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Novo álbum do The Gilbertos a caminho

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Três anos depois do terceiro álbum, Thomas Pappon nos entrega mais 10 músicas do The Gilbertos. “Um Novo Ritmo Vai Nascer” é o título do quarto disco de Thomas (Fellini, Voluntários da Pátria e Smack). Morando em Londres desde o início dos anos 90, Thomas vem compondo músicas sozinho, com ajuda de outros amigos expatriados (como Akira S. no 3º álbum) e com os ex-companheiros de banda quando viaja para São Paulo.

Em “Um Novo Ritmo Vai Nascer” o The Gilbertos é formado por Ricardo Salvagni (Fellini) e Lauro Lellis (ex-baterista de Tom Zé), além da participação de Silvano Michelino na percurssão da faixa de abertura, “Eduardo”. Todas as composições são de Thomas e o  álbum será lançado online no mmrecords e bandcamp, e terá uma versão em fita cassete. Sim, fita cassete! Mas não uma versão caseira e sim uma fita prensada no Canadá, com tiragem limitada e download code exclusivo.

TheGilbertos4_single_digitalO primeiro single do disco já está disponível na página do The Gilbertos: “Everybody Wants to Know” fará parte do álbum enquanto “Be Quiet” é um lado B exclusivo para este single e não fará parte do disco.

Conversamos com Thomas Pappon sobre este lançamento:
mm) Os Eurosambas, Deite-se Ao Meu Lado, À Noite Sonhamos e agora Um Novo Ritmo Vai Nascer. Existe um fio condutor entre estes álbuns? Qual é? Se não existe, qual a motivação diferente do Novo Ritmo em relação aos outros?
Esse novo disco olha para a MPB e diz: ‘Tem um caminho que você precisa seguir para que as pessoas que gostam de rock voltem a sacar que a MPB pode ser interessante (como foi até 1978)’. Eu sei que isso soa pedante, mas eh o que me orientou nesse disco.

mm) Me fale um pouco da turma que você juntou para gravar o Novo Ritmo. Estão todos em Londres? Se não, como você administra o fato de estarem em cidades diferentes?
A bateria e o baixo foram gravados em Sao Paulo, onde moram o Lauro e o Ricardo. O resto vinha sendo gravado há mais de um ano na minha garagem em Londres, a Sunray Garage. Juntei tudo em Londres, sem problemas.

mm) O que você usou para gravar este novo álbum? Foi gravado em casa? Ainda estamos falando de Pellat Road?
Nao, é a Sunray Garage, na Sunray Avenue, onde moro desde 2005. A parte de Londres foi gravada em computador, usando o programa Adobe Audition. O Ricardo mandou os arquivos de baixo por email, o Lauro (baterista) foi gravado pelo meu irmão (Rainer Pappon) no estúdio dele, o Studio Paris, em Perdizes (São Paulo), em uma tarde de junho passado.

mm) Algumas músicas me lembraram melodias antigas suas, como Novo Rei da Canção e Baby Is Not at Home… procede? São afirmações de um som Gilbertiano?
Acho que sim.

mm) Me fala um pouco das suas expectativas com o lançamento no “formato antigo” (CD)
Sou de uma geração em que LPs tiveram uma puta importância, meu primeiro contato com ‘arte’ veio com isso. Eu consumo música em CDs, gostaria que minha música fosse consumida assim.

mm) O que você acha do formato cassete?
O formato foi muito importante para mim no passado, tenho grande apreço pelo cassette. Mas acho que o apelo do formato é puramente saudosista.

Postado 08/11/2014 às 12:51