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Devilish Dear

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Braulio Almeida, o rapaz de óculos na foto acima, começou a escrever música há 20 anos atrás, quando ainda era um adolescente de 16 anos. “Nada muito importante“, ele garante. Hoje ele é  videografista, ou seja, faz animações 2D e 3D, filmes publicitários para TV, curtas, etc. Ele também tem um estúdio de áudio focado na produção de trilhas pra jogos, trilhas sonoras para filmes e TV e sound design.

Juntar suas produções pessoais com o know-how profissional fizeram o Devilish Dear acontecer. “Foi um desdobramento de outra banda minha, a Montecarlo Jive, com Shelly Modesto (vocalista) e o Rômulo Collopy (baixo). Um material dessa época estava pronto mas ficamos sem tempo de botar a coisa toda pra frente. Peguei vocais e baixos que já estavam prontos, gravei o restante, coloquei outras faixas minhas e amarrei tudo nessa sonoridade do DD. A Shelly fez todas as letras; Collopy, a maioria dos baixos“, explica. O nome Devilish Dear eles tiraram da letra de “Mercury” da banda Processory.

Braulio conhece Collopy há mais tempo, os dois estudaram juntos no Villa Lobos, escola de música no Rio de Janeiro. A Shelly também era de lá mas eles a conheceram via Orkut. “Sim, a gente é velho. Sdds inclusive. Isso foi em 2007″, lembra Braulio. “These Sunny Days” surgiu destes quase 10 anos de composição:  “Eu juntei as ideias que achei que valiam a pena, tomei vergonha na cara e fechei o disco com essas pontas soltas. Senão ficam aqueles fragmentos de riffs espalhados que nunca viram nada; é ruim pro carma”.

Lançado por conta própria no Bandcamp em outubro de 2015, “These Sunny Days” traz 8 músicas e uma faixa bônus. A mistura de guitarras shoegazer, alguns efeitos e beats eletrônicos remete imediatamente a my bloody Valentine, Medicine e alguma coisa de Cocteau Twins, principalmente nos vocais de Shelly. “O DD tem um feedback engraçado no público de nicho a que ele se propõe. Vez por outra pipoca um email de alguém dizendo que achou o máximo, ou então que a melhor música do disco é o bônus track”, relata Braulio.

Sem qualquer pretensão, a banda nunca fez um show e também não pretende fazer. “A banda é meu hobby, minha contribuição pras pessoas continuarem ouvindo esse som. Um email de gente falando que se identificou pra mim já é um grande retorno, não bota dindin no meu bolso, mas outras coisas botam. Nem tudo precisa voltar em dinheiro, afinal“.

Hobby só existe quando sobra tempo e Braulio se diz cada vez mais focado em trabalhar com trilhas voltadas pra jogos, como este pro exemplo. Ele diz que ainda existe material do DD que pode ser aproveitado, basta surgir tempo de organizar e mixar. E como se falta de tempo fosse um problema, ele ainda toca em todos estes outros projetos:  Kao & the Mind Melt, Montecarlo Jive, Angelfood , Spaced Out Gafieira, Lost Letters.

Mesmo que esse tempo não apareça, não faz mal, “These Sunny Days”  é um dos melhores discos gravados na década de 2010, fácil, fácil.

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