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\ZINE - novembro de 2015\

Loomer lança videoclipe e faz shows em São Paulo

Loomer acabou de lançar clipe da música “Dark Star”, que faz parte do disco de estreia da banda. Assista:

Ainda existem algumas cópias em vinil do primeiro álbum da banda – compre clicando aqui.
O Loomer faz alguns shows em SP, o primeiro deles, nesta quinta feira, será com Herod na Casa do Mancha.

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Postado 25/11/2015 às 19:17

Spotlight on Frabin

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Victor Fabri was born in 1994. This same year, we, midsummer madness, were converting ourselves from a fanzine into a record label. In 2013, Victor begun writing his own material outside his friend’s band, Rascal Experience. Living in Florianopolis, a paradise city in an island in the south of Brazil, he chose to build a home studio and lock himself in.

(Well, in 1994, we opted to stay in copying cassetes instead of being in the sunny beaches of Rio de Janeiro. So, there’s no generation gap here!)

Victor Fabri renamed his solo writings as Frabin and recorded 4 songs to test his home studio. Doing everything alone, the obvious title would be “Selfish”. Released in july 2014, the EP was faceted at Ranch Mastering, same place where “Humbug” by the Arctic Monekys, “King of the Beach by Wavves and “Plastic Beach” by Gorillaz were finished. This is to show that the kid wasn’t playing around.

Adapted to his home studio, Frabin recorded 12 songs between march and july 2015 and those became “Real“, his debut album. With 2 songs in portuguese, Victor wanted a bilingual title and “Real” works both in english and in portuguese. This time he chose to master with Rob Grant, in Poon’s Head Studios, Perth, Australia. Going around the world for final touchs had a reason: “Besides quality, I wanted someone that worked with bands I like such as Tame Impala and Melody’s Echo Chamber”, explains Victor, “and I’ve found that Rob is the finest, easy-going kind of guy I could ever met“.

When Frabin says Tame Impala, we hear Ride. When he mentions Melody’s Echo Chamber, we think of Stone Roses and Chapterhouse. The result is a beautiful, danceable, happy and soulful album called “Real”, that we are proud to put out together with brazilian label Balaclava.

It’s Real, out now in digital and soon in CD.

Listen and buy at:
https://midsummermadness.bandcamp.com/album/real
http://mmrecords.com.br/frabin/

Postado 22/11/2015 às 14:38

Frabin fala a “Real” sobre seu 1º disco

Victor Fabri resolveu chamar seu trabalho solo de Frabin. Porquê FRabin e não FabRin ninguém sabe, nem ele. Parece sonoro. Tão sonoro como “Real”, título entusiasmado e feliz de seu 1º disco, que é … entusiasmado! Tantas repetições apenas para reforçar a coerência de um rapaz paraense criado catarinense, mais novo que o midsummer madness: quando Victor nasceu em 1994, a gente estava criando nosso selo de fitas demos!

Mas o disco “Real” traz o frescor da “xufentude” que muito nos agrada. Quando Victor fala de Tame Impala e Melody’s Echo Chamber, a gente escuta Ride, Chapterhouse. Quando ele fala que cantar em português soa “cafona”, a gente escuta o Second Come dizendo que parece natural cantar em inglês, língua de todas as influências mais diretas da banda.

Não tem nada de diferença de gerações, tudo parece uma questão de semântica. Pelvs, Cigarettes, brincando de deus, Low Dream estão mais próximos do que nunca de My Magical Glowing Lens, Loomer, Lava Divers e Frabin. Para nos aproximarmos ainda mais, resolvemos entrevistar o rapaz. Leia mais sobre o disco abaixo:

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MM – Todas as 12 músicas de Real foram escritas a partir de março deste ano? Ou algumas delas já existiam na época de Selfish?
Victor – Não não, algumas já existiam até antes do Selfish na verdade. Inclusive o primeiro material que eu lancei, logo que criei na página do facebook, era um vídeo e um pedaço de música, pra dar alguma ideia do tipo de som que seria. E esse pedaço de música é um instrumental da primeira parte de “Memoir”, faixa 1 do Real.

MM – Real traz 2 músicas em português. Porque elas entraram no disco e não haviam aparecido antes? Você vê alguma diferença entre cantar em inglês ou português, ou é natural nas duas línguas?
Victor – As músicas em português começaram a aparecer só depois do Selfish mesmo, elas vieram porque na época eu estava escutando mais coisas em português, tipo Holger, Maglore, Lupe de Lupe, e fiquei afim de tentar a escrever na nossa língua. Acho que escrevi umas 4 músicas e as duas que estão no álbum (‘Em Vão’ e ‘Desabrigo’) foram as que eu achei que fechavam com a ideia do álbum. Confesso que tenho muito mais facilidade e ainda prefiro escrever em inglês, acho que por ser outra língua eu me sinto mais a vontade de falar sobre as coisas sem parecer “cafona”, e também tem o fato que a grande maioria das coisas que eu escuto e me inspiro são em inglês, então acaba sendo uma referência muito forte e já impregnada dentro de mim.

MM – O que você andou escutando para compor e gravar Real?
Victor – Não variou muito do que eu escutava durante o Selfish porque o processo de composição do álbum foi quase simultâneo com o lançamento do EP. Algumas coisas novas foram Roosevelt, Homeshake e algumas bandas brasileiras.

MM – O título Real dá uma ideia de surpresa com o 1º disco, 1º álbum, tipo “finalmente, existe!”. É esta a ideia? Porque o disco se chama Real?
Victor – É sim! Eu também queria que o nome do álbum fosse algo bilíngue, já que traria músicas em inglês e português eu queria que fosse algo que fizesse sentido nos dois, até que me veio essa palavra e tudo se encaixou.

MM – Mais uma vez você preferiu masterizar no exterior… como chegou ao Rob e porque esta preferência?
Victor – A preferência existe pela qualidade do trabalho e também pelo fato de masterizar onde outros artistas que são referência pro som que eu faço masterizam. Eu já conhecia o trabalho do Rob por causa do Tame Impala e Melody’s Echo Chamber, mas nunca cogitei masterizar lá porque pensava que era muito caro ou que tivesse alguma outra restrição. Mas quando vi que os caras da The Outs masterizaram com ele, descobri que o Rob era o cara mais de boa pra trabalhar, ai entrei em contato com ele e tudo se ajeitou.

MM – Você vê seu som alinhado com que outras bandas aqui no Brasil?
Victor – Atualmente tem muitas bandas fazendo um trabalho foda aqui no brasil, tipo a Marrakesh, de Curitiba, toquei algumas vezes com eles e posso dizer que os guris mandam muito bem.Tem também My Magical Glowing Lens, Catavento, entre outras que tão nesse mesmo corre.

MM – Quais são os planos pra agora? Turnê? Mais clipes?
Victor – Isso, ambos! Esse ano de 2016 quero me focar 100% na divulgação do álbum, fazendo turnês e outros clipes, além de trabalhar em um álbum novo também.

“Real” foi lançado dia 20 de novembro de 2015 numa parceria entre Balaclava e midsummer madness. Disponível nos formatos digital e CD.

Postado

Lava Divers e Loomer anunciam turnê. E se encontram. Delícia!

Loomer está gravando, com muita calma, o álbum sucessor de “You Wouldn’t Anyway”, ainda sem prazo para ficar pronto. Para desenferrujar os ossos, resolveram montar uma mini-turnê por São Paulo.

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Quinta, 26 de novembro
Loomer & Herod na Casa do Mancha
end.: Rua Filipe de Alcaçova, s/n
horário: 20h
ingresso: R$ 20
evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1676719185801165/

Sábado, 28 de novembro
4º Festival TrêsPraUm na Associação Cultural Cecília
- Gustavo Da Lua RADIANTESUINGABRUTOAMOR (Nação Zumbi) – Recife
- DaGaroa Groove – São Paulo
- Loomer – Porto Alegre
- ASTRO VENGA – Rio de Janeiro
- Kubata – São Paulo
end.: Rua Vitorino Carmilo, 449 – Santa Cecília, São Paulo.
horário: das 14 às 24 horas
ingresso:
evento no facebook: https://www.facebook.com/events/786117444833910/

E o mais legal disso tudo é que eles se encontram pela primeira com outra banda do midsummer madness, o Lava Divers, que também preparou uma turnê de final de ano. Loomer e Lava Divers se encontram aqui:

Domingo, 29 de novembro
Subssesions Especial – Submundo 177 @ Telstar Hostel
16h30 – Mahmed
18h00 – Loomer
19h30 – Lava Divers
end.: Rua Capitão Cavalcanti, 177 – Vila Mariana – São Paulo
ingresso:R$ 15)
evento no facebook: https://www.facebook.com/events/775648409230479/

Mas o rolê dos mineiros começam bem antes, veja todas as datas:

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28NOV – NEU CLUB (SP)
29NOV – SUBMUNDO 177 (SP)
01DEZ – FREE NOISE (SP)
https://www.facebook.com/events/1638996049721730/
04DEZ – SOUND (SOROCABA)
https://www.facebook.com/events/1710616165838337/

E para completar, neste festival do The Blog That Celebrates Itself, ainda tem The Cigarettes!!!
06DEZ – OZZY STAGE BAR (SP)
https://www.facebook.com/events/131829033844703/

Postado 20/11/2015 às 12:33

Como foi o show do Pin Ups

Como foi? SESC Pompéia lotado, um set list com músicas de quase todos os álbuns, muitos amigos, convidados, discursos e agradecimentos e muita diversão. Com vocês, fotos e vídeos da noite de 14 de novembro em São Paulo.

Guts

Resting Time

 

Postado 16/11/2015 às 8:08

Pin Ups

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foto por Ivan Shupikov

Pin Ups surgiu em Santo André, ABC paulista, em 1988 quando Zé Antônio Algodoal e Luis Gustavo decidiram montar uma banda influenciados por sons que não eram muito comuns no Brasil, nem mesmo na cena alternativa de então. A intenção era criar uma banda calcada no regressive rock que Primitives, Birdland e Primal Scream andavam explorando no final dos anos 80.

O primeiro show aconteceu meio no susto, com o Pin Ups tocando numa festa da revista Monga no Madame Satã (São Paulo), tendo Ratos de Porão como atração principal. Com Zé Antonio na guitarra, o baterista Alexandre Kail, o vocalista André Benevides e o então baixista Luis Gustavo, o Pin Ups fez seu primeiro show ainda em 1988.

As mudanças de formação começaram em 1989 com Marquinhos (da banda Virgens Lagartos) assumindo as baquetas depois de alguns shows com um tape-deck fazendo as vezes de drum-machine. Segundo Zé Antônio, “os shows eram um barulho dos infernos, microfonia do começo ao fim… mas as pessoas adoravam!“.

E assim, o Pin Ups seguia tocando até a abertura do Espaço Retrô, uma nova casa noturna no bairro de Santa Cecília, em São Paulo. Como boa parte da pequena cena que se formava em torno destes então “novos sons” circulava no Retrô, alguns contatos interessantes começaram a aparecer.

Em 1989, a fama dos shows do Pin Ups já havia gerado um convite para lançar um álbum pela Vinil Records. Mas Thomas Pappon (Fellini, The Gilbertos, Smack, Voluntários da Pátria) que trabalhava no selo Stiletto, e estava lançando no Brasil discos da 4AD, Factory e de outros selos ingleses, passou ne frente e assinou com o Pin Ups.

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Luis Gustavo, Zé Antônio, Alê Briganti e Marquinhos

A promessa de gravar um álbum não foi muito além de remasterizar as músicas já gravadas e “Time Will Burn“, o disco de estreia do Pin Ups, saiu em 1990. Falando para o site Pequenos Clássicos Perdidos, Zé Antônio lembrou que o disco “é mais uma compilação de demos que qualquer outra coisa. Algumas poucas faixas foram gravadas no estúdio do guitarrista Rainer Pappon, que estava absolutamente de saco cheio da gente, e outras num estúdio no bairro de Santana em um Tascam de 4 canais (uma espécie de estúdio portátil)“.

Sobre o álbum, Thomas Pappon disse à Brasil 2000 FM em 1989 – “… lançamos os Pin Ups e tal… é uma fita que não tem… engraçado, é muito curioso porque as gravadoras em geral não trabalham com os padrões que nós trabalhamos. Se a fita demo tem um som que representa a identidade da banda, vamos lançar! E apesar dos problemas técnicos com a fita dos Pin Ups a gente botou na praça…

O show de lançamento seria no mesmo Espaço Retrô e, depois de algumas mudanças de formação, o trio virou um quarteto com a entrada da Alê Briganti como baixista, enquanto Luis Gustavo se dedicaria apenas aos vocais. Alê foi apresentada ao trio dias antes do show de lançamento de “Time Will Burn” e se recorda da recepção dura e fria.

Quando lançado, “Time Will Burn” não agradou em cheio a todos jornalistas. Lembrem-se: em 1990 internet era um sonho de ficção científica. Naquela época, qualquer banda dependia de espaço na mídia para vender discos. Apesar de ter passado longe da unanimidade, o disco teve boa distribuição nacional (a Stiletto tinha distribuição da CBS, que viria a se transformar na atual Sony), com o Pin Ups fazendo pouquíssimos shows fora de São Paulo.

Enquanto isso, nos escritórios da Stilleto, um prometido segundo disco nunca saía do papo. Até que um belo dia, da maneira mais estranha possível, a banda descobriu que a Stiletto tinha acabado. O Pin Ups foi visitar o escritório da gravadora e encontrou apenas uma sala vazia. As masters de “Time Will Burn” são consideradas até hoje como perdidas porque ninguém nunca soube do paradeiro de Lawrence Brennan, dono da Stiletto.

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midsummer madness entrevistando Pin Ups em 1991

A boa repercussão do Pin Ups e seus constantes shows em São Paulo animaram a pequena loja Zoyd! a se transformar num selo. O segundo álbum, “Gash” saiu em 1992 junto com o álbum de estreia do Killing Chainsaw. Com poucos recursos para gravar, o quarteto achou por bem registrar um repertório de músicas menos barulhentas. A escolha por um disco “calmo” também refletia o desejo de todos na banda de registrar os ensaios e shows voz e violão, onde eles experimentavam com influências de Spacemen 3 e Loop.

A discografia da comentada do Pin Ups no site Muzplay escreveu a respeito desse disco: “…repleto de baladas acústicas e psicodélicas, bem antes dos irmãos Gallagher formarem o Oasis. Um disco primoroso melodicamente. Enquanto o Spacemen 3 mal era conhecido por aqui, o Pin Ups gravou um disco “viajandão” que tinha até cítara (“Ganesha”). (…) Foi em “Gash”, já contando com Alê na formação, que a baixista deu os primeiros passos, ou melhor, cantou os primeiros versos (na cover “A Day in the Life”, dos Beatles) e, três anos depois, assumiria os vocais titulares da banda“.

O terceiro disco, “Scrabby?” começou a ser gravado no ano seguinte com produção de João Gordo, vocalista do Ratos de Porão. No começo daquele ano, o Nirvana havia passado pelo Brasil e Kurt Cobain e Courtney Love tiveram como anfitriões Alê e João Gordo, que eram namorados. O Pin Ups andava empolgado com os barulhos garageiros vindos de Seattle e, sentia-se em casa como representante daquele tipo de som no Brasil. Resultado: “Scrabby?” sai um álbum ainda mais agressivo, pela Devil Discos – outra gravadora surgida de lojas da Galeria do Rock em São Paulo. Numa entrevista para Richard Cruz, Zé Antônio explicou: “Acho que o RH Jackson foi o verdadeiro produtor desse disco. A verdade é que o João até ajudou a catalisar algumas idéias de peso, mas o Jack (RH) foi quem nos deu os elementos para que isso acontecesse.

Todos relatos dão conta de uma gravação tensa, cheia de brigas e desentendimentos. Mas a explicação mais simples para esse clima estava na rotina apertada de todos integrantes, que só conseguiam entrar em estúdio durante a madrugada. Apesar disso, o quarto disco entrou em produção em 1995. “Jodie Foster” teve uma gravação ainda mais complicada, segundo relatos do Zé Antônio e da Alê.

Assim que o disco ficou pronto, no dia que a banda combinou de fazer as fotos de divulgação (como esta abaixo), Luis Gustavo comunicou que estava deixando o grupo. Logo depois foi a vez de Marquinhos (que passou a assinar Marco Butcher). A partir dai, Alê assumiu os vocais, Flávio Cavichioli entrou na bateria e Eliane Testone na segunda guitarra (ambos vindos da Dog School).

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foto por Ronaldo Miranda

O Scream & Yell escreveu o seguinte sobre “Jodie Foster”: “As microfonias da vinheta de abertura do disco não estão lá de enfeite (tanto que elas também o encerram)(…). Com um dos melhores riffs da carreira da banda, as guitarras estão sobrepostas a um vocal que mostrava sinais de evolução e havia finalmente saído da sombra de Lou Reed. A sonoridade do disco está impregnada pela influência das guitar bands norte-americanas (…) “Witkin”, cantada de maneira suave pela baixista, ficou meio deslocada do resto do álbum,(…) Mas a faixa já mostrava qual seria o mote a partir dali: o vocalista Luiz Gustavo foi se dedicar à carreira de (talentoso) cartunista, deixando o microfone livre pra Alê Briganti levar o Pin Ups pra um direcionamento mais acessível“.

“Jodie Foster” foi o primeiro disco do Pin Ups a sair em CD, todos anteriores foram lançados somente em vinil. Nos intervalos entre os discos, o Pin Ups gravou algumas faixas extras que foram lançadas em coletâneas e em edições especiais em fitas cassete numeradas, distribuídas pela banda em shows. “Not For Sale” por exemplo saiu em 1994 com covers de Superchunk, My Bloody Valentine, Teenage Fanclub Beatles e uma música inédita. No mesmo ano a banda lançou também “Acoustical Rehearshal” com versões acústicas ao vivo de Flaming Lips, Sebadoh, Rolling Stones, Yo La Tengo, Mudhoney, além de releituras de músicas próprias como “Going On”, “Crack”, “Guts” e “Hard to Fall”.

No ano seguinte o Pin Ups lança o single “Guts” em compacto 7″ de vinil pela Fishy Records, música que entraria no próximo disco. Todos estes lançamentos marcaram o passeio do Pin Ups por vários selos independentes da época, como Spicy (que lançaria o “Lee Marvin”) e Short Recs (que lançaria “Bruce Lee”)

Lee Marvin” foi lançado em 1997 e até hoje é considerado um dos melhores discos da carreira da banda. Alê e Zé Antônio lembram que a banda estava a todo vapor, fazendo vários shows e com uma unidade sonora que não tinha sido encontrada nos anos anteriores. A microfonia dava lugar às influências power pop, bubblegum. Alexandre Sesper (do Garage Fuzz) participou com os vocais em “Fast Cars” e o disco traz ainda versões de “It’s All Right For You” do The Police e “Frontwards” do Pavement. Esse disco foi relançado em 2017, comemorando seus 20 anos de vida, numa parceria entre midsummer madness e Assustado Discos. “Lee Marvin” saiu em vinil transparente.

Bruce Lee” saiu em 1999 e até hoje divide opiniões: é o sexto álbum da banda ou é um EP? O lançamento traz um show acústico de 35 minutos e três músicas novas, entre elas a clássica “To Our Friends”. Nos dois anos seguintes, a atividade do Pin Ups diminuiu drasticamente, com Alê, Elaine e Flávio se dedicando a outros projetos. Em 2001, o Pin Ups fez um show no Olympia (SP) abrindo para o Mudhoney mas com uma formação atípica: Zé Antonio, Luiz Gustavo, o baterista Pedrinho (ex-Killing Chainsaw), Chuck Hipólitho (Vespas Mandarinas) e Ramon Bonzi (ex-Strada).

Depois desse show, o Pin Ups ficou parado.

Entre 2013 e 2016, a banda começou a ser muito solicitada a dar entrevistas para livros e documentários, sendo que dois destes filmes têm a banda como personagem principal: “Time Will Burn“, de Marko Panayotis e Otávio Souza; e “Guitar Days“, de Caio Braga (este ainda será lançado em Junho de 2019).

Fim do show. Despedida?

Fim do show. Despedida?

Eles então anunciam um “show de despedida” que aconteceu no SESC Pompéia em 2015. A noite que deveria ser o epílogo se transformou numa pulga atrás das orelhas de Alê Briganti, Zé Antonio e Flávio Cavichiolli. No final do show, Alê perguntou: “Aonde vocês estavam 10 anos atrás?” para em seguida anunciar que aquele seria o último show da banda… em São Paulo!

Pronto, o retorno começava a se tornar realidade.

Estimulados pelo interesse de um novo público, pelo carinho dos antigos fãs e pela entrada de Adriano Cintra (Cansei de Ser Sexy, Madrid, Thee Butchers’ Orchestra) na segunda guitarra, o Pin Ups começou a gravar o seu sétimo (ou sexto) álbum no Estúdio Aurora em São Paulo, a partir de 2018.

Com produção de Zé Antônio, Adriano Cintra, mixagem de Ignácio Sodré, “Long Time No See” traz a participação especial de Pedro Pelotas (Cachorro Grande nos teclados de “Mexican Tale”), Jim Wilbur (do Superchunk com guitarras em “Mexican Tale”), da antiga guitarrista Eliane Testone, agora morando em Londres, nas faixas “Portraits of Lust” e “Little Magic”, de Victor José e Elisa Oieno da banda Antiprisma nas faixas “Ballad for Samuel & Tobias” e “Gone Tomorrow” e Amanda Butler, da banda Skydown em “You Can Have Anything You Want” e “Mexican Tale”

“Long Time No See” foi lançado em vinil,CD e digital pelo midsummer madness em parceria com a Fleeting Media. A arte da capa foi feita por Laurindo Feliciano.


O que andam falando a respeito:
Entrevista e faixa-a-faixa do Scream & Yell sobre “Long Time No See” (2019): aqui
Entrevista sobre “Long Time No See” no Trabalho Sujo (2019): aqui
Discografia Comentada no Scream & Yell (2015): aqui
Entrevista ao Trabalho Sujo sobre o show de “despedida” (2015): aqui

Postado 14/11/2015 às 14:51

Pin Ups anuncia show derradeiro em São Paulo

O Pin Ups faz show sábado dia 14 de novembro no SESC Pompéia, em São Paulo, para comemorar 25 anos de banda. Na verdade, o Pin Ups tem um pouquinho mais tempo que isso, mas quem se importa. A banda pretende que este show seja o de despedida, para poderem tocar outros projetos.

Como a ocasião é especial, várias participações são esperadas: Adriano Cintra (ex Cansei de Ser Sexy e Thee Butchers’ Orchestra), Mário (Wry) e Rodrigo Gozo (Killing Chainsaw) dividem as guitarras enquanto Rodrigo Carneiro participará nos vocais de algumas músicas. O repertório deve incluir clássicos como “Jodie Foster”, “Tv Set”, “Evisceration”, “Going On”, “You Shouldn’t Go Away”, “Witkin”, “Kill Myself” e “Sonic Butterflies”.

fotos_compacto_pin_ups3Em breve o midsummer madness vai relançar todo catálogo do Pin Ups. Por enquanto, algumas unidades do compacto em vinil vermelho lançado em 1996 pela Fishy Records estarão a venda no show e na LOJA do midsummer madness. São cópias remanescentes do lançamento original, da Fishy Records, que ganharam nova capa. As cópias são super limitadas, apenas 94 vinis restantes estarão à venda, e todos compactos são numerados.

O show começa às 21h30 e os ingressos custam entre R$9 e R$30. O SESC Pompéia fica na Rua Clélia, 93, em São Paulo. O show é uma mágica produção da Brain Productions, do gênio Bruno Montalvão. Enquanto isso, divirta-se com uma versão quase instrumental de “Sonic Butterflies”, gravada no ensaio para este show do SESC:

 

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Postado 10/11/2015 às 21:55

Novo clipe: Frabin – Kids From Outer Space

Prestes a lançar seu 1º álbum, “Real”, Frabin soltou um clipe sensacional para a música (ainda mais sensacional) “Kids From Outer Space”:

Segundo Frabin, ele estava “no Vimeo, procurando vídeo com técnicas de ‘VHS distortion’, quando acabei nuns vídeos do americano Logan Owlbeemoth, do Tachyons. A estética era 100% o que eu tinha na cabeça. Mandei pra ele, ele passou os takes pra vhs e fez as distorções analógicas nos equipamentos dele e o resultado foi esse.

O álbum “Real” será lançado nos formatos CD e digital no próximo dia 20 de novembro, numa parceria entre midsummer madness e Balaclava.

Postado

The Gilbertos in Bandcamp’s curator-chief podcast

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The Gilbertos’ “Haroldo”, a new song released as a single, appears in Andrew Jervins, Bandcamp’s curator-chief podcast last week.
Have a listen: http://bandcamp.com/?show=149&play=1

Postado 02/11/2015 às 11:47

Under the influence… Fish Magic

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Mario Quinderé, the brain and voice of Fish Magic, organized a playlist with the sounds that inspired him to compose his debut “Songs From The Night Shift”. Along with seminal influences like New Order, Lloyd Cole and R.E.M., Mario scanned through some new names like Trailer Trash Tracys and Tim Hardin and some unexpected songwriters like Bruce Springsteen, Johnny Cash and Sam Cooke.

Get to know Fish Magic’s influences: http://www.deezer.com/playlist/1465970417
And this is Fish Magic:
Deezer: http://www.deezer.com/album/9906454
Google Play: https://play.google.com/store/music/album?id=Blmlpodue35p7omdn2mlot3igim
iTunes: http://itunes.apple.com/us/album/id976384049
Rdio: http://rd.io/x/Qj4XdVo/
Spotify: http://open.spotify.com/album/6zT2C4kygeXLfecp3MbVp3

Postado