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\ZINE - outubro de 2020\

Cada Dia Mar Grosso e Agressivo – novo single d’ Os Gambitos


Numa noite no início de 1988*, a atenção da população de Laguna, no Sul de Santa Catarina, para a edição daquela semana do Fantástico era ainda maior: era a noite de estreia do videoclipe de “Deslizes”, de Fagner, que destacava cenas gravadas na cidade, no Farol de Santa Marta. Foi o início duma tradição de artistas usarem paisagens do município para suas músicas. Uma tradição não muito frequente, na verdade: a vez seguinte foi mais de 30 anos depois, quando o Lupe de Lupe fez de uma travessia pela Ponte Anita Garibaldi, também em Laguna, a narrativa visual para “O Brasil Quer Mais”.

No caso de “Cada Dia Mar Grosso e Agressivo”, dos Gambitos, o envolvimento com a cidade foi maior: a canção que batiza o EP lançado nessa sexta-feira (16 de outubro) foi composta ali mesmo em Laguna, na praia do Mar Grosso. E ali o clipe inteiro foi captado e editado. Dessa vez quem estrela a produção são cantos da praia, animação de bonecos e sonhos do isolamento. Uma espécie de ficção científica com viagem no tempo de orçamento lo-fi e distopia de almanaque.

“Cada Dia Mar Grosso e Agressivo” é o terceiro lançamento dos Gambitos em 2020 e traz quatro versões da faixa-título, com participação da cantora Urutau.

Ouça na página da banda no mmrecords
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Postado 16/10/2020 às 9:11

Assista a “live” da Pelvs com Gustavo Seabra

Na sexta feira, 02/10, transmitimos uma “live” da Pelvs. “Live”, entre aspas, porque não foi ao vivo, mas pré-gravada. Gustavo Seabra, guitarrista e vocalista da Pelvs, toca 10 músicas incluindo releituras acústicas da Pelvs, versões de músicas de projetos que ele participou, como a Verve, sua primeira banda.

Entre seus outros projetos, uma música do Pessoas do Século Passado, que resultou num álbum gravado com Dodô, primeiro baterista da Pelvs no começo dos anos 2000. Além das músicas próprias, Gustavo fez versões para uma música do Stellar, do Cigarettes, Frank Black e Lemonheads.

Entre as músicas, Gustavo fala sobre o porquê de não fazer uma live ao vivo, sobre futuro da Pelvs, explica a escolha das músicas e conta sobre seu próximo projeto chamado Velha.

“Pelvs Doesn’t Do Lives” teve todos os vídeos gravados em casa, com celular, por Gustavo Seabra. A edição ficou por conta de Tatiana Germano com assistência de Rodrigo Lariú. O grafismo que está na abertura é de uma ilustração feita por Mate Lelo para uma camisa da Pelvs. E as imagens de surf vintage da abertura foram tiradas da surf trip “A Hattera’s Odissey” (1975), que está disponível no YouTube e vale a pena ser assistido.

“Pelvs Doesn’t Do Lives” está na íntegra no IGTV do mmrecords neste link. E a partir de hoje, será também publicado no YouTube do midsummer madness em três partes. A primeira parte, com as músicas “Post Scriptum” (do álbum “Anotherspot”  de 2006), “Menstruation & Masturbation” (do álbum de estreia “Peter Greenaway’s Surf” de 1993) e a versão para “Naturally Sad”  do Cigarettes.

Pelvs Doesn’t do Lives no Youtube:

https://www.youtube.com/playlist?list=PLQD0_MESmyoqwU7bQtzNH6OywCR99UP8y

 

Postado 03/10/2020 às 9:28