
Alberto Mattos toca piano desde os 17 anos. Quanto anos ele tem hoje não interessa, mas o fato é que as canções sempre o perseguiram.
“Desde que começei a compor, eu gravava tudo que achava bom em fitas cassete para não esquecer. Hoje tenho 33 anos e alguns cassetes.” Ôoo Alberto, não era pra revelar a idade… mas assim dá pra saber que algumas das músicas registradas em Music for the Sun têm uma longa bagagem.
Alberto já teve algumas bandas conhecidas aqui no Rio, como a SomTomé que tocou no festival MADA e lançou um disco (“Mais canções de amor do que estrelas no céu” em 2003), já tocou na banda do China (ex-Sheik Tosado que encara uma carreira solo) e “outras bandas meio sarau de faculdade, onde eu tocava flauta-doce e violão (o existindo…rs ) e bandas que não chegaram nem rolar show como o Superbonde, que era da galera que trabalhava no (estúdio) Hanói”.
Em 2000, Alberto comprou um computador e começou a gravar em casa. Em 2001 ele conheceu o Nervoso quando este gravava a demo Personalidade.
“Resolvi fazer esse disco – Music for the Sun – por necessidade artística quando o Somtomé se dissolveu. Eu não tinha mais um veículo para colocar as composições para fora. Desde que começei a gravar em casa, no computador, faço gravações para mim mesmo e chegou uma hora que achei que dava pra fazer um disquinho.” Music for the Sun veio parar no mm em 2006, com 8 músicas. Destas, 4 serão lançadas no site e as outras estão disponíveis somente em CDR nos shows.
“As influências são muitas: as conscientes, que é aquilo que nos alimenta artisticamente e que você acha foda tipo Beck e Radiohead ou Kinks. E as inconscientes, que você ouve na rádio e na tv desde moleque e não têm controle nenhum.” Alberto deve ter ouvido boa música no rádio, ou nos discos dos pais, pois Things, que abre o disco, é puro Nick Drake em violas caipirasicodélicas. Cigaretts & Alcohol vai pelo mesmo caminho até lá pelas tantas entrar uma guitarra mais pesada, meio virtuosa até, e as programações de teclado. Add Lib tem um climinha mais música para o Sol e até uns acordes meio jazzísticos, acompanhados por um teclado sessentoso. Sim, Beck, Radiohead, tá tudo ali mesmo Alberto. “Tem outras tipo a Anytime que são de 2006, a Piano Trip é uma base de piano antiga mas as cordas são recentes“.