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Tom Gangue

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Depois de mostrar suas primeiras músicas em alguns shows no Rio e São Paulo, a Tom Gangue lança mais um EP com quatro músicas novas: “Grande Esperança” tem produção de Gabriel Guerra (Séculos Apaixonados, ex-Dorgas).

O segundo EP traz teclados que remetem ao clima new wave dos anos 80. Uma alegria inocente, daquelas para dançar em matinês dando chutinhos para os lados. Coisa que a atual juventude pode achar super moderna (oooh grande ironia!). Mas de onde veio essa inspiração numa banda que acaba de chegar aos 20 anos de idade e nem tinha nascido nos anos 80? Culpa do Guerrinha. “Ele mostrou algumas músicas, mas isso não interferiu no processo de criação porque as músicas já estavam prontas. Esse toque new wave anos 80 é o estilo do Guerra de gravar. Quem ouvir o ‘Roupa Linda, Figura Fantasmagórica’, disco da banda dele (Séculos Apaixonados), vai ver essa pegada anos 80. Nós gostamos disso”, explica Daniel.

Mas como a Tom Gangue chegou no Gabriel? “Ele viu o clipe de ‘Sempre espero’ e veio falar com a gente pelo facebook. Disse que tinha gostado. Isso foi antes de lançarmos nosso primeiro EP. Desde então fomos conversando. Ele foi a show nosso, ajudou na divulgação da banda. Quando decidimos gravar algo novo, pensamos nele como produtor. Ele disse de gravar uma música pra ver se gostaríamos do resultado. Então gravamos ‘Baladinha’. Um tempinho depois ele nos mandou e tivemos a certeza de que queríamos que esse novo EP fosse produzido por ele“.

“Grande Esperança” tem letras escritas por Bernardo e Gabriel naquele mesmo jeitinho quase falado, mas de verdades supremas. “Baladinha” por exemplo é uma fantasia de um cara baladeiro, onde nada mais cabe na agenda a não ser se divertir. Já “Cara Legal” homenageia “os adolescentes playboys e aspirantes a playboys, a galerinha da hollister daqui da cidade”, explica Daniel.

Mesmo falando de temas cotidianos, o mote de “Grande Esperança” é inspirado no livro de Charles Dickens, “Great Expectations”: “O livro conta a história de um menino que mora no meio do nada, herda uma fortuna e vai pra Londres virar cavalheiro e andar com gente influente. E trocando em miúdos; nós, de Queimados, do nada recebemos visibilidade, fomos pra Gávea gravar com o Guerrinha, da nobreza musical carioca”.

“Grande Esperança” sai dia 12 de janeiro no formato digital e em breve em CD.
Ouça Tom Gangue:
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História
Quando foi fundada em julho de 2012, a coisa era um pouco diferente. O baterista Daniel de Moraes e o baixista Gabriel Otero tocavam juntos em uma banda de Hard Rock. Mas, ouvindo bandas como The Cribs, Strokes e Subways, os dois logo perceberam que o caminho era outro e decidiram montar a banda para praticar e se divertir. Convidaram então o vocalista Bernardo Cunha e o parceiro Fábio Baltar para reforçar os riffs de guitarra.

Com o passar do tempo a diversão dos meninos, com idades entre 17 e 21 anos (em 2015) foi ficando mais séria. Músicas novas e convites para shows começaram a aparecer e então decidiram que era hora de tirar as letras do papel e apresentá-las ao seu público. A primeira experiência foi com o single “Sempre Espero”, que ganhou um clipe cheio de estilo.

Imagem de Amostra do You Tube

O EP “Pra praticar” veio nos apresentar mais cinco músicas e abre com a leve “18”, segue com “Pela manhã” e suas gostosas guitarras, “Não me sinto à vontade”, “Mera Obsessão” onde Gabriel Otero aproveita para soltar um pouquinho a voz e fecha com “Como Demonstrar” , música que conta com poema de Octavio Neto gravado especialmente para a Tom Gangue. O trabalho teve a produção de Deborah F., e design gráfico de Caio Otero (ambos integrantes da extinta Colombia Coffee).

“Pra Praticar”, o primeiro EP foi gravado durante alguns meses nos estúdios Nalapa e Cosmorama Records, o trabalho apresenta coerentemente o clima desses quatro meninos: despretensioso, leve, com rock para dançar e cantar junto. As fotos são de João Batista e acervo pessoal.

“Pra praticar” chega na humildade para divertir e alegrar e te convida para festa. É só colocar na vitrola, arrastar o sofá e ser feliz!

(texto adaptado do texto de Camila Moraes Rios)

Bernardo – Guitarra/Vocal
Daniel – Bateria
Fábio – Guitarra
Gabriel – Baixo


O que dizem por ai:

“A banda é muito nova, mas parece importada direto dos anos 1980, rola uma aura sinistra de pós-punk. São os filhos dos filhos do pós-punk, a terceira onda do pós-punk em gestação. Ainda vão dar o que falar”.
Guilherme Guedes, apresentador do MSW e BIS, em publicação da Crush Em HiFi

“No município de Queimados, no Rio de Janeiro, nasceu o Tom Gangue, uma banda de roque tímido, suburbano e nostálgico, que lembra aqueles tempos de cartas de amor, telefonemas apaixonados e bandas de garagem tocando músicas sentimentais. Uma atmosfera meio Confissões de Adolescente, que tem cheiro de paixão não correspondida pela garota mais bonita da escola.”
Noisey – Lucas Panoni

“Rock suburbano, do jeitinho que tem feito muita falta no Rio.”
URBe – Bruno Natal