random songs

\BANDAS\

Polystyrene

polystyrene_fotomontagem.jpgProjeto paralelo da Fábio Leopoldino (Second Come, Stellar), Johann Heyss, Régis (ex 4track Valsa, com passagens por Cigarettes, Stellar e depois Supercordas) e Sol Moras (Stellar, Swallow 5, atual Enseada Espacial).

Gravado em 1999 no Estúdio Freezer (antigo estúdio da Pelvs, em Botafogo, RJ) e lançado no mesmo ano em fita cassete e CDR. A produção das 7 músicas é de Sol Moras e Fábio Leopoldino. (Na foto montagem tosca ao lado, Régis a esquerda, Sol no meio e Fábio à direita).

Polystyrene nunca fez shows. Era um projeto de estúdio com influências de eletrônicos ambient e pós-rock da gravadora Kranky, como Bowery Eletric, Amp, Godspeed You Black Emperor, Low, Jessamine e pioneiros do shoegazer mais instrumental como Flying Saucer Attack. A banda gravou 2 CDs, o primeiro é “Underwater”, lançado pelo midsummer madness como mm41.

Sol escreveu o seguinte texto a respeito da banda:
Tinha fases em que o Fábio ficava insatisfeito com isso ou aquilo no Stellar – imagine só juntar 5 cidadãos num empreendimento sem fins lucrativos – e uma vez decidiu fazer tipo um projeto solo. Ligou me chamando e anunciando que se chamaria Polystyrene. A coisa já devia estar toda pronta na cabeça dele, porque antes de gravar já existia até a capa do peixinho branco no fundo preto.

Enquanto tento abstrair os ruídos intermináveis dos meus vizinhos, lembro que o Johann Heyss tinha feito uns loops de bateria muito bons e o Fábio queria gravar uma guitarra e uma voz em cima. Beleza. Ele veio, consagrou um verde e gravou as suas coisas. Sempre de primeira, porque não gostava de repetir. Quando eu dava a entender que podia ter ficado melhor – audácia! – ele repetia, mas contrariado.

Chamei então o professor Régis Argüelles pra botar o baixo, o que ele fez sem problemas porque o Régis é foda. Aí eu fiz a minha presepada, mixei, mostrei pro homem e ele gostou. Eu não achava que existia a necessidade de ter um outro nome que não fosse Stellar. Por mim, Stellar seria qualquer coisa que a gente gravasse, mas ele queria Polystyrene e assim foi.

Um dia, uma menina meio argentina e meio paulista veio aqui em casa fazer comigo e Beatriz uma “entrevista com o Stellar” e – papo vai, papo vem – lá se foi o meu CD do Polystyrene. Ela não roubou, eu dei pra ela. Fiquei uns 6 anos sem escutar e tô achando muito maneiro. A percepção realmente muda ao longo do tempo. O Fábio mesmo, quando acabou de gravar o Ultramar, me disse que não tinha gostado do disco. Isso partiu o coração. Mas, 5 anos depois, me liga e diz que tinha acabado de escutá-lo e achado maravilhoso. Esses disquinhos, by the way, agradecem a sua existência ao Dodô e ao Gustavo Seabra da PELVs, donos do estúdio Freezer e que são, de alguma maneira, seus co-produtores [mesmo que o Gustavo considere os discos, o que é muito provável, "mal-gravados" (haha!)].