Dia 07 de julho o DJ6 tocou na Maldita, na Casa da Matriz. O Bruno (baixista) gravou o show inteiro. Num ato tresloucado, resolveu disponibilizar o show inteiro na internet… um bom show, diga-se de passagem. Mas depois amarelaram… Não querem que isso seja muito divulgado pois acham que a qualidade não é boa o suficiente…

Já eu achei que prum ao vivo, tá bom pra cacete! E o Dj6 é bom demais.

Enfim, aqui vão as explicações da banda e o link para quem quiser baixar as músicas:
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A Mikimba Gravadora apresenta o primeiro registro ao vivo não-oficial da DJ6, contendo 5 músicas inéditas e um cover.

http://www.zshare.net/download/15452631d11ad6d6/

1. Vertu de la patience (sans titre) (3:28)
2. Mágoa que segui (2:56)
3. Unfolded/Burst (4:48)
4. Feels Like Home (2:56)
5. Cheater (3:03)
6. Here She Comes Now (Velvet Underground cover) (4:38)
7. Museu de possibilidades (5:01)
8. Ficções (6:00)
9. Fatores (3:07)
10. Pequena Morte (6:30)

É com grande orgulho e satisfação que a Mikimba Gravadora apresenta seu primeiro lançamento, “Alego insanidade momentânea”.

Este também é o primeiro bootleg da DJ6, gravado direto da mesa de som da Casa da Matriz. O show aconteceu na segunda dia 7-7-2008, na festa Maldita.

A DJ6 se recusa a lançar seu material sem que a qualidade seja a melhor possível. Desse modo, a banda não oficialmente demos ou outras gravações ao vivo, e tampouco tem videoclipes oficiais, devida a uma certa insistência da banda em ter o controle artístico sobre sua música e imagem.

dj6_2008_2.jpgContudo, nós da Mikimba Gravadora acreditamos no potencial da banda, e ficamos particularmente surpresos com a qualidade alcançada nessa gravação um tanto precária (não há um microfone overall, tudo o que se ouve é o que foi captado pelos microfones dos dois vocalistas). Se não uma prova de profissionalismo, essa é uma prova da evolução do trabalho da banda, já que a equalização dos volumes está muito boa, ainda mais levando-se em conta que não possuem técnico de som e a casa da matriz não é o melhor lugar para shows do Rio.

Sim, os erros estão ali. O baixista, provavelmente drogado, erra o tempo e tropeça na bateria, o guitarrista erra a nota e improvisa, as vozes desafinam e seduzem com sua humanidade. Mas esse é um instantâneo de um momento perfeito, uma das melhroes apresentações da banda diante de fãs e pessoas que não os conheciam. Os que já conheciam tem esse show como o melhor deles em muito tempo, e a própria banda assume isso.

Abrindo o show temos uma das músicas novas, Vertu de la patience, na verdade a segunda música da banda em francês. Um baixo à la Interpol, vocais cuja melodia remete ao cranberries, é uma bela música, vibrante e com um fim apoteótico (aliás, uma trademark da banda, a superposição de camadas de som nas músicas, em um crescendo).

Em seguida, as três primeiras músicas do ep de estréia, na mesma ordem em que se apresentam na gravação. É como que uma despedida do primeiro ep, e pela primeira vez em muito tempo quatro das músicas do disco são tocadas num mesmo show.

Em seguida, Cheater. Inicialmente quase um brincadeira, em resposta a solicitação do baixista para que houvesse troca de instrumentos, a canção caiu no gosto do público, um indie pop curto e grudento, com guitarras que remetem ao weezer e sonic youth.

A opção pela cover de Velvet Underground é mais um acerto da banda. A banda toca poucos coveres (com essa, foram quatro, “Glory Box”, do Portishead; “Cross Bones Style”, da Cat Power; e “Serve the Servants”, do Nirvana, em versão deliciosa).

Museu de possibilidades é mais uma canção melancólica da DJ6, com uma vibe que remete a bandas de rock de portugal, uma bela letra de Julia Vaz (talvez a mais bela da banda desde a enigmática “Pequena Morte”), e um incrível trabalho de guitarra de Fel Fortes (é apenas uma guitarra na música toda, apesar dos diversos fraseados usados na música).

Ficções é talvez a canção de maior impacto da banda, um baque sônico com pinceladas de diversos estilos diferentes formando uma teia da qual quem ouve não consegue se desfazer. Um riff que remete às primeiras músicas do Godspeed You Black Emperor, um baixo dub, mais uma letra enigmática, e um refrão explosivo, com direito a guitarras à la muse. Estruturalmente, a música remete ao rock clássico (intro-estrofe-ponte-refrão-estrofe-ponte-refrão-outro-refrão). Tal qual my bed no primeiro ep, Fatores tem uma vibe jazzy, com seus fraseados de baixo e guitarra.

Fechando, pequena morte. catarse. deixe-se levar. deixe que eles segurem o volante. a viagem não tem volta. confie seus ouvidos a eles.

(Para efeito de lançamento do bootleg “Alego Insanidade Momentânea”, demos um nome para todas as faixas novas, mesmo sem o consentimento da banda, apenas para efeito de facilitar ao ouvinte a identificação das faixas — e também porque os “working titles” que a DJ6 usa beiram o ridículo, como “novanovanova”, “fator-ex”, “KLB”, “Indie pop” e “Francesa”, só para ficar nas músicas desse show)

As canções novas estão maduras. As quatro antigas, presentes no ep DJ6, executadas com maestria e pequenas modificações. Em breve, um novo EP (ainda sem título) sai pela Midsummer Madness. Por enquanto, você pode conferir a cara que as músicas novas estão tomando, e curtir todo a beleza e peculiaridade do som dessa banda única. temos muito orgulho do primeiro lançamento de nossa gravadora ser essa promissora banda. Mais lançamentos virão.

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Abraços a todos,
Alberto Gonzales, CEO da Mikimba Gravadora

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