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O Garfo

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O Garfo é Vitor Colares (à direita, guitarra), Felipe Gurgel (no meio, baixo) e João Victor (à esquerda, bateria).

Música transgênica. Stoner-pop, Post-eletro?! Enfim, qualquer das alternativas serve para quem se preocupa em enquadrar sonoridades e se arrisque a definir O Garfo. O trio instrumental de Fortaleza (Ce) lança o 2° EP – Epizod – com quatro músicas (+1 bônus), através do selo Midsummer Madness (RJ).

Lançado antes do primeiro EP (embargado até hoje), “Epizod” foi gravado em home studio, traz produção musical de João Victor e arte do ilustrador Felipe Diaz. Do repertório ao apelo do projeto gráfico, Epizod é um disco breve, porém sintomático de uma nova perspectiva d`O Garfo – antes uma banda “de palco” e devedora da própria discografia em pouco mais de dois anos de carreira.

Agora, o selo carioca Midsummer Madness – no ano que comemora duas décadas de existência – apresenta este EP de 5 músicas como cartão de visitas do trio que já esteve em bons palcos pelo Brasil.  Pouco mais de um ano bastou para que o trio instrumental fosse um dos 5 finalistas, entre mais de 100 bandas do Nordeste, da Seletiva do Abril Pro Rock 2008. Foi destaque do III Festival Se Rasgum (PA) em 2008 e das edições de Natal (RN) e João Pessoa (PB) no Festival Nordeste Independente. E ainda esteve nos festivais Grito Rock (Fortaleza, Cuiabá – MT, Uberlândia – MG, Montes Claros – MG e Goiânia – GO), Rock-Cordel, Forcaos, BNB de Música Instrumental, Feira da Música, DoSol (RN) e Mundo (PB).

 

Imagem de Amostra do You Tube

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Boa resenha no Diário do Povo (CE)
Episódio instrumental

Epizod é o título do EP que o trio cearense está lançando pelo selo carioca Midsummer Madness. Com este disco, O Garfo se integra à cena alternativa com uma proposta instrumental personalizada
por Luciano Almeida Filho
26 Set 2009 – 02h33min
Nos últimos anos, a cena alternativa brasileira viu surgir diversas formações dedicadas ao instrumental, com DNA vindo do rock e não do jazz ou da MPB. E elas não são localizadas especificamente numa cena local: tem o pioneiro Hurtmold, de São Paulo (SP), o som energético do Macaco Bong, de Cuiabá (MT), ou a mescla de texturas e peso do Fóssil, daqui de Fortaleza mesmo. Outra formação cearense que já se destaca no cenário nacional é o trio O Garfo com o lançamento do segundo EP, Epizod, através do selo carioca Midsummer Madness Records.

Epizod é um CDzinho bacanérrimo, dentro do formato de EP, trazendo quatro músicas e uma bônus. Apesar de ser considerada uma banda irmã da Fóssil, já que o guitarrista Vitor Colares integra as duas formações, a sonoridade d´O Garfo é bem distinta, cheia de grooves com pique roqueiro, onde se ouve ecos do rock pesado com matriz no grunge, pitadas de techno- pop e industrial, dentro de uma mescla equilibrada de guitarras fortes, baixo na frente, uma bateria certeira, além da força considerável das programações eletrônicas. Vale também ressaltar um certo humor intrínseco nos títulos (por exemplo: Alpa Tino e Midi Sina).

A mistura chega a um denominador com personalidade e faz d´O Garfo um forte nome para contribuir com a diversidade deste cena alternativa instrumental brasileira que vai se consolidando. O Ceará vai se confirmando como um dos eixos criativos deste cenário, com uma diversidade de estilos que é absolutamente saudável.

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“Mais heavy que o grunge, e menos caótico que ele, o gênero costuma obter bons resultados em ocasionais flertes com a eletrônica.”
Dellano Rios, Caderno 3 – Diário do Nordeste (setembro 2009)

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Entrevista no e-zine LadoNorte, conduzida por Jesuíno Oliveira, introduzida desta forma: “O atual momento da moderna música instrumental nacional é composto na sua essência por duas características: jovialidade e inteligência. Com os dois pontos o trio cearense O Garfo se escora com precisão, diversidade e constância artística. Sua sonoridade é um retalho, precioso e variado, reunindo elementos avant-garde de música eletrônica, industrial, krautorck e post-rock.”
Leia mais aqui.

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Resenha do show dentro da Conexão Vivo, abertura do festival No Ar Coquetel Molotov 2009:
“É a história da banda O Garfo, por exemplo. Que percorreu 12 horas de estrada entre Fortaleza e Recife apenas para tocar após a exibição do documentário Guidable. Com a isca já presa na atenção do público, eles mostraram que o rock instrumental que fazem – tão comum a edições passadas do No Ar – não está tão distante assim do gosto de quem escuta o punk do Ratos de Porão. Os curiosos que ficaram já foram fisgados e inspirados a quebrar essa barreira entre nichos. Estratégia esperta para formação de público, sem dúvidas”.

No começo de 2009, a banda e o midsummer madness lançaram um single da música “Alpa Tino” (Felipe Gurgel / Arranjos: O Garfo). Gravada por Gustavo Portela, no Planeta Studio (Fev/2009) e por João Victor Barroso, em home studio (Maio/2009).

“É fantástico como tem surgido uma cena instrumental pop que está num patamar de qualidade muito superior a todas as outras bandas independentes. Inclui nessa lista, além das duas citadas, o Macaco Bong e O Garfo (CE) que você entende a equação”
(Bruno Nogueira, blog Pop Up!)

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“O Garfo passeia por um terreno quase inexplorado pela cena cearense, com um som instrumental, meso-eletrônico/meso-humano, que se aproxima do rock industrial do Nine Inch Nails, apesar deste não ser bem o ponto. O grupo já disponibilizou alguns demos no TramaVirtual.com.br e deve soltar um EP este ano”
(Dellano Rios, Diário do Nordeste, em Jan/2008)