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Frabin

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Frabin é o projeto solo e alter-ego do músico multi-instrumentista Victor Fabri. Nascido em Belém em 1994, criado em Santa Catarina, Victor Fabri escreveu suas primeiras composições no começo de 2011. Após algum tempo formou a banda Rascal Experience com amigos, onde era o principal compositor. No final de 2013, com o consenso de todos da banda, decidiu usar suas composições próprias apenas para seu projeto solo.

Unindo seu interesse técnico por áudio, gravações e mixagens, Victor decidiu arregaçar as mangas e montar seu home studio. O primeiro teste foi gravar seu EP de estreia. Até 3 meses antes de começar a gravar o EP tocar bateria, baixo e teclado eram novidades para ele. Catando entre as diversas músicas compostas e arquivadas em seu computador, Victor selecionou cinco e resolveu dar o nome de “Selfish” ao trabalho (“Egoísta”em inglês).

Adequado? Victor explica : “Um belo dia me veio essa palavra que meio que englobou toda a ideia do trabalho, foi muito centrado em mim, desde compor, produzir, gravar e mixar as músicas totalmente sozinho, as letras divagarem sobre mim de certa forma, ter tido a ideia e produzido as artes também, inclusive a capa (foto tirada por Wellyngton Amorim) que representaria eu no meu mundinho (rs), preso num lugar sozinho comigo mesmo”.

Lançado dia 28 de julho de 2014, o EP foi masterizado no estúdio The Ranch Mastering, onde álbuns como “Humbug” (Arctic Monkeys), “King Of The Beach” (Wavves), “Plastic Beach” (Gorillaz ) e “Thank You Happy Birthday” (Cage The Elephant), entre outros, foram masterizados. “O principal motivo“, explica Victor, “foi a busca da qualidade e sonoridade do trabalho dos caras, além de que masterizar lá foi algo meio surreal, por que de certa forma eu tava passando por um lugar que vários bandas que eu admiro muito já passaram”.

Já adaptado ao seu estúdio caseiro, Victor começou a gravar as 12 músicas, todas escritas por ele para seu disco de estreia, intitulado entusiasticamente de “Real“. Nenhuma música do EP entrou no disco, mas algumas composições de “Real” existem há bastante tempo, desde a época que Frabin começou a trabalhar solo: “Algumas já existiam até antes do ‘Selfish’; inclusive o primeiro material que eu lancei, era um vídeo e um pedaço de música, pra dar uma ideia do tipo de som que seria, e esse pedaço de música é um instrumental da primeira parte de ‘Memoir’”, explica.

O título “Real” traz esta estupefação e urgência de lançar o primeiro álbum: “Eu queria que o nome do álbum fosse algo bilíngue, já que teriam músicas em inglês e português”. Sobre as músicas em português, Victor joga a responsabilidade para outras bandas nacionais que andou ouvindo: “As músicas vieram porque na época eu estava escutando mais coisas em português, tipo Holger, Maglore, Lupe de Lupe, e fiquei afim de tentar a escrever na nossa língua”. Mas as outras 10 músicas são todas na língua que Victor diz combinar mais com o som e que o deixam a “vontade de falar sobre as coisas sem parecer ‘cafona’”.

Gravado entre março e junho de 2015, masterizado por Rafael Peleger no Estúdio Pimenta do Reino, Victor resolveu mais uma vez recorrer a uma masterização gringa, e o escolhido da vez foi Rob Grant, australiano que já trabalhou com Tame Impala, Melody’s Echo Chamber, Death Cab For Cutie e até com popices como Miley Cyrus. Mas porquê sempre no exterior? Victor explica: “A preferência existe pela qualidade do trabalho oferecido e também pelo fato de masterizar aonde outros artistas que são referência pro som que eu faço. Eu já conhecia o trabalho do Rob por causa do Tame Impala e Melody’s Echo Chamber, mas nunca cogitei masterizar lá porque pensava que era muito caro. Mas quando vi que os caras da The Outs masterizaram com ele eu descobri que o Rob era o cara mais de boa pra trabalhar, ai entrei em contato com ele e tudo se ajeitou.”

O resultado está sendo lançado pelo midsummer madness em parceria com a Balaclava Records, nos formatos digital e CD.

Matéria sobre o álbum “Real” na Rolling Stone
Além das influências supracitadas, Real bebe na fonte do dream pop e do shoegaze norte-americano, além de soar pop e anos 1980 em algumas faixas (“Bad Vibes” é um exemplo). Quando canta em português, Frabin se aproxima esteticamente dos conterrâneos – e “companheiros” de Balaclava Records – Terno Rei, Quarto Negro e Câmera, apesar de ter uma abordagem mais processada e digital.
Leia na íntegra aqui

Nota no blog Na Fumaça:
O resultado não poderia ser diferente de músicas extremamente melódicas, todas cantadas em inglês. Além disso, as canções, tem uma pegada totalmente experimental já que Frabin é um músico multi-instrumentista e usa e abusa desse talento.
Leia na íntegra aqui.

Coluna Orelhada (por Rubens Herbst):
Fabri opta por um instrumental esparso, delirante, impregnado por ambiências que divagam entre o shoegaze e o dreampop.
Leia na íntegra aqui