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\ZINE - setembro de 2020\

Submotile releases new single about these strange times

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After a long silent period, Dublin-shoegaze duo Submotile released a new single. “Segregation” is the first song of a desired new EP that may come out later in 2020.

Michael and Daniela released their debut album “Ghosts Fade on Skylines” in 2019. The digital version was released by the band while a limited edition in digipack CD was released by midsummer madness. Fews copies are still available.

In the latest months, they have move houses and now, in a bigger place, with a spare room to serve as their home studio, they are back recording.

Lyrics were written by Daniela, who is also working in current researches to find a vaccine against COVID-19. “Segregation” talks about the polarization of ideas and how we are getting apart from each other. Speaking to Michael, Submotile’s guitarist, he revealed astonishment about the recent news that there are people protesting against the restrictions due to the second wave of Covid-19. It feels absurd that some people believe that the pandemics are a hoax while his wife is work on a vaccine against it.

Submotile’s new single is out now in their Bandcamp and also in streaming:
Spotify
Apple Music
Deezer

And there’s a music video, produced by Michael:

Postado 18/09/2020 às 7:41

Submotile lança novo single

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O duo ítalo-irlandês Submotile lançou hoje um primeiro single de um novo EP que deve sair ainda este ano. “Segregation” fala sobre os tempos estranhos que vivemos. Michael e Daniela moram em Dublin e recentemente se mudaram para uma casa mais afastada, maior, que os permitiu criar um home-studio.

Daniela é médica-pesquisadora e está trabalhando na busca de vacinas para combater o COVID-19. A letra de “Segregation” fala sobre a deterioração das relações entre as pessoas:

I’ve known you for so long
I’ve hoped that would be enough
For us to see the truth

No time won’t bring it back
Outside a storm is raging and
I’m starting feeling afraid
Of what we have become

O single foi lançado no Bandcamp da banda e também nos serviços de streaming.

Spotify

Além da música, Michael preparou este vídeo:

Letra completa:
I’ve known you for so long
I’ve hoped that would be enough
For us to see the truth

No time won’t bring it back
Outside a storm is raging and
I’m starting feeling afraid
Of what we have become

We are drifting away
They have stop playing for us

How long have we been segregated
Is difficult to tell
Everything could be happening but now
It feels so personal

We are drifting away
They have stop playing for us

In an instant everything has changed
Barefoot treading through the battered trees
Hurry now I feel estranged

Broken glasses and bloody foot print
Have you came free from your stubborn dint
Candles lighting only to the wind

How long have we been segregated
Is difficult to tell
Everything could be happening but now

It feels so personal

If you only could see
No now no one can leave

If you only could see
No now no one can leave

We are drifting away
We are drifting away

Sometimes I don’t quite remember
What it means or it is to be free
Often I wake from a slumber
And I’m grateful for all that I see

We are drifting away
They have stop playing for us

Postado

Driving Music retorna com faixa instrumental de 40 minutos

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Driving Music é o projeto de Fábio Andrade, que “teve banda a vida inteira” até que uma mudança em 2014 fez a música sair do seu cotidiano. Fábio mudou de país e começou um mestrado, seguido de doutorado. Longe dos amigos músicos e imerso nos livros e textos, a música virou um desejo distante.

Mas veio a pandemia. O que aconteceu dai em diante, nas palavras do Fábio:

No final de Abril, eu tive um agravamento de um problema cervical que desencadeou um ataque de pânico – o primeiro, e até agora o único, que tive na vida. Certamente estar no epicentro mundial da epidemia do Covid-19 (Nova Iorque, Abril de 2020) colaborou com isso, além dos efeitos do próprio confinamento, que aqui ainda coincidia com o fim do inverno e um período especialmente exigente no trabalho.

Como atividades físicas ainda eram razoavelmente limitadas naquele momento, a primeira recomendação médica era de que eu fizesse alguma coisa que me tirasse do trabalho intelectual constante que a minha profissão demanda – algo que já tinha sido sugerido em experiências que tive com ifá e astrologia. A resposta imediata foi voltar a fazer música com alguma regularidade, e o primeiro instinto foi gravar faixas de drone que demandassem uma exploração em tempo real dos instrumentos”.

Eu não sou muito hábil com multitasking, e esse tipo de atividade – assim como cozinhar – tem um lado terapêutico, porque eu concentro toda a minha atenção numa coisa que eu inclusive não domino bem, e preciso fazer com cuidado e delicadeza… se eu peso a mão, o fluxo é interrompido bruscamente, assim como uma desconcentração mínima na cozinha é suficiente pra eu queimar o almoço, ou me cortar com a faca.

‘Polaroid May Day’ é o resultado do primeiro dia em que fiz isso, e desde o início ela já me parecia uma faixa pronta, naqueles 40 minutos que levei para executá-la. De fato, há algo de experimental ali, porque eu tinha algumas regras básicas pré-estabelecidas que limitavam meu controle sobre o resultado – algo que tem a ver com a minha pesquisa acadêmica também, e que eu já há algum tempo queria experimentar com música.

Mas pra mim o resultado sempre foi musical, do contrário eu não teria lançado. Drone, noise e ambient se tornaram gêneros muito presentes no meu cotidiano, porque eu passo a maior parte do meu dia lendo ou escrevendo e eu não consigo escutar nada que tenha muita variação melódica (letra, então, nem pensar) enquanto trabalho. E acho que a faixa terminou expressando algo sobre a minha percepção do tempo da quarentena, ou mesmo de algumas sonoridades desses dias.

Nova York é muito movimentado, e a paisagem sonora da cidade mudou radicalmente quando tudo parou. Tudo que está na gravação foi feito de maneira institiva e reativa, mas depois eu percebi que vários dos sons que estavam ao meu redor – as sirenes das ambulâncias, os pandeiros e chocalhos que as pessoas tocavam pela janela todo dia às 19h para agradecer aos trabalhadores de saúde que terminavam mais um turno, assim como a própria necessidade de controlar a respiração – de alguma forma entrou na música. O disco vira um retrato desse momento.

A foto da capa foi tirada no dia seguinte, e tudo foi gravado, mixado, e masterizado em três dias – o que era também uma forma de exorcismo de uma pausa que já se alongava muito mais do que eu gostaria.

Ao mesmo tempo, ele parte do desejo de fazer música que possa interagir com o espaço e com o tempo das pessoas. Eu acho que o disco guarda um tipo de experiência para audições mais concentradas, porque ele nos convida a ajustar nossa escala de percepção musical para variações que são muito pequenas e que se revelam numa escuta mais atenta; mas ele também guarda outras experiências na interação com o ambiente, como música de fundo. Isso já era uma camada da música do Driving Music, mas aqui é como se os elementos que normalmente estavam no fundo das canções viessem para o primeiro plano, e as melodias fossem para o fundo.

Eu entendo que ele pareça uma ruptura, mas na verdade acho que a mudança talvez tenha sido a maior constante nesse projeto. Nesse sentido, esse disco não é diferente, porque ele traz mais uma face dessa relação com o mundo e com a música na qual as mudanças de vida, de cidade, e de formação se misturam com as mudanças de equipamento, de gosto, de técnica“.

“Polaroid May Day” parece marcar o recomeço de uma relação cotidiana com música para Fábio (leia mais aqui). Ele pretende lançar até o fim de 2020 um novo EP com duas canções que vem sendo pensadas ao longo dos últimos dois anos. “Deve se chamar ‘Afterimage’. Estou também finalizando uma remasterização do EP de 2010, incluindo algumas faixas e versões inéditas gravadas naquele mesmo ano que não foram lançadas“.

Ouça o EP de 2010, o álbum “Comic Sans” e a nova “Polaroid May Day” na página da banda.
Ouça, baixe e compre “Polaroid May Day” no Bandcamp.
Spotify
Apple Music

Postado 16/09/2020 às 6:55

Single novo do Electric Lo Fi Seresta

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Pense na Low Dream tocando como se fosse o The Cure. Esse é o novo single do Electric Lo Fi Seresta, projeto de Guilherme Almeida, da The John Candy. “A Light That Never Changes” sai alguns meses depois do 4º álbum da Electric Lo Fi Seresta, “Songs From the Hypnagogic Cave”.

O novo single traz uma sonoridade diferente, com mais peso e mais pressão. Guilherme explica:”Estou usando novos equipamentos de gravação como placas, bateria, baixo, teclados…Devo levar alguns meses me entendendo com a parafernalha eletrônica para finalizar as outras 9 faixas que já estão compostas”.

“A Light That Never Changes” deve fazer parte do novo álbum, que vai se chamar “MOONDIAL FM”. O título tem a ver com as lembranças do som do rádio do avô de Guilherme. “Lá nos idos de 87/88, eu ficava acordado na madrugada, ligado na Rádio Jornal Fluminense AM, em Campos (interior do Rio de Janeiro), em tempos quando The Smiths, New Order e The Cure ditavam as regras do jogo radiofônico”.

Ouça na página da banda.
Ouça, compre e baixe no Bandcamp.
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Postado 14/09/2020 às 7:45

Playlist desintegrante: os favoritos do Moon Pics

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Voltamos com a nossa série “Under the Influence”, playlists com músicas selecionadas por bandas do selo. Quem reinaugura a série é Adriano Caiado, da Moon Pics. Ele separou 10 músicas que estava ouvindo quando gravou seu último single, “suni/flwr”, uma seleção focada na força das melodias que desintegram.

Apesar de apenas 10 músicas, a playlist tem 1h30 de duração graças à faixa “dlp 3″ de William Basinski, o compositor contemporâneo que produz suas peças usando loops de fitas antigas. Apesar do mundo corrido que vivemos, faça um esforço para ouvir essa faixa até o final. Só assim você vai compreender a sensação de desintegração proposta por Adriano em sua playlist.

Além de Basinski, Adriano ainda separou faixas menos conhecidas mas não menos adoráveis do Radio Dept, Aphex Twin, Slowdive, Magnetic Fields, Grouper e Tamaryn entre os mais óbvios, e também de nomes não muito conhecidos como Sevignys, Fog Lake e Benoît Pioulard.

O single recente da Moon Pics também foi celebrado pelo blog Obscure Sound, que escreveu:
flwr” transports to a serene, hazy soundscape without a care in the world. The serenely entrancing track from Moon Pics shows a consuming dream-pop sound, full of beautiful vocal adornments, lushly elongated guitar tones, and calming backing synths.

Veja a matéria neste link. A Moon Pics foi incluído em duas playlists do Obscure Sound:
- uma com as melhores músicas de Agosto (aqui)
- outra com novidades shoegaze & dream pop (aqui)

Siga o midsummer madness no Spotify para escutar todas as “Under the Influence” anteriores. Os Gambitos, Lava Divers, The Cigarettes, A Página do Relâmpago Elétrico, My Magical Glowing Lens, Lautmusik, Frabin, Fish Magic e Churrus são algumas das bandas que já selecionaram suas favoritas.

 

Postado 02/09/2020 às 5:42