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Superbug

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Superbug em 2003

Se o Superbug  não for uma instituição do Indie Catarina e Brasileiro, é ao menos um dos segredos mais bem guardados.

Formada em Florianópolis em 1994 com Diógenes (guitarra, vocal, baixo), Pablo (baixo, vocal, guitarra), Fabio (guitarra) e Yan (bateria). O primeiro show foi mais ou menos nessa época, abrindo para outras ótimas bandas locais: Victoria-X e Gutta Percha, no Berro d’Água.

A segunda fita deles intitulada “Baby, Baby” (mm23) foi lançada em 1997 pelo midsummer madness. Naquela época, publicamos o texto abaixo na primeira versão do site do mmrecords.com.br, feito na mão, com html básico, gifs e pequenos trechos de 30 segundos de áudio em wave, que na época eram pesadíssimos, com 800 Kb de tamanho.

Um dos sobreviventes do estilo guitar band em Santa Catarina, o SUPERBUG lançou em 1997 sua segunda fita. “BABY, BABY…” é mais uma prova de que Florianópolis está produzindo uma grande quantidade de bandas de alto nível.

Nas onze faixas da fita gravada no Freezer Studio, no Rio de Janeiro, Diógenes (guitarra e voz), Mutley (guitarra), André (baixo) e Rodrigo (bateria) mostram as influências de Beatles, Teenage Fanclub, R.E.M. e Yo La Tengo sem cair na armadilha de homenagear os ídolos repetindo o que já foi feito. O som tem tudo para agradar ao público em geral e não apenas aos fãs do estilo, com músicas acessíveis e agradáveis, sem ser sonolentas como algumas das fontes de inspiração do SUPERBUG.

E se eles curtem guitar bands, o que não falta são guitarras distorcidas. Microfonias e distorções são peças-chave em cada música. Como em “Tangerine Limousine”, “?!?!?!?!?!” e “Straight all life”, que tem uma levada punk rock e, ao vivo, são ótimas. Outra boa característica do grupo são os backing vocals sempre bem colocados. Repetindo partes das letras ou atacando de “Paparapapa”, o quarteto se sai muito bem.

Mantendo a tradição do ar triste, para nao dizer dark, das guitar bands, o Superbug ainda preparou “Flannel shirt” e a bucólica “Megawatts of love”. Peças onde o vocal melancólico de Diogenes leva o ouvinte à fronteira do “8 ou 80″.

Certamente, depois de escutar “Baby, baby…”, você terá certeza de que já passou da hora de alguma grande gravadora notar que Florianópolis está vivendo um momento único na criação de bandas. Pode-se afirmar que é algo semelhante ao que aconteceu em Recife com o seu Mangue Beat. Mas existem duas diferenças entre a ilha e a capital pernambucana: o Brasil só volta os olhos para Floripa para distorcer a Farra do Boi e os grupos daqui não seguem todos a mesma linha musical. E por falar em movimento musical, como se chamaria o daqui ? Mané Beat!

“Agradar o público em geral”? “Algo semelhante ao que aconteceu em Recife com o seu Mangue Beat” ?!?!
Um texto esquisito, para dizer o mínimo. Mas a gente preferiu deixar o texto assim, sem modificar nada. Alucinações coletivas à parte, é bacana lembrar que “Baby Baby” foi gravada no Freezer, estúdio montado por Gustavo e Dodô (Pelvs) em Botafogo.

Em 1998, os Superbugs voltariam à Cidade Maravilhosa para um apoteótico show na 2ª edição do festival Algumas Pessoas Tentam te Fuder, que aconteceu por quatro finais de semana consecutivos na Bunker, uma casa noturna que ficava em Copacabana. Depois disso, Mutley (Bianchini) e Diógenes sumiram.

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Em 2003, de surpresa, recebemos um CDr com três músicas, “Hot Milk” (mm60) para lançar. O EP saiu em 2003. Naquela época, publicamos este texto:

É ruim de acreditar e pior ainda de suportar, mas o Superbug chega em 2003 a seu décimo ano de quase atividade. Por mais que Diógenes e Fábio (ambos nas guitarras e vozes), remanescentes da primeira formação, insistam no mesmo sonzinho de sempre, a idade chega e não deixa mentir. Principalmente quando Alex (bateria), no grupo já há alguns pares de anos, faz com que todos ensaiem ocasionalmente, eliminando a chance de transformar desleixo em pretensa espontaneidade.

O que lhes resta, então, é entrar numas de música de velho e tentar chamar isso de maturidade. Quer dizer, continuam influenciados por Weather Prophets, REM, Cure, Yo La Tengo, Pastels, Beatles, Jesus and Mary Chain e toda aquela turma, mas na hora das entrevistas, citam Byrds, Neil Young e Rolling Stones. Não ignoram, entretanto, as novas tendências musicais: dirigem a elas seus olhares paternais e sorrisos complacentes.

Quem garante a jovialidade é a baixista Vanessa, que ainda por cima os impede de soar como tiozinhos auto-indulgentes. O resultado é um passo além do EP Hot Milk, registrado no início de 2003. Sim, o Superbug agora quer tocar mais lento e devagar, mas ainda faz refrõezinhos sem vergonha, ainda deixa as guitarras altas demais aqui e ali, ainda faz canções pra todo mundo cantar junto. Ainda insiste em rótulo como “punk tsé-tsé” ou “pop pauleira”. Deixa os coroas.

E o texto terminava com os seguintes links:
site oficial: http://www.superbug.kit.net (que despareceu totalmente) e um link na Tramavirtual, recuperado via WaybackMachine, onde eles apareciam como “Favoritos da Tramavirtual”, com o mesmo texto acima. Buraco negro da história é o tal álbum “Black Coffee” que nunca saiu.

Bianchini, Diógenes, Alex e Vanessa sumiram novamente. Bianchini lançou seus EPs como Os Gambitos e em 2018 surgiram os primeiros rumores de uma nova música do Superbug, que se materializou em 2019, com “Fingers”. Saiba mais sobre esse single aqui

Super-Fleetwood-bug-Mac:
1994 – 1996
Diogenes (guitarra, vocal, baixo), Pablo (baixo, vocal, guitarra), Fabio (guitarra) e Yan (bateria)
gravaram “Take Yer Horse Off the Rain” (1994)

1996
saíram Pablo e Yan, entraram Andre Göcks (baixo) e Rodrigo Alves (bateria)
Foi essa a formação que gravou “Baby Baby” (1997)

Saíram André Göcks e Rodrigo Alves, voltou o Pablo (baixo) e entrou Heron Stradioto (bateria)
Saiu Pablo e entrou André Seben (baixo)
Saiu Heron e entrou Alex Jus (bateria)
Saiu André Seben e entrou Zé Quadros (baixo)
Saiu Zé Quadros e entrou Vanessa Pichinatti (baixo)
Em 2002, entrou Beatriz TS (teclado). Ela gravou o Hot Milk (2003) e saiu da banda no ano seguinte.

2003
a formação que se mantém até hoje: Diógenes, Fabio, Vanessa, Alex.