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\ZINE - novembro de 2020\

Echo Upstairs inundado de elogios de blogs estrangeiros

foto de Jô Belíssimo

foto de Jô Belíssimo

O segundo single do Echo Upstairs saiu dia 20/11 e entrou no radar de vários blogs especializados em shoegaze e dream pop. As opiniões são para deixar todo mundo extasiado:

Clouds evokes the same feeling you had when you listened to My Bloody Valentine for the first time. It’s the same out of body experience, as you gently saunter through the dreamy soundscape, returning down to earth once your time with them is up. Clouds is an astonishingly composed track that sticks with you like no other.
Xune Mag

The Brazilian outfit takes elements of shoegaze, dreampop, and psychedelia and blends them into just under four minutes of escapist rock beauty. Some classic bands can be heard in the mix – Cocteau Twins, My Bloody Valentine, and Curve in the way they weave reverb-laden guitars with metronomic percussion.
Analogue Trash

Overcast tones and soft vocals, overall, Clouds perfectly captures the quintessential sound of shoegaze and it’s the kind you can never go wrong about.
Start Track

You will quite literally feel like you are floating on top of a cloud as you listen. If you are a fan of 90’s shoegaze and modern ambient dream pop acts like Men I Trust and, dare I say it, my own artist Graywave then you are going to love this song.
Indie Midlands

Echo Upstairs stand out with their poetic songwriting, mystic melodies and dynamic instrumentation. Pioneers of the sound A.R. Kane would love this band, and a show with them together would be brilliant.
American Pancake

…and it comes with a visually hazy video which coincides with the music’s ethereal dreampop fragility.
Destroy//Exist

Aqui no Brasil, o Floga-se dedicou um grande texto para contar a estória da banda e ainda acrescentou: “Lenta, ‘Clouds’ é cheia de redemoinhos de guitarra, mergulhada em delays e reverb. Entrega as referências estéticas da banda que apontam pro passado, safra Lush, Ride, My Bloody Valentine, Solwdive, sem se esquecer da turma mais nova — Crystal Canyon, Fever Dream, Trementina, Pinkyshinnyultrablast, Revrevrev — que abusa dos efeitos, e do volume e do loud-quiet-loud como ensinaram os heróis do passado”.
Floga-se

Postado 29/11/2020 às 11:43

Echo Upstairs releases 2nd single: “Clouds”

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Echo Upstairs just released its 2nd single “Clouds”. Ana Zumpano used to play the drums at Lava Divers and, one day, she was invited to substitute Early Morning Sky’s drummer for one gig. During rehearsals, they decided to play a Lava Divers song where Ana played the guitar. That sparked a desire in her to front a band.

Gilbert Spaceh, used to play guitar for Early Morning Sky but left the band in 2018. He immediately called Ana and together with Mauro Terra (drummer at Early Morning Sky) and Bigu Medina (Oruã), they started putting their musical ideas into songs.

Their first opportunity to record together was a version of Dinosaur Jr’s “Not the Same” for a Brazilian tribute organized by The Blog That Celebrates Itself.

That put the band in a fast pace, with several compositions being arranged collectively, they started plans to record an EP with 4 songs. “We already have recorded bass and drums and then the COVID pandemic came”. It was only months later that “Green Quartz”, their first single, came ou,t in July/2020 as a digital single and music video.

Recording at home, at distance, everything was at a slow pace. So, only in the middle of November/2020, “Clouds”, their second single was released, again in digital single and music video.

“Clouds” gathered good appraisal from different publications all around the world:

Clouds evokes the same feeling you had when you listened to My Bloody Valentine for the first time. It’s the same out of body experience, as you gently saunter through the dreamy soundscape, returning down to earth once your time with them is up. Clouds is an astonishingly composed track that sticks with you like no other.
Xune Mag

Overcast tones and soft vocals, overall, Clouds perfectly captures the quintessential sound of shoegaze and it’s the kind you can never go wrong about.
Start Track

You will quite literally feel like you are floating on top of a cloud as you listen. If you are a fan of 90’s shoegaze and modern ambient dream pop acts like Men I Trust and, dare I say it, my own artist Graywave then you are going to love this song.
Indie Midlands

Echo Upstairs stand out with their poetic songwriting, mystic melodies and dynamic instrumentation. Pioneers of the sound A.R. Kane would love this band, and a show with them together would be brilliant.
American Pancake

…and it comes with a visually hazy video which coincides with the music’s ethereal dreampop fragility.
Destroy//Exist

The band’s aesthetic references point to the past, Lush, Ride, My Bloody Valentine, Slowdive, without forgetting the younger crowd – Crystal Canyon, Fever Dream, Trementina, Pinkyshinnyultrablast, Revrevrev – who abuses the effects, and the volume and loud-quiet-loud as the heroes of the past taught.
Floga-se

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Postado 26/11/2020 às 14:12

Um “Ano” complicado. The Gilbertos lança 5º álbum

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Depois de quase 6 anos, Thomas Pappon entrou no estúdio na garagem de sua casa em Londres e gravou 10 novas músicas de seu projeto The Gilbertos.

Gravado entre Janeiro e Setembro de 2020, o disco organiza impressões sobre um Mundo caminhando para um lado cada vez mais sombrio. Faixas como “Descendo” (“sem saco pra subir / asa pra voar / vou descendo, descendo  / sem força pra partir / casa pra voltar / vou descendo, descendo”), “Todas Essas Pessoas” (“todos esses comunistas / são artistas são artistas”) e principalmente “Fecha” (“‘Comunista! Comunista! /  Vá pro quinto dos infernos!’ / Ih! É o quinto gol! Do Khedira. É o quinto do Khedira!”) dão o tom.

O título do álbum? “Ano”. Segundo Thomas, “é um disco sombrio, a cara de 2020 – mas com humor“. A gravação do disco foi concluída na semana que a companheira de Thomas e musa do The Gilbertos, Karla, sofreu um acidente de bicicleta em Londres e acabou falecendo. Com isso, faixas como “Não Estava Com Você” e “Me Assombre” acabaram ganhando “outro sentido”, segundo Thomas.

“Ano” traz a participação do baterista Lauro Lellis, do filho de Thomas, Samuel Xavier Pappon no baixo e os dois parceiros da banda dele, o Callum e o James. Partes foram gravadas no Stradella Studio (Callum) e no Centro Musical Morumbi em São Paulo (Lellis). Das 10 faixas, somente “Das Cinzas de um Vulcão” vem dos arquivos, foi gravada em Cologne na Alemanha, em 1994.

O álbum foi lançado no streaming e em tiragem limitada em CD digipack. Compre o CD neste link.

Ouça “Ano” na página da banda
Ouça, compre e baixe a versão digital no Bandcamp
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Postado

Echo Upstairs lança “Clouds”

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“Clouds” é o segundo single da Echo Upstairs, banda formada em 2018 em São Paulo, por Ana Zumpano na guitarra e vocais, Bigu Medina no baixo e vocais, Gilbert Spaceh na guitarra e Mauro Terra (Early Morning Sky) na bateria.

A faixa também ganhou um clipe dirigido por Elisa Moreira Oieno (Antiprisma, Bumbo Caixa) onde Ana Zumpano improvisou uma performance. Gravada durante a quarentena, o processo de criação de “Clouds” foi colaborativo: “Não podíamos estar presentes fisicamente, mas cada um deu sua alma a esse single. Esta não é uma música de uma pessoa, mas sim de uma banda que confia em todos e acredita naquilo que faz”, explica Gilbert. “Eu tinha criado esse riff numa antiga banda e nós começamos a desenvolver alguns materiais, cada um em sua casa. Gravei usando só o celular. Mandei para os outros e imediatamente eles se sentiram como parte da música, como nos ensaios presenciais. Cada um fez a sua parte, compreendendo aquela atmosfera. A Ana se encarregou da letra e a melodia.

“Clouds” traz participações de Rafael Bulleto (Neptunea, Antiprisma) nos sintetizadores, Elisa Moreira e DW Ribatski (Bumbo Caixa) nos vocais. Dennis Guedes (The Outs) divide a produção com Ana e também assume a mixagem e masterização.

O clipe de “Clouds” foi criado quase que instantaneamente, mesmo com as restrições da quarentena.“Eu já tinha ficado muito contente com o convite para fazer os backings na música, que achei linda e me identifiquei demais”, conta Elisa Moreira. “Quando a Ana sugeriu de fazermos um vídeo para a ‘Clouds’, eu topei na hora e fizemos no dia seguinte, literalmente. Pensamos no figurino, make, brisamos em algumas referências e ela chegou com a performance já na hora de gravar. Improvisamos tudo, mas parece que já estava tudo pronto, apenas materializamos a coisa. Foi um processo espontâneo, divertido e intuitivo, e muito rápido. Trabalhar com ela é sempre muito inspirador.”

O clipe tem première nos blogs Floga-se (BR) e Indie Midlands (UK) na sexta, 20/Novembro.

Ouça “Clouds” na página da banda
Ouça, baixe e compre no Bandcamp
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Postado 20/11/2020 às 13:09

The Gilbertos lança single do novo álbum

“Descendo” é a primeira música do próximo álbum do The Gilbertos, intitulado “Ano”, que vai ser lançado pelo próprio Thomas Pappon, em parceria com o midsummer madness, no próximo dia 25 de Novembro.

“Ano” traz 10 novas músicas gravadas entre Janeiro e Setembro de 2020, parte delas já sob lockdown, tanto em Londres quanto em São Paulo. As 10 faixas foram escritas e gravadas por Thomas, em sua Sunray Garage, no Sul de Londres. O filho de Thomas, Samuel, tocou baixo em todas as faixas, enquanto Lauro Lellis, James McGuinness e Callum Stephens gravaram baterias em quatro faixas. “Descendo” é uma das que traz Lauro nas baquetas.

A capa do álbum tem o design de Clarissa SanPedro, que já havia feito as artes do álbum anterior, “Um Novo Ritmo Vai Nascer”.

“Descendo” sai apenas no formato digital enquanto que “Ano” será lançado no formato digital e em tiragem limitadíssima em digipack CD, que já está em pré-venda aqui na loja do midsummer madness.

“Ano” é dedicado à Karla Xavier, companheira de Thomas Pappon, que faleceu em Outubro de 2020 num acidente de bicicleta em Londres.

Postado 08/11/2020 às 12:48

Churrus lança álbum com lados B de “Atlantic Railroad”

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Em 2019, após um longo período sem um álbum propriamente dito, o Churrus lançou “Atlantic Railroad” e, com ele, entregou não somente um belo conjunto de canções, como um contexto, em partes, autobiográfico, mas também de intercâmbio cultural e histórico entre Brasil e Inglaterra.

Dentre as composições de Matheus Lopes e Luís Couto (ambos guitarristas e vocalistas), Túlio Panzera, fundador e também vocalista e guitarrista do Churrus, apresentou sua reflexão particular sobre sua relação de idas e vindas com a Inglaterra, através de uma imaginária “ferrovia atlântica” conectando São João del-Rei – o berço da banda – a Bristol, cidade na qual Túlio viveu pela maior parte dos anos em que trabalhou em seus pós-doutorados em engenharia aeroespacial. A própria constituição de sua família, o crescimento dos pequenos filhos, passa por essa ponte suspensa em Clifton Village.

Além de uma saudade ambígua, sentindo falta de suas raízes quando em terreno britânico, e dos parques e vilarejos ingleses quando no Brasil, Túlio resgatou também uma relação histórica entre São João e Inglaterra, que vem desde o período colonial. Uma via de mão dupla, na qual os britânicos levaram muito ouro, mas trouxeram conhecimento e participaram ativamente da cultura e da história local, com uma série de participações fundamentais nas estruturas ferroviárias e arquitetônicas, tão apreciadas do patrimônio da histórica cidade colinal mineira. Contribuições sólidas até os dias atuais, que podem ser contempladas em edificações da cidade, como igrejas e colégios.

Também veio da Inglaterra, no século XIX, a primeira vacina antirrábica da história de SJDR. Em 1848, o professor inglês Richard Duval fundou na cidade o Colégio Duval, onde era ensinado Letras, Religião, Latim, Inglês, Francês, Aritmética, Geometria, Filosofia, Geografia, História, Retórica, Desenho e Música Vocal e Instrumental. E que contou com o sanjoanense José Maria Xavier, renomado padre católico e compositor de música sacra, em seu corpo docente. Dentre os reconhecimentos do sacerdote, estão a cadeira de número 12 da Academia Brasileira de Música e a admiração de D. Pedro II, que ouvia sua obra enquanto viajava em 1881. É com uma de suas peças, “Aleluia do Ofício de Sábado Santo”, em sua introdução que “Trashed Mind” dá o chute na porta em “Atlantic Railroad”.

Passado o momento aula de História, é interessante acreditar que toda essa influência ecoa em São João até hoje, e que não é por acaso que bandas como o Churrus soem como soam. Dito isso, dado o caráter histórico e biográfico deste último álbum, ótimas músicas acabaram ficando de fora, simplesmente, por não dialogarem com a proposta ali abordada. E tais pérolas têm sua justíssima compilação lançada agora, com distribuição dos selos Fleeting, Midsummer Madness e Rapadura Records, na coletânea “Besides”, cujo próprio título brinca com a ideia do material extra, “lado B”, do último álbum.

Por Pedro Dias.

Ouça “Besides” na página da banda
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Postado 05/11/2020 às 17:05