Midsummer Madness


Zine

Como foi em Cuiabá

logo-rumos-itau-cultural.gifEngraçado… Cuiabá tem o Espaço Cubo, um monte de bandas legais e boas idéias sobre o mercado musical mas a palestra foi chata!

Sim isso é apenas a minha opinião… O local foi o belíssimo SESC Arsenal, um pouco longe do Centro, e o horário ingrato: às 14h o Sol estava impiedoso! Com uma produção de primeira do pessoal do SESC e do Projeto Ciranda, o espaço do teatro, a projeção do documentário e o coffee break foram (infelizmente) os pontos altos do seminário.

De novo com Natale, eu, Maurício e Wagner na mesa, as poucas pessoas da platéia (menos que em Campo Grande e Barra do Garças) parecia obrigada a estar no local. No final, quando abrimos para perguntas, praticamente somente o Ahmad do Espaço Cubo e o Linha-Dura (codinome dele) da CUFA local dialogou com a mesa.

Fiquei com uma impressão esquisita de que a força do Cubo se restringe aos seus eventos, que eles ainda não têm capacidade de falar para toda Cuiabá e incentivar as pessoas a comparecerem a este tipo de evento. Algo semelhante ao que acontece com as ações do midsummer madness aqui no Rio rsrsrsrs…

A estada em Cuiabá valeu pela visita ao Projeto Ciranda que ensina música à jovens carentes.

(3) comentários | 09.03.2007


3 Comentários sobre “ Como foi em Cuiabá ”

  1. Pablo diz:

    Cara, nao da pra vc tirar por base só o dia do Rumos em Cuiabá pra saber o tamanho do dialogo com a calsse né. Espero que vc venha para cuiaba em outras oportunidades para entender melhor como funciona o esqeuma.

  2. Lariú diz:

    Claro que não Pablo, por isso usei a palavra “impressão”. Porque, pensa comigo, em Londrina onde vc palestrou, tinha mais de 150 pessoas na platéia… porque Cuiabá foi tão vazio?

  3. Ahmad diz:

    Tive a infelicidade de ler seu texto sobre a palestra apenas agora e achei no mínimo carregado de pré-conceitos vindos junto à tua bagagem. O que vc listou como pontos altos do seminário é no mínimo incoerente pra quem se dispôs rodar o país e absorver as experiências de cada região, mesmo se fosse em Livramento (pequeno município produtor de bananas no estado) e tivesse apenas uma pessoa no debate tenho certeza que com as oportunidades que tua vida de classe média lhe ofertou e sua longa vivência na cena independente, poderia ser gerado uma leitura política absurdamente mais interessante do que este seu texto rancoroso. Além de subjugar as pessoas que ali se fizeram presentes, não partiu pra uma avaliação mais qualificada do seminário, se limitou a estabelecer sobre seu texto a premissa da quantidade de pessoas. Quando vc nivela as coisas pelo número vc elimina a diversidade de idéias e pensamentos que existem entre as pessoas, seria igual comparar a tua palestra com uma palestra do Pablo. O exemplo de caso que te subsidiou durante o seminário foi o cara que perguntou o que ele precisava pra ser famoso. Era isso que vc acreditou que encontraria aqui? Em Cuiabá o debate acontece diariamente, não é novidade, é o combustível dos nossos trabalhos, dificilmente vc ouvirá de qualquer pessoa daqui um dia que passasse sem que houvesse um debate político, deve ser uma realidade completamente diferente da que vc está acostumado, os fóruns, coletivos de bandas como a Volume que estava presente, coletivos de videomakers como a Próxima Cena, forças progressistas da cultura, os debates no conselho, as articulações e embates entre grupos políticos, acho q vc é quem se limita ao mercado musical. Falar q a vinda pra cá só valeu a pena por conhecer um projeto que trabalha música pra crianças carentes prova o quanto vc está distante de tudo isso. Enfim, acho que vc está sozinho demais meu caro, e sozinho vc não tem parâmetro algum!

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