Midsummer Madness


Lê Almeida

Lê não pára. Já lançou disco novo, “Mono Maçã”, disponível em vinil e online, um lançamento conjunto de midsummer madness, Vinyl Land e Transfusão Noise. “Mono Maçã” tem 23 músicas, traz o resultado de quase 2 anos de composições. A receita é a mesma de todos os EPs anteriores: guitarras à frente, vocais enterrados e bicicletas.

Entre os destaques do disco, a micro-faixa abaixo que conta com videoclipe “Jardim da Tarde”, que assim como várias outras músicas do disco, não passa dos 30 segundos de duração. Hardcore? Não, genialidade. Além dela, “Má Bike” partes 1 e 2, “Bike Never Die” e “Gran Park”, todas convindam a um volta lisérgica de walkman ouvindo uma fita cassete do Pavement. E insistimos: Guided By Voices é uma bosta perto do som que o Lê Almeida tira.

Já estão elogiando o disco: dá uma lida clicando aqui.

O próximo disco já tem um clipe:
Imagem de Amostra do You Tube

O lançamento de “Transporpirações” ganhou elogios em blogs gringos, dá uma olhada:
http://alteredzones.com
http://ravensingstheblues.blogspot.com
http://www.losgrilloscollective.com
http://www.chromewavesradio.com

le-por-amanda-dias-2.jpg

Lê Almeida lança vinil com 7 músicas.
O EP REVI saiu numa versão vinil 7 polegadas, o famoso compacto. Um lançamento da Vinyl Land com a Transfusão Noise. O vinil traz 7 músicas, algumas do REVI e uma música inédita. Na gravação de REVI, Paulo Casaes (que também produziu o disquinho junto com Lê) tocou sintetizador e mini-moog, ampliando ainda mais o fascínio pelo teclado e seus ascendentes que começou a ser maquinado no EP anterior Loufailândia (2007) e no compacto Querida Deal (2008). Michelle Barboza e Evandro Fernandez fizeram as palmas adicionais em duas canções.

A definição simplista para o ep pode ser a seguinte: 2 canções pseudo-folk-psicodélicas, 1 canção Roque-soul pesadinha e mais 5 roques de guitarra.

O disquinho foi todo gravado entre outubro de 2008 e abril de 2009 no quarto/estúdio Interestellar lo-fi, exceto pelas participações de Paulo, gravadas em seu próprio estúdio caseiro.

O nome REVI (leia-se révi) veio do heavy metal pra dar uma descontraída (zuada) no termo e fazer uma referência as guitarras pesadinhas e sujas do disquinho (não muitas!). A capa é total influência das colagens feitas por Robert Pollard (Guided By Voices).

“Canção pro Beto Guedes” é uma dedicatória retrô daquelas onde não se espera nada de volta, talvez só um sorriso de leve; “Nunca Nunca” é um Roque meio verdade meio mentira sobre as ausências sentidas que as vezes nem necessárias são; “Curso de Datilografia” faz referência aos tortos tempos onde as letras realmente bonitas saiam das máquinas de escrever e das pessoas que faziam o tradicional curso; “Hardcore Experiência” retrata as expectativas sobre as noites violentas que habitam os finais de semana; “Procuro um Sono” diz como a insônia é uma praga; “Vôo na Sexta” expressa uma primitiva alegria de uma sexta cheia de oportunidades pra uma diversão tanto com um amigo ou uma guria ideal ao lado; “Eu Não Vou Acreditar” é uma canção de raiva dedicada a um amigo que vacila mais ainda sim continua sendo um bom amigo; “22 Anos” é uma ode a idade do maluco, onde o ápice da juventude aflora e não para mais.

Em Janeiro de 2009 um de seus Roques – “Agente Pensa” – foi lançado em uma compilação nos EUA em Nebrasca pelo selo indie Series Two Records.

O pessoal da Inhamis Filmes e da Last Splash produziu um belo clipe para a música “Nunca Nunca”. Dá uma sacada:
Imagem de Amostra do You Tube

Lê produziu em setembro de 2009 um tributo ao Guided by Voices com 31 bandas brasileiras. Dá uma sacada aqui.

(foto acima por Amanda Dias)

*****

Formado em estética lo-fi e criado sob a cultura faça-você-mesmo, Lê Almeida cria e grava músicas em seu (quarto) estúdio: Interestellar lo-fi. Tudo é gravado por ele mesmo, com participações de amigos, que ao vivo formam uma banda composta por membros de bandas das redondezas. Adepto de uma visão retrô da música com grande afeição pelas girl-groups dos anos 60, Lê Almeida destoa (bem pouquinho) dos padrôes vigentes nas bandas independentes. Lê se concentra em tratar música como um artesanato sonoro e com espirito lo-fi em alta importância de acordo com necessidade.

As canções possuem uma certa viagem entre garagem, power pop e psicodelismo derivados do roque de guitarras dos anos 90, com a voz cantada de maneira baixa e o instrumental com uma queda para o punk.

Ex-baterista de diversas bandas de rock do Rio de Janeiro, como Siameses, Purpose, Profissional Sistema de Distorção e Rosemary Skin, e atual baterista do Tratamento Experimental além de tocar guitarra e cantar nas seguintes bandas: Tape rec, The Fashion our club e Uma nova orquídea em meu jardim alucinógeno.

Lê também é fundador/idealizador e dono do selo TRANSFUSÃO NOISE RECORDS que é marca registrada do barulho + melodia feito na Baixada Fluminense.

Tudo começa com o compacto “Fique bem com dropes de halls” que foi gravado no periodo de 3 meses entre outubro e dezembro de 2006 e lançado exatamente em 1 de janeiro de 2007. Cada música, com exeção de “com” (que foi gravada em três dias) foi gravada em um dia cada. A brincadeira com os titulos das músicas surgiu a partir de “Dropes de halls” (nem precisa dizer pra quem ela foi feita né?). Logo em seguida veio uma canção de estética otimista e amorosa: “fique bem” e por último só faltou o meio, que rapidamente se completou com “com”. Como sabemos, hoje em dia é muito raro brincadeiras despretensiosas como essa, uma pena!

A parte gráfica se mantém íntegra ao retrô exibido nas músicas expostas no compacto, deixando claro que o termo “compacto” é totalmente (ou quase) extinto nesses nossos tempos.

Clipe “Fique Bem”:
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No meio do ano (ainda 2007) veio o primeiro EP “Loufalândia” que funciona como um catalizador de bons fluidos em melodias açucaradas com belos tecladinhos aqui e ali, sem deixar de lado, é claro, algumas pequenas viagens retrô. “Loufailândia” foi gravado no espaço de 1 ano entre um computador em estado precário (com 32 mb de memoria e um hd de 8 gb) equipamentos e instrumentos problemáticos. As gravações foram embaladas por longas tardes ensolaradas e muitas madrugadas regadas a cafeína. Todos os instrumentos foram tocados por Lê, exceto os baixos de “Me dê sua mão” e “Na minha bicicleta” que foram gravados por Evandro Fernandez (Carpete Florido/ Tape Rec/ Uma Nova Orquídea…).

le-ceu-azul.jpgAs canções abordam temas casuais de uma maneira descontraída como: “Me dê sua mão” (a relação esquisita de um casal de amigos já acabada), “Pra dar uma volta” (o simples fato de consumir uma volta a dois com todos os seus benefícios e prazeres), “Legal demais” (uma declaração do que faz um amigo ser perfeito e, na verdade, o fato de ele não ser perfeito mas somente um amigo), “Levemente” (uma enxurrada de conselhos mal criados a quem só vive a atormentar a vida do próximo), “Na minha bicicleta” (uma canção de amor a uma bicicleta Caloi Poti que gera muitas emoções), “No próximo verão” (uma reflexão de coisas positivas e bonitas para um próximo verão), “Letícia cristina” (a influência de uma pequena irmã caçula e seus 7 anos), “Colagem cor” (uma abordagem psicodelicamente literária das coloridas cores que adentram as mentes descoladas de quem curte viajar em si próprio). A idéia do titulo “Loufailândia” vem de como o EP foi gravado, dentro do quarto/estúdio “Interestellar lo-fi” (que aparece em parte na capa) e que funciona como um mundo especial e mágico. A grafia inversa de lo-fi (baixa fidelidade) por loufai é somente uma brincadeira pra deixar em evidência que nem tudo precisa ser certinho! (mais com sinceridade!!!).

Muitas das influências talvez sejam bem claras como a fase psicodélica do Ronnie Von, Grandaddy, Guided By Voices, Teenage Fanclub e Mutantes além disso filmes como Alta Fidelidade, Encontros e Desencontros, Ken Park e Donnie Darko são máximas referências em texturas visuais e escritas.

Em setembro de 2008, Lê lança o compacto “Querida Deal“. Anos 90, garotas, dias de sol e festinhas de roque embalam a cabeça quase totalmente cheia de referências. No destaque, como persona cool e talvez até Miss Simpatia, está a já senhora Kim Deal, praticamente uma artesã de lindíssimas e eternas melodias.

Como uma singela referência, um compacto em sua homenagem: com 4 faixas que juntas não somam nem 5 minutos. Pequenos roques e talvez algum agito, tudo formatado em uma pura estética simples e com capa em coloração monocromática e retrô, já que o termo compacto não anda sendo muito usado. Compacto serve mesmo é para definir os disquinhos em vinil 7″.

Todas as 4 faixas foram gravadas por Lê tocando todos os instrumentos no estúdio/quarto Interestellar Lo-fi. De referência e influência, além de Breeders, Amps e Pixies (lógico); Robert Pollard, TullyCraft, Free Kitten e Second Come.

Roque de guitarra, power pop de garagem e psicodelismo lo-fi são os melhores termos definidores para a sonoridade!!!

Matéria no Correio Braziliense em fevereiro de 2010 – leia na íntegra aqui.

Matéria no Jornal O Globo em outubro de 2010 – leia na íntegra aqui.

MySpace: www.myspace.com/lealmeida

Clipe “Legal demais”:
Imagem de Amostra do You Tube

Outros vídeos Lê Almeida:
“Dropes de Halls” – http://www.youtube.com/watch?v=ikLlMbPhfpI
“com” – http://www.youtube.com/watch?v=R50io08eux4
“Fora da Faixa”: http://www.youtube.com/watch?v=d3TaugQkQhs
“Letícia Cristina”: http://www.youtube.com/watch?v=QJu2D7TVtNY

Comentários na imprensa sobre Lê Almeida:
‘Loufailândia’, surpreendentes canções lo-fi
por Fernando Rosa / Senhor F
O disquinho chegou na redação no final do ano, mas a tempo de entrar na lista de melhores EPs de 2007 para Senhor F. A posterior – e viciante – audição de ‘Loufailândia’, de Lê Almeida, desvendou um brilhante compositor por trás das canções “loufai”/noise.
Mais do que apenas um EP, as 8 pérolas do gênero merecem a atenção de quem se liga em música instigante, além das obviedades em busca da fama e renda. Lê Almeida é carioca, da Baixada Fluminense, onde prolifera uma rica cena “indie”.
Autor das canções, Lê Almeida também canta, toca praticamente todos os instrumentos e, ainda, grava em seu estúdio caseiro, o Interestellar Lo-fi. Além da qualidade autoral, também chamam a atenção os timbres e os arranjos, tudo de uma simplicidade e personalidade que impressiona.
(…) A música ‘Me Dê a Mão’ fez parte do primeiro podcast da Trama Virtual de 2008 e o EP Loufailândia deve ser lançado brevemente pelo selo Midsummer Madness Records, em versão on line.
Leia na íntegra aqui

Transfusão Noise apresenta ‘loufai’ e barulho da Baixada Fluminense
por Fernando Rosa / SenhorF
(…) Lê Almeida é um dos caras a frente do selo Transfusão Noise Records, responsável pelo lançamentos dos dois discos, ao lado de Davi Elias e Adrian Monteiro. Seu EP ‘Loufailândia’ é uma espécie de manifesto “loufai”, onde impera o compromisso com as melodias, a simplicidade e a sinceridade autoral. Gravado em seu quarto, o disco traz pérolas do gênero, como ‘Me Dê Sua Mão’, ‘Pra Dar Uma Volta’ e ‘Na Minha Bicicleta’, com ecos de Jesus and Mary Chain, Guided By Voices e girl groups, entre outras influências legais.

Senhor F traz destaques independentes de 2007
por Flávio Ohno / SenhorF
EPs
- Diego de Moraes – Reticências… (Fósforo Records)
- Johny Rockstar – Ao Vivo (Ná Figueredo)
- Lê Almeida – Loufailândia (Transfusão Noise Records)
- Lestics – 9 Sonhos (Independente)
- Sestine – As Engrenagens (Independente)

Rock Press (março/2007)
por Guto Jimenez
LÊ ALMEIDA – Fique Bem Com Dropes De Halls
(…)”Fique Bem” tem levada ie-ie-iê, “Com” puxa pro psicodélico e “Dropes de Halls” lembra mesmo o seu objeto de tema, começando docinha e ardendo aos poucos.

Zine Com Causa (Carlitos) – Março/2007
Lê Almeida – “Fique Bem Com Dropes De Halls”
Compositor e multi-instrumentista, o rapaz toca em várias bandas ao mesmo tempo(…). Ao chegar em casa, em vez de descansar a cabeça, ele foi para seu estúdio, quarto, e sentando na frente do pc, compôs, tocou todos os instrumentos, gravou, produziu e distribui pela Internet seu compacto “Fique bem com dropes de halls”. O álbum que contém três canções é melodioso, tem balanço, é singelo e hipnótico. Uma boa pedida para aqueles que passaram pelo indie dos anos 90 e apreciam o século XXI.


Contato


Discografia

Querida Deal [2008]

Faixas

REVI (EP) [2009]

Faixas

Fique bem com dropes de halls [2007]

loufailandia [2007]

Faixas

Transporpiracoes (single) [2010]

Faixas


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