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\ZINE - janeiro de 2019\

When Italo-Irish shoegazer meets Brazilian shores

submotile
Dublin’s duo Submotile is back with a new single. Michael Farren and Daniela Angione released their first recordings in 2018 after she convinced him of not selling his instruments.

Mike quit writing music in the late 2000s because he could never “materialize the sounds that were in his head“. After some research, he realised that recording these unconscious sounds have become much easier in the late 2010s.

“We’re Losing the Light” EP came out in August 2018 with 5 songs. Layers and layers of guitars, urgent drum-machine beats and the sweetness of Daniela’s voice filled the debut. Mike lists Swans, Mogwai and, of course, MBV as their inspirations.

“Eastern Sky Sundown” is the first single from an album on the making, still with no release date decided. It also marks the start of a collaboration between the band and midsummer madness, that is putting out the single and previous EP on its platforms.

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Postado 24/01/2019 às 5:46

Dupla irlandesa Submotile lança novo single e clipe

Em 2018, o duo shoegazer Submotile, de Dublin (Irlanda) lançou seu EP de estreia “We’re Losing The Light” com cinco músicas. Cheios de camadas de guitarras, o EP foi gravado na casa do casal Michael Farren e Daniela Angione durante cinco ou seis meses. Desde então a dupla não havia lançado mais nenhuma música nova.

Em Janeiro de 2019 eles estão lançando o single “Eastern Sky Sundown” que talvez seja a primeira música de um futuro álbum, que Michael não sabe quando vai ser lançado. “O progresso do álbum está bem lento. Queremos que tenha 10 músicas mas precisamos trabalhar mais para que elas não soem repetitivas. Dá muito trabalho“.

“Eastern Sky Sundown” é o primeiro single que está sendo lançado via midsummer madness. Ao mesmo tempo, estamos disponibilizando nos canais de streaming do selo, o EP anterior, “We’re Losing the Light”, que está sendo relançado em parceria com a banda.

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Submotile

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Mike e Daniela se conheceram em 2011, em Bari na Itália, e estão juntos desde então. Michael Farren é irlandês e Daniela Angione, italiana. Os dois se casaram em 2015. Um dia, Mike resolveu vender seus intrumentos e equipamentos de gravação. “Eu não conseguia gravar nada parecido com o som que tinha na cabeça“.

Mas a Daniela o convenceu a não vender e, depois de uma pesquisa, ele percebeu que a tecnologia havia mudado e gravar ficara mais fácil. Um dia, em março de 2018, tocando “Signs of My Melody”, Daniela começou a cantar. Assim nasceu o Submotile.

Mike tocou em bandas shoegazer desde os 15 anos (“todas devidamente arquivadas” segundo ele) mas para Daniela, o Submotile é a primeira banda. Parte fundamental na composição, ela divide os vocais, toca baixo e teclados enquanto Mike cria as guitarras e samples, além de produzir as gravações. Para gravar as baterias, os dois pediram ajuda de amigos em Dublin, onde moram.

O EP de estreia “We’re Losing The Light” saiu em agosto de 2018 com cinco músicas. Foi gravado na casa do casal durante cinco ou seis meses. Não é muito tempo mas para Mike parece que demorou uma eternidade. “Eu pensava: porque três camadas de guitarra se você pode ter sessenta? Gastava dias mexendo nas músicas. ‘Summer Sequence’ por exemplo, tem 110 camadas de instrumentos!!

Com 15 músicas no repertório, resolveram gravar oito mas apenas cinco entraram no EP. Segundo ele, estavam repetitivas. “Nosso processo de composição ainda é engessado. Eu e a Daniela dividimos a criação das músicas, em situações parecidas com a de ‘Signs of My Melody’.” Fora isso, a rotina deles se aproxima mais da vida de qualquer pai e mãe novatos do que de uma banda de rock.

As letras são todas de Mike, que admite o tom “dark” das letras. “Dizem que eu sou temperamental, rabugento. Deve ser por causa disso“. Vivendo perto da costa, com um mar escuro, frio e agitado próximo, as músicas do EP de estreia acabaram encharcadas dessa atmosfera.

Em Janeiro de 2019 a banda lançou um novo single, “Eastern Sky Sundown“. Talvez seja a primeira música de um futuro álbum que vem sendo lentamente composto e gravado. Apesar de não ter vendido os instrumentos, Mike e Dani continuam suas vidas de “pessoas normais” que precisam trabalhar, cuidar da casa e dos filhos. A música continua a ocupar aquele espaço de “hobby”, mesmo tendo um papel central na vida do casal.

Postado 20/01/2019 às 10:36

Quem liga para Sharon Van Etten: novo single d’Os Gambitos

Fabio Bianchini, a mente acoplada aos Gambitos, está lançando single novo hoje. Ele nos mandou um textinho sobre “Yesterday”.

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Lançar single em dia de álbum novo da Sharon Van Etten: bem a cara dos Gambitos
“Yesterday”, quarto single da série de lançamentos dos Gambitos iniciada há um ano, é também o primeiro arranjado em grupo pelo quarteto que se tornou a encarnação da banda pra tocar ao vivo: Fabio Bianchini, Gustavo Cabeza, Luiz Henrique Cudo e Xando Passold. A música foi tocada várias vezes em shows (quase todos em Florianópolis), vezes o suficiente para tomar o formato presente e para os integrantes enjoarem das piadinhas envolvendo a canção homônima mais famosa.

Essa familiaridade possibilitou que fosse gravada praticamente ao vivo, com overdubs aqui e ali, e lançar com calma e sem pressa, mas também com certa agilidade. Isso é inédito para nossos heróis. Só quando era tarde demais fomos nos ligar que o single sai no mesmo dia do novo álbum da Sharon Van Etten, o que não facilita em nada a disputa por atenção dos ouvidos do pessoal. No fim, provavelmente não vai fazer tanta diferença. Além disso, é sexta-feira e verão, tudo a ver com a música, mas aí tem que se ligar no contexto e metacontexto. Sempre tem um jeito.

E a gente pergunta: Sharon Van Who?
“Yesterday” sai como single digital.
Ouça na página d’Os Gambitos aqui no mmrecords
Ouça, compre e baixe no Bandcamp

Postado 18/01/2019 às 5:56

Thomas Pappon canta Fellini e The Gilbertos na Sunray Garage

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O paulistano Thomas Pappon se mudou para Londres em 1996, onde ainda mora hoje. Nesse tempão todo, mudou de endereço poucas vezes. Em algumas das casas passadas foram gravados 4 álbuns do The Gilbertos e um disco do Fellini. Desde 2005 Thomas vive em Herne Hill, no sul da capital britânica.

No finalzinho do Verão de 2018, Thomas resolveu abrir seu estúdio-garagem para o Mundo, gravando várias músicas do repertório do The Gilbertos e do Fellini no esquema voz e violão. Dentro da pequena garagem, alguns itens para matar a saudade nas estantes e pouca parafernalha hi-tech. Gravado em escassas 3 horas, o longo set incluiu “Nada”, “Novo Rei da Canção”, “Rock Europeu”, “Teu Inglês”, “Amor Louco”, “Baby Is Not at Home”, “Tudo Isso Deu Em Nada”, “Zum Zum Zum Zazoeira” e várias outras.

O registro íntimo e lo-fi foi feito pelo midsummer madness com três câmeras e teve o áudio gravado ao vivo pelo próprio Thomas, que além de executar as músicas, também mixou e masterizou o áudio final do registro. Entre as mais de 20 músicas gravadas, uma boa parte será lançada ao longo de 2019 em vídeos individuais no canal do YouTube do midsummer madness

O primeiro vídeo é da música “Socorro”, uma composição de Pappon com Cadão Volpato, lançada originalmente no álbum “Fellini Só Vive Duas Vezes” (Baratos Afins, 1986).

Letra:
Socorro (Pappon / Volpato)
Tempo dinheiro costumes camelo
neves eternas e
tempo dinheiro costumes camelo
neves eternas e vento

A camisa empapada de suor
trabalhando como um camelo
um mundo cada vez melhor
com uma pequena ajuda dos bombeiros

tempo dinheiro costumes camelo
neves eternas e
tempo dinheiro costumes camelo
neves eternas e vento

A camisa empapada de suor
trabalhando como um camelo
um tempo cada vez menor
com uma pequena ajuda dos correios

Postado 02/01/2019 às 17:54