random songs

\ZINE - fevereiro de 2018\

The Dead Suns lança primeiro single

Se você somar a “bagagem” de todos integrantes, são anos de serviços prestados, como diria Massari. Francisco Kraus elenca Eterno Grito, Second Come e Jess Saes; Maurício Garcia é mais conhecido pelos anos à frente das guitarras d’ A Grande Trepada, mas a lista de bandas que ele já tocou deixaria seu scroll down infinito. Junto aos dois decanos, Yuri Pinta (do Beally) e Renato Fernandes.

Esse é o The Dead Suns, que começou em 2011 como Oort Clouds e, depois de uma parada forçada, gravou em 2017 seu álbum de estreia. “New Days for a Better Man” será lançado em breve, traz 14 músicas.

Para começar a apresentar sua cara, o Dead Suns liberou hoje, somente no formato digital o single e o videoclipe da música “Living Among the Stars”:

Imagem de Amostra do You Tube

Ouça e baixe no bandcamp

Conheça um pouco mais da história da banda aqui

Este é um lançamento conjunto do midsummer madness com The Dead Suns e The Blog That Celebrates Itself

 

Postado 26/02/2018 às 8:00

The Dead Suns

 

IMG_3602_web

Em 2008, com o nome de Oort Clouds, Francisco Kraus (Second Come, Jess Saes, Eterno Grito), Renato Fernandes e Yuri Pinta (Beally) começaram a ensaiar “umas canções mais pesadas” paralelamente aos outros projetos que cada um tinha.

Em 2011, por conta do envolvimento do Mauricio Garcia (A Grande Trepada, Mauk) com as atividades do Second Come, ele entra para a banda que ainda não se chamava The Dead Suns. Os ensaios e as músicas que nasciam destes encontros começaram a aparecer. “Essa é uma banda de amigos e só faz sentido quando estão todos os amigos“, explica Kraus, adiantando o porquê da banda ter demorado quase 6 anos para gravar o primeiro lançamento oficial. “O Yuri é paciente renal crônico, faz hemodiálise dia sim, dia não. Em 2012, ele não estava bem e  por isso a banda deu um tempo. No final de 2016, com a saúde mais estável, voltamos e ensaiar e compor“. Foi quando resolverem abandonar o nome Oort Clouds e escolheram The Dead Suns.

No bandcamp da banda é possível ouvir o que eles consideram uma “demo” chamada “Early Singles”. São gravações ainda da época do Oort Clouds, feitas em casa, sem masterização.  “Abandonamos praticamente todo o repertório antigo, mantendo apenas Cracked Soil e Dead Tree of Life, e começamos a compor outras canções que fazem parte do disco”, lembra Kraus.  Isso foi no primeiro semestre de 2017 e o álbum, “New Days For a Better Man” começou a ser gravado em agosto daquele ano.

Com tantas bandas no currículo, os integrantes resolveram montar uma nova porque, na opinião de Kraus, os projetos anteriores haviam terminado. As exceções eram o Maurício (que tocava em oito bandas quando The Dead Suns engrenou) e Renato Fernandes. Ué, mas o Second Come não continua tocando? “Second Come ficou limitado”, explica Kraus,  “eu queria ir além do que fizemos até 1994, mas até pra fazer os setlists de shows é complicado… quase nada do Superkids, que tem músicas maravilhosas como Scraper, Grapes, Looking Smiles, Little Friend, por exemplo. Mas eu não conseguia sequer incluí-las nos ensaios. No The Dead Suns não há essas bordas. Podemos deixar as coisas fluírem sem preocupações. Todos ajudam nos arranjos. Pensamos juntos. Brigamos juntos e nos divertimos juntos. E acho que isso vale pra maioria“.

O álbum deveria ter apenas oito músicas mas eles não conseguiram escolher o que deixar de fora e por isso acabou ficando com quatorze! E eles garantem que ainda tem muita coisa boa de fora.  “As canções se interligam. Living Among the Stars, que abre o disco se completa em Escape Valve. Cracked Soil tem um par em Better Man. Narrow Edge fala de temas atuais e vivos nesse país“.

Com anos de experiência no circuito independente, os integrantes reforçam que não esperam muita coisa, que a banda serve a um único propósito: se divertir. “Sabemos que não há cena independente no Brasil, que a música que fazemos voltou para o gueto da qual ela ousou sair nos anos 90. Fazemos música para nos sentir vivos. Fazemos músicas pra confrontar nossas idéias. Fazemos músicas para exorcizar demônios. As letras falam disso. Fazemos música para nos divertir!”

O single de “Living Among the Stars” foi lançado no dia 26 de fevereiro, com um videoclipe produzido por Francisco Kraus:

Imagem de Amostra do You Tube

O álbum “New Days for a Better Man” foi lançado no formato digital no final de abril e a versão em CD deve ficar pronta ainda no 1º semestre de 2018. As baterias foram gravadas na casa do Yuri, usando um kit de pads, pra facilitar e reduzir o tempo de gravação. Todo o resto foi gravado no Estúdio La Cueva, nas Laranjeiras – Rio de Janeiro. Todas as músicas foram gravadas, mixadas e masterizadas no La Cueva entre setembro e dezembro/17. O disco foi produzido pelo The Dead Suns e por Seu Cris (“o argentino mais gente boa desse mundo“) como co-produtor. Ele toca o teclado em “Better Man”.

As artes da banda são do Renato Lima, quadrinista, produtor e DJ em algumas festas no Rio, como a College Rock Party, Bauhaus.

Postado

Santa Pipe

santa_pipe_web_DSC0051

foto de Moana Alves. Da esq para direita Ciro, Renato, Arthur, Joe Porto e Romero FIlho

Um barbeiro ex-crente, um caipira ateu, um goiano bilingue, um metaleiro xamã e um piloto de horas vagas; grandes amigos de Uberlândia se reunem, num casamento lo-fi do punk com o grunge, a nostalgia de dias superestimados e a perspectiva de dias medíocres.

O Santa vem do bairro onde eles se conheceram e Pipe veio da musica “Loud Pipes” do Ratatat.

Romero Filho (guitarra, voz) e Ciro (voz) moraram juntos em Uberlândia e cogitaram ter um projeto em 2012, mas isso só foi acontecer quando Romero substituiu o guitarrista de uma banda cover onde Ciro cantava. Interessados em produzir som autoral, convidaram o Renato “Jah Bless”, amigo de infância do Romero, baixista da Metaphorus, e o baterista Arthur Carvalho da Alberi. A formação se completou com a chegada de Joe Porto, da também local Lava Divers. Dá pra sacar que as histórias musicais e pessoais de cada um são bem diferentes: banda cover com banda metal com emogaze e noise-pop. Isso indica como a Santa Pipe é ampla nas composições e arranjos.

Apesar da pouca visibilidade para o tipo de música que o Santa Pipe propoe, todos concordam que o Triângulo Mineiro está acima da média: “Pra uma cidade de 600 mil habitantes, Uberlândia está incrivelmente bem em termos de artistas. Tem muito lugar pra tocar, o custo de vida é incrivelmente baixo; dá pra pegar bons shows de bandas daqui e de grandes bandas de fora pagando pouco, o que deixa tudo mais movimentado“, explica Joe.  “Quase toda banda daqui produz os próprios shows. Tem também muitos produtores de eventos/selos locais, como o Cena Cerrado ou o Triluna, que ajudam bastante as bandas, seja no booking, na divulgação ou mesmo na confecção de merchandising. Somos frequentadores assíduos, tocando ou assistindo shows, de quase tudo que aparece por aqui, desse underground caipirão. Todo mundo minhoca da terra“.

A divisão das composições é totalmente democrática. Todas as músicas partem de um riff ou melodia que alguém ofereceu e são pré-produzidas com os integrantes juntos. Ciro escreveu as primeiras letras inspirado em emoções e humores cotidianos. “Free Hand” por exemplo, começou de um desenho de uma tatuagem legal (uma mão sobre o globo) e uma critica à opressão neoliberal, mas foi mudando pra algo mais difuso sobre abuso.

Se levarmos em consideração a data de lançamento do 1º single (março de 2018), o Santa Pipe é uma banda nova, com menos de 6 meses. Com apenas 4 shows apenas no currículo mas muitos encontros e ensaios, o Santa já gravou algumas músicas, sendo que duas delas foram escolhidas para serem lançadas neste single de estreia: “High and Low” e a já citada “Free Hands”, que sai como EP Version porque é um pouco diferente da versão que foi incluída na Coletânea Cena Cerrado 2017 (escute aqui).

As músicas foram compostas em conjunto por todos no Santa Pipe,  gravadas por TiagoBits do estúdio O Laboratório em Uberlândia, enquanto que  as guitarras foram captadas em Araguari, com Eddie Shumway (Lava Divers) que também as mixou e masterizou. A arte da capa é de Priscyla Alves e as fotos de Moana Marques.

Santa Pipe, o EP, está sendo lançado no formato digital pelo midsummer madness e Cena Cerrado.
Ouça ao lado ou:
Bandcamp
Spotify
Deezer
Google Play

Postado 23/02/2018 às 7:37

Cia Fantasma exorciza morte em novas músicas

regis_martins_cia_fantasma_cor2_16x9

Depois de quase três anos e um disco novo do Motormama no meio do caminho, Régis Martins retorna com seu projeto solo com duas músicas novas. Régis Martins & Cia Fantasma reúne 3/5 do Motormama, banda original do guitarrista e vocalista. Na foto acima, Alessandro Perê (tecladista), Régis (guitarrista e vocalista) e Gizele Z. (vocalista).

O clima de gravação caseira se encaixa na proposta garageira e urgente do Cia Fantasma. “É até uma resposta aos excessos psicodélicos do Motormama. Queria que fosse algo quase que ao vivo, como Neil Young fazia no galpão de sua fazenda, a Broken Arrow. Existem alguns erros ali que decidimos deixar, sem editar, refazer ou maquiar“, confessa Régis.

Escrevi essas músicas no segundo semestre de 2017. ‘Bem-Vindo, Irmão Caveira’ veio antes, com alguns versos martelando a minha cabeça. Nos últimos anos morreu muita gente que eu conhecia ou admirava. Era o Irmão Caveira cumprindo sua função. Essa canção é uma resposta a esse sujeito que não larga o nosso pé. Acho que Marc Bolan foi uma influência ao escrevê-la“.

A outra música é “Sacramento!”, uma tentativa de blues com bateria eletrônica.”Tem um lance meio tecno pop escondido ali que me amarro muito“, confunde Régis. As novas músicas foram gravadas no Antro Home Studio que fica no quarto da casa do amigo e produtor Flavio ‘Porka’ Politi, em Ribeirão Preto (SP).

Para comemorar o exorcismo, Régis Martins & Cia Fantasma tocam neste sábado,17/fev, em SP, na Sensorial. Mais informações aqui.

Escute “Bem Vindo Irmão Caveira” aqui no mmrecords
Compre e ouça também no Bandcamp

Postado 16/02/2018 às 17:00