random songs

\ZINE - agosto de 2020\

Preciosidade instrumental d’O Garfo agora no streaming

foto por Natalia Kataoka

foto por Natalia Kataoka

O trio cearense O Garfo existiu entre 2007 e 2011 e lançou um EP oficial, “Epizod“, em 2009. Com cinco músicas, o EP deve agradar fãs de Mogwai, Big Black e At the Drive In. Lançado em CDR no final dos anos 2000, o EP estava disponível apenas no formato digital na página da banda no mmrecords e no Bandcamp. Agora, você pode escutá-lo no seu streaming favorito.

A história d’O Garfo se confunde com a cena autoral de Fortaleza e com o boom dos festivais independentes do final dos anos 2000 no Brasil. Formada por integrantes de bandas atuantes nas casas de shows e Centros Culturais da capital cearense, O Garfo circulou por inúmeros festivais em todo Brasil. “Epizod”, com sua bela capa, feita por Felipe Diaz, chamava tanta atenção quanto o show enérgico e torto da banda.

Conheça a história deste trio que nunca encerrou oficialmente suas atividades na página da banda.

Ouça, compre e baixe no Bandcamp
Spotify
Deezer
Apple Music

Postado 31/08/2020 às 7:13

A estória por trás da capa de “Ammonite” e os primeiros anos do Valv

O Valv completa 20 anos de existência em 2020. Entre o início da banda e o lançamento do hoje clássico primeiro EP, o tempo voou. “Ammonite” completará 20 anos só em 2021, mais ou menos na mesma data do ataque às Torres Gêmeas em Nova Iorque. Curiosamente, os dois eventos estão intrinsicamente ligados.

O ano era 2000 quando Alexandre Augusto (bateria), Luciano Cota (guitarra) e o Daniel Maia (baixo), todos egressos de bandas da cena indie e hardcore de Belo Horizonte, se juntaram para formar o Valv. “Faltava um vocalista. Tivemos uma menina que tocou guitarra antes do Alessandro entrar, a Fernanda que foi guitarrista do Heffer/Reffer, e depois tentamos uma outra vocalista que também que não deu muito certo”, lembra Cota.

Num show do Superchunk na cidade, em Setembro de 2000, Alessandro Travassos encontrou Luciano e Alexandre “que eu conhecia muito superficialmente de shows das bandas deles no saudoso Squat“, lembra Alessandro. Todos circulavam por bandas belohorizontinas: Alessandro era  ex-vocalista e guitarrista do No Hands; Luciano e Alexandre haviam tocado no Vellocet e o Luciano tocara no Mr. Rude e no Dreadfull. “Me convidaram pra ir a um ensaio pra ver o que acontecia. Saímos desse ensaio com quase todo o material que viria ser o ‘Ammonite’”.

valv05

Em pé, na esquerda, Luciano Cota, no meio, Daniel Maia. Sentados, à esquerda Alessandro Travassos e na direita, Alexandre Augusto

Já tínhamos o esqueleto de ‘Over It’ e ‘Debtors’ Jail’, que tocávamos nos ensaios do Valv antes do Alessandro entrar. Tínhamos várias partes de músicas, mas como ninguém conseguia cantar ou fazer melodias, as músicas não saíam. Quando o Alessandro entrou, esse problema foi resolvido“, lembra Cota. “Nós íamos para a casa dele, eu mostrava uma base ou um riff e partíamos dali para construir a música. O Alexandre e o Daniel também ajudavam muito nessa composição, principalmente o Alexandre dando algumas ideias de melodias“.

Sinceramente eu não sei qual foi a mágica, relembra Alessandro, “estávamos na mesma onda, todos queriam as mesmas coisas, eu acho“. Desses primeiros ensaios, ele se lembra de “só colocar melodia em algumas músicas e letras em todas“. Só…

Como a banda já ensaiava há algum tempo, haviam vários convites para shows. Quando finalmente acharam um vocalista, correram para gravar o EP.  Os primeiros shows foram, na verdade, dois no mesmo dia. O primeiro aconteceu em uma loja de discos de BH chamada Urban Cave. Estavam nesse show uns representantes do D.A. da Faculdade de Arquitetura da UFMG que convidaram o Valv para tocar na calourada da Faculdade naquele mesmo dia. “Foi um dia intenso“, relembra Alessandro. Ninguém tem certeza da data, mas se era uma “calourada”, deve ter sido em fevereiro ou março de 2001. “Não tínhamos feito nenhum show ainda e fizemos logo dois. Na sequência rolou o primeiro show na AObra, que se não me engano, foi o show de lançamento do ‘Ammonite’”, lembra Cota.

VALV02.jpg

O EP era a sequência natural de uma banda que começava com integrantes cheios de experiência. Alessandro lembra que eles tinham bastante material e o que ficou de fora do EP acabou sendo usado no 1º álbum da banda, “The Sense of Movement”, que demoraria três anos até ser lançado em 2004. “A gente precisava muito apresentar alguma coisa, não foi nada programado, no sentido de termos que fazer um disco. Foi uma coisa seminal, precisávamos liberar essas ideias no mundo“, segundo Alessandro.

“Ammonite” foi gravado no Estúdio Engenho, em BH. Lá o Valv conheceu quem eles chamam de personal George Martin. “Gravamos no Engenho e como todos nós já havíamos passado por outras bandas, a gente achava que dava conta de se auto-produzir. Nesse momento a gente conheceu o André Cabelo. Ele produziu o EP mesmo sem a gente saber que ele fazia isso porque ele também foi o engenheiro de som que nos gravou. A partir daí o Cabelo sempre esteve envolvido nas coisas do Valv”.

O EP foi todo gravado em ADAT, que era o suporte de melhor qualidade na época. A banda gravou rápido, demoraram menos de duas semanas entre gravar e ter o EP pronto. As seis faixas eram a escolha óbvia, segundo Alessandro, pois eram as músicas que estavam prontas na época. “Se me recordo bem ‘Rhyme Royal’ e ‘Heathen Vows’ (que acabaram entrando somente no ‘The Sense of Movement’) já existiam mas ainda não estavam finalizadas e ‘Puck and the needle’ entrou no EP e no álbum: uma versão acústica no ‘Ammonite’ e a versão full no ‘The Sense of Movement’”.

1a-capa-ammonite_web

Mas e a capa? “Essa história é engraçada. Um querido amigo nosso, Gustavo Rodrigues, morava em Nova York nessa época, ou havia acabado de voltar de lá, e num dia nublado, ele tirou aquela foto (com as Torres Gêmeas do World Trade Center desaparecendo no meio das nuvens), que é sensacional e nos presenteou com a possibilidade de fazer dela a capa do nosso primeiro disco. A ai veio o Bin Laden…”.

Algumas cópias iniciais do EP, que foi lançado somente em CDR, chegaram a sair com a capa do WTC antes do 11 de Setembro de 2001.

capa-ammonite“Com o incidente terrível no WTC, a gente achou melhor trocar a capa porque seria de péssimo gosto usar esse trágico evento para promoção do disco, mesmo a foto tendo sido tirada quase 1 ano antes”.

Foi nesse momento que a Fernanda Azevedo, na época trabalhando na produtora Motor Music, enviou o CDr do Valv para o midsummer madness e nós resolvemos relançar “Ammonite” já com a nova capa. A capa azul, meio shoegazer, foi feita às pressas pelo próprio Alessandro. Ele diz não se lembrar de onde tirou a imagem, mas saiu de algum canto obscuro da internet.

“Ammonite” foi o EP que tornou o Valv visível no Brasil. Com o EP, a banda  foi convidada para tocar em vários festivais como Bananada, Goiânia Noise Festival e Curitiba Pop Festival. Em 2002, o Valv foi uma das primeiras bandas independentes brasileiras a participar do South by Southwest. A saga está documentada no filme “Barulho na Rua 6″, de Kiko Mollica, com apresentação de Jefferson Santos.

Making of:

A discografia do Valv ganhou o álbum “The Sense of Movement” (2004) e depois de um longo período de hibernação, os EPs “Nautilidae”(2019) e “Silurian” (2020). Os títulos dos EPs seguem a tradição da banda de nomear os lançamentos com nomes de grupos de espécies marinhos do início da evolução. Além disso, dos três EPs, apenas “Silurian” não foi gravado por André Cabelo.

Com todos estes lançamentos disponíveis em streaming, a banda resolveu remasterizar e relançar “Ammonite”,  o único que faltava no streaming para completar a discografia.

A remasterização foi feita pelo atual baixista do Valv, Bruno Retes, que também é engenheiro de som. Retes usou as versões finais do CD e as adequou para as plataformas digitais, sem que elas perdessem qualidade ou punch. Não houve qualquer alteração nas faixas. “O trabalho feito pelo André Cabelo há 19 anos é excelente. Além disso,  apesar do Cabelo ainda ter o aparelho de ADAT  e as fitas originais, ninguém tem o software para ler a fita“, comenta Alessandro.

Para tornar o relançamento ainda mais atraente, o Valv incluiu duas faixas ao vivo gravadas em um show feito no Estúdio Saleta, em BH, em 2019. O show foi gravado pelo engenheiro de som Edgard Dedig, mixadas e masterizadas também pelo Bruno.

Além de “Frequency”, “Over It” e outra música do 1º EP ainda bastante requisitada e festejada quando o Valv faz shows. “São duas musicas que marcaram muito todos nós, pelos eventos que elas representam“, confirma Alessandro.

Ouça “Ammonite” original e remasterizado no site do Valv no mmrecords.
Ouça, baixe e compre “Ammonite” original e remasterizado no Bandcamp.
Spotify
Deezer
Apple Music

Postado 23/08/2020 às 8:58

Álbum de estreia do Churrus é relançado

foto_churrus_2008_16x9_web

Churrus’ early days: Tulio Panzera, Matheus Lopes, Paulo Filipe, David Mol e Bruno Martinho

Há 13 anos era lançado “The Greatest Day”, o álbum de estreia do Churrus, icônica banda oriunda de São João del-Rei, antro e fonte inesgotável do rock alternativo em Minas Gerais.

Gravado inteiramente em casa, na raça – num lento processo de mixagem em um laptop, que precisava do auxílio possante de um ventilador para que não se desligasse por superaquecimento (ou seja, o lo-fi em sua essência) -, pelos próprios membros da banda; Túlio Panzera (guitarra/vocal), Matheus Lopes (guitarra/vocal), Bruno Martinho (baixo) e b Berg (bateria), o disco captou perfeitamente a pluralidade de influências de seus integrantes, que bebem das mais variadas fontes do rock alternativo das décadas de 1980 e 1990, principalmente dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.

gravando-tgd-2007

Bedroom lo-tech em 2007

E isso fica evidente logo na abertura, “Awhile”, que remete, num espaço de 4 minutos, ao indie rock americano do Beulah e ao britpop mancuniano do Oasis. A partir daí, uma infinidade de ótimas bandas e vertentes do rock é lembrada pelos ouvintes ao longo das 14 faixas. Sonic Youth, Ride, Teenage Fanclub, Wilco, Pernice Brothers, Dinosaur Jr., Guided by Voices, The Jesus and Mary Chain, Catherine Wheel, etc., reticências…

Tendo alternado entre São João del-Rei, Belo Horizonte e a Inglaterra durante seus anos de formação acadêmica, Túlio parece ter desenvolvido um estilo próprio de composição, que condensava as características do lo-fi, punk, pós-punk, powerpop e shoegazing. A esse estilo, conferiu seu vocal igualmente próprio peculiar, e com a parceria de química rara com Matheus, com quem passaria a dividir as composições nos trabalhos seguintes, estava criada a sonoridade do Churrus. Uma atmosfera que vai do soturno ao ensolarado em poucos minutos, sem estranheza. Intercalando doçura e sujeira, peso e leveza… com o famoso “timbre estalado” das Telecasters marcando forte presença.

Desta forma, o álbum foi lançado em CD, de maneira independente. Após o show de lançamento, através da Pelvs, que fora convidada para tocar na ocasião, o disco chega às mãos de Rodrigo Lariú, da Midsummer Madness, que se torna parceiro na distribuição dos CDs, dando início à relação entre selo e banda que permanece até hoje.

De lá pra cá, muita coisa mudou. Da formação da banda aos recursos e facilidades de que ela dispõe para produzir suas músicas. Nesse meio-tempo, houve um revival de estilos como o pós-punk e o shoegaze, com vários artistas ao redor do mundo fazendo o que o Churrus já havia feito em 2007.

Matheus-gravando-tgd-2007

Matheus gravando guitarra para o disco na casa da mãe do Túlio

E vem fazendo de forma cada vez mais rica, elaborada, original. Não é raro, nas conversas entre os admiradores da banda, comentarem que algo “lembra Churrus” hoje em dia. E nesse cenário de shows cada vez mais enérgicos, intensos e prestigiados, dentre o catálogo cada vez mais numeroso de músicas (são 4 álbuns na discografia, dentre singles e EPs, atualmente), as canções do “The Greatest Day” continuam sendo pedidas e festejadas. “By Your Side”, única composição de Matheus no disco, é sempre a mais cantada, o hino da banda. “Hear About” nunca perde seu poder de catarse no público. “Seemed”, “Someday” e “Shakedown” nunca deixam de fazer falta nos setlists.

Esse é o legado daquele que teve a gravação mais rústica, menos lapidada. O álbum que teve todas suas cópias vendidas, esgotado, fora de catálogo e fora das plataformas de streaming. Bom… não mais. “The Greatest Day” is happening again. Remasterizado, o debute está sendo relançado e completa a discografia da banda nas plataformas digitais. Uma novidade mais que bem-vinda, dado o momento pandêmico que vive o mundo. E tanto quem ainda não conhecia esta obra-prima, forjada com paixão e despretensão, quanto os que já a desfrutam há anos, podem se preparar para ouvir coisas que nunca ouviram antes.

texto por Pedro Dias.

 

“The Greatest Day” foi também remasterizado e relançado na página da banda e no Bandcamp. Você consegue ouvir a masterização original de 2007 também na página da banda e no Bandcamp.

Os links para as plataformas digitais são:
Spotify
Apple Music

Postado 20/08/2020 às 7:34

Uma mensagem de esperança: 6 músicos regravam True Love… do Daniel Johnston

O EP True Love traz 7 vezes a música “True Love Will Find You in the End” do disco “Retired Boxer”(1985) do norte-americano Daniel Johnston. Lançado nesta sexta, 14/08, o EP é uma mensagem de esperança em tempos de pandemia.

Com Gustavo Seabra e Rafael Genu da Pelvs, Marcelo Colares do Cigarettes, Clinio Carvalho (Pelvs e Snooze), Adriano Caiado da Moon Pics, Gerson Alves da Early Morning Sky e Alessandro Travassos do Valv, o EP traz uma versão onde todas as versões foram mixadas junto, da melhor maneira possível, e as versões “solo” de cada um dos participantes.

A ideia original e as gravações são de Março de 2020, quando Genu, morando com a família em Milão, na Itália, teve a ideia de gravar essa música para um vídeo. O atraso de mais de 5 meses é todo culpa nossa, midsummer madness. Além de pelejar para conseguir uma boa edição e um bom áudio conjunto, nós achamos que as versões individuais estavam tão boas que mereciam virar um EP.

Apesar do atraso, a mensagem de esperança da música permanece. Quando parte das pessoas começam a banalizar as mortes, nós achamos que é preciso alertar para o perigo ainda eminente que a pandemia representa. É necessário pensar no próximo, na vida em comunidade e tomar todos cuidados necessários para si e para os próximos.

Essa intenção se traduz também na decisão de transferir toda e qualquer renda gerada pelo streaming do EP para o Instituto GAS, que fornece apoio a pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo. Estas pessoas talvez sejam as mais vulneráveis e toda ajuda a uma instituição que se dedica a esse cuidado é bastante importante.

Você pode ajudar comprando o EP digital no bandcamp, escutando-o no seu streaming favorito ou até ajudando diretamente o Grupo GAS: apoia.se/institutogas

Spotify
Apple Music
Deezer

Mais informações aqui

Postado 14/08/2020 às 8:49

True Love

Em Março 2020, no início da pandemia de Covid-19, Rafael Genu (baixista da Pelvs), morando com a família em Milão, Itália, teve a ideia de regravar “True Love Will Find You in the End” do Daniel Johnston com amigos, todo mundo junto, só que à distância

Genu convocou vários, alguns enviaram suas versões, outros tantos tentaram. A versão final inclui Rafael Genu, Gustavo Seabra da Pelvs, Clínio Carvalho que toca na Pelvs e tocava na Snooze, Marcelo Colares do Cigarettes, Adriano Caiado da Moon Pics, Gerson Alves da Early Morning Sky e Alessandro Travassos do Valv. Cada um deles gravou seus takes em casa, em vídeo, sem muita produção.

O importante era o registro, a parceria. E a ideia inicial era criar apenas um vídeo. Mas as versões solo ficaram tão legais, que resolvemos transformar as faixas num EP com 7 músicas. Isso também causou o enorme atraso de quase 5 meses no lançamento do material. A ideia inicial do Genu era lançar a música no auge da pandemia, principalmente para ele, morador de Milão, uma das cidades mais duramente atingidas no início da crise.

Apesar do atraso (que é todo culpa nossa, midsummer madness) a intenção da versão conjunta de “True Love…” permanece. A pandemia está longe de melhorar, pelo contrário, só piora. E no momento em que escrevemos este texto, o Brasil já tem mais de 100.000 mortos em decorrência do COVID-19.

A participação dos seis músicos envolve gravações feitas em Milão (Itália) Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Itaperuna e Brasília.

A primeira música traz todas as faixas mixadas da melhor maneira possível. Como a intenção eram gravações rápidas e caseiras, voz e violão chegaram na maioria das vezes, juntas, no mesmo canal, o que dificultou bastante uma mixagem mais homogênea.

As outras músicas são as faixas “solo” de cada um dos participantes. Se você conhece o trabalho de cada uma destas bandas, Pelvs, The Cigarettes, Moon Pics, Early Morning Sky, Valv e Snooze, vai perceber as nuances em cada versão.

A única faixa solo que não entrou foi a base que o Rafael Genu tocou e enviou para o Marcelo Colares. Então, aquilo que você ouve no fundo dos trechos em que o Colares canta na versão “junto e misturado” é o Genu.

As versões do Cigarettes e do Early Morning Sky que estão no EP tiveram um trato final no áudio feito pelos próprios músicos e, no caso do Cigarettes, com auxílio luxuoso de Pandit Pam Pam.

1. Vários Artistas – True Love Will Find You in the End 01:52
2.Pelvs (Gustavo Seabra) – True Love Will Find You in the End 01:50
3.The Cigarettes – True Love Will Find You in the End 01:50
4.Clinio Carvalho (Pelvs, Snooze) – True Love Will Find You in the End 01:51
5.Moon Pics – True Love Will Find You in the End 01:30
6.Early Morning Sky (Gerson Alves) – True Love Will Find You in the End 01:51
7.Valv (Alessandro Travassos) – True Love Will Find You in the End 01:44

A arte da capa foi feita por João Pesce e Chandra Drummond. Cada faixa tem a sua capa exclusiva, com elementos que compoem a capa final. Para acessar todas as capas, vá até o nosso Bandcamp.

O EP está sendo lançado somente em versão digital, aqui no mmrecords, no Bandcamp e também nos serviços de streaming. Toda renda gerada no Bandcamp e no streaming será doada para o Grupo GAS, que trabalha com pessoas que vivem na rua em São Paulo, que talvez sejam as vítimas maiores e invisíveis da pandemia.

www.institutogas.org.br
Instagram: @institutogas
Facebook: @grupogas
Apoia-se: apoia.se/institutogas

 

 

 

Postado 07/08/2020 às 5:30

Moon Pics lança novo single e coleciona elogios no exterior

Moon-Pics_Adriano_2020_3_web_16x9

No meio da pandemia, o confinamento se torna insuportável.

‘suni’surgiu num momento de crise. Eu estava cansado de tentar uma boa captação de guitarra num ambiente tão lo-fi quanto meu quarto. Parei de buscar um som idealizado e foquei na composição, em buscar boas melodias e harmonias.  E foi assim que surgiu a ‘suni’. Soube que seria um single quando mandei pro Luiz (aliendawg.) e ele gostou”, explica Adriano Caiado, da Moon Pics.

E não foi só o Luiz que gostou.

Vários blogs estrangeiros especializados em shoegaze e dream pop repetiram os elogios dados ao single anterior “Fall/Like Rain”:
Austin Town Hall: “he’s crafting these ethereal pop pieces, these otherworldly musical entities that sweep you away as a listener” (“ele está criando peças pop etéreas, entidades musicais de outro mundo que te fazem viajar como ouvinte“)

Destroy/Exist: “‘flwr’ is a direct piece lavish with alluring wistfulness and plain lyricism, delivered in an utterly emotional way, and sounding utterly spacious to the point of abstraction“. (“‘flwr’ é uma peça pródiga, com melancolia sedutora e lirismo cristalino, entregue de uma maneira totalmente emocional, soando espaçosa para abstrações“.)

Start Track: “I have shared Moon Pics before. This new track is really nice. I am so into it“. (“Eu compartilhei Moon Pics antes. Essa nova faixa é muito legal. Eu gosto muito.“)

Aqui no Brasil, a empolgação é semelhante no Cansei do Mainstream.

“suni/flwr” (tudo minúsculo) é o 6º single da Moon Pics, lançado no final de Julho de 2020, quando quase 6 meses de pandemia se arrastavam por nossos dias sem sinais de final próximo.

Segundo Adriano, “flwr” também nasceu de uma atenção maior às melodias e harmonias. “Não me lembro de ter gravado essa música. Eu costumo pegar o celular e gravar quando estou inspirado. Dai abandono as ideias,  fico dias sem olhar o que eu gravei. Quando voltei aos arquivos, gostei de ‘flwr’“.

Apesar de compostas usando o mesmo princípio, “flwr” é o oposto de “suni”: uma é lenta, saturada; a outra apressada, com muita distorção, um yin-yang em formato de single. Segundo Adriano, “‘suni’ é sobre não querer sentir mais nada e ‘flwr’ é sobre querer sentir tudo que existe ao mesmo tempo. ‘flwr’ é meio ‘Pygmalion’ do Slowdive e ‘Disintegration Loops’ do Basinski enquanto que ‘suni’ seria mais Jesus and Mary Chain e Radio Dept“.

Quem não passou por isso no meio deste lockdown?

“flwr” saiu com um vídeo feito por Xavier Braun:

Ouça na página da Moon Pics
Ouça, baixe ou compre no Bandcamp
Ouça no Deezer
Ouça no iTunes:
Ouça no Spotify

Postado 01/08/2020 às 9:46

Ethereal yin-yang: nem single by Moon Pics

Moon-Pics-2020_1_web16x9

Diving into pandemic, confinement becomes unbearable. ‘suni’ came in a time of crisis. I was tired of trying to record a good guitar sound in my room. So, I stopped idealizing and focused on composing, looking for good melodies and harmonies. And that’s how ‘suni’ came about. I knew it would be a single when I sent it to Luiz (aliendawg.) and he liked it “, explains Adriano Caiado, from Moon Pics .

And it was not only Luiz who liked it. Several blogs praised the new single.

Austin Town Hall : ” he’s crafting these ethereal pop pieces, these otherworldly musical entities that sweep you away as a listener

Destroy / Exist : “ ‘flwr’ is a direct piece lavish with alluring wistfulness and plain lyricism, delivered in an utterly emotional way, and sounding utterly spacious to the point of abstraction “.

Start Track : “ I have shared Moon Pics before. This new track is really nice. I am so into it “.

American Pancake: “The fluid fwr besides sonically shimmering like moonlight on the surface of a lake feels like distant lingering memories”.

We All Want Someone to Shout For: “flwr” is a blissful sonic journey that takes your hand and guides you along with its dreamy soundscapes, into a peaceful and tranquil status that you will never want to leave“.

“suni / flwr” (lowercase) is Moon Pics’ 6th single, released in late July 2020, when almost 6 months into pandemic were dragging through our days with no signs of a close end.

According to Adriano, “flwr” was also writeen in a chase for better melodies and harmonies. “ I don’t remember recording it. I usually pick up my phone and record when I’m inspired. Then, I don’t look at it for days. When I went back to my files, I liked ‘flwr’ “.

Although composed using the same principle, “flwr” feels like the opposite of “suni”: one is slow, saturated; the other is fast, with a lot of distortion. Yin-yang, what goes round, comes round.

In the middle of the pandemic, according to Adriano, “ ‘suni’ is about not wanting to feel anything, and ‘flwr’ is about wanting to feel everything that exists at the same time. ‘flwr’ reminds me of ‘Pygmalion’ from Slowdive and ‘Disintegration Loops’ by Basinski while ‘suni’ would be more like Jesus and Mary Chain and Radio Dept “.

“flwr” has a video made by Xavier Braun:

Listen, download or buy at Bandcamp
Listen at Deezer
Listen at iTunes
Listen in Spotify

Postado