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\ZINE - abril de 2019\

The Baudelaires lança single novo com show em Belém

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The Baudelaires lança hoje seu primeiro single do ano, a caminho do próximo álbum. A ideia é que esse próximo disco seja uma coleção dos novos singles. Para dividir o palco, eles chamaram a banda Noturna, que lançou alguns singles em 2018 e o  e prepara um novo EP com 4 canções que deve ser lançado em breve.

A festa será a partir das 20h, no Núcleo de Conexões Ná Figueredo, e conta também com a discotecagem em vinil de Andro e Damasound (ambos do Baudelaires).

Powerpop Night
The Baudelaires e Noturna
local: Ná Figueredo – Avenida gentil bittencourt, 449, Belém
a partir de 20h
ingressos: R$10

Postado 19/04/2019 às 11:35

Superbug

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Superbug em 2003

Se o Superbug  não for uma instituição do Indie Catarina e Brasileiro, é ao menos um dos segredos mais bem guardados.

Formada em Florianópolis em 1994 com Diógenes (guitarra, vocal, baixo), Pablo (baixo, vocal, guitarra), Fabio (guitarra) e Yan (bateria). O primeiro show foi mais ou menos nessa época, abrindo para outras ótimas bandas locais: Victoria-X e Gutta Percha, no Berro d’Água.

A segunda fita deles intitulada “Baby, Baby” (mm23) foi lançada em 1997 pelo midsummer madness. Naquela época, publicamos o texto abaixo na primeira versão do site do mmrecords.com.br, feito na mão, com html básico, gifs e pequenos trechos de 30 segundos de áudio em wave, que na época eram pesadíssimos, com 800 Kb de tamanho.

Um dos sobreviventes do estilo guitar band em Santa Catarina, o SUPERBUG lançou em 1997 sua segunda fita. “BABY, BABY…” é mais uma prova de que Florianópolis está produzindo uma grande quantidade de bandas de alto nível.

Nas onze faixas da fita gravada no Freezer Studio, no Rio de Janeiro, Diógenes (guitarra e voz), Mutley (guitarra), André (baixo) e Rodrigo (bateria) mostram as influências de Beatles, Teenage Fanclub, R.E.M. e Yo La Tengo sem cair na armadilha de homenagear os ídolos repetindo o que já foi feito. O som tem tudo para agradar ao público em geral e não apenas aos fãs do estilo, com músicas acessíveis e agradáveis, sem ser sonolentas como algumas das fontes de inspiração do SUPERBUG.

E se eles curtem guitar bands, o que não falta são guitarras distorcidas. Microfonias e distorções são peças-chave em cada música. Como em “Tangerine Limousine”, “?!?!?!?!?!” e “Straight all life”, que tem uma levada punk rock e, ao vivo, são ótimas. Outra boa característica do grupo são os backing vocals sempre bem colocados. Repetindo partes das letras ou atacando de “Paparapapa”, o quarteto se sai muito bem.

Mantendo a tradição do ar triste, para nao dizer dark, das guitar bands, o Superbug ainda preparou “Flannel shirt” e a bucólica “Megawatts of love”. Peças onde o vocal melancólico de Diogenes leva o ouvinte à fronteira do “8 ou 80″.

Certamente, depois de escutar “Baby, baby…”, você terá certeza de que já passou da hora de alguma grande gravadora notar que Florianópolis está vivendo um momento único na criação de bandas. Pode-se afirmar que é algo semelhante ao que aconteceu em Recife com o seu Mangue Beat. Mas existem duas diferenças entre a ilha e a capital pernambucana: o Brasil só volta os olhos para Floripa para distorcer a Farra do Boi e os grupos daqui não seguem todos a mesma linha musical. E por falar em movimento musical, como se chamaria o daqui ? Mané Beat!

“Agradar o público em geral”? “Algo semelhante ao que aconteceu em Recife com o seu Mangue Beat” ?!?!
Um texto esquisito, para dizer o mínimo. Mas a gente preferiu deixar o texto assim, sem modificar nada. Alucinações coletivas à parte, é bacana lembrar que “Baby Baby” foi gravada no Freezer, estúdio montado por Gustavo e Dodô (Pelvs) em Botafogo.

Em 1998, os Superbugs voltariam à Cidade Maravilhosa para um apoteótico show na 2ª edição do festival Algumas Pessoas Tentam te Fuder, que aconteceu por quatro finais de semana consecutivos na Bunker, uma casa noturna que ficava em Copacabana. Depois disso, Mutley (Bianchini) e Diógenes sumiram.

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Em 2003, de surpresa, recebemos um CDr com três músicas, “Hot Milk” (mm60) para lançar. O EP saiu em 2003. Naquela época, publicamos este texto:

É ruim de acreditar e pior ainda de suportar, mas o Superbug chega em 2003 a seu décimo ano de quase atividade. Por mais que Diógenes e Fábio (ambos nas guitarras e vozes), remanescentes da primeira formação, insistam no mesmo sonzinho de sempre, a idade chega e não deixa mentir. Principalmente quando Alex (bateria), no grupo já há alguns pares de anos, faz com que todos ensaiem ocasionalmente, eliminando a chance de transformar desleixo em pretensa espontaneidade.

O que lhes resta, então, é entrar numas de música de velho e tentar chamar isso de maturidade. Quer dizer, continuam influenciados por Weather Prophets, REM, Cure, Yo La Tengo, Pastels, Beatles, Jesus and Mary Chain e toda aquela turma, mas na hora das entrevistas, citam Byrds, Neil Young e Rolling Stones. Não ignoram, entretanto, as novas tendências musicais: dirigem a elas seus olhares paternais e sorrisos complacentes.

Quem garante a jovialidade é a baixista Vanessa, que ainda por cima os impede de soar como tiozinhos auto-indulgentes. O resultado é um passo além do EP Hot Milk, registrado no início de 2003. Sim, o Superbug agora quer tocar mais lento e devagar, mas ainda faz refrõezinhos sem vergonha, ainda deixa as guitarras altas demais aqui e ali, ainda faz canções pra todo mundo cantar junto. Ainda insiste em rótulo como “punk tsé-tsé” ou “pop pauleira”. Deixa os coroas.

E o texto terminava com os seguintes links:
site oficial: http://www.superbug.kit.net (que despareceu totalmente) e um link na Tramavirtual, recuperado via WaybackMachine, onde eles apareciam como “Favoritos da Tramavirtual”, com o mesmo texto acima. Buraco negro da história é o tal álbum “Black Coffee” que nunca saiu.

Bianchini, Diógenes, Alex e Vanessa sumiram novamente. Bianchini lançou seus EPs como Os Gambitos e em 2018 surgiram os primeiros rumores de uma nova música do Superbug, que se materializou em 2019, com “Fingers”. Saiba mais sobre esse single aqui

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1994 – 1996
Diogenes (guitarra, vocal, baixo), Pablo (baixo, vocal, guitarra), Fabio (guitarra) e Yan (bateria)
gravaram “Take Yer Horse Off the Rain” (1994)

1996
saíram Pablo e Yan, entraram Andre Göcks (baixo) e Rodrigo Alves (bateria)
Foi essa a formação que gravou “Baby Baby” (1997)

Saíram André Göcks e Rodrigo Alves, voltou o Pablo (baixo) e entrou Heron Stradioto (bateria)
Saiu Pablo e entrou André Seben (baixo)
Saiu Heron e entrou Alex Jus (bateria)
Saiu André Seben e entrou Zé Quadros (baixo)
Saiu Zé Quadros e entrou Vanessa Pichinatti (baixo)
Em 2002, entrou Beatriz TS (teclado). Ela gravou o Hot Milk (2003) e saiu da banda no ano seguinte.

2003
a formação que se mantém até hoje: Diógenes, Fabio, Vanessa, Alex.

Postado 15/04/2019 às 7:31

Depois de 15 anos, Superbug lança single novo

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Superbug
surgiu em 1993, em Florianópolis, derivando das ideias adolescentes principalmente de Fábio Bianchini (na época, um promissor colaborador do inesquecível Fútio Indispensável) e Diógenes Fischer. Com algumas mudanças de formação, duas fitas lançadas (“Take Yer Horse Off The Rain” e “Baby Baby”) o quarteto completado por Vanessa e Alex estava sumido desde 2004, quando lançou o EP “Hot Milk”.

“Fingers” é um single solitário mas nos deixa cheios de esperança por mais novidades do Superinseto. Marcelo Colares, do Cigarettes, escreveu a respeito:

Conheci o Superbug em 1994 e lá se vai uma vida. Sou fã desde aquela época, quando ouvi a gravação de estreia, “Take Yer Horse Off The Rain” (Fútio Indispensável Records), naquele mesmo ano.

Nesse novo single, que nos chega após o silêncio de uma década, o quarteto ressurge ainda mais bem resolvido, seja na produção desinibida, hábil em dar nitidez a todos os instrumentos, seja no destaque às guitarras bem timbradas, em riffs e solos dignos dos melhores momentos de Neil Young. Até um vibrafone maroto eles conseguiram emplacar.

A letra fala de sensações indefiníveis e espaços de acolhimento: “It looks just like brown sugar/ but it’s hard to take its taste/ The place is packed, the music’s loud/ Yet it feels so intimate/ And I go along”. E curiosamente me lembra também do “Inferno” de Strindberg. No livro, o artista sueco relata suas experiências com a química e as tentativas de alquimia em meio a uma espiral de problemas práticos e confusão mental. Às vezes, é preciso se deixar levar…

A música do Superbug traz mais conforto do que o referido “Inferno”. O exercício de transmutação é o que me faz associar os dois. Fábio, Diógenes, Vanessa e Alex retornam em uma boa hora nesse péssimo momento em que todos vivemos. Com “Fingers” reafirmam a possibilidade de criação mesmo nas condições mais adversas. Um exemplo a ser exaltado.

Teria muito mais a falar sobre o Superbug e sua música, mas opto por ser sintético para não provocar o cansaço alheio e por entender que talvez não seja esse o melhor espaço para elocubrações. Além do mais, sou suspeito para falar qualquer coisa. Somos contemporâneos e participamos juntos de várias histórias, volto a elas em ocasião mais oportuna, se houver.

Agora é a hora de escutar o single novo e também as coisas antigas. É sempre tempo de conhecer e redescobrir essa obra tão peculiar e pouco explorada. Afinal, a emancipação do espírito, por discreta que tenha sido, terá sido grande. Que nenhuma esperança se perca nesse mundo cada vez mais triste e sombrio. Não é hora de desistir das utopias e alquimias, sempre é tempo e devemos prosseguir seja como for, tudo continua sendo possível: o Superbug voltou!

Marcelo Colares 09/03/2019

Postado

Battle of one: Fish Magic’s releases 3rd album with a great help from his friends

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After releasing two albums in two years, “Songs From the Night Shift” (2015) and “Sky High” (2016), Mario Quinderé needed a break from his one-man-band Fish Magic.

“The problem is that I didn’t stop composing, I was piling songs up”. In 2017, Fish Magic released the single “Neon Love“, mostly electronic and an easier way to put songs out without depending on others.

But it did not work. For him, the natural process of recording depends on friends, companionship.

On this third album, “Just a Light Away”, Mario grouped with Régis Damasceno (Velouria, Mr Spaceman, OPorto, Cidadão Instigado) to select amongst the pile of songs which would be the 10 tracks and they recorded together, as it happened in the former 2 albums.

“Just a Light Away” also had a helping hand on the mixing for two songs (“Do not Come Knocking” and “Low Tide”)  by drummer Clayton Martin (Cidadão Instigado, Bárbara Eugênia) and also the help of Ivan Bicudo (Sexy Fi) playing keyboards in “Anywhere High”.

This is Fish Magic’s album with more guitars to date. Lloyd Cole, New Order and Smtihs’ influences are still there, side by side with surf melodies that might appeal to INXS, Bolshoi and Pelvs fans.

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(photo by Paula Barrene)

Postado 12/04/2019 às 6:21

Com mais guitarras, Fish Magic lança 3º álbum

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Depois de dois discos em dois anos, “Songs From the Night Shift” (2015) e “Sky High” (2016), Mario Quinderé achou que precisava dar um descanso à sua banda de homem só, Fish Magic.

“Só que o problema é que eu continuei compondo, sem compromisso, empilhando canções“. Em 2017, o Fish Magic lançou o single “Neon Love”, todo eletrônico; um jeito mais fácil de escoar a produção sem depender dos outros.

Mas não funcionou. Apesar de ser um projeto individual, o processo de materialização das músicas depende dos amigos. Neste terceiro disco, “Just a Light Away”, Mario contou novamente com Régis Damasceno (ex-Velouria, Mr Spaceman, OPorto, baixista do Cidadão Instigado e músico acompanhante de uma pá de gente legal) na seleção das 10 músicas e na gravação.  O disco teve ainda com a participação do baterista Clayton Martin (Cidadão Instigado, Bárbara Eugênia) na mixagem de duas músicas (“Don’t Come Knocking” e “Low Tide”) , de Ivan Bicudo do Sexy Fi tocando teclado em “Anywhere High” e da mixagem final de Bernardo Pacheco, como nos dois discos anteriores.

Depois de anos represando músicas, “Just a Light Away” é o álbum do Fish Magic com mais guitarras, se comparado aos discos anteriores. As influências do rock inglês dos anos 80, de Lloyd Cole, New Order e Smtihs vêm acompanhadas de melodias surf, capaz de agradar fãs de INXS, Bolshoi e Pelvs.

Ouça na página do Fish Magic
Ouça e baixe no Bandcamp
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(foto por Paula Barrene)

Postado

Devilish Dear’s new music video and EP out now

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It’s been almost 3 and a half years since “These Sunny Days” was released by the band itself on their Bandcamp page. Later, in January 2017, when the unpretentious debut album was relaunched via midsummer madness, something unusual happened: Bandcamp’s Editorial writers fell in love with the album.

Why the album wasn’t noticed before, no one knows.

Fact is that the quote from the Editorial team of Bandcamp sparked a snowball of interest in the band that resulted in a few dozen downloads on midsummer madness’ Bandcamp. After that, “These Sunny Days” won several accolades from gringo blogs and was listed in some best of 2017 lists.

The unexpected interest brought new responsibilities to Bráulio , Shelly and Romulo. “These Sunny Days” was the result of nearly 10 years of procrastination and creation (read about it here). Recording new songs seemed like a challenge.

During 2017 and 2018, several sketches of the 2nd album were made. “Process is very chaotic, explains Bráulio, “It’s me cutting and pasting bits and pieces of everything I hear. After months listening to those little Frankensteins, if it’s not disregarded, I start to work on it as a track .”

In addition to this slow creation process, Devilish Dear’s routine is not of a normal band. Bráulio always said that the band is a hobby: “We write songs just for the sound of it, the aesthetics. We never played a gig and this is an impediment. If people continue listening, it’s really rewarding. “

“Appalish” EP started taking shape after 2018′s New Year. “Glass React” was half-ready for quite some time when “Appalish” was recorded. Then, they decided to deliver something new before oblivion hits.

“Glass React” and “Appalish” will be on Devilish Dear’s 2nd album, almost ready but still untitled and without a release date.

“Glass React” also has a music video where the song version is a little different from the versio one on the EP:

Listen to “Appalish” on mmrecords, here
Listen, buy or download the EP in high resolution on Bandcamp, here
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Deezer

Postado 05/04/2019 às 9:42

Devilish Dear lança EP com músicas do 2º álbum e clipe

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Já se passaram quase 3 anos e meio desde que “These Sunny Days” foi lançado pela própria banda em sua página no Bandcamp. Mas foi em Janeiro de 2017, quando o despretensioso e genial álbum de estreia do trio carioca foi relançado via midsummer madness, que algo inusitado aconteceu: os jornalistas do Editorial do Bandcamp se apaixonaram pelo álbum, que já estava na plataforma deles há quase um ano.

Porque o álbum foi notado via midsummer madness e não antes, ninguém sabe dizer.

A citação do Devilish Dear pelo Editorial do Bandcamp provocou uma bola de neve de interesse na banda que resultou em algumas dezenas de downloads pagos e gratuitos no Bandcamp do midsummer madness. Depois disso, “These Sunny Days” ganhou diversos elogios de blogs gringos e chegou a aparecer em algumas listas de melhores de 2017.

Porque nenhum destes blogs havia notado o álbum antes, ninguém sabe explicar.

O inesperado interesse trouxe novas responsabilidades para Bráulio, Shelly e Rômulo. “These Sunny Days” era o resultado de quase 10 anos de procastinação e criação (leia mais aqui). Gravar novas músicas parecia um desafio. Durante 2017 e 2018, vários esboços do que seria o 2º álbum foram feitos. “O processo é bastante caótico, explica Bráulio, “Faço recortes de tudo que ouço e guardo numa pasta, depois junto dois ou três e vejo se eles combinam. Daí,  tento fazer um ‘protótipo’ de baixa qualidade e vou ouvindo essa macarronada no metrô todo dia. Depois de alguns meses, se não me desinteressei pela música, tomo vergonha e decido se aquilo vira alguma faixa ou não“.

Além de um processo lento de criação, a rotina do Devilish Dear não é a de uma banda normal. Bráulio não se incomoda de dizer que a banda é um hobby: “Hoje em dia nós fazemos as músicas do Devilish só pelo som mesmo, pela estética. Nós não fazemos shows e isso é um impeditivo. Então saber que as pessoas continuam ouvindo é realmente gratificante.”

O EP “Appalish” tomou vida logo após o Ano Novo de 2018. “Glass React” já estava (quase) pronta há bastante tempo, faltava apenas incluir os vocais (?!?!) de Shelly. Quando “Appalish” ficou pronta, eles decidiram que era melhor entregar alguma coisa nova logo, antes que o esquecimento chegasse. Das três músicas do EP, “Glass React” e “Appalish” vão estar no 2º álbum do Devilish Dear, quase pronto mas ainda sem título e sem data de lançamento.

“Glass React” também ganhou um vídeo com uma versão da música um pouco diferente da que está no EP:

Ouça “Appalish” na página da banda no mmrecords, aqui
Ouça, compre ou baixe o EP em alta resolução no Bandcamp, aqui
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