random songs

\ZINE - fevereiro de 2008\

1994′s now

cigarettes-2008.jpgCigarettes está no estúdio BPM no Rio de Janeiro gravando seu 3º disco que vai ser lançado ainda em 2008 pelo midsummer madness e pela Slag. O disco ainda não tem título, deve ter 12 músicas e a produção é do próprio Marcelo Colares. Gravando com ele estão Mito (baterista da Pelvs), Sidney (ex-Vibrosensores) e Régis (ex-4track valsa, supercordas). (foto ao lado por Clínio)

Enquanto isso, de São Paulo, chega a notícia que o Old Magic Pallas voltou a ensaiar e planeja shows para 2008. A única mudança na formação original, que inclui Chris Munin (voz), Marco Vianna (baixo), Osmar Buono (guitarra) e Marcelo Shida (bateria). No lugar do guitarrista Fernando entrou Nivaldo, amigo de longa data da banda. O Old Magic Pallas pretende gravar músicas novas para um CD que incluirá a clássica demo “Pull my daisy” como bônus. Desta fita, de 1994, dá uma conferida no clipe da música “Stargazer”:
Imagem de Amostra do You Tube

Falando em Cigarettes, dia 14 de março eles tocam na Obra, em Beo Horizonte:

cartaz-cigs-obra-2008.jpg

Postado 29/02/2008 às 15:02

O que é Evidente pra você?

marcaevidente_web1.jpg

É Evidente que tem muita banda boa no Brasil? É Evidente que você queria escutar música boa no rádio? É Evidente que os vídeos na internet poderiam ser menos toscos? É Evidente que você gosta de estar num show especial com músicas exclusivas? Então dá uma conferida aqui e aqui que você vai entender o que é tão Evidente assim.

Postado 26/02/2008 às 19:36

Saiu a programação do Festival Evidente

marcaevidente_web.jpg

Caso você ainda não saiba, depois de 9 edições, o festival Algumas Pessoas… do midsummer madness mudou de nome e de formato. Agora se chama EVIDENTE.  E a programação da 1ª edição tá confirmada!

Teremos uma noite de suingue gostoso (opa!) com João Brasil e Banda Leme (nova armação, agora no rock, do DeLeve e do Flu). Depois uma noite histórica com os norte-americanos do Shellac (banda do produtor Steve Albini, que já mexeu nos botõezinhos dos discos do Nirvana, PJ Harvey, Stooges, Pixies, entre vários outros) e a volta do Smack, banda paulistana que reúne Edgard Scandura (IRA!), Sandra Coutinho (Mercenárias) e Pamps. Pra fechar esta edição, o primeiro show no Rio de Janeiro da sensação indie Mallu Magalhães junto com a volta aos palcos, depois de quase 1 ano parados, do Luisa mandou um beijo.

Tá bom ou quer mais? Quer mais né… não se preocupe porque vai ter mais. João e DeLeve devem tocar músicas juntos. Smack tá programando participações especiais. E você vai poder ver e ouvir tudo que rolar de conteúdo inédito e exclusivo do EVIDENTE aqui neste site e no nosso MySpace.

PROGRAMAÇÃO FESTIVAL EVIDENTE
18/ março 2008 – terça feira
João Brasil (www.joaobrasil.com.br)
Banda Leme (www.www.myspace.com/bandaleme)
local: Cinematheque (r. voluntários da pátria, 53 – botafogo / RJ)
ingressos: R$30 / R$20 com flyer até 23h / R$15 (lista amiga)

25/março 2008 – terça feira
Shellac (eua) (www.touchandgorecords.com)
Smack (www.myspace.com/bandasmack)
local: Teatro Odisséia (av mem de sá, 66 – lapa / RJ)
ingressos: R$40 / R$30 com flyer até 23h / R$20 (lista amiga)

28/março 2008 – sexta feira
Luisa mandou um beijo (www.mmrecords.com.br)
Mallu Magalhães (www.myspace.com/mallumagalhaes )
local: Cinematheque (r. voluntários da pátria, 53 – botafogo / RJ)
ingressos: R$30 / R$20 com flyer até 23h / R$15 (lista amiga)

Lugar para se inscrever na lista amiga será anunciado mais adiante.
Cinemathèque sujeito a lotação.

Postado

Spotlight on: Ampslina

AMPSLINA-2009

Ampslina

Ampslina formed in Recife (northeast Brazil) in the middle of June 1995 by a group of friends. Luciana (vocals) and Alcides (guitars) met while studying Architecture at University (UFPE) . Henrique (bass) is Alcides brother, the other members were friends and neighbours invited for the adventure. In that time, Luciana was 17, Alcides, 20, and Henrique was 18 years old. The brothers used to play together since the middle 80′s but the idea of a project influenced by Mutantes happened only in University time.

Later in 2004, they rejoined to play at a friend’s party. Surprisingly, some friends asked them to play their own songs. After that, they decided to reunite the band. Ampslina reborn with new purpose and formation. In 2005, Diego Araújo (Sweet Fanny Addams‘ bass player) joined the 3 original members to play drums and so did Lorena in violin and vocals later in 2006. The present formation was completed when Ricardo entered to replace Diego and most recently Rogério assumed programming and guitars after “Curva e Linha” EP recording.

This new Ampslina are still dense, with harmonic confluence between violin and guitar, sweet voices, strong rhythms and electronic effects. After the gap, they feel themselves more mature and musically sensitive, this could be naturally perceived through lyrics and melodies of their new songs. Besides friendship, technological facilities and interfaces such as internet and recording softwares, new members with different influences and tones stimulated A&L to perform and write songs.

Luciana says, “After releasing ‘Curva e Linha’ we didn’t know what or how would be the audience feedback but in fact we trusted the songs. We knew that we had in our hands the result of our differences and not simply a product of any external formula adopted for us.” Actually, there are many differences. Alcides and Henrique’s father is a popular songwriter in Frevo (a tradicional rhythmn from the northeast Brazil). Despite that, both brothers enjoy blues and classical rock. Rogério likes samba-rock and such as Luciana and Lorena also likes alternative rock. But both girls also enjoy fusions, electronic music, jazz, and so on.

Kind of a Mangue Beat, ain’t that?
Could be… but not repeating formulas, like Luciana said: “If Recife has a sound considered multicultural, so we fit where music is completely free to float, where we can mix tones, sound effetcs, to experiment our passions and feelings. But regional rhythms and aspects are not our references, it wouldn’t sound true. We were raised by the concrete but we could not deny our popular culture. It is just a matter of life experience.”

amps_04.jpg

Ampslina 2004 formation

“Curva e Linha” ‘s recording started in March 2007 at Pierre’s studio with a little help from Guilherme Gadelha on keyboards, samplers and effects. It was finished in June 2007 at Proclo’s studio with the help from another friend, Enio Damasceno (from local band Mellotrons) playing synths and eletronic effects. Diego (from Sweet Fanny Addams) helped with mixdown and mastering in a home studio.

In 2008, Ampslina recorded a version of Beatles‘ “Good Night”, taken from the White Album. A brazilian journalist is compiling fan versions from brazilian bands.

In 2008, Luciana left the band. Ju Orange became Ampslina new vocalist and the band build his own recording studio. In this studio they record and relaese the second digital EP entitled “Insone”. 

In 2010 Amsplina recorded a version for Yoko Ono’s “Listen, The Snow is Falling”, from the “Wedding Album”. This version takes part on a double tribute album called “Mr Lennon” and “Mrs Lennon” released by brazilian record label Discobertas.

You can listen and download Ampslina EPs at their portuguese page here - http://mmrecords.com.br/ampslina-2/

 

Postado 25/02/2008 às 18:35

Killing Chainsaw

killing-chainsaw-blur

Sem qualquer correção jornalística, esta página dentro do site do midsummer madness é uma das mais queridas e esperadas em quase 19 anos de zine e gravadora. Procurei durante meses (para não dizer anos), alguém que escrevesse este texto de maneira menos parcial. Não achei. Decidi escrever eu mesmo o quanto eu amo esta fitinha! De novo, sem nenhum compromisso em contar a verdade dos fatos, aqui vai somente a minha opinião.

“Early Demo(ns)” é de um dos melhores registros nacionais de todos os tempos, lançado em 1989, em fita-demo. Eu recebi esta fita de uma amiga de São Paulo com quem eu me correspondia por carta. Era uma cópia de uma cópia que ela tinha da primeira demo de uma banda de Piracicaba chamada Killing Chainsaw. Não tinha capa e o título era “Gravado Nos Infernos”. A primeira audição foi uma porrada! Na época eu só ouvia “Sister” do Sonic Youth, “Bizarro” do Wedding Present e “Stooges” do Stooges. Dai a “Nos Infernos” começa com distorções gratuitas de “Serpent and the Rainbow” e continua com guitarras tocadas à dente na “Another Man’s Heart”.

“Que diabos é isso!?! A Érica deve ter gravado uma outra banda gringa qualquer e me mandou como se fosse o Killing Chainsaw!!!”, foi o que eu pensei.

capa-enquanto-isso.jpgO Killing Chainsaw que eu conhecia em 1989 tinha apenas 2 músicas num vinil chamado “Enquanto Isso” que trazia “Lollypop” e “Prudence”. Pra mim, eram duas pérolas difíceis de se igualar. Não parecia possível que uma banda conseguisse manter a genialidade daquelas duas músicas. “Prudence” tem uma bateria frenética no melhor estilo Wedding Present e um refrão surrreal “like you dooo”. Lembro que levantei da cadeira, aumentei o som e sai pulando pelo quarto. Coisas de um adolescente de 15 ou 16 anos. Ouvi mais uma vez, e mais uma, e toda vez que ouço “Prudence” saio tocando air-drum enlouquecidamente.

Dai para frente, o jogo estava ganho. A gravação era muito boa para os padrões 88-89 do underground brasileiro, tanto que a master que vocês podem ouvir e baixar ai ao lado é desta mesma fitinha BASF, cópia da cópia que a tal amiga me mandou. Fico imaginando a master que o Rodrigo (vocalista e guitarrista do Killing Chainsaw, atualmente no Grenade) tinha e diz ter perdido. Só para aumentar o drama, descobri mais tarde que o tal “Nos Infernos” era a casa de um deles, acho que do próprio Rodrigo, e lá foi gravada num porta-estúdio Tascam de poucos canais. Sentiu o drama?!

A esta altura eles já estão berrando “pop! pop! lollypop, pop, lollypop” nos seus ouvidos.

montagem-killing.jpg

A quantidade de cópias que fiz desta fita para os amigos não está no gibi… Primeiro toda Niterói-indie: Fábio (vocalista do Second Come na época), Leandro (do Squonks, depois Stellar), Bia, Cadu (na época nas Drivellers e depois no Stellar). Eu achava (e ainda acho) que o mundo não podia acabar sem que todos ouvissem esta maravilha. E foi esta fita que literalmente criou, mesmo que inconscientemente, a gravadora midsummer madness. Foi por causa desta fita e do clima soturno de “Demise Ditty” (porra, ninguém no Brasil ainda tinha gravado uma “we will fall” à la Stooges, que entrasse no meio do disco, que tivesse mais de 2 minutos e que fosse esquisita) que eu resolvi inventar a tal fita cassete que seria encartada na próxima edição do fanzine midsummer madness com músicas das bandas que eu gostava.

Devo ter visto 2 ou 3 shows do Killing Chainsaw, todos eles em São Paulo. Se foram mais do que isso e eu não me recordo, provavelmente foi porque “something was happening in the other side of my brain”. Me lembro de dois deles, ambos no Espaço Retrô, em Santa Cecília, SP. Um foi o primeiro que vi. Estava bebum demais, tinha apenas 16 anos e tinha entrado no Retrô com identidade falsificada. Me lembro que Gozo (o guitarrista) quebrou a guitarra numa coluna de concreto no final do show e eu só pensava “caralho, que isso!!” O baterista Rodrigo (e ainda tem essa, eram 3 Rodrigos na banda: o Guedes, guitarra e voz, atual Grenade; Rodrigo Gozo, o tal guitarrista insano; e Rodrigo B, de baterista. O baixista era Gerson, coitado…) Mas então, me lembro que o baterista Rodrigo realmente mantinha o tempo acelerado das músicas da demo e às vezes até tocava mais rápido. Era muita adrenalina. Este primeiro show nem foi tão bom, microfonias do começo ao fim, som do Retrô caindo aos pedaços e Nick Cave na platéia distraindo o público do show.

Já o segundo show foi o mais foda de todos. Já contei esta estória numa edição sobre o rock brasileiro da Revista Bizz. Diz assim: “O Killing Chainsaw, de Piracicaba, completava com as duas bandas anteriores (Second Come e Pin Ups), a tríade desta cena outsider do começo dos anos 90. (…) Uma noite em São Paulo, quando o Cocteau Twins se arrastava no palco de uma grande casa de shows, a poucos quilômetros dali, no minúsculo Espaço Retrô, o Killing Chainsaw demolia tudo. Sinal dos tempos: apesar do amadorismo e das dificuldades, os pioneiros desta fase do rock independente brasileiro haviam atingido a maturidade criativa. Dentro de uma cena lembrada apenas como derivativa, todos que presenciaram esta noite em São Paulo chegaram à mesma conclusão: “às vezes gostamos mais do nosso indie do que do indie que julgávamos intocável, como o Cocteau Twins”. Sofrendo dos mesmos problemas do Second Come para gravar um disco, o Killing Chainsaw vendia centenas de fitas cassete e foi, da tríade, a última banda a gravar seu vinil. O disco, intitulado apenas Killing Chainsaw, saiu pela gravadora Zoyd de São Paulo que lançou na mesma leva, em 1992, o vinil do projeto acústico do Pin Ups, Gash.

“Lie is violent”, era a que mais agradava a indiezada Niteroiense. Guitarras madchester recheadas de wah-wah e um baixo de fazer inveja ao Happy Mondays. Mas que carajos, os caras já escutaram tudo mesmo! De Wedding Present a Happy Mondays. E melhor, faziam destas audições suas próprias músicas, ainda mais legais. Entendeu de onde vem o orgulho de gostar mais do Killing Chainsaw do que do Cocteau Twins???

NOISEEEE!

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O Killing Chainsaw foi uma das últimas bandas a gravar seu disco, em vinil, pela Zoyd. Bom disco, mas pra mim, nada supera esta demo. De cabeça, sem pesquisar, sei que a discografia deles é este vinil pela Zoyd, já com Pedrinho na bateria, que saiu junto com o Gash e o “Slim Fast Formula” lançado pela Roadrunner em 1994, quando a banda já estava numa praia muito mais pro hardcore do que pra guitar (como se falava na época).

Na fitinha, uma versão para Beatles, “Paperback Writer”. Eu me lembro de achar ousado pois na minha adolescência de indie xiita, Beatles = “Michele” e “Yellow Submarine” além de todos os ié-ié-iés que eu achava muito bobinhos. É, verdade seja dita, eu não gostava de Beatles. Mas dai os caras começaram a mostrar o lado bom do quarteto de Liverpool.

killing2004_2.jpg

(acima, a banda em rara reunião em 2004 num show do Mudhoney)
“Mousetrap” foi uma das primeiras músicas de bandas nacionais que eu discotequei na minha vida. A ocasião foi um show do Second Come no Clube Sírio Libanês em Botafogo no Rio de Janeiro, que eu fiquei responsável pelo som ambiente… e lá foi a fitinha pros altos falantes. “Nos Infernos” tinha uma capinha diferente desta. “Early Demo(ns)” tem esta capa especial ai ao lado feita pelo próprio Rodrigo Guedes. A minha era um desenho de uma serra elétrica de um HQ da época.

“Early Demo(ns)” termina com o clássico para a posteridade do Killing Chainsaw em sua versão original: “Evisceration”. Fui buscar no dicionário o que significava. Maluco, os caras tinham um inglês sofisticado, que nem mesmo a pronúncia evisceratchon machuca.

Enfim, “Early Demo(ns)”, como foi renomeada por Rodrigo, é o resumo do que eu considero clássico. Escutem a fita ao lado e discordem se forem capazes.

Parte da verdade vem a tona: o engenheiro de som que gravou a fita nos mandou um email:
“Ola todos voces da Midsummer Madness,
um amigo meu me mandou o link do seu site e por incrível que pareça quem fez a gravação do Killing Chainsaw fui eu, Celso Rocha, guitarrista, amigo de todos os Rodrigos, do Gerson e do futuro baterista Pedro, com quem eu tinha uma banda junto com o Rodrigo (Gozo). A gravação foi feita num tascam de 4 pistas, uma mesa gianinni e microfones Le-som SM-58 lá na casa onde eles ensaiavam e moravam.
“Nos Inferno” foi o nome dado ao estúdio móvel, levando em conta o local da gravacao, vc pode imaginar um bando de malucos morando juntos…..hahaha, meu assistente nas gravacoes foi o Heitor Porta (Door) tambem amigo de todos e grande companheiro.
Gravei várias bandas de Piracicaba desta maneira, levava o estúdio até a banda, era lindo e tosco!!
São minhas também as gravações que entraram para a coletânea “Enquanto isto“, participei como “conselheiro” das gravações do primeiro disco da banda em Sao Paulo, lancado pela Zoyd, tempos depois cheguei a gravá-los no meu estúdio, cujo sócio era o novo baterista Pedro Rosas.
Foi uma versão de uma música do Tom Waits, que ficou linda, e fizemos tambem uma mixagem de 4 músicas gravadas ao vivo em um ensaio da banda num bar em Piracicaba que o Gozo era sócio.
Vou procurar mas não sei se vou encontrar, devo ter a fita original em 4 pistas do meu Tascam em algum lugar……….não sei!

Foi um feliz achado, não ouvia estas músicas há mais de 12 anos. Tenho um novo estúdio agora chamado “ESTÚDIO APACHE”, não foi possível manter o “Nos Inferno” por questões comerciais…
Visite meu site www.estudioapache.com.br
Um grande abraço
Celso Rocha (Cito)

Ao vivo no primeiro Juntatribo, festival em Campinas em 1994 onde eu vi meu 3º ou 4º show do Killing Chainsaw.
Imagem de Amostra do You Tube
aqui as guitarras já estão mais pesadas e a graça da demo de 1989 tinha sumido pra mim. E se bem me lembro, a banda estava puta comigo porque a Pelvs e o Cigarettes tinham feito um show gigantesco antes deles, estourando o tempo combinado. Em 5:53 eles começam a tocar a versão hc de “Evisceration”… dai vocês vão me entender.

Mais textos sobre o Killing Chainsaw: 

E-Zine Supers, de Andhye Iore, de quem eu peguei emprestado as fotos desta página:http://odarainternet.com.br/supers/musica/killing-bio.htm

Texto do e-zine Dying Days, de 2004: http://dyingdays.net/Killing_Chainsaw/index.html

Textos + 2 discos oficiais para baixar no excelente Webhermética: http://webhermetica.blogspot.com/2007/09/killing-chainsaw.html

Postado 21/02/2008 às 19:48

Private Dancers em rádio gringa

Breakthruradio é uma excelente rádio online, funcionando em flash, super fácil e leve de ouvir. Um dos programas se chama Spotlight on the city, produzido por Lottie, onde ela toca bandas de uma cidade qualquer do mundo. Dia 19 de fevereiro foi a vez do Rio de Janeiro e o Private Dancers teve 2 músicas suas tocadas no programa. Vale a pena ouvir, o gringos já estão manjando de rock brasileiro: http://www.breakthruradio.com/

Postado 19/02/2008 às 21:55

Private Dancers na BTRadio

Breakthruradio é uma excelente rádio online, funcionando em flash, super fácil e leve de ouvir. Um dos programas se chama Spotlight on the city, produzido por Lottie, onde ela toca bandas de uma cidade qualquer do mundo. Dia 19 de fevereiro foi a vez do Rio de Janeiro e o Private Dancers teve 2 músicas suas tocadas no programa. Vale a pena ouvir, o gringos já estão manjando de rock brasileiro: http://www.breakthruradio.com/

Postado

Churrus

Churrus2016_web
Churrus – Transcontinental
, por Gordinho (guitarrista da Pelvs)

É evidente que inquietação, desconforto e necessidade de mudar muitas vezes foram responsáveis por grandes obras de arte. Possivelmente a música seria muito diferente se tantos artistas não tivessem se rebelado contra o que os cercava ou o que eles mesmos estavam produzindo. Mas isso não impede o conforto de ser um fator determinante para a evolução de uma banda. Os três anos desde o lançamento de Monotone, ensaiando, compondo, gravando e tocando com a mesma formação, trouxeram esse conforto ao Churrus.

O resultado é Transcontinental, terceiro álbum do quinteto de São João del Rei, um conjunto de canções inspiradas em que a banda parece mais à vontade do que nunca, transportando com sucesso a energia do palco para o estúdio de gravação. As composições privilegiam um power-pop com tendência shoegazer e apresentam influências britânicas (Teenage Fanclub, Ride) e norte-americanas (Guided by Voices, Pernice Brothers). Confirmando a tradição do estilo, são as melodias que saltam aos ouvidos, simples, redondas, mas nunca óbvias. Em “Gabriel”, o vocalista e guitarrista Túlio Panzera faz uma homenagem emocionada a seu filho que recentemente completou um ano.

As guitarras de Túlio e Matheus Lopes receberam o reforço de Luís Couto, trazendo riffs, tramas e sobreposições mais elaborados do que em seus trabalhos anteriores. É o caso de “Everyday & everytime” e “All I wonder”, que trazem guitarras banhadas em efeitos em primeiro plano. Mas é quando saem dos holofotes, como em “Diamonds”, “January” e na ensolarada “Backyards”, que elas dão mais cores a Transcontinental e ao mesmo tempo ajudam a definir uma sonoridade característica do Churrus.

Paulo Filipe Souza (bateria) e Bruno Martinho (baixo) brilham ao não fazerem questão de brilhar, sem firulas e com muita personalidade, como em “Oldfield Park”, estreia de Luís Couto nos vocais, com sua levada no violão e seu refrão grudento. A produção de Transcontinental, que ficou a cargo da própria banda, é também uma evolução na obra do Churrus. Com mais recursos e mais entrosamento, o lo-fi de seus primeiros discos fica um pouco de lado, mas a banda nunca corre o risco de soar muito polida. É o calor dos shows sempre vibrantes que está presente na gravação e que dá o tom que une as dezesseis faixas do álbum.
Talvez seja a responsabilidade da paternidade, ou talvez seja a segurança que os anos juntos proporcionam, mas o fato é que Transcontinental mostra o Churrus como uma banda madura. Para nossa sorte (e para a deles), no entanto, a banda ainda é capaz de divertir (e se divertir) como nunca.


Em fevereiro de 2013, longe dos estúdios desde 2010, a banda mineira retorna com lançamento do EP “Everyday & Everytime“. Ao longo de quase dez anos de carreira, contou com diversas formações até fincar os pés em São João Del Rey e se consolidar como um quinteto à época do lançamento de Monotone (2010) com a entrada do guitarrista e tecladista Luis Couto. A formação atual conta com Túlio Panzera (guitarra e voz), Matheus Lopes (guitarra e voz), Luis Couto (guitarra, teclado e voz), Bruno Martinho (Baixo) e Paulo Filipe Souza (Bateria).

Tendo finalmente alcançado a estabilidade, a banda pode investir em uma produção mais elaborada deixando um pouco de lado o lo-fi tão presente nos seus primeiros trabalhos. Além disso, a chegada de um terceiro guitarrista fez com que, naturalmente, a presença das guitarras fosse enfatizada neste novo trabalho.

Esta novidade é mais evidente em “All I Wonder” e na faixa título, tanto nos riffs à la Will Sergeant que marcam as canções, quanto nos duetos de guitarra que demonstram a influência de bandas como Wilco e Thin Lizzy. Duetos também presentes em “Diamonds”, que com sua doce melodia nos remete a Pernice Brothers. A quarta canção do EP, “Gabriel”, é uma balada que celebra a paternidade e nos leva de volta a 1995, quando o britpop dominava as paradas. (Por Luiz Flavio Castro – LF – 26-01-13).


 

Em 2010, o quinteto de São João Del’Rey lançou seu segundo álbum, “Monotone”. A evolução fica evidente logo à primeira audição de “Monotone”. Com uma produção mais refinada do que a de “The Greatest Day”, “Monotone” apresenta uma banda mais coesa e consciente do seu som, consequência natural dos diversos shows e festivais ao longo destes últimos anos. As composições, desta vez, são divididas entre os diversos membros da banda, o que confere ainda mais originalidade ao quinteto. As referências continuam caminhando entre o indie rock e o lo-fi, com pitadas de shoegaze. Entre violões, solos de guitarra e de teclado, encontramos ecos de Pavement, Nada Surf, Guided by Voices, Charlatans e, em especial, Teenage Fanclub, talvez a principal influência da banda. Para aquelas almas saudosistas do bom rock alternativo dos anos 90, carentes de guitarras e de belas melodias “Monotone” é a prescrição ideal. Algumas músicas deste álbum podem ser ouvidas no recém lançado EP online “I got to go”, disponível no site da banda e aqui no midsummer madness.


Em meados de 1997, Túlio Panzera mudou-se para Belo Horizonte para fazer o curso de Engenharia Mecânica na UFMG. De 1997 a 2003 tocou na banda Multisofa, e em 2001 lançou seu álbum de estréia pela gravadora Bay King Music. Em 2002, a música “Single Japanese”, composta por Panzera, virou bônus nos discos lançados no exterior através do selo Japonês Little Pad Records, e do selo Italiano “Best Kept Secret”. O Multisofa se destacou em 2003 tocando em importantes festivais brasileiros como: Indie Rock Brasil, Bananada, All Stars, além de apresentar em programas de TV e rádio, no Palácio das Artes (BH) e no bar A Obra.

Após a conclusão de seu mestrado em 2003, Panzera inicia a gravação de um novo projeto musical com composições próprias, intitulado Churrus, lançando uma demo chamada “Piano”. Este trabalho chamou a atenção de Matheus Lopes, também de São João Del Rey, que entrou para a banda em 2004.

Em 2005 Panzera foi morar na Inglaterra e lá continuou o Churrus com novos músicos: Fred Dutton, Simon Watkins, James Whitley e Rich. De volta ao Brasil em 2006, Túlio Panzera e Matheus Lopes decidiram gravar o disco de estréia da banda, “The Greatest Day”. Contando com as participações de Bernardo Berg e Bruno Martinho (ex-Vellocet) o disco foi gravado em um Home Estúdio durante 11 meses, finalizado em setembro de 2007.

Atualmente, a banda conta com a participação de três  integrantes de São João Del Rey, entre eles, Túlio Panzera (voz e guitarra), Matheus Lopes (voz e guitarra), Paulo Filipe Souza (bateria) além de Luis Couto (guitarra, teclado e voz) de Bom Despacho e  Bruno Martinho (baixo), de BH.

As influências do Churrus vão desde o rock britânico dos anos 60 até o indie rock contemporâneo, praia visitada por diversos artistas como Beatles, Beach Boys, Guided by Voices, Teenage Fanclub, Elliott Smith, Pernice Brothers, Beulah, Wilco, entre outros.

 


Escute o single “Kingdom of Lords”
Deezer
Spotify

Compre a versão digital de “Transcontinental”:
iTuneshttp://itunes.apple.com/us/album/id687734567
Deezer: http://www.deezer.com/album/6942050
Rdio: http://rd.io/x/Qj53cKo/
Spotify: http://open.spotify.com/album/26SnPY7BvgXtT4lgBx9Eak

Compre a versão digital de “Monotone”
iTunes: http://itunes.apple.com/us/album/id896513277
Spotify: http://open.spotify.com/album/43E6q9ag4Yt4Ln9h98XVSf


 

O que andam escrevendo sobre a banda:
As melodias são assoviáveis, grudentas, extremamente pops, daquele pop bem feito, classudo e que, infelizmente, não toca nas rádios brasileiras, mas que faria sucesso nas rádios alternativas norte-americanas.
do site DROP MUSIC, por Valdir Antonelli

I do hear frequent hints of dreamy pop (particularly in the light, slightly delayed guitar sound) throughout the record, a la the Lassie Foundation or the Melody Unit, as well as an occasional similarity to Let’s Active (check out the big Mitch Easter-styled ’80s drum sound in “Where’s The Moon?”!). But really, Teenage Fanclub is a rather apt comparison,”
do site INDIE PAGES, março de 2008, leia na íntegra aqui

 

Postado 16/02/2008 às 22:26

Mr Spaceman em Berlim

Regis toca músicas do recém lançado CD Mr Spaceman no Bar Lunik (Forster Str. 6 – Berlin) no dia 22 de fevereiro, às 20h. Caso você esteja por ai, não deixe de conferir.

Postado

show Nervoso e os Calmantes

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Postado 11/02/2008 às 18:03