random songs

\ZINE - julho de 2008\

Motormama vai a Gramado

Imagem de Amostra do You Tube
O clipe da música “Coração Hardcore” do Motormama foi selecionado para concorrer no Festival do Vídeo Brasileiro durante o 16º Gramado Cine Vídeo 2008 na categoria “Universitário Brasileiro”.
O clipe foi produzido e dirigido pela equipe da TV Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto) que teve outros três trabalhos escolhidos para participar do festival, considerado um dos mais importantes da América Latina.
A premiação será na cidade de Gramado (RS), entre os dias 11 e 16 de agosto. Os primeiros lugares de cada categoria vão receber o troféu Galgo de Ouro.
Os vídeos selecionados no Festival podem ser vistos no site: www.gramadocinevideo.com.br e também no site da TV Unaerp: http://tv.unaerp.br.

Postado 28/07/2008 às 12:56

Podcast rastapé no ar

Está no ar o podcast 16 do midsummer madness. Tem Smack, Churrus, Los Campesinos fazendo cover de pavement, baião de Academia da Berlinda e Naurêa, Fuck Buttons, Dreadful Yawns, Resplandor produzido por Robin Guthrie do Cocteau Twins e mais… escute clicando no link aqui em cima, a direita.

Postado 26/07/2008 às 12:06

Rastapé shoegazer

A edição nº16 do podcast está no ar.

smack_0057.jpgNeste episódio, você começa ouvindo algo etéreo, shoegazer como Churrus e música nova do Resplandor, banda peruana que teve o disco produzido por Robin Guthrie (Cocteau Twins); passa para música cute-cute do Bat for Lashes, ouve em primeira mão o que vai ser o novo EP do Smack (foto de Mauricio Abões) banda do Edgard Scandurra, Thomas Pappon, Pamps e Sandra Coutinho; conhece a Pequeña Orquestra Reincidentes da Argentina, dança um baião de dois com Naurêa e Academia da berlinda e termina psicodélico-drogadito com Fuck Buttons e Dreadful Yawns.

Tudo isso no podcast 16 do mmrecords, que você ouve clicando aqui ao lado ou lá em, do lado direito da parte superior desta página.

A lista de músicas:
Los Campesinos – frontwards (versão da música do Pavement)

Churrus – shakedown (do disco “The Greatest Day”, compre na LOJA)
Resplandor – downfall (do disco “Pleamar”, produzido por Robin Guthrie)

Bat for Lashes – what’s a girl to do
Les Responsables – la vaporisation

Pequeña Orquestra Reincidentes – abrazame
Smack – qu’est ce que tu pense

Academia da Berlinda – envernizado (part. do Jorge Du peixe)
Naurêa – álcool ou acetona

Fuck Buttons – little bloody shoulders
Jesus & Mary Chain – black
Dreadful Yawns – you’re pure

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pgm 16

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DJ6 ao vivo

dj6_julia_news.jpgDJ6 não quer que você saiba mas eles disponibilizaram um show inteiro na internet… Segredo, corre lá no ZINE.

Postado 22/07/2008 às 21:56

DJ6 lança músicas ao vivo mas esconde

Dia 07 de julho o DJ6 tocou na Maldita, na Casa da Matriz. O Bruno (baixista) gravou o show inteiro. Num ato tresloucado, resolveu disponibilizar o show inteiro na internet… um bom show, diga-se de passagem. Mas depois amarelaram… Não querem que isso seja muito divulgado pois acham que a qualidade não é boa o suficiente…

Já eu achei que prum ao vivo, tá bom pra cacete! E o Dj6 é bom demais.

Enfim, aqui vão as explicações da banda e o link para quem quiser baixar as músicas:
dj6_julia.jpg

A Mikimba Gravadora apresenta o primeiro registro ao vivo não-oficial da DJ6, contendo 5 músicas inéditas e um cover.

http://www.zshare.net/download/15452631d11ad6d6/

1. Vertu de la patience (sans titre) (3:28)
2. Mágoa que segui (2:56)
3. Unfolded/Burst (4:48)
4. Feels Like Home (2:56)
5. Cheater (3:03)
6. Here She Comes Now (Velvet Underground cover) (4:38)
7. Museu de possibilidades (5:01)
8. Ficções (6:00)
9. Fatores (3:07)
10. Pequena Morte (6:30)

É com grande orgulho e satisfação que a Mikimba Gravadora apresenta seu primeiro lançamento, “Alego insanidade momentânea”.

Este também é o primeiro bootleg da DJ6, gravado direto da mesa de som da Casa da Matriz. O show aconteceu na segunda dia 7-7-2008, na festa Maldita.

A DJ6 se recusa a lançar seu material sem que a qualidade seja a melhor possível. Desse modo, a banda não oficialmente demos ou outras gravações ao vivo, e tampouco tem videoclipes oficiais, devida a uma certa insistência da banda em ter o controle artístico sobre sua música e imagem.

dj6_2008_2.jpgContudo, nós da Mikimba Gravadora acreditamos no potencial da banda, e ficamos particularmente surpresos com a qualidade alcançada nessa gravação um tanto precária (não há um microfone overall, tudo o que se ouve é o que foi captado pelos microfones dos dois vocalistas). Se não uma prova de profissionalismo, essa é uma prova da evolução do trabalho da banda, já que a equalização dos volumes está muito boa, ainda mais levando-se em conta que não possuem técnico de som e a casa da matriz não é o melhor lugar para shows do Rio.

Sim, os erros estão ali. O baixista, provavelmente drogado, erra o tempo e tropeça na bateria, o guitarrista erra a nota e improvisa, as vozes desafinam e seduzem com sua humanidade. Mas esse é um instantâneo de um momento perfeito, uma das melhroes apresentações da banda diante de fãs e pessoas que não os conheciam. Os que já conheciam tem esse show como o melhor deles em muito tempo, e a própria banda assume isso.

Abrindo o show temos uma das músicas novas, Vertu de la patience, na verdade a segunda música da banda em francês. Um baixo à la Interpol, vocais cuja melodia remete ao cranberries, é uma bela música, vibrante e com um fim apoteótico (aliás, uma trademark da banda, a superposição de camadas de som nas músicas, em um crescendo).

Em seguida, as três primeiras músicas do ep de estréia, na mesma ordem em que se apresentam na gravação. É como que uma despedida do primeiro ep, e pela primeira vez em muito tempo quatro das músicas do disco são tocadas num mesmo show.

Em seguida, Cheater. Inicialmente quase um brincadeira, em resposta a solicitação do baixista para que houvesse troca de instrumentos, a canção caiu no gosto do público, um indie pop curto e grudento, com guitarras que remetem ao weezer e sonic youth.

A opção pela cover de Velvet Underground é mais um acerto da banda. A banda toca poucos coveres (com essa, foram quatro, “Glory Box”, do Portishead; “Cross Bones Style”, da Cat Power; e “Serve the Servants”, do Nirvana, em versão deliciosa).

Museu de possibilidades é mais uma canção melancólica da DJ6, com uma vibe que remete a bandas de rock de portugal, uma bela letra de Julia Vaz (talvez a mais bela da banda desde a enigmática “Pequena Morte”), e um incrível trabalho de guitarra de Fel Fortes (é apenas uma guitarra na música toda, apesar dos diversos fraseados usados na música).

Ficções é talvez a canção de maior impacto da banda, um baque sônico com pinceladas de diversos estilos diferentes formando uma teia da qual quem ouve não consegue se desfazer. Um riff que remete às primeiras músicas do Godspeed You Black Emperor, um baixo dub, mais uma letra enigmática, e um refrão explosivo, com direito a guitarras à la muse. Estruturalmente, a música remete ao rock clássico (intro-estrofe-ponte-refrão-estrofe-ponte-refrão-outro-refrão). Tal qual my bed no primeiro ep, Fatores tem uma vibe jazzy, com seus fraseados de baixo e guitarra.

Fechando, pequena morte. catarse. deixe-se levar. deixe que eles segurem o volante. a viagem não tem volta. confie seus ouvidos a eles.

(Para efeito de lançamento do bootleg “Alego Insanidade Momentânea”, demos um nome para todas as faixas novas, mesmo sem o consentimento da banda, apenas para efeito de facilitar ao ouvinte a identificação das faixas — e também porque os “working titles” que a DJ6 usa beiram o ridículo, como “novanovanova”, “fator-ex”, “KLB”, “Indie pop” e “Francesa”, só para ficar nas músicas desse show)

As canções novas estão maduras. As quatro antigas, presentes no ep DJ6, executadas com maestria e pequenas modificações. Em breve, um novo EP (ainda sem título) sai pela Midsummer Madness. Por enquanto, você pode conferir a cara que as músicas novas estão tomando, e curtir todo a beleza e peculiaridade do som dessa banda única. temos muito orgulho do primeiro lançamento de nossa gravadora ser essa promissora banda. Mais lançamentos virão.

dj6-bruno_c.jpg

Abraços a todos,
Alberto Gonzales, CEO da Mikimba Gravadora

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Amps & Lina no Festival de Inverno de Garanhus

Amps & Lina toca neste sábado no palco pop do famoso Festival de Inverno de Garanhus, PE, como a penúltima banda da noite, abrindo os trabalhos para o Eddie. E no dia seguinte, voltam a tocar em Recife, de graça, na Livraria Saraiva. Mais detalhes no ZINE.

Postado 21/07/2008 às 18:54

Private Dancers procura tecladista

private-dancers-2007_10.jpg

Gosta de responder aqueles anúncios de banda? Aqui vai um:

“Banda de pop-rock carioca com trabalho autoral, dois anos de formação e vários shows no currículo, procura tecladista com disponibilidade para shows, viagens e ensaios semanais. Preferência para candidatos que toquem, possuam ou pelo menos se interessem de verdade por sintetizadores.”
Email: privatedancersrio@gmail.com
Tel: (21)96054830 (Tatiana) ou 9204 2393 (João)

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Verano

Coisa de três anos e pouco atrás, no comecinho do inverno de 2008, escrevi sobre “Stonehill Sysyphus”, primeiro EP da Verano: “Não é só porque o assobio do vento ali fora parece querer harmonizar com o órgão da faixa de abertura ou por causa da noite fria de um inverno que não sabe bem se começa de vez ou não”. E daí que, bom, agora o verão tá quase chegando e a trilha sonora se chama “Un Amor Lejos”, o primeiro “longa metragem” do grupo.

A troca de estação foi fácil de perceber porque escutei o disco em fevereiro, num CD-R azul-anil, bem na cor do céu que faz sobre a maior parte dessas músicas. O som continua acolhedor e aconchegante, íntimo mesmo, mas o que antes sugeria uma pequena reunião de amigos chega a “Um Amor Lejos” mais como festinha. As canções do primeiro EP vinham de encontros informais; essas agora são de uma banda estável, com ensaios e shows.

Essa diferença fica mais evidente em “Summerlove”, toda refrão, palminhas, escaleta cantarolante e sintetizador ronronante, mas o dia ensolarado está por toda parte. “Marianne marie (mon souffle)” brinca de surf music em francês com violões, sem se preocupar se o protetor solar vai chegar ou não, da mesma maneira como a banda não abandona em momento algum suas raízes naquele alt-folk mais obscuro, mas também não se prende nele.

Olha só o funk-glam rural de “Words”. Olha como “I Rest” parte de um começo que insinua jazz latino para depois rodopiar num fandango e cair numa valsa, assim, na maior. O ar campeiro-hispânico à beira-mar volta lá no final, em “Love Keep Away”, sempre dançando na tensão duma iminente explosão instrumental, que segura seu
próprio fôlego e com aquele som de piano. Aliás, atenção especial para os timbres, todos eles.

Ou então como os instrumentos abrem espaço para a faixa-título respirar e o baixo assumir a melodia ao redor da batida “tem alguma coisa diferente aqui”, mas assim, só que ainda assim dançante. Tão fluída quanto “Building Towers”, simples e direta, que vem logo depois.

As baladas, ao longo do disco, ficam então com mais oxigênio. Sim, tem bastante ar e respiração no disco. Pode acrescentar também aí um cheiro de restinga, areia e maresia. Mas de volta às baladas: já falamos nos timbres? Pois é, reparem no som da harmônica em “Show Me Your Love” e “Loneliness” e do fraseado simples da guitarra slide que sublinha de leve a melodia em “Shuffled Stars”.

“Un Amor Lejos” sai inicialmente como disco apenas para download e, no momento da escrita do texto, os integrantes da banda estão espalhados pelo Brasil. Supostamente, é um disco póstumo. Supostamente. De minha parte, sou determinado a acreditar nos milagres e maravilhas do verão. Ainda mais quando escuto essas coisas.

verano06.jpg

Um Inverno de ventos harmoniosos.

O Banco Redondo é um dos pontos de referência informais preferidos e mais típicos de Florianópolis. Espanta por sua franqueza, por ser o que o nome diz: um banco, de sentar, redondo, ao redor de uma árvore em uma minúscula praça. Visitantes e imigrantes às vezes chocam-se. “Pensei que era um prédio redondo de uma instituição bancária”.

A primeira audição pública do EP de estréia da Verano foi na lanchonete que funciona bem na frente do Banco Redondo, por acaso, sem aviso, sem a presença de todos os integrantes e sem o público que acompanha seus shows na cidade. Ao invés disso, Kate Hudson na TV ao lado do freezer decorado com o logo de uma cervejaria. Faz sentido. Não é só porque o assobio do vento ali fora parece querer harmonizar com o órgão da faixa de abertura, “Lune Orange” ou por causa da noite fria de um inverno que não sabe bem se começa de vez ou não. É também uma questão de origem. A audição foi sem estardalhaço e improvisada como o início do grupo, três anos e meio antes. A maior parte das faixas do EP vem dessa época. E é por isso que o disco privilegia o lado mais lento e contemplativo, melancólico até, da música deles. As outras, mais agitadas, do show, foram compostas depois, quando Verano já era uma banda. Antes dela, havia o desejo de tocar aquelas canções, quase nuas, só com violão e órgão, em que Tiago Vekho e Luiz Henrique Cudo se alternavam para fazer algo diferente das experiências anteriores de ambos (que iam de grindcore a punk-funk).

Foi assim ao longo de todo 2005. Às vezes só os dois, às vezes com amigos que ocasionalmente visitavam esses encontros musicais, na base de “almoçar, beber e tocar” e acrescentavam um ou outro instrumento, mostrando assim possibilidades sonoras, nunca com formação fixa. Durante esse ano, não havia a pretensão de montar uma banda, até que a vontade de mostrar em público o que faziam tornou isso imperativo. Um pouco para dar corpo às canções nos palcos, um pouco para viabilizar as idéias de arranjos que surgiam. Nessa época, enquanto a banda tomava forma, quase ganhou o nome de uma de suas composições, “Casi un Verano”, por sugestão das visitantes, preferiram deixar Verano mesmo. Por conta de detalhes como esses, também resistem a catalogar seu som como folk-rock, apesar do impulso inicial ter vindo do interesse por influências como Mojave 3, Elliot Smith, Palace, Arab Strap, Songs:Ohia e artistas do tipo.

O primeiro show foi em abril de 2006, já como um trio, com o baterista Daniel Pfeiffer. Depois, sem pressa, chegaram, no comecinho de 2007, à formação que começou, por ali, a apresentar-se constantemente na cidade e gravar o EP, mas também sem pressa. Fora a bateria, registrada em estúdio, o processo foi doméstico. “Também por economia, mas principalmente por preciosismo nosso. Queríamos fazer do nosso jeito, tornava a experiência mais real para a gente”, contam. O resultado é que o EP da banda ficou pronto por agora, quando eles já têm mais um monte de outras faixas novas, todas loucas para serem ouvidas. Tudo bem. Foi de respeitar o ritmo dessas coisas que a banda nasceu. Há quem ache que pressa não é necessariamente uma virtude, assim como sempre haverá quem goste mais de sentar-se debaixo de uma árvore do que de agências bancárias.

A banda conta hoje com a seguinte formação: Tiago Vekho (violão, guitarra, bandolim, harmônica e vocal), Maiza de Lavenère Bastos (violão, violino, guitarra, órgão, piano e vocal), Luiz Cudo (órgão, piano, escaleta, guitarra e backing vocal), Roberto Saraiva (baixo) e Maximilian Tommasi (bateria). O antigo baterista era o Marcio Silva.

por Humberto Montenegro.

Resenhas:
Porém, há uma pista, e muito provavelmente esta pista já indica bem a fonte que esta banda bebe: o Folk.
Entre os “nortes” estão Will Oldham, Gram Parsons, Ladybug Transistor, Mojave 3, Magnolia Electric Co.; tudo bem, tem também Dylan e Cash, pra ninguém ficar assim tão perdido.

por Antonio Rosa, blog Transitoriamente

O folk catarinense teve bons representantes. Desde os primórdios, com o Expresso Rural (que sim, teve sua importância), passando por bandas como Pistoleiros (lendários), Superbug com o country alternativo, passando também por Spengler Tenglers e os desconhecidos The Karas (bem desconhecidos). Desde 2006 ganhamos mais um representante. De Florianópolis a banda Verano.
por Rafael Weiss, do Mundo47

“A simplicidade por trás dos arranjos “esconde” uma preocupação com detalhes que costumam passar desapercebidos ao ouvinte mais incauto. Uma linha de baixo levemente diferente no meio de Lune Orange, um backing vocal levemente colocado em La Fenetre – ambas com letras em francês, as outras quatro canções são em inglês -, o belo arranjo retrô do órgão em s órgãos tomando conta, mas sem apagar os outros instrumentos, uma pequena distorção da guitarra na quase country Stonehill Sisyphus … “
por Valdir Antonelli, para o site DropMusic

 

Postado 11/07/2008 às 15:36

Churrus lança clipe. Ao vivo.

Os shows continuam nesta semana e na outra para as bandas do midsummer madness. Anote ai na sua agenda:

quinta feira, 17 de julho
transferido para sexta 18 de julho
Churrus e John Candy
local: Dama de Ferro – r. vinicius de moraes, 208 – Ipanema (quase na lagoa) RJ
23h
ingresso: $5 até meia noite ou $12 após meia-noite.

O Churrus acabou de lançar seu segundo videoclipe, para a música “Someday”, assista:
Imagem de Amostra do You Tube

Postado 10/07/2008 às 13:29