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\ZINE - abril de 2021\

Cassim & Barbária tem DVD sobre turnê norte-americana de 2009 relançado online

Lançado em DVD em 2010, “Cassim & Barbária – Na Estrada, no Estúdio” é um diário de bordo da turnê que a banda fez em 2009 por terras norte-americanas, incluindo trechos da viagem, de shows e com um recheio para lá de bem produzido deles executando várias músicas ao vivo, em estúdio, já de volta ao Brasil. Esse DVD, com quase 45 minutos, está sendo relançado hoje no YouTube via midsummer madness.

Como Cassim relembra no texto abaixo, escrito especialmente para o relançamento, além do aprendizado DIY, a estrada que hoje tanto nos faz falta, é essencial para o amadurecimento sonoro das bandas.

 

Crônicas de um amadurecimento sônico
por Cassiano Fagundes (Cassim)

Há não muito tempo, havia um tipo de quilometragem que só a estrada podia dar a uma banda. Essa realidade parece ter sido radicalmente alterada, e hoje, desde a perspectiva da pandemia, o que aconteceu comigo doze anos atrás parece um sonho improvável.

Em março e abril de 2009, poucos meses depois de formar o Cassim & Barbária em Florianópolis, eu me vi dentro de uma van, atravessando a América do Norte durante 40 dias com os meus parceiros musicais e amigos Guilherme Zimmer, Eduardo Vicari, Leonardo Kothe, Heron Stradiotto, Alexei Leão e Gabriel Orlandi.

No começo da viagem, eu não sabia direito o que era o nosso som, e muito menos o que seria uma “turnê”, conceito que hoje parece estranho, anacrônico e, principalmente, inviável. Mas, na época, depois de 12 mil quilômetros rodados, percorridos por 19 estados nos Estados Unidos e duas províncias canadenses, com shows e festivais como o SXSW, em Austin (Texas, EUA) e Canadian Indie Week (Toronto, Canadá), e em casas de todos os tipos e tamanhos, achei que tinha me encontrado.

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Era o que eu queria fazer todo ano, em todos os continentes, pelo resto da minha vida. Tínhamos forjado um som na marra, na base de muita bunda quadrada, muita noite mal dormida, muita passagem de som na correria, muito show vazio. Fora as apresentações de muita gente boa, e as horas de audição de CDs na rota, grande parte deles de bandas do mundo todo com quem estávamos tocando, e que também viajavam o continente por conta dos festivais da estação.

Na mochila, levávamos nosso primeiro EP, gravado especialmente para a viagem. Tinha sido lançado antes de embarcarmos pelo midsummer madness, e foi distribuído nos Estados Unidos pelo selo nova-iorquino BNS Sessions. Mas o registro logo ficou obsoleto: nossa música foi ganhando vida própria, tornando-se estranha (no bom sentido) e fazendo com que a autodescrição inventada nas pressas, “rock subtropical”, se tornasse uma realidade sonora.

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Foi o resultado de tantos shows, em palcos de cidades como Philadelphia, Asbury Park, Boston, Montreal, Athens. E igualmente, um efeito colateral de termos marcado pessoalmente por telefone e email, ainda no Brasil, cada uma das datas, negociando cachês, estadias, falando com produtores, com bandas desconhecidas, e algumas mais famosas. Os sensos de independência, de autogestão e de produção de turnê valeram mil ensaios. Novas influências musicais eram absorvidas diariamente, no som tocando na rádio do café do posto, no show da banda escocesa predileta em um lugar para poucas pessoas, nos truques de afinações que você aprendia com a banda japonesa, nas conversas com o público.

Quando voltamos, eu realmente achei que aquela seria a primeira de muitas tours pelo mundo, impressão que você pode ter me vendo falar no DVD Na Estrada, No Estúdio.

Na verdade, aquela experiência nos proporcionou voltar logo na sequência para o Canadá, e tocar na Argentina e no Brasil inteiro, graças aos contatos feitos na primeira viagem. Contudo, empreitadas como aquela são caras para independentes, e descobrimos que viajar pelo Brasil era igualmente uma grande aventura, só que bem mais barata e viável. Nunca mais fomos tão longe. Depois daquela “estreia” internacional, lançamos mais dois álbuns e tocamos muito por aí. Mas as demandas da vida fizeram com que inativássemos a banda em 2018.

O negócio é que, quando voltamos ao Brasil em Abril de 2009, estávamos tão inspirados pela experiência que quisemos mostrar que artistas independentes brasileiros podiam viajar o mundo, mesmo com poucos recursos. Juntamos nossos vídeos, diários e impressões de turnê com esse intuito. O grupo também entrou no estúdio para documentar em som e imagem o seu amadurecimento musical, forjado nas míticas estradas norte-americanas.

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A estrada parece distante da realidade de artistas de diferentes partes nesse momento, mas espero muito que ela se abra novamente. A viagem na América do Norte, e as outras depois, mais perto, não nos fizeram famosos, nem ricos, e nem mesmo notórios. Contudo, elas mudaram a minha vida, e também minha percepção de o que realmente é tocar em uma banda de rock independente. Gostaria que todos que fazem parte desse universo pudessem ter a chance de vivenciar essa experiência.

“Cassim & Barbária – Na Estrada, no Estúdio” foi dirigido e produzido em parceria com Alexei Leão, que viajou com a banda como técnico de som. O DVD foi lançado em 2010 com apoio do Funcultural da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina. Onze anos depois, consciente do legado de seu selo na cena independente, a midsummer madness relança o documentário nas plataformas digitais. É mais um documento da força da independência artística brasileira.

Postado 29/04/2021 às 11:09

Assista a Echo Upstairs ao vivo, incluindo versões para Dinosaur Jr e Stereolab

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A Casa de Cultura do Butantã em São Paulo convidou a Echo Upstairs para produzir uma live que foi exibida no domingo, dia 18 de Abril, na página do Facebook do espaço cultural.

No vídeo com quase 45 minutos de duração, o quarteto executa nove músicas, algumas ainda sem gravação oficial como “Beloved”, “IN/OUT” e “All the Stars”. Os dois singles, “Green Quartz”  e “Clouds” aparecem na live em formato de videoclipe, enquanto que versões para “Not the Same” do Dinosaur Jr. e “Changer” do Stereolab são executadas ao vivo em estúdio.

Assista:

O convite partiu da CCB e a Echo Upstairs produziu todo o resto. Mauro gravou as baterias eletrônicas de todas as músicas e mandou em midi para a banda trabalhar.

Depois todos foram para o apartamento do guitarrista Gilbert no litoral de SP e ficaram alguns dias isolados de quarentena. Com todos seguros, cada um gravou sua parte aproveitando para fazer imagens. Ana Zumpano, guitarrista e vocalista, juntou algumas imagens de shows antigos, gravou outras novas e depois mixou e editou tudo sozinha. “Uma aventura para uma produtora de primeira viagem“, ela confessa.

A íntegra do vídeo está disponível no YouTube do midsummer madness. “A ideia agora é terminar o próximo single que vai ser em português e usar as imagens que fizemos na praia para um clipe“, diz Ana.

Postado 23/04/2021 às 11:23

EPs da Fanfarra Paradiso ganham relançamento no digital

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A Fanfarra Paradiso era quase um time de futebol: 9 integrantes! Essa galera se conheceu no colégio CEAT (RJ) e formaram a Fanfarra Paradiso com metade da formação de uma banda de ska chamada Super Saia Jeans. Isso em 2004. Três anos e muitos shows depois, eles gravaram o EP “Fanfarra Paradiso” com 5 músicas, que foi lançado em 2008 em SMD pelo midsummer madness.

Essas 5 músicas e outras 6 de um EP gravado em 2015 foram relançadas no formato digital, para distribuição via streaming. O segundo EP se chama “Vórtex” e foi disponibilizado em 2017 apenas no YouTube da banda. Agora, as seis faixas ganham lançamento oficial aqui na página do mmrecords, no Bandcamp e no streaming.

Aparentemente um corpo estranho dentro do cast do midsummer madness, as músicas instrumentais da Fanfarra passam pelo ska, jazz, psicodelia e o som das Big Bands. Uma de suas marcas registradas eram os shows em lugares inusitados, como dentro da caçamba de uma caminhão, numa galeria de lojas, no terraço de uma casa em Botafogo no meio de um jogo do Brasil numa Copa do Mundo passada, e por ai vai.

Em estado de dormência desde a gravação de 2015, a Fanfarra Paradiso espera o momento certo para voltar a tocar. “Temos material para um terceiro album que virá quando Coco-Loco assim quiser“.

Por enquanto, ouça os dois EPs da banda na
página da Fanfarra Paradiso no mmrecords
Bandcamp aqui e aqui
Spotify
Apple Music
Deezer

Postado 10/04/2021 às 9:51

Minds Away? Tá certo isso?

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No comecinho de novembro de 2018, Minds Away tocou em Florianópolis, junto com The Dolls, Gambitos e Cuba Drinker and the Hi-Fi’s. Foi o primeiro show da banda na cidade desde 2004 (antes disso o anterior tinha sido em 1999) e coloquei o cartaz no meu instagram. O primeiro comentário que apareceu foi do Rodrigo Lariú, imperador do midsummer madness: “Eu li Minds Away? Tá certo isso?

Tanto o entusiasmo quanto a admiração do patrão fazem sentido. Porque Minds Away, que provavelmente vão odiar essa expressão, são uma instituição do rock independente de Blumenau, de Santa Catarina e do Brasil que andou meio sumida e depois meio escondida. E o novo EP, “Talking Closer”, que sai nessa sexta-feira, dia 2 de abril, exatamente pela midsummer madness, é a primeira novidade fonográfica da banda desde que a música “Gjorn” entrou na coletânea “Controle”, em 2001. É de se ficar surpreso e querer confirmar mesmo.

Quem já conhece Minds Away e já viu show, não importa em qual século tenha sido, vai encontrar um velho amigo: a formação traz Alexandre Lima (guitarra e voz), Junior Sofiati (guitarra e voz), Giba Moura (baixo) e Xando Passold (bateria), aqueles mesmos. “Don’t Let Me (Shock Me Shock Me)”, “Sleeping on the Bus” e “Shiny Pretty Shake” fazem parte do repertório da banda quase que desde sempre. E aqui estão elas, daquele jeitinho que a gente gosta, com invenção, mas sem inventar muito, as melodias e refrões que quando vai ver estamos cantando junto, as guitarras na cara e aquela empolgação meio malandra.

Nesse sentido, a novidade do EP é “Send In the Clouds”, cover clássico dos Silver Jews. A ideia de fazer um tributo à banda surgiu entre o grupo dos amigos catarinas no whatsapp pouco após a morte de David Berman, em agosto de 2019, mas quem conhece esse grupo particular de catarinas não ficou surpreso do
plano não ir adiante. Minds Away, que estava no processo de gravação do que viria a ser esse EP, no entanto, gravou sua parte. “Parece que era um dever. Prazeroso, porém de alguma forma necessário. As novas gravações geraram algumas tensões internas e essa cover ajudou a gente a superar e continuar a trabalhar”, lembra Lima.O esforço compensou: a versão revisita a sonoridade lo-fi que faz parte das origens tanto de Minds Away quanto dos Silver Jews e ganhou a bênção da gravadora Drag City, lar da banda estadunidense.

Tá, mas e quem não conhece? Aí o negócio é o seguinte: Minds Away surgiu em Blumenau ali pela metade da década de 1990, como continuação da cena punk rock da cidade de poucos antes, agora muito mais próximos do rock alternativo pós-Hüsker Dü e da mentalidade International Pop Undergroud. Canções melodiosas com guitarras altas, achando bonito ser Beatles e nunca esquecendo do que aprenderam com os Ramones. Nessa brincadeira, foram fundamentais primeiro para estabelecer uma cena alternativa na cidade e operar conexões primeiro com Santa Catarina e depois com todo o Brasil. Para gravar e distribuir suas duas cassetes (“Cotton for Your Ears”, de 1996, e “Painting Dreams”, de 1997), brilharam nas possibilidades da estética lo-fi e dos selos de fita, que, de novo, foram fundamentais para a cena independente brasileira.

Depois disso, se esconderam um pouco, pararam um pouco, mas “Talking Closer” é um começo tão perfeito quanto qualquer outro para conhecer e se embrenhar na banda e um reencontro emocionante para quem esperou esse tempo todo.

Tá certo isso.

(por Fábio Bianchini – Os Gambitos / Superbug)

“Talking Closer” é um lançamento da Low Tech Recs em parceria com o midsummer madness.
Ouça na página da banda
Ouça, baixe e compre no Bandcamp
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Postado 02/04/2021 às 10:43

Minds Away

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Blumenau, SC, 1996.

Xando e Giba resolveram montar uma banda para tocar rock alternativo, noise, ou como se costumava chamar nos anos 90, guitar. Dividindo o espaço de ensaio e também os equipamentos com uma banda de Hardcore chamada Enzime, essa primeira formação tinha ajuda do Júnior na guitarra e voz “até arrumarem alguém” para começar oficialmente. Lá pelo segundo ou terceiro ensaio, Lima apareceu com a guitarra em punho e pediu “uma vaguinha para tocar“. Os quatro, incluindo o Júnior que acabou ficando são a formação original da Minds Away.

Essa formação gravou a primeira fita “Cotton For Your Ears” em 1996 e começou um circuito de shows pela região. Não eram muitos locais mas todos construiram uma enorme fama: Point 444, em Blumenau, o Trópicos que depois virou o famoso Underground Rock Bar em Florianópolis e o Curupira Rock Clube de Guaramirim. Sobre este, Giba recorda que “qualquer noite no Curupira se transformava numa noite clássica, divertidamente insana“. A Minds Away tocou lá muitas vezes, inclusive dividindo palco com Júpiter Maçã, Pin-Ups, The Cigarettes e Astromato.

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Shows memoráveis não faltaram. Lima se lembra de um show “no início da banda quando criamos pânico arrastando e jogando instrumentos num show num colégio em Timbó, um show em trio abrindo pro atrasado Júpiter Maçã no Curupira quando ficamos improvisando Pavement e Sonic Youth enquanto a atração gaúcha não chegava, de um conflito com os clichê-grunges em uma escola de música aqui em Blumenau… a lista é longa!

Giba acrescenta o 1º show no Underground Rock Bar em Floripa com o palco praticamente dentro da Lagoa da Conceição, outro também em Floripa, no Café Matisse, com Superbug e Sleepwalkers e os shows do Point 444. “Era um bar simples, muito simples, que ficava em frente ao lugar onde ensaiávamos. O dono aceitava qualquer proposta então quase todo final de semana a gente organizava show lá. Pensa que Blumenau nos anos 90 não tinha bares que apoiavam a cena independente, então o jeito era convidar as bandas conhecidas e organizar o show nós mesmos“.

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O intercâmbio com nomes como Frank Jorge e Plato Dvorak (RS), The Cigarettes (RJ), Johnsons (GO) ajudou a distruibuir o trabalho da Minds Away pelo resto do país. Lima: “Mesmo estando distante geograficamente, nos sentíamos parte da cena ‘Guitar-Band’ do Brasil nos anos 90. Second Come, Pin-Ups, Killing Chainsaw, The Cigarettes, Pelvs, Superbug, Gutta Percha, Sleepwalkers, Brincando de Deus… Muita gente boa, que consideramos bandas irmãs“.

Na Minds Away, além da correria de organizar shows, trazer bandas de outros estados e aumentar o intercâmbio, Lima também lançava bandas pelo seu selo de fitas-cassete, a Low Tech Recs. Criado em 1995, o selo tinha a Minds Away como um dos primeiros lançamentos. Apenas em fitas, a Low Tech Recs foi uma das signatárias do manifesto Demo é o Cassete, que reforçava o caráter perene e oficial das fitinhas para a história das bandas independentes brasileiras.

Com a atividade intensa, Júnior deixou o Minds Away e o trio Xando, Lima, Giba gravou a segunda fita “Painting Dreams” em 1997.  Com o ritmo de shows inalterado, alguns segundos guitarristas/vocalistas passaram pela formação como Marco (Enzime e Three Dead Seeds) que ficou na banda aproximadamente um ano e ajudou compondo algumas músicas, e Dubes (Os Pistoleiros) com quem a banda gravou um álbum nunca lançado.

Mais ou menos em 2001, o Xando foi morar em Floripa, a agitação de shows em Blumenau tinha esfriado e a Minds Away deu um tempo. “Em 2006 nos reunimos para um show no Underground Rock Bar,  que estava para fechar. Depois, de 2012 até 2016, a gente fazia um ensaio  por ano até o Júnior retornar para a banda“, lembra Giba. Nesse meio tempo, o único lançamento foi “D+G Song + GJorn” que é um single do álbum não lançado de 1999.

Em 2018, Lima abriu o estúdio Dog House com a companheira Letícia. As músicas novas que estão no EP “Talking Closer” foram todas gravadas lá. A demora, segundo Lima, tem a ver com o aprendizado da parte técnica. Quando o estúdio estava começando a ganhar corpo e as músicas novas nascendo, veio a pandemia. “Aí a coisa toda complicou. A essência eram os ensaios. Imagina fechar cinco pessoas durante duas horas no ar condicionado. Mesmo que a gente saiba que os concorrentes mal fecharam as portas, não importa. Nossa posição foi clara desde o começo: não queremos arriscar a vida de ninguém. Continuamos assim, mal pagando as contas e sobrevivendo como dá, com ajuda da família e dívidas se acumulando. Em contrapartida, o tempo livre me permitiu estudar mixagem, masterização. Retomei vários projetos. De certo modo, isso me ajudou com a sanidade mental. No Minds Away, migramos pro campo virtual e assim estamos”, explica Lima.

“Talking Closer” é apenas o 3º EP oficial do Minds Away, tem 4 faixas, todas regravações de músicas de várias fases da banda. “Shinny Pretty Shake” está em “Painting Dreams”, “(Don’t Let Me) Shock me, Shock me” é outra do álbum não lançado de 1999 e “Sleeping On The Bus Stop” só existia em gravações ao vivo. Para completar, “Send in The Clouds”, do álbum “American Water” da banda norte-americana Silver Jews foi versionada. “Sempre gostamos da banda. Com a morte do David Berman, surgiu a ideia de um tributo num grupo de whatsapp. Para muitos foi só uma ideia, cada um sugerindo a música que sua banda iria tocar. Pra gente foi escolher a música, gravar, mixar e fazer o vídeo. Tudo muito dinâmico e cooperativo. Foi um processo que realmente salvou a banda do ostracismo e deu um motivo para continuar“.

A capa do novo EP é do designer da banda, Giba: “Entrou a pandemia e bateu a depressão nos quatro. Vontade zero de fazer qualquer coisa e com isso, a criatividade se foi. Ficou tudo parado, até que eu mandei um rabisco no celular com uma foto de anos atrás. Não foi consenso na hora, e meio que esquecemos essa capa. Veio ‘Send In The Clouds’ e a possibilidade de lançar. O conceito é que apesar das paradas e retornos, a banda sempre esteve perto dos amigos e de quem gosta da banda. A capa acabou encaixando como um contraponto, como se estivéssemos lá embaixo, longe, esperando para nos chamarem para conversar de perto“.

 

 

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