho produziu Parallel, House of Love e About Business, todas gravadas no estúdio dele que já estava pronto. Isso tudo foi entre 1994 a 1997“.

Em 1997 eles tocaram no festival Screamadelica em São Paulo, junto com The Cigarettes, brincando de deus e Comespace. “Nós fizemos umas poucas cópias da k7, enviamos para alguns zines e a resposta foi incrivelmente positiva“, relembra Inox. Um pouco depois o Grape Storms acabou.

Celebrando os 30 anos do midsummer madness, nós resolvemos relançar “Grape Storms” nas plataformas de streaming. Até hoje é impressionante como esta fita gravada nos anos 90, no Centro-Oeste brasileiro, é uma das melhores coisas lançadas nos anos 90.

Divirta-se!
BANDCAMP
SPOTIFY
DEEZER
APPLE MUSIC

Postado 10/05/2019 às 21:40

The Gilbertos lança 5 canções que estavam perdidas

thomas2_web

Thomas Pappon encontrou mais duas músicas que estavam perdidas em alguma memória de computador - “Verona, Bonn e Belém” e “Dog Samba” - e resolveu juntá-las a outras três que haviam sido gravadas após o lançamento de “Um Novo Ritmo Vai Nascer” em 2014. Estas cinco canções estão sendo lançadas somente no formato digital dentro do EP “5 Canções Perdidas”.

Logo após lançar seu 4º álbum em 2014, Thomas gravou como The Gilbertos algumas músicas soltas que chegaram a ser lançadas como single pelo midsummer madness: “Cadê Alice” e “Haroldo” sairam em 2015. “Baita de Um Verão” foi lançada logo depois somente no Soundcloud e no Bandcamp do The Gilbertos.

Com as duas novas canções, resolvemos agrupar tudo num único EP.

Enquanto isso, continuamos lançando os vídeos de Thomas Pappon tocando Fellini e The Gilbertos na Sunray Garage. A playlist completa está aqui.

Ouça as 5 canções na página do The Gilbertos
Ouça, baixe e compre no Bandcamp
Spotify
Deezer
Apple Music

Postado 03/05/2019 às 8:46

Lentas ondas imaginárias de Belém: o shoegaze climático da Slowaves

slowavesweb
“Like Ghosts” é o single de estreia da dupla paraense Slowaves. Matheus Silva e Carlos Duarte se conhecem desde 2015, quando tocavam na Youth Veins, de Belém. Com mais de 30 músicas próprias, decidiram montar a Slowaves para dar vazão a estas composições.

Gravada em seus quarto em 2018, a letra fala sobre um período que Carlos morava em Maryland (EUA)e passava horas num parque imaginando histórias das pessoas que passavam por ali.

Para completar o single, uma versão de “Oh My Love”, música do álbum “Imagine”(1971) de John Lennon. “Lennon é um dos meus compositores favoritos, acho que qualquer coisa que eu faço, tento me inspirar nele, seja na forma de cantar ou escrever. A melodia de ‘Like Ghosts’ surgiu enquanto eu ouvia Oh My Love, então eu sempre imaginei essas duas músicas juntas“, explica Matheus

Pensando em fazer alguns shows, o Slowaves chamou Marcelo Damaso (The Baudelaires) e Gustavo Rodrigues para compor a banda. Com a nova formação e outras músicas sendo finalizadas,  um primeiro álbum ou primeiro EP deve sair em breve.

O single está sendo lançado apenas no formato digital.
Ouça, baixe e compre no Bandcamp
Conheça mais sobre a banda
Spotify

Postado 29/04/2019 às 8:31

Dois projetos bedroom-gaze de Brasília em apenas 1 EP: aliendawg. & Moon Pics

aliendawg_moonpics_juntos16x9

Deve ser alguma coisa no ar da capital federal.

Ou talvez o céu.

Certamente não são as entranhas do sistema político. A safra de boas novas bandas de Brasília saem de quartos e computadores. Dois projetos individuais, aliendawg. e Moon Pics, resolveram misturar os instrumentos e lançar um EP conjunto.

“Give In / Paper Heart” é o primeiro lançamento conjunto de Adriano Caiado (Moon Pics) e Luiz Spíndola (aliendawg.). As duas músicas foram realmente gravadas a quatro mãos e agora estão sendo lançadas somente no formato digital pelo midsummer madness.

Altamente influenciados pelo shoegaze noventista mas com timbres derivados do modus-operandi DIY de quarto, Adriano e Luiz vão se apresentar juntos mais uma vez, para comemorar o lançamento do EP, nesta sexta 26/04, em Brasília. O nome no cartaz é do Moon Pics, mas Luiz (aliendawg.) tocará guitarra com Adriano.

56679430_2275641972698807_665905305963462656_o

Mais informações e ingressos – clique aqui

Mais sobre o EP – clique aqui

Postado 22/04/2019 às 10:09

The Baudelaires lança single novo com show em Belém

56657301_2626436687429727_5664430249828417536_n

The Baudelaires lança hoje seu primeiro single do ano, a caminho do próximo álbum. A ideia é que esse próximo disco seja uma coleção dos novos singles. Para dividir o palco, eles chamaram a banda Noturna, que lançou alguns singles em 2018 e o  e prepara um novo EP com 4 canções que deve ser lançado em breve.

A festa será a partir das 20h, no Núcleo de Conexões Ná Figueredo, e conta também com a discotecagem em vinil de Andro e Damasound (ambos do Baudelaires).

Powerpop Night
The Baudelaires e Noturna
local: Ná Figueredo – Avenida gentil bittencourt, 449, Belém
a partir de 20h
ingressos: R$10

Postado 19/04/2019 às 11:35

Depois de 15 anos, Superbug lança single novo

superbugPB2003
Superbug
surgiu em 1993, em Florianópolis, derivando das ideias adolescentes principalmente de Fábio Bianchini (na época, um promissor colaborador do inesquecível Fútio Indispensável) e Diógenes Fischer. Com algumas mudanças de formação, duas fitas lançadas (“Take Yer Horse Off The Rain” e “Baby Baby”) o quarteto completado por Vanessa e Alex estava sumido desde 2004, quando lançou o EP “Hot Milk”.

“Fingers” é um single solitário mas nos deixa cheios de esperança por mais novidades do Superinseto. Marcelo Colares, do Cigarettes, escreveu a respeito:

Conheci o Superbug em 1994 e lá se vai uma vida. Sou fã desde aquela época, quando ouvi a gravação de estreia, “Take Yer Horse Off The Rain” (Fútio Indispensável Records), naquele mesmo ano.

Nesse novo single, que nos chega após o silêncio de uma década, o quarteto ressurge ainda mais bem resolvido, seja na produção desinibida, hábil em dar nitidez a todos os instrumentos, seja no destaque às guitarras bem timbradas, em riffs e solos dignos dos melhores momentos de Neil Young. Até um vibrafone maroto eles conseguiram emplacar.

A letra fala de sensações indefiníveis e espaços de acolhimento: “It looks just like brown sugar/ but it’s hard to take its taste/ The place is packed, the music’s loud/ Yet it feels so intimate/ And I go along”. E curiosamente me lembra também do “Inferno” de Strindberg. No livro, o artista sueco relata suas experiências com a química e as tentativas de alquimia em meio a uma espiral de problemas práticos e confusão mental. Às vezes, é preciso se deixar levar…

A música do Superbug traz mais conforto do que o referido “Inferno”. O exercício de transmutação é o que me faz associar os dois. Fábio, Diógenes, Vanessa e Alex retornam em uma boa hora nesse péssimo momento em que todos vivemos. Com “Fingers” reafirmam a possibilidade de criação mesmo nas condições mais adversas. Um exemplo a ser exaltado.

Teria muito mais a falar sobre o Superbug e sua música, mas opto por ser sintético para não provocar o cansaço alheio e por entender que talvez não seja esse o melhor espaço para elocubrações. Além do mais, sou suspeito para falar qualquer coisa. Somos contemporâneos e participamos juntos de várias histórias, volto a elas em ocasião mais oportuna, se houver.

Agora é a hora de escutar o single novo e também as coisas antigas. É sempre tempo de conhecer e redescobrir essa obra tão peculiar e pouco explorada. Afinal, a emancipação do espírito, por discreta que tenha sido, terá sido grande. Que nenhuma esperança se perca nesse mundo cada vez mais triste e sombrio. Não é hora de desistir das utopias e alquimias, sempre é tempo e devemos prosseguir seja como for, tudo continua sendo possível: o Superbug voltou!

Marcelo Colares 09/03/2019

Postado 15/04/2019 às 7:16