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\ZINE - abril de 2018\

O disco de estreia do Dead Suns, por Fabio Bridges

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The Dead Suns e a estrada roqueira de “New Days for a Better Man”, seu disco de estreia.
Por Fabio Bridges

A história do Dead Suns tem, entre idas e vindas, uma década. Mas se colocarmos no papel e somarmos a bagagem musical de seus quatro integrantes, esse enredo seria diferente. E um tanto mais longo.

Vou usar um exemplo com conhecimento de causa: em 2008, quando a banda ainda engatinhava com o nome Oort Clouds, quem estava entre seus fundadores? Francisco Kraus, o cara que saiu do (obscuro) grupo Eterno Grito e ainda no final dos anos 80 fundou o Second Come – que só não foi às estrelas porque o mercado musical tupiniquim é, pra não usar palavrões, a imagem do retrocesso.

Não sabe quem é Second Come? Pergunte ao Google ou ao Dado Villa-Lobos, guitarrista daquela famosa banda de Brasília…

Enfim, só aí temos então uma trajetória com uns 30 anos, e em 2011 quando Maurício Mauk se juntou a Kraus, Renato Fernandes e Yuri Pinta para a formação definitiva The Dead Suns, a soma se tornou complicada demais pra mim (Mauk começou o Bigtrep – ou A Grande Trepada, como prefiro – na metade dos 80’s, ao lado de um certo sujeito chamado Skunk, que um tempo depois formou a esquadrilha da fumaça, vulgo Planet Hemp).

É história pra mais de metro ou pra algumas noites num boteco, então qualquer dia você me paga um chope e continuamos. Porque agora chega de contar histórias passadas. Estamos em 2018, é hora de escrever a história do presente e “New Days for a Better Man”, finalmente, está entre nós.

O primeiro disco dos Suns poderia ter cheiro de mofo ou ser um apanhado de colagens das tantas experiências que seus autores carregam nos cases, mas a ideia aqui não é essa. Olhar para o passado sim, buscar referências também, mas recauchutar os próprios pneus e usá-los como se fossem novos, não. Definitivamente o caminho é em frente.

Do punch acelerado de “Living Among The Stars” faixa que abre o pacote até o final, iluminado com a psicodélica “Get in The Way” e sua bela mensagem (“The sun shines high in the blue sky. Run, sing and laugh for your life”, ou em bom português, “não arregue!”), “New Days for a Better Man” é algo como um road album, uma viagem pelas diferentes paisagens da estrada esburacada – por onde nós todos corremos – chamada rock and roll.

Abra uma cerveja.

Ouça alto!

“New Days for a Better Man” foi gravado, produzido e lançado pela banda em parceria com midsummer madness & The Blog That Celebrates Itself

Ouça na página do mmrecords
Ouça e compre o álbum digital no bandcamp do mmrecords (pague quanto quiser)
Ouça no Spotify
Ouça no Deezer
Ouça na Apple Music

Postado 27/04/2018 às 5:48

1967, o ano que não acabou

O blog Cansei do Mainstream lançou ano passado, 2017, em parceria com outros blogs bacanérrimos, Pacóvios e o Macrocefalia Musical, uma coletânea-tributo ao ano de 1967. Sim, porque as melhores coletâneas tem estes temas esquisitos.

A primeira versão dessa coletânea traz 46 bandas brasileiras e pode ser ouvida nos links abaixo:

Agora, uma versão compacta do tributo foi parar no Spotify:

O tributo compacto traz duas bandas parceiras do midsummer madness: Pin Ups tocando “Sunday Morning” e Early Morning Sky tocando “Femme Fatale”, as duas faixas só podem ser ouvidas nesta coletânea.

Postado 21/04/2018 às 9:34

Shoegazer tru, esse é o nosso lance, babe

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Sexta feira 13. E dai?

Estamos lançando hoje o EP “If I See You Again” da banda paulistana Early Morning Sky. Formada a menos de 8 meses atrás, eles chegaram até o midsummer madness por ótimos canais: Sonic Disruptor, banda paulistana dos anos 90, foi quem os indicou. Em pouco tempo, G. Alves, Gilbert, Xixo e Mauro já emplacaram músicas nos melhores canais brasileiros dedicados aos bons sons, como Cansei do Mainstream e The Blog That Celebrates Itself.

Entrar nessa parceria é uma honra. Basta ouvir as 4 músicas que estão no EP que vocês vão entender. As influências estão escancaradas: Slowdive,  my bloody Valentine pré-Isn’t Anything, Moose.

O EP sai nos formatos digital e CD e para comemorar, sábado dia 14/abril, a banda tocará na Casa do Mancha em São Paulo dentro do evento organizado pelo Cansei do Mainstream, com participação dos não menos queridos Justine Never Knew the Rules.

Good times are back in town!

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mais info sobre evento – clique aqui

Postado 13/04/2018 às 9:10

Early Morning Sky

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Um dia, anos atrás, retornando de um festival em Leeds (UK) G. Alves descia de um ônibus, ainda no início da manhã, depois de uma noite cansativa de viagem e um grande festival de 3 dias, quando uma senhora exclamou: Look! What a wonderful Early Morning Sky!

Não existia banda ainda.

Formada somente em junho de 2017 por G.Alves (voz e guitarra), Gilbert Spaceh (guitarra), Xixo Sere (baixo) e Mauro Terra (bateria), todos fãs de bandas psicodélicas dos anos 60, space rock e música experimental, o Early Morning Sky se materializou após algumas horas de conversa sobre o cenário alternativo e um show do Slowdive.

A incongruência daquele momento anos e anos atrás encaixou bem para o nome da banda. Mesmo diante do cansaço, algo animador e ruidoso pode vir a seguir. Alves e Xixo tocaram alguns anos numa banda chamada Verisimilitude enquanto Gilbert já tocou numa banda chamada Days of Dahmer. Mauro é o único que atualmente também toca em outra banda, o Porno Massacre.

Com pouco tempo de vida, o Early Morning Sky já se apresentou em vários espaços alternativos de São Paulo, sua cidade natal, sempre com volume alto e boa recepção do público. A primeira gravação veio rápido, uma versão para “Femme Fatale” do Velvet Underground, que entrou na coletânea “Verão do Amor” do blog Cansei do Mainstream.

Em seguida, entraram na coletânea “Fuzzy Feelings“,  lançada pelo The Blog That Celebrates Itself com a música “If I See You Again”. E foi essa faixa que deu título ao EP de estreia, lançado em parceria com o midsummer madness.

O EP tem a produção assinada por G.Alves e traz 3 canções originais além da já conhecida “If I See You Again”. As músicas “Sorry”, “Relative Mind”, “Turn Around” foram gravadas no estúdio de G. Alves, o My Sunflower Seeds,  que vem usando a banda e seu estúdio para por em prática seus aprendizados de gravação: “Meu primeiro trabalho foi na produção da versão de ‘Femme Fatale’. Aprendi em cursos, workshops, mas principalmente pelo estudo e observação de criações de estilos que gosto, tudo DIY“, confessa G. Alves.

A foto da capa traz a editora da o blog Cansei do Mainstream Joyce Guillarducci, com foto também produzida em esquema DIY, por Gilbert, guitarrista da banda.

entrevista com Early Morning Sky no Cansei do Mainstream – aqui

Ouça, baixe e compre no bandcamp – aqui
Spotify – aqui

 

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