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\ZINE - agosto de 2016\

Festival 2000: Stereolab, erros e 48h sem dormir

2001 Stereolab

Stereolab e Cine Íris lotado: aonde você está na foto?

No Algumas Pessoas Tentam te Fuder de 2000, uma banda convidada mais do que especial: Stereolab. A Motor Music estava trazendo a banda ao Brasil para divulgar o EP “The First of Microbe Hunters”, lançado em CD pela produtora/gravadora mineira. Nos foi oferecido produzir o show no Rio de Janeiro.

Era um show caro, mas a Motor sempre foi muito parceira nestes eventos. Os shows mais bacanas do final dos anos 90 e começo dos 2000 foram produzidos por Boffa & cia: Superchunk, Mudhoney, Luna, Teenage Fanclub, Stereolab, Mogwai, Fugazi, NOFX, Lagwagon, Asian Dub Foundation, Man or Astroman. O Stereloab tocaria no Festival Eletronika em BH dois dias antes, depois no Algumas Pessoas (RJ), dai seguiria para Santiago, Buenos Aires e finalizaria com 2 noites no SESC Pompéia, em São Paulo.

O local escolhido foi o Cine Íris, onde os também parceiros da Casa da Matriz ajudariam com toda infraestrutura. Seria um final de semana especial com o Algumas Pessoas Ainda Tentam… na sexta 18 de agosto de 2000; e uma edição especial da festa Loud! com Jupiter Apple no sábado.

Tivemos que abreviar o nome do festival, tirando o “Fuder”, uma exigência do British Council para apoiar o festival. Ainda assim, na sexta, fizemos questão de incluir três bandas do midsummer madness: Stellar, 4Track Valsa e Pelvs.

Apesar de já ter experiência de 2 edições anteriores do festival, era nossa primeira vez com shows internacionais. Mesmo assim, resolvemos encarar. A ordem dos shows era inusitada: Stellar abriria a noite, seguida do Stereolab(que precisava voltar cedo para o hotel, para descansar para o viagem e show do dia seguinte) e só depois Casino (ex-4Track Valsa) e Pelvs. Parecia que algo já havia começado errado. O Stereolab chegou no Rio na quinta feira e foi passear: jantar em Santa Tereza, Copacabana, Ipanema, Cristo Redentor, comprar vinis em sebo.

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Gane levou 2 vinis de Nara Leão, Mary, do Deodato

No dia do show, Dodô, ex baterista da Pelvs e então dono do Estúdio Freezer, apareceu com uma produtora de vídeos para registrar a passagem da banda pela cidade, transformando o material em um documentário a ser exibido na Sky.

Como isso não havia sido combinado previamente com a banda, mais um item a ser negociado, mais equipamentos para levar para o precário Cine Íris, mais pessoas no palco… um stress sem fim… mas que virou este documentário bacana:

Imagem de Amostra do You Tube

A banda veio ao Brasil com Laetitia Sadier (vocal, teclados), Tim Gane (guitarra, teclados, voz), Mary Hansen (vocal, guitarra, tamborines), Andy Ramsey (bateria, percussão, vocal), Simon Holiday (Farfisa) e Simon Johnson (baixo). No dia do show, chegaram no Cine Íris por volta das 20h, para a passagem de som e … surpresa: os shows eróticos promovidos pelo cinema ainda estavam rolando (com trocadilho). A banda ficou sem entender quando pessoas da produção tentaram impedí-los de entrar no cinema… mas o pior: sem palco montado, a passagem de som atrasaria bastante.

E os problemas não acabavam ai: o teclado alugado para o show não agradava em nada à banda, o modelo que eles queriam simplesmente não existia no Rio de Janeiro… Gustavo Seabra (Pelvs) se candidatou a buscar um Farfisa que estava emprestado no Estúdio Freezer, mesmo sabendo que o trambolho pesa fácil uns 50 quilos.

Conclusão: lá pelas 22h, quase na hora do cinema abrir, com pessoas já fazendo fila na porta, o Stereolab terminou a desastrosa passagem de som. Marcos Boffa, da Motor Music e tour manager da perna brasileira, se lembra vagamente: “Toda banda gringa tem uma expectativa enorme de se apresentar no Rio. Eles estavam felizes. Contudo, a passagem de som foi insana. Não dava para acreditar a quantidade de cabos que se enroscavam no palco. Parecia um ninho de cobras“. Prenúncio de uma noite terrível.

Por causa do atraso, a ordem das bandas foi mudada e perto das 23h30, o Stereolab subiu ao palco. Para surpresa dos produtores, o som estava sensacional, todos blips & blops ouvidos perfeitamente! O cinema estava abarrotado, talvez um dos maiores públicos do local.

O show deve ter durado quase 1h… alívio? Nada, ainda faltavam três bandas para tocar. Assim como nas edições anteriores, a mítica de que alguma banda iria se dar mal, se repetiu: com tudo atrasado, a Pelvs decidiu não tocar para ceder a vez ao Stellar e 4Track Valsa.

Então, o Stellar fez um show impecável, com Gustavo na bateria, Régis no baixo, Sol, Bia e Fábio L. nas guitarras. Este foi o penúltimo show e uma oportunidaderara de ver o Stellar tocar ao vivo.

stellar

Stellar, da esquerda, Sol, Bia, Gustavo na bateria e Fábio. Régis não aparece na foto

Sol Moras, que já tocava com a banda desde o disco “Transmigrations” e que acabara de lançar o EP “4″ conta a dificuldade que foi reunir a turma: “(O Leandro) meio que deu uma sumida, não apareceu nuns ensaios, tava concentrado em outras paradas. Não teve passagem de som, foi tudo corrido, já fiquei feliz da gente ter conseguido fazer uns 2 ensaios antes do show“.

E no repertório, Sol relembra que fez “…força pra que a gente tocasse as mais ‘conhecidas’ da primeira demo e do Ultramar, pra fazer um show que as pessoas que já conheciam curtissem, uma apresentação que eu, se estivesse na platéia, gostaria de ver. O Fábio aceitou isso com grande resistência, se dependesse dele a gente faria um show improv”. A receita do Sol deu super certo, veja:

Imagem de Amostra do You Tube

Maria de Fátima, do 4Track Valsa, lembra vagamente da noite: “A passagem de som do Stereolab demorou uma eternidade. Acredito que tenha sido pela acústica horrível do Cine Íris, era uma reverberação insolúvel. Mas depois, subi no palco e fiquei meio absorta. Tocamos quatro músicas e encerramos o show por problemas técnicos“.

Para piorar, “roubaram a câmera do Julio (baixista) no camarim e tentaram roubar a pedaleira da Cecília. Mas a gente descobriu lá mesmo que um cara do som tinha colocado uma lona por cima e malocado a pedaleira em outro lugar do palco. Deve ter sido a mesma pessoa que roubou a câmera do Julio…“, lembra Fátima. Alguns meses depois, o 4Track Valsa mudou nome para Casino e lançou este incrível EP, ouça.

E assim, a terceira edição do Algumas Pessoas terminou, aos trancos e barrancos, com a Pelvs se fudendo desta vez. Teve Caetano Veloso tietando Almodóvar na plateia e fotinho em coluna social. Depois de 48h sem dormir, voltamos de ônibus do aeroporto do Galeão, passando mal, mas feliz pelo belo show.

Importante citar o apoio do Manoel Lelo (Jazz Mucha), que investiu dinheiro para que o festival acontecesse e do apoio e das artes da filha dele, Mate Lelo, que fez toda programação visual para filipetas, cartazes e afins.

Mais fotos do querido Cadu Pilotto:

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De rosa, Mary Hansen, que faleceria 2 anos depois num acidente de bicicleta em Londres

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Laetitia queria conhecer as comunidades pobres do Rio, achava estranho que as praias eram lindas mas o caminho para o aeroporto, triste. Musa intelectual da vida!

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No canto esquerdo da plateia, de blusa verde, Sol Moras, do Stellar. No palco, a malinha vermelha de instrumentos que Laetitia e Mary dividiam

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Bia Lamego em primeiro plano, e Fábio L. no fundo: Stellar em full performance! Histórico!

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Lambe lambe nas ruas do Rio: alguém se lembra de uma noite mais legal que essa?

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Dois momentos: Lariú tenso no palco depois de uma passagem de som trágica

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Stereolab e Lariú no aeroporto. A banda embarcava para Santiago, o produtor passaria mal na volta pra casa, depois de 48h acordado

Postado 31/08/2016 às 18:27

Sexta tem Tom Gangue na Paradiso, RJ

Umas das festas mais longevas e bacanas do Rio, que chega a edição 530, comandada pelos DJ Edinho e Tito, tem aberto espaço para shows. Já rolaram Anvil FX, Black Future e agora chegou a vez do Tom Gangue tocar na Vizinha 123, abrindo os trabalhos da Paradiso.

tom_gangue_paradiso

PARADISO
local: Vizinha 123 – Rua Henrique de Novaes 123, Botafogo, Rio de Janeiro
Sexta, 2 de Setembro de 2016 – a partir de 22h

ingressos:
$20 – Antecipados: compre aqui
$30 – Até 0h30 com nome confirmado no evento
$40 – Depois de 0h30 e sem nome confirmado no evento

Confirme seu nome no evento no facebook

Postado

Clássicos na playlist do Lava Divers

Pedimos ao Lava Divers para fazer uma playlist com sua influências, seguindo a nossa já tradicional “:Under the Influence” (veja as outras playlists de Cigarettes, Fish Magic, Frabin, My Magical Glowing Lens e Lautmusik aqui).

Ana Zumpano, Eddie Shumway, João Paulo Porto e Glauco Ribeiro enviaram 4 ou 5 músicas cada, além de outras 5 músicas que são senso comum. O resultado? Pista cheia, uma playlist só com clássicos das influências de todos nós, dá uma ouvida:

O Lava Divers abre a noite da edição 2016 do festival Algumas Pessoas Tentam te Fuder, sábado, dia 03 de setembro, no Z Carniceria em São Paulo, junto com Loomer e Second Come. Saiba mais clicando aqui.

Postado 28/08/2016 às 8:44

Motormama homenageia Jupiter Maçã em single novo

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foto por Leandro Paiz

O single “Se eu Sangrar, Não Chores Não” que será lançado nesta segunda feira 29 de agosto, em formato digital, traz três músicas novas do Motormama, depois de 3 anos desde o último lançamento (o vinil “Flores Sujas do Quintal”).

Uma das músicas, “Se o Mundo Desmoronar (Nunca Perca a Cabeça)”, escrita por Régis Martins, é uma homenagem a Flávio Basso, compositor, vocalista e guitarrista do Júpiter Maçã, falecido em 2016. “Fiquei muito triste com a morte dele, tanto quanto fiquei com a morte de Chico Science na época, porque são caras que me influenciaram. O disco ‘A Sétima Efervescência’ do Júpiter é um clássico!“, explica Régis.

Com quase 17 anos de labuta, três álbuns oficiais e vários singles e EPs, o Motormama continua a compor e a tocar. Longe de ser a queridinha da imprensa “especializada” e distante do circuito “brodagem” de shows e festivais,  o trio original formado por Régis Martins, Gisele Zordão e Joca Martins (que também fez a capa deste single) contam atualmente com o Alessandro Perê nos teclados, que está com a banda desde a participação no Primavera Sound em 2014 e Thiago Carbonari na bateria.

O que mantém a banda na ativa? “Às vezes nem eu sei, responde Régis.  “O que nos mantém juntos é a vontade quase irracional de fazer músicas que nos deixem felizes. É tipo musicoterapia. Porque se você se preocupar com mercado, com quem vai ouvir, nem levanta da cama”, decreta com precisão.

As três músicas novas foram escritas por Régis com arranjos da banda, um trabalho conjunto. Além da homenagem à Jupiter Maçã, a faixa instrumental “Metti la Machina!”, que abre o single, foi baseada numa frase dita durante uma viagem que Régis e Gisele fizeram à Itália. “É como um grito de guerra que, traduzido, perde um pouco a graça. Já “Não Sou Mais o mesmo Sujeito” é a temática clássica do Motormama, a velha história do cara que apronta e depois quer se redimir.

O single foi  gravado em Ribeirão Preto, interior de SP, cidade natal da banda, no UnderStudio. O dono do estúdio, Romulo Felicio, faz parte da banda de metal Necrofobia e vem produzindo os últimos trabalhos do Motormama. “É engraçado ver aquele sujeito que parece ter saído do Matanza gravando esses troços folk psicodélicos”, comenta Régis.

“Se Eu Sangrar, Não Chores Não” estará disponível a partir de 29/agosto para streaming e download na página do Motormama aqui no mmrecords, em 192 kbps. Em melhor resolução (320 kbps) no bandcamp do midsummer madness, também para streaming e download. E em breve nos portais de streaming.

 

 

Postado 27/08/2016 às 11:05

Lotação esgotada: o festival de 1998

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Sócios felizes: Lariú à esquerda e Letier à direita

A primeira edição do Algumas Pessoas Tentam te Fuder, o festival das bandas do midsummer madness, aconteceu em três sábados seguidos (29/05, 06/06 e 13/06) de 1998, num pequeno teatro chamado Lugar Comum em Botafogo (RJ).

O festival fora idealizado alguns meses antes por causa da negativa à Pelvs e ao Cigarettes para participar do festival Abril pro Rock daquele ano (isso poderá ser assunto para outro post) mas também por causa da necessidade de organizar shows para divulgar os dois primeiros lançamentos em CD do midsummer madness: “Members to Sunna” da Pelvs e “Bingo”  do Cigarettes.

O Lugar Comum era um teatro muito pequeno, para menos de 100 pessoas, e costumava abrir para shows de MPB aos sábados. A dona era uma senhorinha, provavelmente ex-atriz, que conhecia muito pouco de música e ficou apavorada com o “barulho” que as bandas faziam. Veio comentar depois que adorou o fato da gente estar levando gente nova para o espaço mas que as bandas precisavam aprender a tocar “música direito”.

Os shows começavam e precisavam terminar cedo, a rua álvaro ramos era (e ainda é) uma rua residencial. Por isso, somente duas bandas por noite. O ingresso custava R$4 e as pessoas eram obrigadas, na ilegal mas costumeira venda casada daquela época, a pagar outros R$6 de consumação mínima. A única receita que tínhamos era uma parte dos R$4, porque em cima disso ainda existia o aluguel do sistema de som e do técnico.

Mesmo com CDs a venda por R$10 e fitas cassete por R$3 (exceto a do Stellar, com caixinha especial, que custava R$5) era impossível que a receita nos deixasse trazer bandas de fora do Rio, por isso lê-se “festival das bandas cariocas do midsummer madness” no cartaz.

Pra começar, dia 30 de maio, Cigarettes e A Lydie, duas bandas que dividiam integrantes: Marcelo Colares e Augusto Malbouisson faziam participações tocando guitarra nas duas bandas; Helena Malbouisson, vocalista do Alydie, emprestava sua voz à singela “Gap” do álbum “Bingo”.

O A Lydie trazia ainda Ricardo Mito (Pelvs) como baterista, eles tinham acabado de lançar um fita demo e algumas músicas entraram numa coletânea em cassete do midsummer madness chamada “Where d´you get your information from”  junto com Jupiterscope4Track Valsa e Pan Cake.

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A Lydie abriu o festival, na foto Augusto (esq.), Diogo e Helena

O Cigarettes veio na sequência, tocando músicas das 2 demos e do álbum lançado no ano anterior. “Esse show foi atípico, como tantos, talvez a maioria”, lembra Colares, “eu e o Paulo Kessler no teclado e as três últimas músicas tiveram o Genu (Pelvs) no baixo e o Gustavo (Pelvs) na bateria“.

Um pouco depois deste show, surgiu uma oportunidade do Cigarettes ser distribuído na Europa por um selo português que compraria metade da prensagem de “Bingo” e organizaria uma turnê da banda pela terrinha (isso também é assunto para outro texto).

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O segundo sábado começou com Number 4,  que tinha lançado duas fitas pelo midsummer madness: “Blue” (1994) e “Radiolâmpagos” (1997), essa produzida por Dodô (Pelvs) no recém aberto estúdio Freezer. Formada por Bárbara Kahane (guitarra), Aline Ribeiro (baixo), Daniela Matera (guitarra e voz) e um baterista flutuante, neste show Aline tocou guitarra e Daniela Takyia, baixo.

A banda fazia pouquíssimos shows e encerrou esta apresentação com uma versão de “Think (Let Tomorrow Be)”, uma das nossas favoritas do Sebadoh!

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Number 4 com três guitarras

A Pelvs havia lançado seu 2º disco um ano antes, “Members to Sunna”, o primeiro por uma gravadora realmente independente. O álbum anterior havia saído em 1994 pela Rock It!, selo de Dado Villa-Lobos (Legião Urbana) e André Muleller (Plebe Rude) sustentado em parte pela major EMI.

O disco também foi gravado no Freezer, assim como “Bingo” do Cigarettes, e foram lançados numa parceria com o midsummer madness. A Pelvs continuava a fazer poucos shows e a formação estava mudando, com a entrada do guitarrista Gordinho.

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Pelvs com Gordinho nas maracas

O último sábado começou com um show aguardadíssimo: 4Track Valsa, que mais tarde mudaria seu nome para Casino. Em sua primeira formação, a banda contava com Cecília Giannetti (voz e violão), Maria de Fátima (guitarra), Christiano Menezes (teclados), Régis Arguelles (baixo) e talvez o primeiro show do baterista que depois acompanhou a banda até o final, Junior.

A banda tinha gravado a muito custo uma demo com 3 músicas chamada “Festa” e todas as músicas entraram na coletânea “Where d´you get your information from”.

Todas as fotos desta matéria foram tiradas numa máquina Olympus Trip 35, da Nikon, provavelmente com uma lente muito suja. O granulado e a pouca definição podem ser entendidas assim: não existia nem a ideia de smartphones em 1998…

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Cecília deixando todos extasiados com sua voz

Para fechar o festival, o show deveria ser do Stellar mas por algum motivo, a banda não apareceu. Nem os integrantes se lembram porquê. A lenda diz que pessoas vieram de São Paulo para assistir a banda que acabou não tocando e dai o nome do festival começou a virar uma piada interna…

De última hora, Marina Boechat, Tito Figueiredo (ex baixista do Cigarettes e DJ), Ricardo Mito e Raphael Moras, que formavam o Swallow 5, subiram ao palco e tocaram algumas de suas músicas. A banda nunca teve um lançamento oficial e não fazia parte do midsummer madness, mas o agradecimento por ter salvo a nossa pele permanece até hoje.

Dado curioso: Ricardo “Mito” Ribeiro, baterista da Pelvs, tocou ou participou de todas as noites: na 1ª com Cigarettes, na 2ª com Pelvs e na 3ª, de improviso, com Swallow 5.

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Swallow 5 quebrando um galho no palco

A filipeta (abaixo) que também era um cartaz branco em A3, foi feita totalmente à mão, com montagem de letras, corte e colagem. Não lembramos exatamente o que os apoios das lojas Planet CDs, Space Rock e Berinjela Discos e Livros realmente significava mas provavelmente elas ajudaram com dinheiro para impressão das filipetas e cartazes.

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Feito com muito amor e improviso, o saldo final foi positivo e o festival acabou entrando para agenda anual das pirações do midsummer madness. No ano seguinte, o Algumas Pessoas cresceria de tamanho e receberia bandas convidadas…

Em 2016, o Algumas Pessoas Tentam te Fuder está de volta com Second Come, Loomer e Lava Divers, dia 03 de setembro, no Z Carniceria em São Paulo. Mais detalhes aqui e no facebook.

Postado 24/08/2016 às 8:46

Algumas Pessoas Tentam te Fuder (de volta)

O nosso festival volta à ativa com shows de Second Come, Loomer e Lava Divers no dia 03 de setembro, no Z Carniceria, em SP. Mas antes de vender o peixe, um pouco de história.

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O ano era 1998.

O midsummer madness era uma gravadora de fitas cassete e acabara de lançar seus dois primeiros títulos em CD: o álbum de estreia do Cigarettes, “Bingo”; e o segundo disco da Pelvs, “Members to Sunna”. Por causa de algum mal entendido, as bandas que haviam sido sondadas para tocar no festival Abril Pro Rock foram desconvidadas sob o argumento de que não havia espaço no festival pernambucano para bandas brasileiras que cantassem em inglês.

Chateados da vida, resolvemos criar um festival próprio. E essa é uma das versões para o surgimento do festival.  A outra versão para o nome infame do festival é que existe uma música da banda escocesa Teenage Fanclub intitulada “Some People Try to Fuck With You” que foi traduzida e usada como homenagem. Escolha a estória que você preferir.

O festival teve 9 edições entre 1998 e 2006 com Pelvs, Cigarettes, 4Track Valsa, EnZZo, Astromato (SP), Valv (MG) e Luisa Mandou Um Beijo. A partir da 2ª edição, em 1999, o festival começou a receber bandas convidadas: Jupiter Apple (RS), Pin Ups (SP), Grenade (PR), Fóssil (CE), Hurtmold, La Pupuña (PA) além das gringas Stereolab (UK), Erlend Oye (SUE), Jens Lekman (SUE), Mogwai (UK) tocaram em diferentes anos.

Em 2007 e 2008, o festival mudou de nome e de conceito. Passou a se chamar Evidente, teve 2 edições com Mallu Magalhães, Shellac (de Steve Albini, EUA), Luisa Mandou Um Beijo e a paulistana Smack (de Edgard Scandura, Sandra Coutinho, que lançou um EP pelo midsummer madness). O Evidente virou um programa de TV no Canal Brasil e os festivais acabaram.

1998 x 2016.

O cast do midsummer madness é enorme, com bandas que não existem mais e novidades em plena atividade. A volta do festival ALGUMAS PESSOAS TENTAM TE FUDER é uma ação lógica para promover os parceiros da gravadora. Fica cada vez mais óbvio que internet, bits & bytes e streaming não são a salvação da lavoura. Quando você tem acesso a milhões de novos artistas, você não tem acesso à nada. Nesse sentido, gravadora é também uma curadoria, um guia para um tipo de som que você gosta (ou não).

algumas pessoas banner facebook

E é por isso que voltamos com o ALGUMAS PESSOAS TENTAM TE FUDER, para dar uma pequena amostra do que são as bandas ligadas ao midsummer madness.

Nesta edição teremos uma das primeiras bandas a serem entrevistadas no fanzine midsummer madness: Second Come, que vai tocar o 1º álbum “You” na íntegra e na ordem. Junto com eles, o Loomer vem de Porto Alegre para mostrar as músicas do seu 1º álbum, “You Wouldn´t Anyway” e também para apresentar algumas músicas de seu 2º disco, que já está todo gravado e ainda sem data de lançamento.  E abrindo a noite, o quarteto Lava Divers, que também está em estúdio gravando o que será seu 1º álbum, ainda sem data de lançamento.

Com este line-up, uma das características do midsummer madness se reforça: guitarras altas, microfonia, bandas brasileiras que cantam em inglês (e foda-se). Completando o line-up, Rafael Genu, baixista da Pelvs, será um dos DJs da noite.

A banquinha de discos, uma marca que acompanha a gravadora desde 1994, vai estar montada com CDs, vinis, camisas e até fitas cassete das bandas. A diferença para 1998? Agora aceitamos cartões!

Skol Music apresenta:
midsummer madness mini-fest: Algumas Pessoas Tentam te F#$*r
sábado, 03 de setembro
shows com
Second Come (RJ – tocando o disco “You” na íntegra)
Loomer (RS)
Lava Divers (MG)

DJs:
Rodrigo Lariú (midsummer madness)
Rafael Genu (PELVs)

local: Z Carniceria: av. Brg. Faria Lima, 724 – Pinheiros
evento no facebook

horários:
portas – 22h00
show – 23h00

Ingressos:
R$25 antecipado (R$12,50 a meia entrada) – compre via sympla
R$30 na hora (R$15 a meia)

cds, vinis, cassetes, camisas midsummer madness à venda até meia noite (aceitamos cartões)

18 anos

Postado 20/08/2016 às 13:12

Nova edição da Midsummer Nights com Young Lights e Marcelo Costa (Scream & Yell)

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Depois de uma estreia divertida mês passado, com Tom Gangue e Cleber Facchi (Miojo Indie), a 2ª edição da festa Midsummer Nights no Neu Club, em São Paulo, continua a vasculhar preciosidades: a noite vai começar com show da banda mineira Young Lights e seguirá com os DJs convidados Marcelo Costa (do blog Scream & Yell) e Igor Ventura (que dividirá as seleções com JP Cardoso)

Os anfitriões na discotecagem continuam Rodrigo Lariú (midsummer madness) e JP Cardoso (músico e organizador da festa Shake Shake, de Belo Horizonte).

As portas da Neu estarão abertas à partir das 22h para o esquenta com show do Young Lights.

younglights

Idealizada por Jay Horsth em Massachusetts e que veio para o Brasil no final de 2010, tomou corpo em 2014 com a entrada de Vítor Ávila (guitarra), João Paulo Pesce (baixo) e Gentil Nascimento (bateria). Em 2013 lançaram o primeiro EP, “An Early Winter”, e logo depois seu 1º álbum “Cities” (2014).

O Neu abre as portas às 22h com entrada mais barata (apenas R$10) para o esquenta do Young Lights. O show termina antes da meia-noite, quando começa a festa. Das 22h até 23h59 a cerveja é dupla!

Neu – Rua Dona Germaine Burchard, 421, São Paulo
ingressos:
$10 (22h – 23h59),
$15 (nome na lista do facebook até 20h30 do dia 19/08)
$20

Mais info no facebook.

Postado 14/08/2016 às 18:27

Mais sobre a volta do Pin Ups

Pin Ups no SESC Pompéia, 2015, com Adriano Cintra

Fim do show. Despedida?

O Pin Ups desistiu daquela estória de “despedida” e oficializou o retorno das atividades na banda. Depois de um show energizante no final de 2015, no SESC Pompéia em São Paulo, a banda foi convidada a tocar em Goiânia (dentro do Festival Bananada 2016) e mais uma vez na Virada Cultural em São Paulo. Com tantos pedidos de shows e curtindo o retorno aos palcos, o Pin Ups se associou à agência de booking A Construtora, administrada por Fabrício Nobre , para organizar os novos convites.

Em um post no facebook d´A Construtora, Zé Antônio, guitarrista, declarou: “A despedida era como um agradecimento por todo o carinho que recebemos até hoje. A crença era que não tivéssemos mais tempo para cuidar da banda da maneira adequada, com ensaios, viagens etc. Porém, talvez tenha sido o melhor show de toda nossa carreira”.

Mas o que significa exatamente esse retorno? A banda está trabalhando em novas composições, uma delas para a futura coletânea do documentário “Guitar Days” que fala sobre a cena alternativa do começo dos anos 1990 (sem data de lançamento, via midsummer madness). Além deste doc, o Pin Ups é figura central em outro documentário sobre o mesmo assunto, “Time Will Burn“, de Marko Panayotis e Otavio Sousa; e uma das bandas retratadas no livro “Rcknrll”, Yury Hermuche.

A atual formação conta com o guitarrista Zé Antonio Algodoal, Alê Briganti (baixo e vocal), Adriano Cintra (guitarra) e Flavio Cavichioli (bateria), ou seja, a mesma dos seus últimos registros em disco, “Lee Marvin” (Spicy, 1998)  e “Bruce Lee” (Short, 1999).

Sobre essa época, Zé Antônio disse ao Scream & Yell o seguinte: “O Pin Ups surgiu em uma época em que tudo era mais complicado, sem internet, com longas viagens de ônibus, equipamento caro, cachês que nem sempre cobriam os custos, dificuldade de divulgação, etc… Sem falar que cantar em inglês sempre foi algo mal visto pelas gravadoras e parte da imprensa (digo parte porque muita gente bacana nos ajudou, justiça seja feita). E quando parecia que as coisas poderiam melhorar, surgiu a cena hardcore da qual não fazíamos parte. Essas dificuldades foram determinantes para que a gente optasse por desacelerar“, explicou, referindo-se ao “fim” nunca oficializado da banda no começo dos anos 2000.

A volta do Pin Ups coincidirá com o relançamento do catálogo nas plataformas digitais via midsummer madness, e de uma edição em vinil de “Lee Marvin” para 2017, em parceria com o selo Assustado Discos. Os discos digitalizados serão remasterizados e lançados em breve. “Estamos trabalhando para colocar os álbuns nas plataformas digitais, mas por enquanto só posso confirmar os dois últimos, “Lee Marvin” e “Bruce Lee”. Os outros dependem da autorização do Luis, co-autor das músicas”, explica Zé Antônio. “Acho importante que mais pessoas tenham acesso à fase com os vocais do Luis. Faz parte da nossa história e da dele também”.

Imagem de Amostra do You Tube

Mais sobre o Pin Ups, clique aqui.

Compre o compacto em vinil colorido do Pin Ups, tiragem limitada, aqui.

Postado 09/08/2016 às 14:11

Festival Engrenagem: Frabin cancela participação

frabin
Atualização:

Sexta, 12 de agosto, fomos pegos de surpresa com a notícia de que o Frabin não poderá vir para SP e estava cancelando a participação na Festa Engrenagem e também no show de domingo no Condado II em Sorocaba. Segundo Victor Fabri, a.k.a. Frabin, o baixista da banda amanheceu muito doente e eles não tem como substituí-lo ou fazer show sem ele.

Segue uma mensagem do próprio:
“Infelizmente venho aqui nessa sexta trazer essa péssima notícia que não poderemos viajar e tocar nos eventos marcados nesse sábado e domingo em São Paulo e Sorocaba, respectivamente.
Devido ao motivo de doença do nosso baixista tivemos que cancelar os shows desse final de semana, peço as mais sinceras desculpas a todos que se animaram pra ir e talvez se organizaram pra comparecer nos rolês, prometo que tentarei recompensá-los o mais rápido possível”.

Mas a Engrenagem vai acontecer mesmo assim: o Testemolde vai completar a noite.

Engrenagem, a ideia, nasceu há pouco tempo, quando os selos independentes Howlin’ Records, Sinewave (ambos de São Paulo) e Bichano Records (RJ) resolveram trabalhar em parceira. A festa, pensada para alimentar o próprio nicho de bandas autorais, anuncia sua primeira data. Sábado, 13 de agosto, na casa Backstage (antigo CB Bar) na Barra Funda, em São Paulo. Na ocasião, se apresentam: BUFALO, pela Howling Records, Testemolde e Herod, pela Sinewave.

Bufalo toca primeiro, às 21h.
Herod vem em seguida, às 23h

No dia do show, a casa põe à venda a cerveja especial Engrenagem, de estilo Pale Ale e Red Ale, comercializada a R$22.

Ouça as bandas:
BUFALO: www.bufaloband.bandcamp.com
Herod: www.herodlayne.bandcamp.com

Conheça os selos:
www.howlinrecords.com.br
www.sinweave.com.br

Serviço:
13 de agosto – sábado: Festa Engrenagem: Selos
Shows: BUFALO, Testemolde e Herod
Backstage Bar - Rua Brigadeiro Galvão, 871 - Barra Funda (SP)
R$15 (antecipado via Sympla) | R$20 (na porta) – dinheiro/débito
R$30 (antecipado + 1 cerveja Engrenagem)
A partir das 17h
Link do evento no Facebook

Postado 08/08/2016 às 16:44