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\ZINE - dezembro de 2019\

“Long Time No See”, new album by Brazilian trailblazers Pin Ups

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It’s hard to explain to someone who is not from Brazil the importance of Pin Ups. Especially if you weren’t into what now would be called “indie music” in the 90s, in Brazil.

Pin Ups was one of the first Brazilian bands to turn up the volume of the guitars, sing in English (well, not really the first; for more on that, watch “Guitar Days” doc, link below) and turn its back on Brazilian Music.

Simply put, they were the first Brazilian “indies”.

Pin Ups’ first album was released in 1989 by a Brazilian label called Stiletto that was also putting out licensed titles from 4AD and Creation. “Time Will Burn” was the first record from an underground generation and its importance recently has been recognized in two documentaries: “Time Will Burn” (here and here, Portuguese only) and “Guitar Days – An Unlikely Story of Brazilian Music” (trailer here; soundtrack here, and you can rent and watch full doc, with English subtitles here). Unfortunately, one of the docs has not been translated yet, but “Guitar Days” tells the story of this generation very carefully.

Always with Zé Antônio and Alê Briganti in their formation, Pin Ups have released 6 albums from 1989 to 2009. In 2016, midsummer madness re-released the band’s full discography in digital format and a very special vinyl edition of 2007′s “Lee Marvin” album.

The occasion was that Pin Ups played at the end of 2015 what was supposed to be their last gig. The gig sold out and what we saw on stage was the same energy from earlier days but performed even better. From that pseudo-goodbye on, Pin Ups was back: full discography re-released and back to the studio to record a new album.

Recording started in 2018 with Adriano Cintra (former CSS, Madrid, Thee Butchers’ Orchestra) joining Pin Ups as guitar-player and co-producer, along with guitarist Zé Antônio.

Long Time No See” has Pedro Pelotas (from Brazilian 60s’ Cachorro Grande) playing keyboards in “Mexican Tale”, Jim Wilbur (from US Superchunk on guitars in “Mexican Tale”), former Pin Ups’ guitarist Eliane Testone (now living in London) in “Portraits of Lust” and “Little Magic”, Victor José and Elisa Oieno (from Brazilin psych-folk Antiprisma) in “Ballad for Samuel & Tobias” and “Gone Tomorrow”, and finally Amanda Butler (from Brazilian noisesters Skydown) in “You Can Have Anything You Want” and “Mexican Tale”.

“Long Time No See” was also released in 2019 on vinyl, CD in a joint-(ad)venture by midsummer madness and Brazilian US-based Fleeting Media.
Cover art is by Laurindo Feliciano.

Pin Ups 2019 is:
Zé Antônio – guitars
Alê Briganti – vocals, bass
Flávio Cavichioli – drums
Adriano Cintra – guitars


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Postado 31/12/2019 às 11:15

Retrospectiva 2019

2019 foi com certeza o ano em que o mmrecords mais lançou “discos”. Foram 248 músicas divididas em 6 álbuns, 6 EPs e 18 singles inéditos. Entre os álbuns, 5 sairam em CD e “Long Time No See” do Pin Ups em vinil. Alguns deles, como a estreia do Macintushie (foto acima), os singles do Moon Pics e Slowaves, ganharam destaque em blogs gringos.

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Fish Magic (foto) e Electric Lo Fi Seresta tiveram seus terceiros álbuns e lançamos as excelentes estreias do Strawberry Licor e do Submotile. Ainda teve a coletânea do documentário Guitar Days.

Novos nomes entraram para nosso cast: Hatchets, Lombroso e aliendawg. além dos já citados Moon Pics, Slowaves e Macintushie.

 

Além das músicas novas, relançamos exclusivamente para o digital toda a discografia do Grenade, com 8 títulos, o clássico do Grape Storms, o primeiro do Motormama e uma coletânea de 20 anos deles.

Entre os singles, teve música nova do Lava Divers, do Baudelaires, do Superbug, Os Gambitos, Lautmusik, Santa Pipe e Iorigun. Para facilitar sua vida, fizemos uma playlist com 1 música de cada um destes lançamentos. Role a barra para baixo porque são 33 músicas na playlist!

Alguns lançamentos vieram com videoclipes: Strawberry Licor lançou dois, Moon Pics também, além de clipes do Pin Ups, Devilish Dear, Hatchets, The Dead Suns, Early Morning Sky e Iorigun. Quem gastou a cota foi o Electric Lo Fi Seresta, que produziu 5 para ilustrar algumas músicas de “End of Decade”. Dê uma olhada na playlist de 2019:

https://www.youtube.com/playlist?list=PLQD0_MESmyopEStPpNOHLQann1wVaZ4Yj

Em 2019, a única coisa que ficou faltando mesmo foi a coletânea de 30 anos… infelizmente nós nos atrasamos e ela será lançada somente em 2020. O principalm motivo do atraso foi correr atrás da autorização de quase 500 integrantes de bandas, algumas delas que já nem existem mais. Mas valeu a pena pois assim coletânea sairá em vinil, CD e cassette com mais de 80 bandas!

Se você gostou, tem a Retrospectiva 2018.

Postado 19/12/2019 às 13:56

Sexta-feira 13 e nossa década fechando com 2 singles: Hatchets e Lombroso

Nossos últimos lançamentos de 2019 e, segundo alguns, da década de 2010, saem hoje, uma sexta-feira 13. Lombroso, o enigmático projeto à la Spaceman 3 eletrônico kraut, lança seu 3º título pelo midsummer madness, mais um em sua extensa e caótica discografia (confira aqui).

Aconteceu assim: “Marcão chegou na minha casa com uma surpresa: o mesmo modelo de baixo que o Jah Wobble usa, um Ovation que parece literalmente de outro plano/planeta. Nosso último movimento como Lombroso antes de mudanças (literais), reformas (literais) e bons 8 meses de esparsa comunicação

“Ovation” é uma viagem de 9 minutos digna de Jason Pierce e Sonic Boom mas minimalista como os novos tempos mandam.

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Já o também paulistano Hatchets, lança ‘Bare Knuckle’, um single de quase 9 minutos, mais swingado e menos denso que “Ovation” mas igualmente hipnótico. O single sai com um clipe todo manchado de vermelho, tipo a sua visão num videogame, quando você apanha, apanha mas continua de pé, sem desistir da luta. O clipe, filmado com um celular nas ruas de São Paulo, ilustra uma viagem à la Stone Roses, de proletários lutadores com tablas indianas.

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Postado 13/12/2019 às 8:49

Gambitos alerta: é proibido ser feliz em SC

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Fábio Bianchini tem seu projeto “solo” para músicas urgentes chamado Os Gambitos. De 2009 até 2019, Os Gambitos já lançaram 2 EPs e 5 singles, o mais recente saiu hoje, 06/12: “É Proibido Ser Feliz em Santa Catarina”. Com mais uma letra em português, Bianchini se juntou a Jessica Gonçalves (guitarra), Marcio Bicaco (vibrafone) e Xando Passold (bateria) para gravar um protesto quase twee sobre a impossibilidade de ser feliz no lugar onde eles moram.

Foi assim, explica Bianchini, “uma amiga minha ficou puta e tuitou ‘alguém devia fazer uma música chamada É Proibido Ser Feliz em Santa Catarina’. Isso porque tem uma área no centro de Florianópolis que tava abandonadaça há uns 10 anos. Aì começaram, devagarzinho, a abrir uns bares. Em fevereiro (antes do carnaval de 2019) teve um evento aberto com show do Francisco El Hombre. Deu gente PRA CARALHO e quando escureceu a PM chegou tocando o terror pra dispersar, cassaram o alvará de funcionamento de um dos bares, o Taliesyn. Algumas semanas depois, começou a encher cada vez mais e polícia estabeleceu toque de recolher meia noite. Na primeira vez que mandaram fechar tudo, essa minha amiga tuitou e eu me comprometi a fazer a música”.

A coincidência trágica disso tudo é que a rua começou a ficar ainda mais movimentada porque fecharam um baile funk dias antes e daí a galera começou a ir pra região da Rua Victor Meirelles. Como a maior concentração é na frente de um bar chamado o Madalena e rendeu até música:

Como relata Bianchini, era “o clássico galera na rua com isopor, caixa JBL tocando funk, aí já junta vendedor ambulante, etc, etc“. E dai é óbvio que toda a operação policial traz consigo um componente racista e higienista, similar ao que acabou de acontecer em Paraisópolis.

A música, gravada por Jean Gengnagel, Joel Rosa da Luz e Cicero Bordignon no Estúdio Urbano em Florianópolis, teve o auxílio luxuoso do Coral dos Duendes da Victor (em referência à rua) formado por Fernando, Jessica (das bandas Ghost Bitch e Cigar Kills), mais o João, o Antõnio e o Duds (do Exclusive os Cabides, banda mais legal do momento em Floripa).  “É Proibido Ser Feliz em Santa Catarina” é também o primeiro single do álbum “Ilha de Pathos”, estreia d’Os Gambitos que deve ficar pronto ainda no 1º semestre de 2020.

Bianchini escreveu sobre o álbum:
Pois então, tamos gravando. Nove faixas novas mais uma cover do The Cure. Percebi que tinha uma afinidade temática ligada à minha relação com Florianópolis. Quase escolhi ‘Meiembipe’ pro título porque era como os índios chamavam a ilha. O problema é que aqui todo mundo vai lembrar do motel que tinha esse nome. Dai me lembrei que outro dos nomes antigos daqui era Ilha dos Patos. E, do nada, as letras novas são todas em português.

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Postado 06/12/2019 às 8:50