O Motormama comemora todo dia 1º de janeiro seu aniversário. E neste último início de ano a banda completou 18 anos de idade. Para celebrar, seu 4º álbum de estúdio, “Fogos de Artifício”, será lançado dia 17 de janeiro no formato digital, na página da banda e no bandcamp.

“Fogos de Artifício” tem 8 músicas, três delas já foram lançadas no single “Se Eu Sangrar, Não Chores Não”: a faixa instrumental de abertura “Metti La Macchina!’, “Não Sou Mais o Mesmo Sujeito” e a homenagem à Flávio Basso, falecido mentor do Júpiter  Maçã, “Se O Mundo Desmoronar (Não Perca a Cabeça”).

Além destas três músicas, outras cinco foram gravadas em Ribeirão Preto, cidade natal da banda, no UnderStudio. O dono do estúdio, Romulo Felicio, faz parte da banda de metal Necrofobia e vem produzindo os últimos trabalhos do Motormama. Os títulos das músicas continuam intrigantes: “Vôo Número Zero”, “Te Vejo Na Cosmopista” e “Foi Pelo Dinheiro / Foi Por Diversão” são alguns dos exemplos que este novo álbum nos traz.

A banda tem planos de lançar um tiragem limitada de “Fogos de Artifício” em CD e tocar o quanto for possível: “Acabamos recebendo o convite do Sesc local para um tributo aos Mutantes agora em janeiro, por isso o show de lançamento de Fogos de Artifício acabou adiado para os próximos meses. A intenção é começar pelo interior paulista, daí capital e tentar chegar aos festivais do país”, explica Régis.

Com todo os álbuns anteriores lançados no formato CD, pedimos ao Regis para comentar cada um dos discos da carreira da banda:

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Carne de Pescoço (Midsummer Madness / Kaskavel Music, 2003)
ouça/baixe/compre no bandcamp
Um disco de transição, em que passamos de elementos eletrônicos de fundo de quintal para algo mais orgânico. Ainda estávamos nos acostumando com o novo baterista quando resolvemos entrar em estúdio. No final das contas, o disco traz alguns problemas de produção que me deixaram meio insatisfeito na época, acabaram ganhando um charme ‘lo-fi’. É um disco que retrata aquele período de experimentações pop as quais buscávamos definir o nosso som. Foi muito elogiado pela crítica e nos levou para muitos lugares, incluindo aí o palco do sonhado Sesc Pompeia.

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A Legítima Cia Fantasma (Midsummer Madness, Kaskavel Music, Pisces, 2006)
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É o nosso álbum mais coeso e, de certa forma, mais roqueiro. Com uma produção mais robusta, foi a estreia de nossa parceria com o produtor Romulo Felicio. Também é o nosso disco mais bem-sucedido em termos de vendas. Foi um sucesso no underground. Ganhou as páginas de revistas como a Rolling Stones, VIP, Outra Coisa e garantiu nosso primeiro hit: ‘Coração Hardcore’. Tocamos até hoje a maioria das canções do álbum nos shows.

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Aloha Esquimó (Midsummer Madness, Phonoteca, 2010)
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Foi gravado num período conturbado do grupo que já não contava com um dos fundadores (Joca Vita, que voltaria anos depois) e teve uma reformulação radical na sua formação. Porém, é o disco que mais gosto apesar de ter sido muito subestimado à época. Considero nosso auge criativo com temas que retratam um período de crise pessoal, daí o tom melancólico. Há algo de Leonardo Cohen, David Bowie e Clube da Esquina em sua concepção.

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Fogos de Artifício (Midsummer Madness, Kaskavel Music, 2017)
ouça / baixe / compre no bandcamp
Fogos de Artifício tem uma urgência e um frescor que permeiam todo o álbum e que nos surpreendeu no final. A produção do Romulo Ramazini também foi muito importante. Ele percebeu que estávamos dando um passo além e nos forçou a seguir por essas novas trilhas. Não foi algo premeditado, porque o disco foi ganhando forma no estúdio. É um disco de banda, com certeza, em que cada um colocou a sua marca.

Todos os álbuns podem ser escutados na página da banda e, “Carne de Pescoço” e “Aloha Esquimó” estão a venda na loja do mmrecords no formato CD.

 

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