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\ZINE - novembro de 2015\

Loomer lança videoclipe e faz shows em São Paulo

Loomer acabou de lançar clipe da música “Dark Star”, que faz parte do disco de estreia da banda. Assista:

Imagem de Amostra do You Tube

Ainda existem algumas cópias em vinil do primeiro álbum da banda – compre clicando aqui.
O Loomer faz alguns shows em SP, o primeiro deles, nesta quinta feira, será com Herod na Casa do Mancha.

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Postado 25/11/2015 às 19:17

Spotlight on Frabin

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Victor Fabri was born in 1994. This same year, we, midsummer madness, were converting ourselves from a fanzine into a record label. In 2013, Victor begun writing his own material outside his friend’s band, Rascal Experience. Living in Florianopolis, a paradise city in an island in the south of Brazil, he chose to build a home studio and lock himself in.

(Well, in 1994, we opted to stay in copying cassetes instead of being in the sunny beaches of Rio de Janeiro. So, there’s no generation gap here!)

Victor Fabri renamed his solo writings as Frabin and recorded 4 songs to test his home studio. Doing everything alone, the obvious title would be “Selfish”. Released in july 2014, the EP was faceted at Ranch Mastering, same place where “Humbug” by the Arctic Monekys, “King of the Beach by Wavves and “Plastic Beach” by Gorillaz were finished. This is to show that the kid wasn’t playing around.

Adapted to his home studio, Frabin recorded 12 songs between march and july 2015 and those became “Real“, his debut album. With 2 songs in portuguese, Victor wanted a bilingual title and “Real” works both in english and in portuguese. This time he chose to master with Rob Grant, in Poon’s Head Studios, Perth, Australia. Going around the world for final touchs had a reason: “Besides quality, I wanted someone that worked with bands I like such as Tame Impala and Melody’s Echo Chamber”, explains Victor, “and I’ve found that Rob is the finest, easy-going kind of guy I could ever met“.

When Frabin says Tame Impala, we hear Ride. When he mentions Melody’s Echo Chamber, we think of Stone Roses and Chapterhouse. The result is a beautiful, danceable, happy and soulful album called “Real”, that we are proud to put out together with brazilian label Balaclava.

It’s Real, out now in digital and soon in CD.

Listen and buy at:
https://midsummermadness.bandcamp.com/album/real
http://mmrecords.com.br/frabin/

Postado 22/11/2015 às 14:38

Frabin fala a “Real” sobre seu 1º disco

Victor Fabri resolveu chamar seu trabalho solo de Frabin. Porquê FRabin e não FabRin ninguém sabe, nem ele. Parece sonoro. Tão sonoro como “Real”, título entusiasmado e feliz de seu 1º disco, que é … entusiasmado! Tantas repetições apenas para reforçar a coerência de um rapaz paraense criado catarinense, mais novo que o midsummer madness: quando Victor nasceu em 1994, a gente estava criando nosso selo de fitas demos!

Mas o disco “Real” traz o frescor da “xufentude” que muito nos agrada. Quando Victor fala de Tame Impala e Melody’s Echo Chamber, a gente escuta Ride, Chapterhouse. Quando ele fala que cantar em português soa “cafona”, a gente escuta o Second Come dizendo que parece natural cantar em inglês, língua de todas as influências mais diretas da banda.

Não tem nada de diferença de gerações, tudo parece uma questão de semântica. Pelvs, Cigarettes, brincando de deus, Low Dream estão mais próximos do que nunca de My Magical Glowing Lens, Loomer, Lava Divers e Frabin. Para nos aproximarmos ainda mais, resolvemos entrevistar o rapaz. Leia mais sobre o disco abaixo:

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MM – Todas as 12 músicas de Real foram escritas a partir de março deste ano? Ou algumas delas já existiam na época de Selfish?
Victor – Não não, algumas já existiam até antes do Selfish na verdade. Inclusive o primeiro material que eu lancei, logo que criei na página do facebook, era um vídeo e um pedaço de música, pra dar alguma ideia do tipo de som que seria. E esse pedaço de música é um instrumental da primeira parte de “Memoir”, faixa 1 do Real.

MM – Real traz 2 músicas em português. Porque elas entraram no disco e não haviam aparecido antes? Você vê alguma diferença entre cantar em inglês ou português, ou é natural nas duas línguas?
Victor – As músicas em português começaram a aparecer só depois do Selfish mesmo, elas vieram porque na época eu estava escutando mais coisas em português, tipo Holger, Maglore, Lupe de Lupe, e fiquei afim de tentar a escrever na nossa língua. Acho que escrevi umas 4 músicas e as duas que estão no álbum (‘Em Vão’ e ‘Desabrigo’) foram as que eu achei que fechavam com a ideia do álbum. Confesso que tenho muito mais facilidade e ainda prefiro escrever em inglês, acho que por ser outra língua eu me sinto mais a vontade de falar sobre as coisas sem parecer “cafona”, e também tem o fato que a grande maioria das coisas que eu escuto e me inspiro são em inglês, então acaba sendo uma referência muito forte e já impregnada dentro de mim.

MM – O que você andou escutando para compor e gravar Real?
Victor – Não variou muito do que eu escutava durante o Selfish porque o processo de composição do álbum foi quase simultâneo com o lançamento do EP. Algumas coisas novas foram Roosevelt, Homeshake e algumas bandas brasileiras.

MM – O título Real dá uma ideia de surpresa com o 1º disco, 1º álbum, tipo “finalmente, existe!”. É esta a ideia? Porque o disco se chama Real?
Victor – É sim! Eu também queria que o nome do álbum fosse algo bilíngue, já que traria músicas em inglês e português eu queria que fosse algo que fizesse sentido nos dois, até que me veio essa palavra e tudo se encaixou.

MM – Mais uma vez você preferiu masterizar no exterior… como chegou ao Rob e porque esta preferência?
Victor – A preferência existe pela qualidade do trabalho e também pelo fato de masterizar onde outros artistas que são referência pro som que eu faço masterizam. Eu já conhecia o trabalho do Rob por causa do Tame Impala e Melody’s Echo Chamber, mas nunca cogitei masterizar lá porque pensava que era muito caro ou que tivesse alguma outra restrição. Mas quando vi que os caras da The Outs masterizaram com ele, descobri que o Rob era o cara mais de boa pra trabalhar, ai entrei em contato com ele e tudo se ajeitou.

MM – Você vê seu som alinhado com que outras bandas aqui no Brasil?
Victor – Atualmente tem muitas bandas fazendo um trabalho foda aqui no brasil, tipo a Marrakesh, de Curitiba, toquei algumas vezes com eles e posso dizer que os guris mandam muito bem.Tem também My Magical Glowing Lens, Catavento, entre outras que tão nesse mesmo corre.

MM – Quais são os planos pra agora? Turnê? Mais clipes?
Victor – Isso, ambos! Esse ano de 2016 quero me focar 100% na divulgação do álbum, fazendo turnês e outros clipes, além de trabalhar em um álbum novo também.

“Real” foi lançado dia 20 de novembro de 2015 numa parceria entre Balaclava e midsummer madness. Disponível nos formatos digital e CD.

Postado

Lava Divers e Loomer anunciam turnê. E se encontram. Delícia!

Loomer está gravando, com muita calma, o álbum sucessor de “You Wouldn’t Anyway”, ainda sem prazo para ficar pronto. Para desenferrujar os ossos, resolveram montar uma mini-turnê por São Paulo.

loomer_turne_nov2015

Quinta, 26 de novembro
Loomer & Herod na Casa do Mancha
end.: Rua Filipe de Alcaçova, s/n
horário: 20h
ingresso: R$ 20
evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1676719185801165/

Sábado, 28 de novembro
4º Festival TrêsPraUm na Associação Cultural Cecília
- Gustavo Da Lua RADIANTESUINGABRUTOAMOR (Nação Zumbi) – Recife
- DaGaroa Groove – São Paulo
- Loomer – Porto Alegre
- ASTRO VENGA – Rio de Janeiro
- Kubata – São Paulo
end.: Rua Vitorino Carmilo, 449 – Santa Cecília, São Paulo.
horário: das 14 às 24 horas
ingresso:
evento no facebook: https://www.facebook.com/events/786117444833910/

E o mais legal disso tudo é que eles se encontram pela primeira com outra banda do midsummer madness, o Lava Divers, que também preparou uma turnê de final de ano. Loomer e Lava Divers se encontram aqui:

Domingo, 29 de novembro
Subssesions Especial – Submundo 177 @ Telstar Hostel
16h30 – Mahmed
18h00 – Loomer
19h30 – Lava Divers
end.: Rua Capitão Cavalcanti, 177 – Vila Mariana – São Paulo
ingresso:R$ 15)
evento no facebook: https://www.facebook.com/events/775648409230479/

Mas o rolê dos mineiros começam bem antes, veja todas as datas:

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28NOV – NEU CLUB (SP)
29NOV – SUBMUNDO 177 (SP)
01DEZ – FREE NOISE (SP)
https://www.facebook.com/events/1638996049721730/
04DEZ – SOUND (SOROCABA)
https://www.facebook.com/events/1710616165838337/

E para completar, neste festival do The Blog That Celebrates Itself, ainda tem The Cigarettes!!!
06DEZ – OZZY STAGE BAR (SP)
https://www.facebook.com/events/131829033844703/

Postado 20/11/2015 às 12:33

Como foi o show do Pin Ups

Como foi? SESC Pompéia lotado, um set list com músicas de quase todos os álbuns, muitos amigos, convidados, discursos e agradecimentos e muita diversão. Com vocês, fotos e vídeos da noite de 14 de novembro em São Paulo.

Guts
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Resting Time
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Postado 16/11/2015 às 8:08

Pin Ups

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Pin Ups (1997) – foto por Ronaldo Miranda

Para voltar à história do Pin Ups, na edição nº 4 do fanzine midsummer madness, provavelmente lançado em 1991, nós conseguimos nossa primeira entrevista com a banda. Rodrigo e Guilherme Lariú foram a SP para assistí-los ao vivo no Espaço Retrô e, graças a ajuda da Erica Atarashi, conseguiram entrevistar a banda nos intervalos da gravação do programa Clip Independente, na Brasil 200o FM.

Abaixo, segue a íntegra da entrevista, como foi publicada na edição nº 4 do midsummer madness. Cheia de filosofias juvenis, idiossincrasias da época e muita ingenuidade.

Por favor, levem a imaturidade (de ambos) em consideração.

Vozes no limite, pedais, barulho, alucinação.
A vida parece correr mais que o corpo em São Paulo, mas infelizmente ela parece se arrastar para os quatro integrantes do PIN UPS. “Sair daqui o mais rápido possível, deixar o país. Essa é a meta principal”, respira fundo Zé Antônio (guitarra e vocal).

Ao escrever esta matéria invariavelmente me lembro da frase “São a banda certa no lugar errado”. Pin Ups, banda paulistana surgida em agosto de 88, toca quase sempre no Espaço Retrô (o Marquee paulistano, uma little England em termos musicais), já lançou um disco pela Stiletto chamado “TIME WILL BURN” mas permanece desconhecida na imprensa nacional (antes anônima e única do que parte dessa geleia de sucessos). É incrível como poder existir no país público ávido por mais lançamentos da Creation ou de discos da regressiva class of 86 (movimento musical inglês que reúne bandas que exploram os anos 60, como Chapterhouse, Primal Scream e Jesus ) mas é incapaz de olhar de relance para dentro de seu próprio país e enxergar bandas que seguem o mesmo caminho. É certo que são poucas, mas o Pin Ups se destaca pois quem já ouviu, garante, como a Stiletto (gravadora independente que tem em seu catálogo My Bloody Valentine, Wedding Present) e várias casas noturnas. Sua aura em São Paulo atinge um raio incrível de distância e foi justamente para apresentar a vibração de suas infernais guitarras com bases deliciosamente distorcidas e bateria incansável que o Pin Ups foi à RÁDIO BRASIL 2000 FM (107,3) participar do Clip Independente (programa de todas meia-noites de sexta-feira onde as bandas fazem jam sessions) para depois darem uma entrevista a seguir. Nela vocês poderão conhecer o Pin Ups segundo suas próprias palavras para tirarem a conclusão de que é imprescindível ouví-los. Ai está:

MM – Qual a formação atual?

Zé – Luis Gustavo no vocal e pandeiros,…

Luis – Pandeiros não porra, vocals and tambourines.

Zé – Tá certo… Zé Antônio, que toco guitarra, Marquinhos na bateria (ex Virgens Lagarto, vocal em “Loose”, 4ª lado A) e Alexandra, no baixo (desde agostode 89)

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Pin Ups (1990) – foto publicada na Bizz, autor desconhecido

MM – Por que a Alê não aparece nos créditos do disco?

Zé – Ela não está no disco porque na época em que o disco foi gravado ela ainda não estava conosco, quando ela entrou o disco já estava prensado. Quem fez o baixo foi o Luis.

MM – Quando, onde e como surgiu o Pin Ups?

Zé – Se eu não me engano, faz dois anos e meio. Eu tinha outra banda e estava descontente, tocava jazz, essas coisas. Cansei de técnica e formei uma outra banda mas continuava descontente. Achei num anúncio duas garotas que eram terríveis. Não tinha formado uma banda ainda, mas como o Luis estava comigo nessa, decidimos continuar. Acabamos arrumando alguns shows, levamos em frente, fomos trabalhando sério e daí…

MM – Como definiriam o som de vocês? Qual adjetivo que preferem?

Luis – É uma ótima música, eu acho perfeita e é o tipo de música que se eu ouvisse num disco, compraria.

(Se permitem a intrusão, podemos tentar definis usando o cliché do liquidificador: pode chacoalhar psicodelia sixtie, virilidade de MC5 e Stooges, baixo na marcação, guitarra furiosa, voz arranhada, um pouco de álcool e pó. Deixo o resto por conta das palavras deles porque existe aí um ingrediente bem Pin Ups que só os ouvidos iniciados percebem)

MM – Porque o nome Pin Ups?

Zé – Só porque é sonoro e também porque era curioso: Alê ainda não estava na banda, era até uma piada: garotinha, ninguém aqui parece com garotinha. Eu sou gordo, feio; Luis é míope…

MM – Quais são as influências de cada um?

Marquinhos – Puta…?! Nhoque com coca cola, eu adoro…

Zé – Eu nunca tentei tocar um nhoque então… pelo menos algumas bandas noise dos anos 60, psicodelia e Velvet Underground. Coisas desse tipo, mais sixties…

Alê – Vou mais pela linha do Zé… eu acho que desde o punk rock (principalmente punk rock), pós punk, sixties, assim, muita coisa…

MM – Influências literárias…?

Alê – Eu tenho!  Muitas, muitas.

MM – Uma…

Alê – Ah… uma?

Luis – Aquela revista Rudolf, é a minha maior influência literária.

Alê – Artaud, Baudelaire (fazendo jus à suas veias francesas) e Byron.

Zé – Eu gosto muito do Existencialismo. Sartre é meu escritor predileto, “A Idade da Razão” foi o único livro que para mim mudou alguma coisa. (A letra de “Loose” é um exemplo)

MM – Como saiu o disco? Era ideia antiga e tiveram que batalhar ou saiu fácil?

Zé – Não foi fácil. Nós sempre tivemos como objetivo gravar um disco, assim como qualquer músico, mas o curioso é o descaso das gravadoras, incluindo as independentes. Por exemplo… aquela gravadora que nem ouviu a gente…?!

Luis – Aquela gravadora de skins (skinheads), Devil Discos!

Zé – A gente até hoje só de sacanagem passa pela gravadora e pergunta: “E aí?”, os caras respondem: “Pô cara, não tive tempo de ouvir ainda”. Um pessoal ouviu e passou nossa demo para a Vinil Records que decidiu lançar o disco. Só que a Stiletto ficou sabendo, pulou na frente e fez uma proposta melhor, que inclui distribuição pela CBS e nós ficamos com a proposta mais interessante.

MM – Porque o disco é gravado em oito canais?

Thomas Pappon à BR2000 FM – … lançamos os Pin Ups e tal… é uma fita que não tem… engraçado, é muito curioso porque as gravadoras em geral não trabalham com os padrões que nós trabalhamos. Se a fita demo tem um som que representa a identidade da banda, vamos lançar! E apesar dos problemas técnicos com a fita dos Pin Ups a gente botou na praça… (Pappon trabalhava na Stiletto)

Zé – Foram as condições que tivemos. Questão de tempo e dinheiro, com a grana que tínhamos nós gravamos uma demo no Estúdio Pappon (d0 irmão do Thomas) em oito canais, remixamos em DAT e pronto…

MM – O disco, como resultado final, agradou a vocês?

Zé – Todo o Pin Ups gostou, mas se fosse hoje faríamos de outro jeito, mas ainda não seria definitivo.

MM – É por isso que o nome do disco é “Time Will Burn” ( O Tempo Queimará)?

Zé – Exatamente.

MM – Tenho notícias de que no Sul o Pin Ups toca na Ipanema FM. Vocês querem aparecer mais em FMs?

Zé – Não temos nenhum tipo de preconceito em relação às FMs… O que acontece é que as FMs têm preconceito… Sempre acham que o som é sujo, é barulhento e por isso não tem mercado. Nós queremos aparecer na mídia, quanto mais melhor.

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Pin Ups em entrevista ao fanzine, na Brasil 2000 FM. Da esquerda para direita, Luis Gustavo, Rodrigo Lariú, Alê Briganti, Guilherme Lariú, Marquinhos ao fundo, Zé Antônio de costas. Foto por Chiquinho

MM – As letras são todas em inglês, isso atrapalha?

Zé – A gente canta em inglês por causa da sonoridade. O tipo de som da gente é pra ser cantado em inglês. É para gente tentar mostrar lá fora.

MM – Já tem planos para sair do país?

Zé – Ah, sim!

MM – A Stiletto já mandou o disco para o exterior?

Thomas Pappon à BR2000Fm – A Stiletto já mandou discos do Pin Ups para uma série de gravadoras: Creation, 4AD, SST (EUA), Beggars Banquet, puta, muita gente…

MM – Luis Gustavo fez a parte gráfica do disco, Márcio Jumpei as fotos (a da contracapa se assemelha a de um disco do Primal Scream…) Em que você se inspirou?

Luis – Como já disse, sem Ultraseven e Ultramen na minha infância não teria sido possível fazer essa capa…

MM – Os mesmos componentes do Pin Ups têm um projeto mais acústico chamado Gash. Zé, um resumo sobre o Gash…

Zé – Nós temos músicas e até covers que gostaríamos de tocar mas como são mais leves, sem distorção, nós separamos do som e dos shows do Pin Ups, que são extremamente barulhentos. Ficaria estranho alguém ir ao show do Pin Ups e se deparar com composições leves e covers de Loop, Spacemen 3, etc…

MM – Qual o melhor show que já deram?

Zé – O melhor show… Eu particularmente gostei de um show de lançamento do disco no Retrô… O pessoal estava muito agitado, sentimos uma empatia muito grande.

MM – Qual seria a cover que tocariam quando show precisasse de um clímax?

Zé – “I Wanna Be Your Dog” (Stooges)

Luis – Ou “Ramblin’ Rose”(MC5)

Marcos – Já pensou? Tocar “Ramblin’ Rose” no Marquee…

MM – Luis Gustavo já desenhou para a Animal, Chiclete com Banana e Folha de São Paulo (ilustrações). Queria que você desse a sua visão sobre os quadrinhistas e fanzineiros nacionais…

Luis – Eu acho que 99% dos quadrinhistas brasileiros são sofríveis, que se salva sou eu, o Osvaldo, Fábio Zimbres, o Líbero. Acho que o Brasil carece não só de publicações de HQ como de cultura em geral.

MM – E sobre zines?

Luis – Acho que eles tem que ter em mente que devem parar com o amadorismo, tem que partir para algo mais bem feito, mesmo sendo fanzines…

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Pin Ups no Circo Voador, 1992

Além disso eles trocaram farpas com fãs da Legião Urbana (porra, bicha de bigode, isso existe?… como observou Marquinhos), rejeitaram as críticas de que são parecidos com Jesus And Mary Chain (“Não acho que sejamos parecidos com Jesus mas é até legal para o público ter uma referência, diz Zé) e exaltaram seus instrumentos (entre eles um cry-baby, pedais Marshall, Fender Jazz Bass, e uma bateria que ainda não possuem e outro pedal Arium – “que dá uma distorção vagabunda, mas maravilhosa”, segundo Zé)

MM – As bebidas e as drogas são integrante da banda?

Alê – Claro…

Marcos – Sem elas quem estaria vivo?…

MM – Então uma pergunta difícil: sexo, drogas ou rock’n’roll?

Pin Ups – OU???

Alê (depois de certo tempo) – Sexo

Zé – Sexo, com certeza.

MM – O que vocês acham do MM?

Alê – Eu já vi, é legal.

Luis (respondendo a intrigante pergunta) – Sexo é a minha droga favorita ouvindo rock’n’roll.

[Fim da entrevista]

Imagem de Amostra do You Tube

Entrevista ao Trabalho Sujo sobre o show de “despedida”:
http://trabalhosujo.com.br/o-ultimo-show-dos-pin-ups/

Postado 14/11/2015 às 14:51

Pin Ups anuncia show derradeiro em São Paulo

O Pin Ups faz show sábado dia 14 de novembro no SESC Pompéia, em São Paulo, para comemorar 25 anos de banda. Na verdade, o Pin Ups tem um pouquinho mais tempo que isso, mas quem se importa. A banda pretende que este show seja o de despedida, para poderem tocar outros projetos.

Como a ocasião é especial, várias participações são esperadas: Adriano Cintra (ex Cansei de Ser Sexy e Thee Butchers’ Orchestra), Mário (Wry) e Rodrigo Gozo (Killing Chainsaw) dividem as guitarras enquanto Rodrigo Carneiro participará nos vocais de algumas músicas. O repertório deve incluir clássicos como “Jodie Foster”, “Tv Set”, “Evisceration”, “Going On”, “You Shouldn’t Go Away”, “Witkin”, “Kill Myself” e “Sonic Butterflies”.

fotos_compacto_pin_ups3Em breve o midsummer madness vai relançar todo catálogo do Pin Ups. Por enquanto, algumas unidades do compacto em vinil vermelho lançado em 1996 pela Fishy Records estarão a venda no show e na LOJA do midsummer madness. São cópias remanescentes do lançamento original, da Fishy Records, que ganharam nova capa. As cópias são super limitadas, apenas 94 vinis restantes estarão à venda, e todos compactos são numerados.

O show começa às 21h30 e os ingressos custam entre R$9 e R$30. O SESC Pompéia fica na Rua Clélia, 93, em São Paulo. O show é uma mágica produção da Brain Productions, do gênio Bruno Montalvão. Enquanto isso, divirta-se com uma versão quase instrumental de “Sonic Butterflies”, gravada no ensaio para este show do SESC:

 

Imagem de Amostra do You Tube

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Postado 10/11/2015 às 21:55

Novo clipe: Frabin – Kids From Outer Space

Prestes a lançar seu 1º álbum, “Real”, Frabin soltou um clipe sensacional para a música (ainda mais sensacional) “Kids From Outer Space”:

Imagem de Amostra do You Tube

Segundo Frabin, ele estava “no Vimeo, procurando vídeo com técnicas de ‘VHS distortion’, quando acabei nuns vídeos do americano Logan Owlbeemoth, do Tachyons. A estética era 100% o que eu tinha na cabeça. Mandei pra ele, ele passou os takes pra vhs e fez as distorções analógicas nos equipamentos dele e o resultado foi esse.

O álbum “Real” será lançado nos formatos CD e digital no próximo dia 20 de novembro, numa parceria entre midsummer madness e Balaclava.

Postado

The Gilbertos in Bandcamp’s curator-chief podcast

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The Gilbertos’ “Haroldo”, a new song released as a single, appears in Andrew Jervins, Bandcamp’s curator-chief podcast last week.
Have a listen: http://bandcamp.com/?show=149&play=1

Postado 02/11/2015 às 11:47

Under the influence… Fish Magic

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Mario Quinderé, the brain and voice of Fish Magic, organized a playlist with the sounds that inspired him to compose his debut “Songs From The Night Shift”. Along with seminal influences like New Order, Lloyd Cole and R.E.M., Mario scanned through some new names like Trailer Trash Tracys and Tim Hardin and some unexpected songwriters like Bruce Springsteen, Johnny Cash and Sam Cooke.

Get to know Fish Magic’s influences: http://www.deezer.com/playlist/1465970417
And this is Fish Magic:
Deezer: http://www.deezer.com/album/9906454
Google Play: https://play.google.com/store/music/album?id=Blmlpodue35p7omdn2mlot3igim
iTunes: http://itunes.apple.com/us/album/id976384049
Rdio: http://rd.io/x/Qj4XdVo/
Spotify: http://open.spotify.com/album/6zT2C4kygeXLfecp3MbVp3

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