random songs

\ZINE - julho de 2020\

New EP by Fish Magic: “Stillness”

fish_magic2020_web
After just one year since his 3rd and most recent album, Mário Quinderé is back with an Fish Magic EP.

“Stillness” has 5 songs and, despite its title, was not composed during the pandemic. Mário explains: “These songs had already been written before the third album and a more acoustic, folk language. Régis Damasceno (Mr. Spaceman ) and I had the idea of ​​setting up a project with Andre Travassos from Moons to write folk songs. With the pandemic, the idea was folded… In isolation, Régis started working on his new album as Mr. Spaceman and asked me to write some lyrics. That motivated me to work on what is my folk EP”.

Released as digital-only, Brazilian blog Floga-se wrote: “ … start from the end. ‘Until She Comes’, with its delicious ukelele (by Regis Damasceno) is worth the whole EP. (… ) ‘(read the full text here ).  And concluded that “Quinderé proposes calmness, stillness, silence, tranquillity. And it is successful in essence “.

This makes perfect sense if we hear from Mário himself the reasons for releasing these songs now: “Despite not being composed now, I feel that the songs connect very well with what we are experiencing. They could have been written in this painful period. Personally, I lost one of my best friends to cancer and, more recently, our dog passed away. However, I didn’t want the album to have that sad aura,  the broken lily on the cover may represent this duality “.

It can be heard and downloaded on Bandcamp.

Or if you prefer, listen to your favourite streaming:

Fish Magic at Apple Music
Fish Magic at Deezer
Fish Magic at Spotify

Postado 29/07/2020 às 9:07

Fish Magic lança novo EP: “Stillness”

fish_magic2020_web
Apenas um ano desde o lançamento de seu terceiro e mais recente álbum, Mário Quinderé está de volta com um EP do Fish Magic. “Stillness” tem apenas 5 músicas e, apesar do título (que significa “Quietude”) não foi composto durante a pandemia.

O próprio Mário explica: “Estas canções já tinham sido escritas antes do terceiro disco e tinham essa linguagem mais acústica, folk, country, e não encaixavam ali. O Régis Damasceno (Cidadão Instigado, Mr. Spaceman) e eu tivemos a ideia de montar um projeto com o Andre Travassos do Moons para lançar algo nessa linha. Com a pandemia, essa ideia ficou mais distante… No isolamento, o Régis começou a trabalhar no disco novo do Mr. Spaceman e me chamou para escrever várias letras. Isso me motivou a trabalhar no que seria o meu EP folk”.

Lançado apenas no formato digital, o blog Floga-se disse o seguinte: “…comece pelo fim. “Until She Comes”, com seu ukelele (de Regis Damasceno) delicioso vale pelo EP todo.(…) In Every Street”, ou com as baladinhas, onde o vocal tem menos protagonismo. (…) “What Needs Must Be” é “música de pegar estrada”, de ar-livre, de ser livre, do que-será-será.” (leia a íntegra aqui).

E arrematou com “Quinderé propõe calma, quietude, silêncio, tranquilidade. E é bem sucedido na essência“. Algo que faz todo sentido se ouvirmos do próprio Mário as razões para lançar estas músicas agora:  “Apesar de não ter sido composto agora, sinto que as músicas se conectam muito bem com o que estamos vivendo. Poderiam perfeitamente terem sido escritas nesse período muito doloroso. Pessoalmente, perdi um dos meus melhores amigos para o câncer em abril e, mais recentemente, nossa cachorra faleceu. Porém, não queria que o disco tivesse essa aura sofrida. O lírio partido na capa talvez represente essa dualidade“.

Com participação de Régis e André, o EP pode ser ouvido e baixado no Bandcamp.

Ou se você preferir, escute no seu streaming favorito:

Fish Magic na Apple Music
Fish Magic no Deezer
Fish Magic no Spotify

Postado

Hypnagogic dreams with Electric Lo Fi Seresta

electric-lofi-seresta-2020_3_web

Rio de Janeiro’s Electric Lo Fi Seresta has released it’s new album titled “Songs From The Hypnagogic Cave”. Brazilian blog The Blog That Celebrates Itself reviewed it this way:

In this sleep / sonorous dream, a predominance of a grey and smoky aura directs the listener, obviously, as Electric Lo Fi Seresta’s dream-pop goes beyond, far beyond, the simple cuteness of his contemporaries: echoes of languid post-punk works, such as “Harmony” by The Wake, “In Silence” by Fra Lippo Lippi, serves as creative fuel, combined with the beauty and melodic exuberance of low aesthetic, which resembles the Dunedin scene (…)

The album was released in digital format only and a music video for the track “Kissing Bats Like the Drones” was released in the same way, check it out:

Postado 18/07/2020 às 12:03

Sonhando acordado com Electric Lo Fi Seresta

electric-lofi-seresta-2020_3_web

Songs From The Hypnagogic Cave
por Renato Malizia (The Blog That Celebrates Itself)

Antes de qualquer coisa, o mais prudente a você, forasteiro e iniciante, ou mesmo, a você, iniciado ao universo em que Guilherme Almeida, ou, para os mais íntimos, Electric Lo Fi Seresta navega, é necessário elucidar o termo fundamental que dá nome ao quarto, e talvez, definitivo álbum do projeto, ou, digamos, o alter ego de seu criador.

“Songs From The Hypnagogic Cave”, o título, soa estranho em um primeiro momento, a começar pela capa, talvez a fonte utilizada possa enganar as verdadeiras intenções da obra, mas como mencionei lá no inicio, o segredo de tudo esta no termo Hypnagogic, e o desvendando será muito simples entender o conteúdo.

Vamos lá então, Hypnagogic, ou traduzindo para o surrado português, Hipnagógicas (os), são alucinações vivenciadas através dos sono, experiências estas perceptivas e vividas que acontecem no início do sono, basicamente consistem em sonhos que estão relacionados a fenômenos visuais, táteis e auditivos, estas alucinações ocorrem quando o individuo acredita estar acordado, é possível, ver, ouvir, sentir, mas inexistem movimentos, por estes fatores as tais alucinações hipnagógicas estão relacionadas com a temida paralisia do sono.

Bem, tendo elucidado você, agora é simples, prazeroso e por deveras perigoso adentrar ao particular mundo de “Songs From The Hypnagogic Cave”. Sonoramente existe um linha tênue que pode tornar-se piegas para outras bandas que pretendem aventurar-se ao universo do dream pop, muitas obras soam datadas mesmo antes de serem apreciadas, outras tendem a uma supérflua aura etérea que simplesmente não funciona, o que atualmente faz com que pouquíssimos artistas obtenham um resultado eficaz.

No caso do Electric Lo Fi Seresta, em sua viagem pela caverna hipnagógica, as canções unem-se umas as outras, não havendo aqui, ‘hits’, mas entrelaçamentos onde cada uma funde-se na outra, talvez apenas num único momento este elo é ruidosamente estilhaçado, muito provavelmente, de maneira premeditada pelo autor, trata-se de “Gash Dance”, um momento onde o sono/sonho pode ser quebrado, dependerá do tamanho da sua imersão na obra.

Neste sono/sonho sonoro, a predominância de uma aura cinzenta e esfumaçada direciona o ouvinte, obviamente que o dream pop do Electric Lo Fi Seresta vai além, muito além da simples fofurice de seus contemporâneos: aqui, ecos de obras languidas do post punk, leia-se “Harmony” (The Wake), “In Silence” (Fra Lippo Lippi), servem de combustível criativo, aliado a beleza e exuberância melódica de baixa estética, que se assemelha a cena de Dunedin.

“Songs From The Hypanogogic Cave” não surtirá nenhum efeito em você, caso não seja apreciado como se aprecia um conto, sua audição deve ser feita introspectivamente sem haver qualquer tipo de interferência exterior, caso contrário, jamais, veja bem, jamais você vai compreender o mundo do sono/sonhos proposto por Guilherme, ou Electric Lo Fi Seresta.

Caso você já tenha acordado, caso não, procure um especialista.

Ouça na página da banda.
Ouça, compre, baixe Songs From the Hypnagogic Cave no Bandcamp
Spotify
Apple
Deezer

Postado 13/07/2020 às 8:56

Depois de 24 anos, Low Dream ganha clipe novo

Depois de 24 anos do álbum “Reaching For Balloons“, a Low Dream ganhou mais um clipe. “A Sky Between Us” foi lançada no último dia dos namorados. Assista:

O clipe temporão foi dirigido pelo ex-baterista da banda, Giovanni Fernandez, que também é fotógrafo, videomaker, designer gráfico e artista plástico. Quase como uma distorção temporal, o clipe entrou nos melhores de Junho do Hits Perdidos.

Aproveita que você vai no YouTube e segue a nossa página. Lá tem uma playlist com mais de 160 videoclipes de bandas do selo.

 

Postado 11/07/2020 às 10:44

Echo Upstairs reúne integrantes do Lava Divers, Oruã e Early Morning Sky

echoupstairs-13_7x5_web

Echo Upstairs é a nova banda de um monte de gente bacana: Ana Zumpano, ex-baterista do Lava Divers; Gilbert Spaceh, ex-guitarrista do Early Morning Sky; Mauro Terra, baterista do Early Morning Sky e Bigu Medina, de vários projetos na Transfusão Noise, incluindo a Oruã.

Nascida em 2018, com alguns shows pela capital paulista, a Echo Upstairs foi forçada a adiar os planos de lançamento de um EP para sua estreia. De um total de 9 músicas compostas, o isolamento fez com que apenas “Green Quartz” fosse finalizada. “Essa música nasceu de um riff que tenho desde os 20 anos de idade e só agora tive tempo e vontade de me aprofundar e amadurecer essa composição. Gravei tudo aqui em casa (voz, guitarras, bateria, sintetizadores e meia lua) e o Bigu compôs e gravou a linha de baixo na casa dele”, explica Ana.

“Green Quartz” sai hoje, 08 de Julho, em single digital. A estreia oficial do Echo Upstairs traz ainda um belíssimo videoclipe feito por Fernanda Suaiden. Juntando trechos de uma performance de dança de Ana Zumpano, Fernanda compôs o vídeo. “A sobreposição de imagens e texturas têm intenção de fazer um mergulho na memória. Criar imagens carregadas de símbolos que quando combinadas afloram mandalas. Assim percebemos que o sonho, quando revisitado, cria novas formas e linguagens“. O clipe promove o lançamento da música, com premiére exclusiva no site Hits Perdidos.

Clipe e capa formam uma unidade visual para “Green Quartz”.  A capa é uma montagem de um ensaio fotografado por Gilbert Spaceh um pouco antes da pandemia. “Escolhi a imagem que me chamou mais atenção, onde estou numa posição que não dá pra ver a minha cabeça e isso me causa a sensação de estar ao mesmo tempo, dentro e fora de algum lugar”, detalha Ana. A capa foi finalizada com o músico e designer Rafa Bulleto, usando imagens processadas de cristais.

“Green Quartz” será lançado também nos serviços de streaming na próxima sexta, 10 de Julho.

Ouça Echo Upstairs na página da banda
Ouça, baixe e compre no Bandcamp

 

Postado 08/07/2020 às 12:15

Há 6 anos atrás, o Brasil perdia de 7×1 para Alemanha

Os-Gambitos-still-clipe-7x1-1_web

Os Gambitos comemoram o aniversário do 7×1 com videoclipe e karaokê.

Nesta quarta-feira, 8 de julho, faz 6 anos que a Seleção Brasileira tomou de 7×1 da Alemanha pela semifinal da Copa de 2014 no Mineirão. Assim, foi a data escolhida pro lançamento do clipe da música “Uma Palavra em 7a1emão”, d’Os Gambitos. Dois clipes, na verdade: a versão “normal” e a versão karaokê, sem os vocais e com a letra na tela acompanhando as imagens.

O clipe, realizado em parceria com a Vinil Filmes e dirigido por Marco Martins, é inequivocadamente resultado da safra de vídeos da quarentena: os integrantes da banda e amigos em casa, às voltas com afazeres domésticos e estratégias pessoais de saúde mental. A situação da pandemia se relaciona com a letra da música e até o choque diante daquela goleada nesse sentido, o da impotência diante da magnitude da história e a tentativa de fazer alguma diferença ou intervir, dentro das possibilidades de cada um. Mais ou menos como cantar uma versão karaokê dos acontecimentos do mundo.

A música “Uma Palavra em 7a1emão” faz parte do EP “Ilha do Pathos pt2″, lançado pela banda florianopolitana no último dia 23 de abril.

Postado

Echo Upstairs

echoupstairs-2_16x9_web

foto por Jô Belíssimo

Echo Upstairs é a nova banda de um monte de gente bacana: Ana Zumpano, ex-baterista do Lava Divers; Gilbert Spaceh, ex-guitarrista do Early Morning Sky; Mauro Terra, baterista do Early Morning Sky e Bigu Medina, de vários projetos na Transfusão Noise, incluindo a Oruã. É um projeto que nasceu de encontros e reencontros, pessoais e interpessoais.

Em 2018, Ana se mudou de Uberlândia para São Paulo. “Queria expandir musicalmente, viver de perto a cena e precisava urgentemente conciliar meu estilo de vida com a música“, confessa.  Só que a distância entre as cidades minou a dinâmica de composição no Lava Divers. “Cheguei a ir para Uberlândia para encontrar com eles pessoalmente para tentar uma solução que deixasse todo mundo mais confortável. Mas percebi que eles já estavam decididos. Eu queria que eles estivessem felizes, eu sentia muita saudade da banda, mas, eu também estava feliz morando em SP“.

Se aclimatando à capital paulista, Ana começou a tocar com várias bandas.  No finalzinho de 2018, ainda baterista do Lava Divers, ela tocou bateria num show Early Morning Sky porque o baterista da banda, Mauro Terra, tinha um compromisso. Ana foi convidada por Gilbert Spaceh, naquela época ainda guitarrista do EMS. Nos ensaios, Ana sugeriu que eles tocassem “Forbidden” do Lava Divers, escrita por ela para guitarra.

A senha estava dada: durante o show, Gerson foi para a bateria e Ana assumiu a guitarra e os vocais. Segundo Ana, “foi realmente especial, naquela noite tive a certeza de que gostaria de levar minhas composições mais pra frente. Quando tomei a frente do palco e toquei guitarra com o Gilbert me acompanhando, bateu aquela sensação gostosa de familiaridade, parecia que a gente já tocava junto a bastante tempo!

Depois desse show, Gilbert chamou Mauro (baterista do Early Morning Sky) e o Bigu Medina pra tocar baixo para alguns ensaios.”Não deu outra“, lembra Ana, “rolou aquela brisa maravilhosa que faz a música fluir. Gravamos uma versão de “Not the Same” do Dinosaur Jr. que entrou numa coletânea do TBTCI e a partir disso começamos a nos encontrar toda semana“.

O nome Echo Upstairs foi pensando para trazer “um tipo de brisa sonora que viesse de algum lugar superior, do alto celestial, que juntasse camadas etéreas e pedradas de distorção“. Na nova banda, Ana saiu de vez da bateria para assumir guitarra e vocais. “Meu primeiro instrumento foi o violão. Bateria eu só tocava no meu pensamento mesmo. Como era um instrumento de mais difícil acesso, toquei violão primeiro“.

Antes da pandemia (março 2020) a banda estava em ritmo acelerado, com várias composições sendo arranjadas coletivamente, um total de nove, aproximadamente. Começaram a esboçá-las em casa num porta-estúdio Tascam de 4 canais, para depois entrar em estúdio e gravar um EP com 4 músicas. “Conseguimos gravar baixo e bateria e e dai veio a pandemia. Desde então o EP está parado“.

echoupstairs-13_16x9_web

foto por Jô Belíssimo

A maioria das músicas ainda não lançadas foi composta por Ana, meio que num reencontro com aquela vontad antiga de compor mais. Gilbert também escreve, e os dois acabam compondo juntos também.

Com a quarentena, Ana começou a gravar mais em casa. “‘Green Quartz’ é de um riff que tenho desde os 20 anos de idade e, só agora, tive tempo e vontade de me aprofundar e amadurecer essa composição. Gravei tudo aqui em casa (voz, guitarras, bateria, sintetizadores e meia lua) e o Bigu compôs e gravou a linha de baixo na casa dele

A letra foi feita em conjunto com Marky Wildstone. “Ele é escritor e estávamos conversando sobre a poesia que eu gostaria de passar através da letra. Mandei pra ele alguns escritos, uns rabiscos e poemas e ele transcreveu de um jeito que parceria que eu estava dizendo aquilo antes mesmo de dizer. Gravei o vocal no primeiro take (foi o que eu mais gostei).”

Enquanto o Mundo se engana relaxando a quarententa, o Echo Upstairs segue confinado, respeitado a suas vidas e a vida dos outros. “Estamos estudando uma forma do Mauro captar a bateria em casa e o Gilbert gravar guitarras também. Antes da pandemia a gente fez alguns shows e foi muito foda. A gente quer voltar a tocar toda semana e fazer shows por aí. Queremos lançar canções, fazer camisetas, lançar coisas físicas, a demo em fita quem sabe. Temos várias ideias de clipes que temos vontade de fazer. Sei lá, tem muita coisa pra viver, muita música pra nascer“.

“Green Quartz” sai dia 08/07/2020 como single digital pelo midsummer madness.

 

Premiér de “Green Quartz” no Hits Perdidos. Leia aqui.

 

“Green Quartz”, por Lucas Lippaus
Bandas que apresentam músicas mesclando elementos distintos, mas que soem de forma natural, sempre foi algo admirável para mim, justamente por não ser algo simples. O processo exige uma grande bagagem cultural e muita sensibilidade da parte de seus integrantes.

A banda mostra que, apesar de alguns integrantes estarem assumindo funções inéditas para eles próprios, suas experiências permitem chegar aonde pretendem. “Green Quartz” é uma música pop com a clássica fórmula do gênero (intro/verso/refrão), mas ao mesmo tempo explora sonoridades ruidosas e profundas, que podem ser encontradas em gêneros como Shoegaze ou Dream Pop.

Baterias minimalistas, guitarras ambientes, vocais etéreos e um teclado delicado. A execução desses instrumentos em “Green Quartz” transmite profundidade, melancolia, delicadeza e até mesmo inocência. Sempre variando suavemente a intensidade de sua execução.

Em momentos difíceis, “Green Quartz” se torna uma evasão. Um refúgio de alguns minutos que nos faz esquecer qualquer agonia ou medo do dia. Que venham mais músicas assim da Echo Upstairs.

 

 

 

 

Postado 07/07/2020 às 9:13