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Quando surgiu em janeiro de 2000, o Valv era uma banda rodada.

Luciano, Alessandro, Daniel e Alexandre tinham história em outras bandas de Belo Horizonte e o Valv já subia aos palcos como uma veterana. Em 2001, o quarteto lançou seu primeiro EP, “Ammonite“,  cuja capa original trazia uma foto das Torres Gêmeas do World Trade Center. Em 11 de setembro daquele ano, as torres ruíram.

O Valv continuou.

Em poucos anos, o Valv tocaria em festivais importantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia,  abriria shows do Mogwai no Brasil e excursionaria pelos EUA, passando inclusive pelo South by Southwest em 2001, quando pouquíssimas bandas tinham feito tal peregrinação. O documentário “Barulho na Rua 6” conta essa saga.

Em 2004 gravaram seu 1º (e até hoje único) álbum, “The Sense of Movement“. Com 14 faixas, participação especial de Fernanda Takai na faixa título, a banda trazia na bagagem elogios entusiasmados, principalmente sobre a força de suas apresentações ao vivo. Só que a maré mudou: seus integrantes assumiram responsabilidades da vida adulta, alguns mudaram de cidade.

A banda se distanciou.

Entre 2007 e 2013, Alessandro e Alexandre montaram o Yukon. O Valv ensaiava esporadicamente e o baixista Daniel deixou a banda. A dificuldade de integrar as agendas e os interesses fez com que o Valv mudasse de formações algumas vezes durante este período, sem oficialmente decretar seu fim mas também sem produzir novidades.

No final de 2014, eles voltaram “pra valer” com Felipe Ghiroto (da banda Heffer) no baixo. Fizeram alguns shows, principalmente em Belo Horizonte. Em 2016, ainda na marcha lenta, foram entrevistados para o documentário “Guitar Days” e na sequência receberam o convite para incluir uma música inédita na coletânea desse mesmo filme. Gravaram duas músicas. Só que o documentário e a coletânea atrasaram.

Dispostos a divulgar as duas músicas novas, resolveram gravar mais três e montar um EP. “Nautilidae” será apenas o 3º lançamento oficial de estúdio do Valv em quase 18 anos de carreira. Mas o que interessa é que eles estão de volta, com dois integrantes originais, os guitarristas Alessandro Travassos e Luciano Cota, além dos novos integrantes, Bruno Martinho (também baixista do Churrus) e Filipe Monteiro (baterista, ex integrante do Quase Coadjuvante e ex-vocalista da banda Rallye). “Os novos integrantes são amigos de longa data, continuamos sendo uma banda com boa experiência de palco, relata Cota, “e o bom é que eles trazem novas influências e referências, ajudam a fazer com que a banda evolua naturalmente“.

O EP  foi gravado e mixado em diferentes estúdios ao longo de 2016, 2017 e 2018. A mixagem ficou por conta de André Cabelo (Estúdio Engenho) e a produção é toda do Valv com Leonardo Marques e André Cabelo.

O 1º single do novo EP se chama “Driving in a Moonless Sky“, gravado em 2016. O 2º EP, “New Ground”, sai dia 20 de julho. O EP com as 5 músicas será lançado somente em formato digital no dia 07 de agosto.

Os singles e o EP são um lançamento conjunto do Valv, midsummer madness e o selo canadense Cuchabata

(foto de divulgação por Pablo Bernardo)

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